sexta-feira, 10 de abril de 2015

Angelique DuCondrey



Eu era Angelique DuCondrey no tal jogo de que falou-nos Gabriela. Um personagem que nunca saiu de mim. Fiquei condenada também a ser meio anjo e meio bruxa. Mas a história valeria a pena ser contada. E vou aqui relembrar as origens de Angie – como a chamavam carinhosamente.

“Angelique era um anjo dos exércitos celestiais. O braço direito de Miguel, o arcanjo. Lutou diversas vezes contra os demônios em prol da segurança da humanidade. Mas um dia, em uma de suas batalhas, ela apaixonou-se por Mephistófoles. Descontrolada de paixão, Angelic abandona o céu e lança-se em nome do amor para o inferno.

Como era de se esperar, pouco tempo depois a paixão foi passando e o demônio partiu para novas conquistas. A essa altura Angie já tinha duas filhas de Mephistófoles: Jalousie e Convoitise. Inconformada com o desprezo do marido, Angelique assassina as duas filhas e pede abrigo a rainha dos infernos: Lilith. Compadecida da dor de sua amiga Lilith envia Angelique para Amiens na França onde ela deveria ficar na forma de vampira. Nunca mais deveria voltar aos infernos. E assim se cumpriu. Angelique passou a morar no cemitério de Amiens. E não tardou a ser considerada uma das mais poderosas vampiras de lá. Casou com Lestat e adotou sete filhas. Tornou-se rainha. Uma lenda entre os anjos e os demônios.

Influente, inteligente, vingativa, fria... PERIGOSA. Angelique usa sua beleza para atrair jovens até seu mausoléu onde entre prazeres do corpo roubava-lhes os sonhos, o juízo... A vida!”

Bom, essa era a história criada por mim para minha personagem no jogo. Sinto saudade dessa época. Era um tempo de muita atividade no antigo Orkut. E toparia criar uma série de contos para quem sabe um dia virar um livro sobre esse clã que deu muito que falar. De qualquer forma ainda ando por aí roubando juízos só para não perder o hábito.


Até!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Via Láctea - trecho XIII


“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Até o Próximo Texto
Au Revoir

Bilac, Olavo. Antologia Poética - Porto Alegre, RS: L&PM, 2012. p. 28

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Joaninha



__ Mãe, olha lá! É uma Joaninha. 
__ É mesmo.

Ele se abaixa e cuidadosamente captura o inseto. A mãe o observa vir correndo em sua direção. Sorriso gigantesco. Olhos radiantes. 

__ Para você, mãe. - disse como quem entregava a mãe o maior de todos os tesouros da terra. 

Ao abrir a mão, a tristeza tomou conta do seu rosto. A Joaninha havia voado. Os olhos marejaram num misto de vergonha, raiva e decepção. A mãe abriu um sorriso enorme e abraçou o filho com uma gratidão tremenda. 

__ Amei o presente!
__ Como?
__ A liberdade que você trouxe na palma de sua mão para mim. Amei!

O menino sorriu de novo. Mesma face orgulhosa de antes. Aprendera uma lição para vida toda. 

__ Te amo!
__ Eu também. 

E correndo ele voltou para o jardim.
(Waleska Zibetti, in "A Joaninha")

terça-feira, 7 de abril de 2015

UMA MESTIÇA NO VATICANO



CONTO (sinopse)

Não sei se a Waleska vai se lembrar, mas esse conto eu escrevi na época em que tínhamos a família Du Condreys como perfil de jogo na rede social. Fiz esta sinopse com intuito de escrever um conto completo.
Venho agora dividir com vocês essa ideia e quem sabe minhas colegas do clube não animam em escrever essa história comigo de presente para vocês!?

“Em nome do Pai, do filho, do espírito Santo. Deixe este corpo, pois a Deus ele pertence. Sou Jacob Petrovna e ordeno que saia!”
Assim começou o exorcismo de Shayla, filha de uma bruxa com um lobisomem já falecido, em 1666 num povoado em Sérvia.
Naquela época, o cristianismo ainda dominava e tentava acabar com a religião dos pagãos. Houve muitas inquisições e guerras entre bruxos e cristãos. Mas o caso de Shayla foi extremamente inusitado porque nunca houvera um caso de um servo das trevas (bruxo) ser assombrado por seres das mesmas trevas (demônios).
Havia uma força maligna dentro dela, algo indecifrável.
Podia-se ver insanidade e obscuridade  através de seus olhos.
“Que saia os anjos que habitam em mim. Expulsem os demônios que tentam me possuir!”
Foram as ultimas palavras que ela disse ao padre quando entrou em transe satânico profundo.
Ela transpirava ira, luxúria e gula.
Lágrimas de sangue jorrava através de seus olhos.
Naquele dia, padre Petrovna percebeu o quão injusto foi a igreja por condenar os pagãos, sendo que eles não tinham feições maquiavélicas.
Chegando a meia noite, Shayla foi despertando e caninos foram aparecendo enquanto sorria com lábios frios e seus olhos que eram azuis, foram se transformando em gelo e ela começou a voar. Assim ela matou o padre e sua mãe, então fugiu.
A única prova de seu exorcismo está preservado no templo mais sagrado da humanidade. E essa prova é a própria mestiça Shayla. 
Se ela se mantém viva, não se sabe ao certo, mas nos dias atuais tem acontecido muitos sequestros e pessoas desaparecidas sem deixar rastros, levando a aguçar nossos pensamentos e nos questionarmos se essas pessoas não são levadas como alimento para a própria. E por quê a igreja não exterminou a vampira? Será que sua vida e seu sangue tem servido para algo que também não sabemos? Esse é mais um mistério por detrás da religião. Ajude a clã das du Condreys a desvendar este mistério. A caça apenas começou. Mas agora será de igual para igual. 

Por Gabriella Gilmore e Thiago Marlon

domingo, 5 de abril de 2015

Elogio da Sombra


A velhice (tal é o nome que os outros lhe dão)
pode ser o tempo de nossa felicidade.
O animal morreu ou quase morreu.
Restam o homem e sua alma.
Vivo entre formas luminosas e vagas
que não são ainda a escuridão.
Buenos Aires,
que antes se espalhava em subúrbios
em direção à planície incessante,
voltou a ser La Recoleta, o Retiro,
as imprecisas ruas do Once
e as precárias casas velhas
que ainda chamamos o Sul.
Sempre em minha vida foram demasiadas as coisas;
Demócrito de Abdera arrancou os próprios olhos para pensar;
o tempo foi meu Demócrito.
Esta penumbra é lenta e não dói;
flui por um manso declive
e se parece à eternidade.
Meus amigos não têm rosto,
as mulheres são aquilo que foram há tantos anos,
as esquinas podem ser outras,
não há letras nas páginas dos livros.
Tudo isso deveria atemorizar-me,
mas é um deleite, um retorno.
Das gerações dos textos que há na terra
só terei lido uns poucos,
os que continuo lendo na memória,
lendo e transformando.
Do Sul, do Leste, do Oeste, do Norte
convergem os caminhos que me trouxeram
a meu secreto centro.
Esses caminhos foram ecos e passos,
mulheres, homens, agonias, ressurreições,
dias e noites,
entressonhos e sonhos,
cada ínfimo instante do ontem
e dos ontens do mundo,
a firme espada do dinamarquês e a lua do persa,
os atos dos mortos,
o compartilhado amor, as palavras,
Emerson e a neve e tantas coisas.
Agora posso esquecê-las. Chego a meu centro,
a minha álgebra e minha chave,
a meu espelho.
Breve saberei quem sou.

Borges, Jorge Luis. Obras Completas Volume II (1952-1972). Emecé Editores S.A., 1989, Barcelona - Espanha.

Até o Próximo Texto
Au Revoir 

sábado, 4 de abril de 2015

O DOCE SABOR DE UMA MULHER DESLUMBRANTE


Uma mulher deslumbrante
não é aquela que mais
homens tem a seus pés.

Mas sim aquela que tem
apenas um que a faça
realmente feliz.

Uma mulher formosa não
é a mais jovem.
Nem a mais frágil, nem aquela
que tem a pele mais sedosa ou
o cabelo mais chamativo.

É aquela que com apenas
um sorriso franco e aberto
e um bom conselho pode
alegrar-te a vida.

Uma mulher de valor não,
é aquela que tem mais
títulos ou cargos acadêmicos,

E sim aquela que sacrifica
seus sonhos temporariamente
para fazer felizes os demais.

Uma mulher deslumbrante não
é aquela mais ardente e sim a
que vibra ao fazer amor somente
com o homem que ama.

Uma mulher deslumbrante não
é aquela que se sente adulada
e admirada por sua beleza e
elegancia,

E sim aquela mulher firme
de caráter.
Que pode dizer "Não".

E um Homem...

Um homem deslumbrante
é aquele que valoriza uma
mulher assim...

Que se sente orgulhoso de
tê-la como companheira...

Que sabe acaricia-la como
um músico virtuoso toca
seu amado instrumento...

Que luta a seu lado compartilhando
todas as suas tarefas, desde lavar
pratos e preparar a mesa, até
devolver as massagens e o carinho
que ela te proporcionou antes.

A verdade, companheiros homens
é que as mulheres com mania de
serem "mandonas" não levam
vantagens...

Que tolos temos sido e somos
quando valorizamos um presente
somente pela vistosidade do pacote...

Tolo e mil vezes tolo o homem que
come sobras na rua, tendo um
deslumbrante manjar em casa!

Esse texto é para as mulheres
deslumbrantes para reforçar
sua auto estima e para os homens
para que meditem sobre isto

Até o Próximo Texto
Au Revoir

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Quem Nunca... - Leitura do livro "Adultério" de Paulo Coelho (Parte Final)



“Os homens desacompanhados começam a olhar em volta, 
buscando discretamente mulheres sozinhas. 
As mulheres, por sua vez,
olham umas às outras: como estão vestidas, que maquiagem usam, 
se estão acompanhadas de maridos ou amantes.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Por que as mulheres se comportam dessa forma tão doentia querendo sempre ser mais que as outras?! Eu sei que sou mulher, mas juro que nessas horas sou muito macho. Quero lá saber da vida de A ou B! Foco sempre na minha que já dá um trabalho dos diabos. E para finalizar... Saber das fofocas da vida de artistas e de novela é outra coisa que detesto nas mulheres. Pronto falei.     

“...nosso instinto é controlar tudo, até o incontrolável, 
como o amor e a fidelidade.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Eu tenho ciúmes, confesso. Mas sou de me reservar ao máximo e só falo quando acho REALMENTE um ponto onde desenrolar o novelo. Eu odeio injustiças. Uma crise de ciúme pelo que não existe, me faria injusta. E ademais discussões de reação são chatas e desgastantes. Se puder evitar, evitarei.

“Mas eu minto. Tenho mentido todos os dias. 
Perdi o amor-próprio e já não sei onde estou pisando.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Para suportar o viver é preciso uma dose diária de ilusão. Fantasiar um universo paradisíaco ou um mundo de bizarrices. Uma dose homeopática de fantasia por 24 horas de pressão diária. A vida é uma merda e fantasiar pode ser o ópio para não se sentir no fundo do esgoto.

“É possível se educar para amar o homem certo?”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Creio que a pergunta correta é: Existe amor certo? E acho que a resposta é simples e óbvia: existe desde que você se conheça e procure alguém com as mesmas afinidades. Exemplo: Uma mulher caseira nunca será feliz com um farrista; um sádico nunca será feliz com uma puritana... É preciso saber o que eu sou para definir o que me completa.

“Não consigo me levantar deste ponto de ônibus 
porque descobri que há correntes presas ao meu corpo. 
São pesadas e é difícil arrastá-las.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Como não carregar culpa? Será que é possível passar uma vida inteira sem sentir culpa de nada? Acho que sim, desde que você não tenha receio de dizer “eu fiz porque quis”. Creio que culpas são saradas e aliviadas quando pedimos perdão do fundo do coração ou admitimos para nós mesmos que fizemos uma escolha errada num determinado ponto. Não tenho culpas em mim. E se alguém disser que tenho, tenha certeza que foram eles que as colocaram em mim. Eu estou em paz. 

“-Todo mundo tem aqueles dias em que diz: 
‘Bem, minha vida não está exatamente de acordo com as minhas expectativas. ’ 
Mas se a vida lhe perguntasse o que você tem feito por ela, qual seria a sua resposta?”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Eu tenho feito pouco, essa seria minha resposta. E tudo está chato porque eu não tenho me esforçado para mudar. Lembrei do Aerosmith “Sonhe até que seu sonho se torne realidade”. E acho justamente que tenho sonhado demais. Ah, droga! Esta aí Vida, a minha posição. Preciso mudar!

“-Sonhar não é tão simples quanto parece. 
Pelo contrário. Pode ser perigoso.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
E como é! E quando nos perdemos em sonhos, voltar à realidade pode nos levar a uma depressão ímpar. Eu sei do que falo porque já sonhei demais. E hoje vivo o segundo estágio. 

“O cérebro humano é fascinante: esquecemos um cheiro até senti-lo de novo, 
apagamos uma voz da memória até que a ouvimos outra vez, 
e até as emoções que pareciam enterradas para sempre 
podem ser despertadas quando voltamos ao mesmo lugar.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Saudades é como percorrer velhas ruas para alimentar de sentimento algo que não queremos que morra. Tenho muitas saudades em mim. Saudades que vão desde rostos até aquilo que não vivi. Quando ela vem, deixo que ela me queime, me despedace, me roa os sentidos... Preciso das saudades para criar novos versos. Depois ela se vai e eu fico ali plantando emoções novas que um dia também serão saudades.

“-Era bobagem. Mesmo assim era meu sonho.
 E poderia tê-lo realizado.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Acho que a maior parte das frustrações que carregamos está no fato de perdermos muito tempo esperando aprovações dos outros. Essa coisa de dizer que o homem é um ser social e de isso ser levado a sério acaba gerando momentos de anulação do que queremos ou somos para nos tornarmos o que esperam que sejamos. Eu tenho algumas dessas “anulações” em mim. E te juro, isso pesa, as vezes, que não dá nem para mesurar.

“Vivemos em uma partícula microscópica de um gigantesco mistério, 
continuamos sem respostas para nossos questionamentos de infância: 
existe vida em outro planeta? 
Se Deus é bom, por que permite o sofrimento e a dor dos outros? 
Coisas assim.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
O tempo não parará, não há voltas no caminho e o futuro não se pode prever porque tudo muda a cada minuto. E isso enlouquece a quem teima em querer que seja diferente. Eu sei bem disso porque já tentei segurar o tempo e enlouqueci. 

“Na eternidade, não existimos;
 somos apenas um instrumento da Mão 
que criou as montanhas, a neve, os lagos e o sol.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Li essa “eternidade” como fé. E a fé me aproxima de todos os mistérios que encontro em meus questionamentos. Porque ter fé é acreditar. É acreditar até mesmo no impossível, no impensável, no indizível... Ter fé é deixar envolver pela esperança. A esperança é o melhor sentimento de conforto. Então sou eterna porque tenho fé e esperança. E a mão que me conduz eu chamo de Deus.

“Terra firme? Não, nenhum relacionamento pode buscar isso. 
O que mata a relação entre duas pessoas é justamente a falta de desafios, 
a sensação de que nada mais é novidade. 
Precisamos continuar sendo uma surpresa um para o outro.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Hei! Onde está você que procuro? Você que terá sempre uma carta na manga, um pulo do gato, o novo “porém”. Onde está você que espero com tanta vontade de conhecer? Está na hora de chegar, sabia? Para sermos esquisitos juntos. Porque sei que você está vagueando por ai sozinho com sua esquisitice. E isso é triste. Então, junte a sua com a minha e vários por aí. E se nada ficar sentido, não tem problemas coisas sem sentido são as melhores.

“Busquemos primeiro o Amor, e todo o resto nos será acrescentado”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Eu amo. E não sei viver sem amar. Um dia me perguntaram que carência era essa em mim. Eu não sei o que é. Mas preciso do amor. De senti-lo em mim. Caso contrário, sinto a vida saindo de mim e meu olhar se apagando. Foi assim que aprendi a suportar a vida, o que está ao redor, amando sou capaz de me suporta. Porque amando me humanizo. 

“E a mais importante lição é aprender a amar. (...) 
Mas uma coisa ficará para sempre na alma do universo: meu amor. 
Apesar dos erros, das decisões que fizeram os outros sofrerem, 
dos momentos em que eu mesma pensei que ele não existia.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)

Bom, assim terminamos mais um livro. Achei a frase ideal para nos despedirmos. Espero que todos aprendemos a amar sem ter que passar pelo processo do adultério. Mas para ser franca, acho difícil que não passemos ao menos uma vez. 

Então, senhores, é isso aí! 

Até a próxima!

Waleska Zibetti

quinta-feira, 2 de abril de 2015

REMÉDIOS PARA A MENTE



O cérebro apresenta um equilíbrio delicado entre substâncias químicas complexas, que podem ser alteradas por substâncias do dia-a-dia, como a cafeína, bem como por drogas medicinais. Alguns desses medicamentos para a mente são benéficos, mas todos devem ser tomados com devido cuidado, sejam eles naturais ou sintéticos.

REMÉDIOS CONVENCIONAIS
Os remédios que afetam a mente incluem analgésicos e antidepressivos. A aspirina foi descoberta em 1853 na Alemanha, embora substâncias vegetais semelhantes viessem sendo utilizadas durante séculos. Hoje, continua a ser uma das drogas mais seguras e eficazes para o alívio da dor leve, apesar de algumas pessoas serem sensíveis à sua ação irritante no estômago. O paracetamol vem sendo utilizado como analgésico alternativo à aspirina, principalmente porque é menos irritante para o estômago. Contudo, sua principal desvantagem reside no perigo de dose excessiva, que pode causar lesão hepática irreversível séria. Enquanto a aspirina (e outros antiinflamatórios não-esteroides) interrompe os impulsos dolorosos que percorrem do local da lesão até o cérebro, o paracetamol reduz a percepção da dor no próprio cérebro. Assim como o paracetamol, analgésicos mais potentes como a morfina e outros opióides também exercem seus efeitos, alterando modo como avaliamos e sentimos a dor.
A maioria das pessoas fica deprimida em algum momento da vida, sobretudo após a perda de um ente querido ou alguma outra perda, e isso é uma reação humana normal que melhora com o passar do tempo. Entretanto, algumas pessoas tornam-se clinicamente depressivas sem motivo aparente, e muitas se beneficiam de antidepressivos prescritos. Essas drogas aliviam os principais sintomas da depressão, permitindo que o individuo viva melhor e talvez tire proveito de terapias psicológicas que podem estar disponíveis junto ao medicamento. Outros medicamentos para a mente incluem os ansiolíticos, como o benzodiazepínico diazepam (valium). Essas drogas, muito receitadas podem aliviar estados específicos de ansiedade; as doses, porem, devem ser mantidas baixas a fim de reduzir a possibilidade de efeitos colaterais.

OPÇÕES NATURAIS

A erva-de-são-joão tem sido empregada como erva medicinal para cura a depressão desde a época dos gregos antigos, que acreditavam que ela podia retirar os maus espíritos, e está ganhando popularidade de novo. Nativa da Europa e da Ásia, as plantas exibem folhas minúsculas que contêm glândulas de óleo e flores amarelas com cinco pétalas. A erva-de-são-joão também apresenta propriedades anti-sépticas e anti-inflamatórias e é usada tanto na medicina chinesa quanto na homeopatia. No entanto, é preciso ressaltas que a erva-de-são-joão é uma substancia potente, devendo-se sempre avaliar com o médico se o uso está indicado, sobretudo para quem toma outra medicação e para mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

Créditos: Reader’s digest (Maximize o potencial do seu cérebro)

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quem Nunca... - Leitura do livro "Adultério" de Paulo Coelho (Parte Três)



Mais um Pouco de “Adultério”!

“Alguém pode ser obrigado a pedir perdão
por despertar um amor impossível? Não de maneira nenhuma.
Porque o amor de Deus por nós também é impossível.
Nunca será correspondido à altura, e mesmo assim
Ele continua a nos amar.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Acho que o amor Ágape é o único que podemos investir com a certeza de que não corremos risco. Estão tentando banalizar Deus por aí. Problema! Meu amor por Deus é inabalável e nunca me arrependi dessa fé cega. Deus é para mim o primeiro amor e a condição básica para que eu ame qualquer outro.

“Muitas vezes escutamos o que parecem ser
grandes ideias para transformar o mundo.
Mas são palavras ditas sem emoção, vazias de Amor.
Por mais lógicas e inteligentes que possam ser, não nos tocam.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Ainda verei o dia em que algo tentará vender o amor em saquinhos de chá. É cada coisa que vejo e leio por aí! Teorias mirabolantes para se ser feliz, se encontrar, se realizar... Se você for colocar tudo em prática você terminará louco. Bom, de certo modo, feliz, encontrado, realizado, já que na loucura podemos tudo. Ou quase!

“Por que o Amor é mais importante que a Fé?
Porque a Fé é apenas a estrada que nos conduz ao Amor Maior.
Por que o Amor é mais importante que a Caridade?
Porque a Caridade é apenas uma das manifestações do Amor.
E o todo é sempre mais importante que a parte.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Amor, amor, amor... All we need is Love! E voltarmos ao ponto inicial. Por que se complica tanto algo que é tão inerente a nós? Porque tendemos a amar errado. E por que tendemos amar errado? Porque outro sentimento tipicamente humano é o de possuir. E aí queremos possuir a pessoa amada. E amor e posse não se misturam. Amor é o contrário da posse. Amor é doação, é entrega, é libertação. Fácil falar, difícil praticar. Eu sei! Por isso é preciso prática diária! Está disposto? Aposto que não. Sabe por quê? Porque amar também é ter paciência. E paciência não é para todos.


 “Não há nada mais importante que possamos doar
do que o reflexo do Amor em nossa vida.
Esta é a verdadeira linguagem universal (...)
A mensagem do Amor está na maneira como levo a vida,
e não nas minhas palavras ou nos meus atos.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
O amor me salvou várias vezes. Me salvou da solidão, do desespero, da desilusão, de mim. Foi por amor que me levantei muitas vezes e que resisti a minhas intempéries. O amor é farol para minha alma sombria. A minha poesia é carregada de amor e questionamentos sobre ele. Porque é um sentimento que me intriga. Sinto o amor vaguear em mim por baixo da minha pele levando-me a extremos de mim.

“Para encontrar a paz nos céus,
é preciso encontrar o amor na Terra.
Sem ele, não valemos nada.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Amores para se ter na terra: a Deus, aos filhos e a si mesmo. Acho que o mais difícil é aprender a se amar. Ah não, distorce o nariz! Somos sempre nosso maior inimigo. Comecemos com coisas simples tipo a gorda que não se aceita, a magrela que esconde a perna fina, a coroa que usa duzentos recursos para retardar o tempo. Custamos a nos olhar com respeito, aceitando os nossos defeitos. Eu sou dentuça, baixinha e gorducha e me divirto apontando minhas semelhanças com a Mônica. Mas levei um tempão para me aceitar assim. Fiz dietas, me pendurei em traves e só não usei aparelho porque não era comum na minha época. Chorei, me escondi em jeans largão, evitava as pessoas até que alguém me disse “quando se aceitar, você será feliz.”. Não é o que fui mesmo!

“Quando amamos alguém,
não nos contentamos em conhecer apenas sua alma;
queremos saber como é seu corpo. Necessário?
Não sei, mas o instinto nos leva a isso.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Ah, o sabor da pele de quem amamos!... Nessas horas acho que entendo os canibais. Se morder suavemente, chupar apaixonadamente e beber da pessoa amada já nos leva ao êxtase, como deve ser bom devorar-lhes. Calma, senhores, não saiam por ai pensando mal de mim. Estou jogando, divagando. Vamos só comer o juízo do outro para que a entrega seja completa, ok? Queremos gozo, prazer. E vamos nos limitar a isso. Que o deus Eros nos abençoe na conjunção da carne, amém! 


“Viver é tomar decisões e aguentar as consequências.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Seria muita inocência achar que uma vez tomada uma decisão nada aconteceria há dezenas de frases de efeito que nos alertam para isso. Claro que também não dá para passarmos a vida na inércia. Então, o que fazer?Duas opções: Planejar ou arriscar. Eu opto, sempre, pelo arriscar. Planejamento leva tempo e eu sou urgente. Devo antecipar que não sou um bom exemplo a ser seguido. Penso que planejar seja o caminho mais garantido para o sucesso. Mas também o mais chato. Deve ser muito chato fazer tudo de modo linear e coerente. Lembrando o meu amado Bukwoski: “Algumas pessoas nunca ficam loucas. Que vida verdadeiramente horrível elas devem levar”.


“Muita gente diz: o tempo cura tudo. Mas não é verdade.
Pelo visto, o tempo cura apenas aquelas coisas boas
que gostaríamos de guardar para sempre.
Ele nos diz: “Não se deixe iludir, a realidade é esta.””
(Paulo Coelho, “Adultério”)
O tempo cura quase tudo. O que realmente sangra ele adormece, serena, anestesia. Mas curar mesmo, isso não faz não. Acho que sentimentos negativos acabam impressionando mais porque geram medo. Depois do amor, acho o medo o sentimento mais marcante. Veja a história do mundo, por exemplo. É no medo que trabalham os grandes ditadores e facínoras. O medo é o que impede a grande maioria de progredir, de mudar o seu status quo ficando eternamente presos na insuportável linha do “se”. O tempo não cura o “se” também. O tempo só assenta a poeira para que sigamos a diante.


“Existe um buraco em minha alma que drena toda energia positiva,
deixando apenas o vazio.
Conheço o buraco – tenho convivido com ele há meses -,
mas não sei como escapar da armadilha.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Esse “buraco” eu conheço. O meu se tornou um abismo enorme e eu costumava a passar horas a admirá-lo e ele ia aumentando, me separando de tudo, me encurralando num canto. Até que decidi construir uma ponte. Não tinha como me livrar do “buraco”, mas não preciso mais cair nele. Reuni minhas forçar e parti para a luta. Hoje só me isolo quando quero.

“Tudo aquilo que buscamos com muito entusiasmo
assim que atingimos a idade adulta – amor, trabalho, fé –
acaba se transformando em um fardo pesado demais...
 Amar é transformar a escravidão em liberdade”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Lembro-me do filme “A Lenda” – Tom Cruise um menino de treze, quatorze anos. Bom, lá um personagem disse: “O sonho da adolescência é o pesadelo da maturidade”. Hoje eu sei exatamente o que ele quis dizer. Mas porque isso acontece? (Agora serei linchada) Acontece porque as nossas lindas mamães nos fazem acreditar que o príncipe encantado existe e vem no fim da história nos salvar do dragão. O pior é que muitas vezes o dragão é muito mais interessante.   

“Todo mundo tem um lado obscuro.
Todos têm vontade de experimentar o poder absoluto.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Até onde você se conhece? Que pergunta difícil de responder, não é? Em todos nós habita um monstro esperando o momento oportuno para sair. O que liberta esse monstro? Cada um tem o seu limite. O que pode ser a gota d’água para mim pode ser um nada para outro. É preciso estar atento aos sinais. E para entender os sinais é preciso se conhecer. Voltamos ao ponto de partida! É! Acho que a melhor maneira de lidar com a imprevisibilidade que representa cada ser humano é aceitar que ninguém jamais se conhecerá como um todo.

“Somos animais incompreensíveis.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Sem comentários.

“-A velhice é mais traumatizante para aqueles
que acham que podem controlar o passar dos anos.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Sempre levanto esse assunto quando me deparo com alguns famosos deformados de tanta cirurgia plástica. O que há demais em aceitar que o tempo passa e que esse corpo, que nada mais é que um invólucro perece num inevitável desgaste? Eu me orgulho de estar viva e as marcas do tempo no meu corpo são os sinais de minhas vitórias e superações. Sou mais do que esse corpo que demonstra cansaço. Eu sou mais que as atribulações que cansaram meu rosto. E todos deveriam pensar assim. Tão menos arriscado! E tão mais certo de um envelhecimento digno. Bom, pelo menos, é meu modo de ver.

“Não somos aquilo que desejamos ser.
Somos o que a sociedade exige. Somos o que nossos pais escolheram.
Não queremos decepcionar ninguém, temos uma necessidade imensa de ser amados.
Por isso sufocamos o melhor de nós. Aos poucos,
o que era a luz de nossos sonhos se transforma no monstro de nossos pesadelos.
São as coisas não realizadas, as possibilidades não vividas.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Aí terei que discordar com o Paulo Coelho. Algumas pessoas fogem aos parâmetros. Pagam o preço de serem diferentes e fazem diferente do comum. São, para mim, esses que fazem a história. Exemplos? Fácil. Janis Joplin, John Lennon, Raul Seixas, Gandhi... Eles se tornaram formadores de opinião, justo porque não aceitaram seguir na via dos comuns, mas sim serem donos fiéis de suas convicções. E estão aí até hoje. Ícones imortais sendo pensados e repensados por suas atitudes e seus pensamentos.

“Quando soltamos o nosso lado mau,
ele acaba ofuscando por completo o que há de melhor em nós.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Uma das alegorias que uso para entender o lado sombrio de todos nós é o do abismo. Alguns tendem a passar tanto tempo diante dele, olhando–o e repensando-o que se perdem de si e, por vezes, são dragados por esse abismo a ponto de não saber como sair dele. Todos nós temos abismos onde nos afundamos vez ou outra quando a vida aperta. Os mais fortes saem de lá. Embora saibam que nunca saem da mesma forma que entraram. Os mais fracos não saem de lá modificados, e são acompanhas de algo ruim que os leva a rastejar e lamentar o resto da vida. 

“Se não temos medo das trevas,
é porque somos parceiros da luz.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Quem tem medo de escuro? Eu tenho! O escuro sempre retém rostos do passado. Durante a noite, por conta da insônia, é muito comum que eu me pegue no escuro encarando o teto que vira uma tela enorme onde meu passado de saudade começa a desfilar. O escuro é um convite a pensar em quem, provavelmente, ignora a minha existência. É como numa conjunção surreal. O escuro sou eu encarando frágil e deitada na cama o sofrer por passados que nunca voltarão.

“Procure se deixar levar pela noite de vez em quando,
olhar as estrelas e tentar se embriagar com a sensação de infinito.
A noite, com todos os sortilégios, também é um caminho para a iluminação.
 Assim como o poço escuro tem em seu fundo a água que mata a sede, a noite,
cujo mistério nos aproxima de Deus,
traz escondida em suas sombras a chama capaz de acender nossa alma.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Eu deixo! É quando o escrevo. A maioria do que escrevo é na madrugada. Sonhos, fantasias, histórias reais e fictícias. É quando brinco de Deus. Escrever me deixa perto dele porque controlo os destinos. É interessante escrever. Sinto como se fizesse nascer e morrer uma parte de mim. Então fica outra dúvida: Quantas ainda me co-habitam? Isso determinará quanto tempo criativo ainda tenho. Mas estou tranqüila, penso que sou tantas que serei eterna.

“Os homens traem porque está no seu sistema genético.
A mulher o faz porque não tem dignidade suficiente,
e além de entregar seu corpo acaba sempre entregando um pouco do seu coração.
Um verdadeiro crime. Um roubo.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Essa foi a parte que mais me incomodou. Não gosto de generalizações. Acho estúpido! Acho que o ser humano trai e cada traição tem uma desculpa porque as pessoas precisam de um “porque”. Trair é o passo mais fácil de dar quando algo está complicado porque é errado e se é errado é excitante, e se é excitante da motivação. Mais ou menos assim. O homem, enquanto ser humano, precisa de motivação de qualquer tipo.

“Quem diz que “o amor é suficiente” está mentindo.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)

O amor que realmente supre tudo é ágape. Em se tratando de amor Eros é preciso um conjunto de coisas onde ele possa se alimentar e continuar. 
(Waleska Zibetti)
[Continua...]

terça-feira, 31 de março de 2015

Quem Nunca... - Leitura do livro "Adultério" de Paulo Coelho (Parte Dois)


Vamos continuar a viajar pelo livro de Paulo Coelho?

“Apenas a noite me apavora. O dia que não me dá nenhum entusiasmo. 
As imagens felizes do passado e as coisas que poderiam ter sido e não foram. 
O desejo de aventura jamais realizado.
 O terror de não saber o que acontecerá com meus filhos.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Tanto para ver, viver e sentir e a gente se afunda na porcaria de ideia de casamento. Malditas mães que nos fazem crer que a felicidade está nessa porcaria de aliança. Quando nos damos conta da realidade perdemos nossas vidas, nosso tempo, perdemo-nos e o pior, acabamos com medo de recomeçar, porque de certa forma o recomeço passa por caminhos já conhecidos. É tudo igual, mas camuflado.

“Imagino que algumas pessoas passam anos deixando a pressão crescer dentro delas,
 sem nem ao menos notarem,
 e um belo dia qualquer bobagem faz com que percam a cabeça. 
Então dizem: “Chega. Não quero mais isso. ””
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Qual foi a última gota que mudou minha vida? Não sei. Mas por muito tempo criei e recriei a cena onde agarraria a minha liberdade e fugiria de encontro a mim. Quando chegou a hora eu tive medo, mas não desisti, saí o mais firme que pude com tudo de são que ainda existia. E foi uma luta diária seguir resistindo a vontade de voltar. Até que a cabeça se livra da dependência do passado e começa a valorizar o presente e idealizar o futuro.

Será que, entre todos os homens do mundo, 
fui me casar com o único absolutamente perfeito? 
Não bebe, não sai à noite, não tem um dia para estar só com os amigos. 
A vida dele se resume à família.
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Talvez eu tenha me casado com um homem perfeito. Talvez isso é que tenha feito tudo ficar chato do fim das contas. A perfeição é cansativa e rotineira. Eu nunca me coloquei como perfeita, Graças a Deus! E tenho uma desconfiança tremenda de que se diz muito correto. Acho que todo mundo que bate no peito se chamando de “justo”, “leal”, etc., tem podres escondidos que escandalizariam o mundo. Gosto do errado, porque ao lado desses sei exatamente o que encontrarei e o risco de frustração torna-se quase zero. 

“A tragédia alheia sempre ajuda a diminuir nosso sofrimento”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Sem comentários.

“Parece que minha alma está lentamente deixando meu corpo 
e indo para um lugar que desconheço, um lugar “seguro”, 
onde não precise aturar a mim e a meus terrores noturnos.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
E foi assim que meus textos, ganharam uma formatação intimista e nostálgica. Criei diversos universos onde eu pudesse me esgotar, me multiplicar, me experimentar. Ouso e viajo dentro de mim e enquanto faço isso ignoro por completo as cobranças e os rótulos com que me presenteiam todos os dias.

“A comida fica sem gosto, o sorriso, em contrapartida, 
alarga-se ainda mais (para que não desconfiem),
 a vontade de chorar é engolida, a luz parece cinza.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Dias e dias cinza. Isso é tudo que eu contemplava quando finalmente a casa silenciava em sono e eu podia ter algum momento comigo. Onde tinha ido passear o sol? Eu sabia, no fundo, que a chuva era em mim. Mas daí a admiti-lo iria uma longa caminhada. Ainda tenho dias cinza, as vezes. Mesmo depois do divórcio, mas aprendi a abrir a porta e dançar na chuva. O que fez tudo ficar mais fácil.

“Eu me engano com muita facilidade”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Isso é preciso, querido. É preciso buscar um, porque para jogarmos na cara dos conceitos enraizados em nós. É preciso tapar a moral com mentiras justificáveis. É preciso não admitir claramente o desejo escondendo-o numa coisa menos nociva aos olhos da sociedade.

“Consegui transgredir as regras 
e o mundo não desabou na minha cabeça! 
Faz tempo que não me sinto tão feliz assim.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)

Será que é tão errado assim “pular a cerca”? Para nós mulheres, a primeira resposta que vem a cabeça é “sim”, mas se querem saber, hoje não vejo assim. Eu deveria ter “pulado” primeiro. Deveria ter vivido as oportunidades da minha juventude. Contudo, ainda acreditava em ser uma esposa fiel e mãe amantíssima. Fazer o que, né?
“As grandes mudanças acontecem com o tempo”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Passava longas horas perdidas em meus pensamentos imaginando o que deveria ser mudado no meu casamento para que ele falisse de vez. Quem deveria mudar ou se adaptar?Levou um longo tempo para eu finalmente entender que ninguém deveria mudar porque num casamento o que se precisa é uma dose generosa de compreensão e outra de aceitação. E adaptar-se também não é o caminho. É preciso encaixar-se  confortavelmente na situação. E nem ele e nem eu estávamos dispostos a isso.

“As almas penadas têm essa incrível habilidade de se reconhecerem 
e se aproximarem, multiplicando suas dores.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Ih, sei bem como são esses encontros! Alguns chamam de dedo podre. Eu não fui diferente encontrei várias almas penadas e fui encontrada, mas depois começamos a nos livrar delas quando vamos encontrando novos propósitos para nossas vidas. Essas pessoas gostam de ficar lamentando-se. São chatas de galocha!  Se você não assumir a mesma postura, elas não agüentam e caem fora rapidinho.  

“A vida está voltando a ter graça, 
porque a apatia de antes é substituída pelo medo. 
Que alegria ter medo de perder uma oportunidade!”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Quando se está à beira do caos qualquer peça que se encaixa é um alívio enorme. Nasce uma ponta de esperança de que algo mudará o estado incomodo em que nos encontramos por algum sentimento intenso e urgente que trará novos sabores as nossas vidinhas insanas. Medo , desejo, paixão qualquer um será melhor que o marasmo.

“Quando crianças, aprendemos que, se choramos, 
recebemos carinho; se mostramos que estamos tristes, recebemos consolo. 
Se não conseguimos convencer com nosso sorriso, 
seguramente convenceremos com nossas lágrimas. 
Mas já não choramos 
– exceto no banheiro, quando ninguém está nos ouvindo – 
nem sorrimos – só para nossos filhos. 
Não demonstramos nossos sentimentos 
porque as pessoas podem nos julgar vulneráveis e se aproveitar disso. 
Dormir é o melhor remédio.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Fechar os olhos para vida e se imaginar em outro lugar, fazendo outras coisas. Chorar não resolve nem convence. Todo mundo vai dizer que é frescura. Só você sabe o  mal, o peso das coisas dentro de você. Então essa coisa de infelicidade , insatisfação, solidão, marasmo, apatia tudo tem que ser resolvido de dentro para fora. Não há palavra mágica que cure isso mergulhe em si, duele consigo e descubra onde está seu câncer.

“Mas faz alguns meses que ando triste.
- Não foi o que achei. Acabo de comentar que está mais alegre.
Claro. Minha tristeza se tornou rotina, ninguém percebe mais.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Quando a crise no meu casamento começou, eu passava tempo olhando meu ex-marido na distância. Queria ver para onde tinha ido aquele garoto que me fazia umedecer só de sentir seu cheiro. Ele tinha envelhecido. Eu também envelheci. Pensava que eu, provavelmente ele também, fazia o mesmo. Como pôde acontecer de na convivência perdermos a “intimidade”, esse contato com a essência do outro? A gente fica superficial para o outro. E de repente está lá um abismo separando o que antes era um bloco uno e sólido.

“Não é apenas uma corrida para se exercitar.
 É saber que existe uma linha de chegada 
e que não se pode desistir no meio.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
“Não desista!” às vezes é preciso repetir centenas de vezes até se convencer de que largar tudo e fugir não diminuirá em nada o problema. Pode ser até que ocasione outros ainda piores e maiores como mágoas e rancores. Enfrentar a situação é sempre o melhor caminho. Romper com a situação se for o caso, mas fazê-lo de forma consciente de modo que os danos sejam os menores possíveis para si e para os outros.

“Você não escolhe sua vida: é ela que o escolhe. 
E se o que lhe foi reservado são alegrias ou tristezas, 
isso está além da sua compreensão. Aceite e siga em frente.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Penso que a coisa de destino como infalível, invariável e fatal, deixa a vida muito monótona e sem propósito. É preciso acreditar em opções, oportunidades e, claro, consequências. Parte do nosso amadurecimento vem dessa experiência de lançarmo-nos em nossos desejos ora colhendo louro da vitória ora superando-nos diante de uma derrota.  

“Meu amor me pertence e sou livre para oferecê-lo 
a quem eu bem entender, mesmo que não seja correspondida.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)
Amar é sentimento dolorido porque não há garantias de que será perfeito. A culpa da frustração que acompanha algumas histórias de amor é dessa maldita mania de procurar príncipes e princesas por aí. Não existe isso. O(A) seu(sua) parceiro(a) é um ser humano então deixe claro para você que ele(a) pode fazer algo que lhe desagradará. E quando isso acontecer não terá fada que te salve. Logo, sente e converse. Assim vocês se acertarão. Se tudo falhar mude de parceiro(a).

“É interessante lutar por um amor não correspondido.”
(Paulo Coelho, “Adultério”)

É interessante. Mas pode ficar chato pra caraca. Então, antes de embarcar numa dessa é importante ter certeza de que vale a pena e, principalmente, se você é forte o suficiente caso as coisas não saiam como o planejado. 
(Waleska Zibetti)

[Continua...]