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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Memórias de uma Gueixa

Sinopse: "Memórias de uma Gueixa" é um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem. Seu relato tem início numa vila pobre de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos é tirada de casa e vendida como escrava. Pouco a pouco, vamos acompanhar sua transformação pelas artes da dança e da música, do vestuário e da maquilagem; e a educação para detalhes como a maneira de servir saquê revelando apenas um ponto do lado interno do pulso - armas e mais armas para as batalhas pela atenção dos homens. Mas a Segunda Guerra Mundial força o fechamento das casas de gueixas e Sayuri vê-se forçada a se reinventar em outros termos, em outras paisagens.

Este romance que gerou um dos filmes mais enigmáticos e lindos que já assisti. Neste romance, a história de Chiyo Sakamoto é revelada. Nunca antes a vida particular de uma gueixa fora contada, exceto quando Sayuri decidiu já se fazer chegada a hora. Com a mãe doente e o pai idoso o bastante para não dedicar o restante da vida a mais ninguém, a pequena japonesa, juntamente com a irmã mais velha, Satsu, não teria vez de sobreviver à própria mercê.
 
"O meu pai costumava dizer que a minha irmã era como uma árvore, que se agarra firmemente à terra com as suas raízes. Eu era como a água, que percorre o seu caminho sem que nada a detenha. Se encontrar um obstáculo, desvia-se até poder avançar novamente." (Chiyo Sakamoto)
 
Em Memórias de uma Gueixa, o autor, apresenta-nos a beleza da cultura japonesa em uma trama de sensualidade e audácia. A pequena menina  torna-se uma grande mulher, e neste enredo nos perdemos entre intrigas e desafios, reencontrando-nos apenas na força de Chiyo, que, após ser vendida ao  Okiya Nitta, teve de sufocar-se por inteiro para, aos poucos, fazer nascer seu novo eu: a gueixa Sayuri Nitta. 
 
"A dor é uma coisa muito esquisita; ficamos desamparados diante dela. É como uma janela que simplesmente se abre conforme seu próprio capricho. O aposento fica frio, e nada podemos fazer senão tremer. Mas abre-se menos cada vez, e menos ainda. E um dia nos espantamos porque ela se foi." (Chiyo Sakamoto)
 
 
A palavra “gueixa” significa “artista”, logo, o treinamento árduo de uma aprendiz é composto desde a dança até o doce ato de servir chá. Ao ouvir que gueixas divertem homens, pode pecar quem as imagine como prostitutas. A bem da verdade, uma gueixa só vem a ter relação sexual com o seu Danna, que é o homem que se dispõe a sustentá-la pelo resto da vida. Para os demais homens, elas não passam de musas de inspiração, beldades sedutoras, companhias para casas de chá e festas.
É um dos filmes e livros que vale a pena descobrir pela maneira com que foi posto e a veracidade de todas as ações e momentos retratados pelos ares misteriosos do oriente.
 
Segue trailer
 
Até o Proximo texto
Au Revoir
 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Walt- nos bastidores de Mary Poppins



Londres 1961, uma inglesa de aspecto austero está em uma sala a espera de seu agente. Enquanto ele não chega, ela relembra a sua infância. Ao fundo o som suave de “Supercalifragilisexpelialidoce”. Assim começa essa emocionante superprodução Disney que contará a verdade por trás da doce personagem Mary Poppins.

“É uma viagem exploratória...”
(in “Walt- nos bastidores de Mary Poppins”)

Afirma o agente e ao longo do filme vamos entendendo o peso disso tanto na heroína quanto em nós mesmos. Apesar de ser para falar dos porquês que fizeram surgir a trama de “Mary Poppins”, nós espectadores também somos levados a questionamentos particulares e íntimos.

Ora fui Walt ora fui Pamela Travis. O filme é doce e divertido, apesar de entrelinhas dolorosas e amargas que pontuam a realidade da senhora Travis. E nesses contrastes estamos nós sendo levados aos nossos próprios contrastes.

“Então, ela não veio salvar as crianças.
Ela vai salvar o pai.
O seu pai.”
(in “Walt- nos bastidores de Mary Poppins”)


Confesso que chorei ao ver o filme.  Porque assim como Pamela tinha uma relação de paixão e admiração por meu pai, hoje falecido. Meu pai era e é o meu ponto de encontro com a fantasia e a magia dos meus universos interiores; onde ele hoje é um menino que corre nos jardins divertindo-se com sereias e dragões.

Todos que mantiveram em si um pouco de criança se emocionarão com esse filme e certamente irá chorar e sorrir. É um filme de ternura quase palpável que não pode deixar de ser visto por quem já sonhou em ter uma babá mágica como Mary Poppins.

“Os ventos sopram do leste...
Vem a neblina.”
(in “Walt- nos bastidores de Mary Poppins”)

Entre nesse universo de paralelos e se apaixone com a menina  fantasiosa Pamela e com a rigorosa Senhora Travis; com o risonho americano Walt Disney e a amarga  britânica P. L. Travis; relembre canções de infância e liberte a sua criança interior nesse universo incrível que o filme proporciona (isso vale para os quarentões como eu).

Assista, se possível, os dois filmes. Falo do original “Mary Poppins” e do atual “Walt- Por Trás dos Bastidores de Mary Poppins”; pode ser uma boa para seu fim de semana.


Fica a dica e até mais! 


segunda-feira, 9 de março de 2015

"J'adore" balões


Talvez certas produções como essa que é um curta, pequenino mesmo mas capaz de emocionar pessoas de qualquer personalidade e idade. Talvez um dos mais poéticos curtas que já tenha assistido nos últimos anos.
A produção é do francês Albert Lamorisse e recebeu prêmios importantes como Grande Prêmio para Médias do Festival de Cannes e o Oscar de Melhor Roteiro Original.
Seu título é curioso "Le Ballon Rouge" ou traduzindo O Balão Vermelho. A história mais curiosa ainda; Pascal, um garoto de cinco ou seis anos, descobre um grande Balão e fica fascinado quando descobre que o Balão tem mente e vontade próprias e os dois se tornam inseparáveis. Em locais onde ele não poderia entrar o Balão aguarda flutuando do lado de fora, mesmo que ocorre do lado de fora da sua casa.
Em suas caminhadas pelas ruas de Paris, Pascal encontra um semelhante. É com tamanha alegria que os dois amigos encontram uma garotinha carregando um balão azul que, aparentemente, também possui vontade própria.
No dia seguinte, ao caminharem pelas ruas das redondezas, Pascal e seu amigo são perseguidos por uma numerosa gangue de adolescentes, fato que termina com a completa destruição do balão vermelho. Desolado com o ocorrido, Pascal é, no entanto, surpreendido quando dezenas de balões semelhantes surgem pelos céus de Paris e vêm ao seu encontro, levando-o em seguida para um passeio panorâmico por sobre a cidade, para um mundo mágico onde balões e crianças podem ser amigos para sempre.
Esse filme nos faz refletir acerca do papel do imaginário infantil e seu poder de criar situações e assim afastar o que incomoda. A relação do menino com o balão explicita isso de forma poética e encantadora.

Até o próximo texto
Au Revoir

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

DEUS ESTÁ MORTO (?) Resenha de filme.



Por Gabriella Gilmore
Deus não está morto – Resenha de filme.

“Eu acredito em Deus, só não acredito nesse ‘Deus’ que as pessoas pregam”.

Escutei esta frase há uns dois anos atrás e ainda a questiono. Até hoje não entendi.
Às vezes acho que há coisas e pessoas que trombam em nossas vidas muito mais que mero acaso.
Já faz mais de 6 meses que o filme “Deus não está morto” saiu em cartaz, baseado no julgamento de 5 jovens que foram mortos por causa de suas fés.
O filme levanta a tão polêmica questão: Deus está ou não morto? Existe ou não existe?
Questões estas que vem crescendo dentro de nós gradativamente. Em alguns chegam desde muito cedo, inserido na religião fervorosa dos pais, em outros, por experiências próprias, pela busca.
Outro detalhe importante é quando o ser humano entra na idade adulta. A faculdade, a vida, o trabalho, os amigos de mentes brilhantes, faz com que o ceticismo seja mais conveniente e talvez mais convincente em alguns aspectos.
Com histórias paralelamente interligadas e textos muito bons, tanto teísta como ateísta, a trama inteira se desenrola quando um calouro cristão se inscreve nas aulas de filosofia de um professor ateu convicto. Quando o mesmo sugere que todos os alunos escrevam DEUS ESTÁ MORTO em uma folha de papel e assinem seus nomes, o aluno Josh trava, ficando sensivelmente impedido de declarar tal afirmação, quando o mesmo é desafiado pelo professor em defender seu ponto de vista/crença.
Com palestras interessantes, frases marcantes, o filme é de comover, e com certeza fará muito ateu ver a existência de um superior com outros olhos e também reavivar Jesus Cristo na vida dos cristãos.
Sem nenhuma intenção de converter os leitores e sim fazer com que não haja suicídio intelectual neste momento em que estamos vivendo, aonde alguns lugares a fome se mistura com corpos sem vida, desastres, falta de água, violências, frieza interna, esta é a minha sugestão de filme para essa semana.

Porém as perguntas continuam aos montes...

Por que os mulçumanos não acreditam em Jesus Cristo como filho de Deus? E consideram os cristãos “politeístas”, hereges para sua cultura?

Se Deus é a trindade = Deus pais, Deus filho, Deus espírito santo, e enviou a si mesmo em carne e osso, porque eles não acreditam em reencarnação? Ou como explicaria então Deus filho na terra em carne e osso?

Por que existem tantas religiões/denominações se Deus é um só?

O clube de leitura espera comentários de todos os interessados sobre o assunto. As perguntas acima pode ser um início de um ótimo debate.
Sente ai, peça um café...

#Cheers!             

sábado, 24 de janeiro de 2015

I Will Survive, Priscilla

Ladies and Gentleman, sejam bem vindos a bordo do Priscilla.
Um ônibus que levará as Drags: Anthony (Hugo Weaving) e Adam (Guy Pearce) e a transexual Bernadette (Terence Stamp) a um destino Alice Springs.
Um filme recheado de mensagens atuais e contemporâneas com uma trilha sonora de encher a nossa audição, Priscilla a Rainha do Deserto (The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert) conseguiu encantar públicos a vinte anos e não deixa de ser um filme atemporal, engraçado e bem interessante.
As atuações dos três atores principais do filme surpreenderam o público e a crítica. Terence Stamp, Hugo Weaving e Guy Pearce eram conhecidos, até então, por papeis em obras com temáticas totalmente diferentes. As atuações são de primeira! Foi o primeiro papel em que vi Guy Pearce, e marcou tanto que não consigo ver outro filme com ele sem lembrar desse filme. Hugo Weaving também da um show, é aqui que vemos como o Agente Smith é um bom ator.
Escrito e dirigido por Stephan Elliot, ‘Priscilla’ teve orçamento de apenas três milhões de dólares australianos. Elliot e os produtores concordaram em fazer o filme mesmo ganhando uma quantia relativamente pequena, tendo em vista a dificuldade e o duro trabalho que teriam pela frente. Além de divulgar o cinema australiano e colocar em evidência o tema LGBT, a trama também mostra o medo de uma das três drag queens, que tem um filho de oito anos e não sabe qual vai ser a reação dele ao vê-la no palco.
‘Priscilla, a rainha do deserto’ arrecadou cerca de US$ 30 milhões e chegou a faturar um Oscar de melhor figurino. A trilha sonora é um dos pontos altos do filme. Durante os shows, eles cantam diversas músicas que já eram sucesso na época e adoradas principalmente pelo público LGBT. Na performance final, Mitzi e Felicia colocam todo mundo para dançar e são ovacionados cantando ‘Mamma mia’.

Trailer:

Até o Próximo Texto
Au Revoir

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sim Senhor!!!

Uma vidinha de mais rotina, sem aventuras ou emoções. Esse é Carl, um homem não feliz! Carl trabalha em um banco e sua vida é frustrante: divorciado, solitário e contrário a qualquer evento social. Após o convite de um amigo, Carl Allen (Jim Carrey) decide ir em um culto de auto-ajuda, que tem por base dizer sim a qualquer coisa que lhe aconteça ou ofereçam. 
Mas até que ponto dizer sempre sim a tudo fará com que as coisas se modifiquem?
No caso do nosso personagem, um mundo de possibilidades se abre a partir do primeiro momento em que ele põe em prática: Sim!
Ele conhece Allison (Zooey Deschanel) por quem se apaixona. Em seguida ele se promove e então um caminho de oportunidades e outras coisas se abrem a partir do momento em que ele se permite mais e com o "sim". 
Mas até que ponto isso pode ser o tempo inteiro bom e sadio?
Após uma sequência de coisas que dão certo, Carl tem vontade de dizer não para apenas um pedido de Allison para viverem juntos. É quando ele precisa contar a verdade para Allison em relação a sua postura de dizer sim para tudo.
Eles terminam e após um convite de sua ex mulher, em seguida Carl acaba dizendo o seu primeiro não em tempos a sua ex quando ela chama ele para fazerem sexo. As coisas começam a dar errado e ele busca o líder de sua “religião” que diz que ele está exagerando e que deve também dizer não a algumas coisas. 
É aí que ele percebe a importância de equilibrar suas decisões e então ele decide reconquistar Allison que aceita sua volta e ambos terminam felizes para sempre.

Opinião:  Apesar de não ser lá uma grande fã do Jim Carrey, o filme conseguiu prender a atenção e apoiar em dois pontos. Primeiramente, o roteiro consegue explorar bem as possibilidades que a idéia original oferece. Das mais simples às mais bizarras propostas feitas a Carl, ele aceita todas e as situações que ele enfrenta garantem boas gargalhadas. O outro fator determinante para que se aproveite o filme é a atuação do próprio Jim Carrey.
Além de ter as cenas hilárias que se espera em uma comédia, Sim Senhor também é um filme com mensagem. Lembrando o recado dado por Antes de Partir, as peripécias de Carl convidam o espectador a viver a vida plenamente e abraçar as possibilidades que muitas vezes passam despercebidas por nós. É claro que a mensagem é passada em cenas mais exageradas e não tão emocionantes quanto na história dos dois pacientes terminais. 


Aqui está o trailer:

Até o próximo texto
Au Revoir

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

VICKY CRISTINA BARCELONA (FILME)



Vicky Cristina Barcelona - Resenha
Por Gabriella Gilmore

"A vida é curta, entediante, cheia de sofrimentos.
E isso é uma chance de algo especial..."

Isto seria um convite da "Ilusão" nomeada Juan, para você, amigo cinéfilo.

Achei esse filme interessante porque ele me trouxe tais arquétipos para emoções que nos faz a todo tempo questionarmos: Amor e paixão.

Ás vezes nos deparamos com um sentimento, você se entrega, faz compromissos e jura que aquilo é amor.
A cada dia que passa, fica mais difícil para nós definirmos realmenteo tão sonhado amor romântico.
Muito das vezes o confundimos com a paixão, que geralmente vem intensa, cheia de doçuras, aventuras e você pensa que "agora fechará um contrato eterno", afinal, aquilo foi mágico.
Imagino que dentro de nós, existem duas partes que pensam diferentes sobre essa relação amor/paixão. Um lado nosso procura algo calmo, constante, puro, e no outro, já preferimos algo que nos tire da rotina, algo quente e cheio de sensacionalismos.
Poderíamos nomear estas duas partes distintas de Vicky e Christina.
Neste filme fabuloso de Woody Allen, ele mescla essa fusão de sentimentos e ainda inclui a "ilusão" encarnada em um charmoso artista plástico.

Duas amigas saem de férias para Barcelona. Vicky está terminando seu mestrado sobre Identidade Catalã, e Christina, uma artista e escritora frustrada, após ter terminado um namoro, achou interessante mudar de ares e ir com a amiga para Europa.
Lá, elas deparam com um pintor super interessante e um pouco atrevido, que as convidam para uma pequena viagem a uma cidadezinha  chamada Oviedo. 
Christina em busca de emoções, de cara aceita o convite.
Já a amiga, não achou muita graça no jeito descarado do rapaz e também pelo fato de estar noiva e respeitar demais o futuro marido que ficou na América.
Mal sabem elas o que este artista da vida fará com seus conceitos pré-fabricados sobre amor, paixão e ilusão.
Um prato cheio para você tirar suas conclusões e saber que a vida por mais curta que seja, é um palco gigante. E terminando, responda esta questão levantada pela personagem de Penélope Cruz: - Apenas um amor incompleto pode ser romântico?
Bom, viva para ver este filme e responda a si mesmo.
Enjoy!!!

Elenco:Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Javier Bardem e Penélope Cruz.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Quem Dança é mais Feliz?

"Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar.
 É aproveitar cada passo do caminho." ( Wayne Dyer )














Você precisa de algo para enfim te completar e te fazer feliz?
Esse é o Questionamento do nosso personagem John Clark (Vivido pelo ninguém mais e ninguém menos que o Richard Gere). Há vários anos o advogado John Clark (Gere), especialista em testamentos, leva uma vida rotineira do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Apesar de amar sua mulher, Beverly (Susan Sarandon), e seus filhos, John sente que algo está faltando algo em sua vida. Por acaso vê na janela de uma academia Paulina (Jennifer Lopez), uma bela professora de dança. Esperando se aproximar dela, John se matricula na academia. Paulina rapidamente elimina qualquer possibilidade de envolvimento com John, mas isto não o faz deixar de ir às aulas, pois ele acha cada vez mais relaxante e divertido dançar.
Shall we Dance? Ou abrasileirando o título Dança Comigo? é uma adaptação de um filme de terras nipônicas (pra mim uma surpresa) que é do ano de 1996.
 
Sinopse: John treina arduamente para a maior competição de dança de Chicago. Sua amizade com Paulina (Jennifer Lopez) cresce e seu entusiasmo reacende a paixão perdida pela dança. Com sua esposa ficando desconfiada e seu segredo prestes a ser revelado, John tem que fazer algo para continuar o seu sonho e realizar aquilo que ele realmente busca. 

Opinião: Todas as vezes que uma produção alternativa conquista olhares é feito um remake hollywoodiano repleto de estrelas e adaptado a cultura do Tio Sam o que por vezes tira o foco original da história e o seu charme.A versão japonesa é muito mais filme que a norte-americana, mas isso não impede que o público tenha um bom programa para depois do almoço familiar de domingo. Vovó irá se divertir com a homenagem às estrelas dos antigos musicais da MGM com Fred Astaire e Cyd Charisse, e com a referência à música "Shall we dance", do clássico premiado O Rei e Eu. Garotas irão curtir mais uma vez a cena batida de Uma linda mulher, em que o galã Richard Gere, de black-tie, presenteia sua amada com uma rosa.  

Aqui vai o trailler:
Au revoir,
Até o próximo texto!


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Waiting for Forever

Meu último dia de férias do trabalho, mas, não significa que estarei longe do clube.
Vejamos...
Quem aí gosta de boas histórias?
Quem aí já ouviu boas lições?
Pois é vamos a mais uma dica de filme!
O filme de hoje é um pouco fora da linha comédia romântica ou até mesmo, romances melodramáticos!
Waiting for Forever ou para quem gosta do título nacional Te Espero Eternamente é um filme curtinho porém, leve, doce e delicioso de assistir.


Sinopse: Emma e Will são dois amigos de infância cujo destino os separou. Porém, quando o seu show de televisão é cancelado e as notícias da doença do seu pai chegam, Emma decide retornar à sua cidade natal, onde encontra um conjunto inesperado de desafios que a farão com redefinir o significado de família, amor e vida.

 Opinião:
Difícil é entender porque filmes que realmente valem a pena serem assistidos muitas vezes não vão para o cinema, enquanto péssimos filmes fazem o público gastar horrores para serem vistos em tela grande e para no fim ficarem decepcionados. Foi esse pensamento que me ocorreu ao fim de Waiting For Forever, um filme tão simples, mas que encanta desde os primeiros minutos ao ouvir a primeira música da trilha sonora.
Mesmo com alguns desfechos mal explicados e pouco desenvolvidos, a equipe fez um bom trabalho, apresentando diferentes visões do mesmo problema em cada um dos personagens – é preferível viver uma vida de ilusões à própria realidade, parecendo fácil descomplicar o complicado.

Se você é um romântico incorrigível vale a pena descobrir as lições por trás desse filme.
E pros que se perguntam, Eu chorei no fim sim!

Aqui vai o trailler:
Até o próximo Post
Au Revoir

PS: Quem conseguir a trilha sonora please me manda o link! =)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Cadillac Records

Olá amigos do C.L.V estamos aqui de volta com mais uma Sugestão de Filmes, e dessa vez venho com uma Biografia Musical bem legal!
Quem aí sabe as origens de algumas das melhores vozes do Rock, Soul e R&B?
O filme conta a história da musica desde o início dos anos 1940 para o final de 1960s focando na famosa gravadora de Blues sediada em Chicago, Chess Records, do executivo Leonard Chess, e de cantores que gravaram na mesma, como Etta James, Muddy Waters, Chuck Berry, Little Walter entre outros.
ENREDO


Leonard Chess, filho de imigrantes judeus da Polônia, vive com sua jovem esposa Revetta em Chicago. O homem de uma família pobre tem um sonho de uma vida financeira estável e um Cadillac. Foi o primeiro a abrir uma gravadora para músicos de Blues afro-americanos. Ao mesmo tempo Muddy Waters se muda do interior para a cidade. Leonard fundou em 1947 a Blues-Label Chess Records, e Muddy Waters passa a ser o primeiro artista com contrato assinado.
Muddy grava sua primeira música, logo depois vai com Leonard visitar sua antiga casa no Mississippi. Ao chegar lá a música é tocada na rádio. Eles têm o primeiro hit, e como recompensa Leonard dá um Cadillac para Muddy. Isso acaba se tornando uma tradição: cada artista com sucesso na Chess Records recebe um Cadillac.


De volta a Chicago, Leonard Chess se junta com seu irmão Phil, juntos eles criam um novo estúdio e leva outros artistas, como o gaitista Little Walter que o chama de "pai branco". A gravadora produz hit após hit. Finalmente, eles descobrem a estrela do blues Chuck Berry, que atingiu todo o país com seu estilo de música, inclusive as pessoas brancas. Agora só uma estrela feminina. Com a jovem Etta James, eles encontram uma voz que Leonard não só admira profissionalmente, mas também particulamente. Etta também se sente atraída por Leonard, mas sabe que ele nunca será seu parceiro.

Após crises, brigas, discórdias, rivalidades Leonard se vê obrigado a fechar sua gravadora. Ele entra no seu Cadillac, quando ele entra em seu Cadillac pela última vez, ele vê o seu logotipo no espelho retrovisor, ao virar a esquina e morre de um ataque cardíaco. Muddy Waters voa para Londres e começa sua carreira internacional.

PERSONAGENS 


  • Adrien Brody interpreta Leonard Chess um empresário judeu de Chicago, que vê musica negra como uma mina de ouro em potencial.

  • Beyoncé Knowles interpreta Etta James uma cantora de soul que conquistou as pessoas brancas, tem interesse amoroso em Leonard. Leonard arranja um encontro de Etta com seu pai branco, mas o mesmo não quer saber da filha.  Descrita pela Entertainment Weekly como "uma roqueira viciada em drogas, que praticamente abre um buraco na tela com seu sofrimento acumulado, ela abalou a gravadora, mas poderia não ter nenhuma satisfação, já que Beyoncé faz uma Lady Sings the Blues em miniatura".
  • Jeffrey Wright interpreta Muddy Waters um arrendatário que trabalhava sob o sol escaldante de Mississippi. Se mudou para Chicago para viver da música e teve sua guitarra eletrificada pela primeira vez por Leonard Chess. Foi a primeira estrela que tinha contrato com a Chess Records. Ele é o mentor de Little Walter.

  • Mos Def interpreta Chuck Berry um guitarrista de country alternativo, após contrato com a Chess Records é o primeiro a fazer um hit R&B, entrar nas paradas pop.
  • Cedric the Entertainer interpreta Willie Dixon um baixista e compositor. Narra toda a história — segundo A.O. Scott da New York Times — "com a voz suave de caipira".
  • Columbus Short interpreta Little Walter um conturbado, imprudente, tocador de gaita brilhante.
OPINIÃO
O filme foi de uma evolução tremenda. Tudo evoluiu de maneira muito próxima. A trama, os personagens e a preparação do filme. A sacada do Leonard em relação a descoberta de novos talentos em uma região tomada pelo preconceito em meados dos anos 1940 fez o cenário musical dar uma reviravolta.
Cadillac Records é um filme obrigatório não só para quem gosta de filmes baseado em fatos reais mas também para quem quer aprender sobre uma parte importante da história da música mundial!
Para os amantes do Blues é uma delícia a trilha sonora do filme Cadillac Records é escrito e dirigido por Darnell Martin. Você poderá ouvir algumas músicas que imortalizaram grandes nomes da música americana que originou posteriormente o velho rock. 

E pro post não ficar extenso, aqui vai o trailer!
Até o próximo post
Au Revoir