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segunda-feira, 30 de março de 2015

Então Crescemos e o Guarda Roupa existe, Nárnia - Parte II

"Acho que, se a gente pudesse correr sem nunca se cansar, nunca mais iria querer parar. Mas às vezes existem razões muito especiais para se parar." 
[...]
“A voz, profunda e generosa, teve o efeito de um calmante. Ficaram alegres e animados, não mais perturbados por estarem ali sem dizer uma palavra.”(pg. 159)
(C.S. Lewis, As Crônicas de Nárnia, Livro II - O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa)

Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia são quatro crianças que foram morar na casa de um velho professor porque estava acontecendo uma guerra em Londres. A casa desse professor é muito antiga e cheia de quartos vazios ou quartos que ainda não foram “descobertos” e durante uma expedição nesses quartos, as quatro crianças entram um cômodo onde existe apenas uma guarda roupa velho e apenas Lúcia se interessou por ele e foi verificar essa tal antiguidade.


Lúcia encontra um guarda-roupa que dá passagem a um outro mundo, chamado Nárnia.
Ela resolve entrar no guarda roupa e acaba descobrindo um mundo onde o inverno é para sempre e nunca chega o natal, com faunos, anões, animais falantes, guerreiros, um leão Rei e uma feiticeira. Quando Lúcia volta ela percebe que o tanto de tempo que ela passou nesse novo mundo não durou nem um segundo no mundo dela, seus irmãos acabam não acreditando nela, mas depois durante uma fuga os quatro acabam entrando no guarda roupa e é aí que a história realmente começa.
A princípio os irmãos da menina não acreditam nela e com a ajuda de Edmundo - o irmão mais encrenqueiro e ganancioso de todos -, a descrença fica ainda maior. Somado isso, temos o fato de que o tempo em Nárnia e no nosso mundo são totalmente diferentes. Você pode passar anos ou dias nessa Terra, sendo que aqui tenha-se passado minutos ou mesmo segundos. Como explicar o pequeno lapso de tempo que você ficou fora trazendo tantas aventuras?
Quando todos foram para Nárnia, Lúcia, Susana e Pedro fizeram muitos amigos, já Edmundo não pois, quando chegou a Nárnia foi aprisionado pela feiticeira. Todos os amigos que as duas meninas e o menino fizeram os ajudaram a salvar Edmundo. Agora, os quatro irmãos foram ao encontro de Aslan porque, para salvar Nárnia da ira da feiticeira teriam que matá-la, e Aslan os esperava com um exército.
Com muitas dificuldades e com muita ajuda também conseguiram derrotar a feiticeira! Assim, Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro se tornaram reis e rainhas de Nárnia.
Publicado em 1950, mas escrito em meados de 1940, é o primeiro e mais conhecido livro da série. Apesar de ser o primeiro livro a ser publicado, é na verdade o segundo na ordem cronológica dos acontecimentos.

Bem vindos a mais uma aventura!!!
 
Até o próximo texto
Au Revoir
 

domingo, 1 de março de 2015

Bem Vindo a Nárnia, Parte I

"Homens como eu, conhecedores da sabedoria oculta, não estão presos a essas regras vulgares... do mesmo modo como estamos distanciados dos prazeres vulgares. Nosso destino, meu filho, é solitário, mas está acima de tudo." - Tio André
(C.S. Lewis, As Crônicas de Nárnia, Livro I  -  O Sobrinho do Mago.)

As Crônicas de Nárnia são constituídas por:
Vol. I – O Sobrinho do Mago
Vol. II – O Leão, o Feiticeiro e o Guarda-Roupa
Vol. III – O Cavalo e seu Menino
Vol. IV – Príncipe Caspian
Vol. V – A Viagem do Peregrino da Alvorada
Vol. VI – A Cadeira de Prata
Vol. VII– A Última Batalha


Numa série com 8 livros eis que começamos com o Sobrinho do Mago e entramos no mundo de Digory, Polly e Tio André. Numa Londres em que o Sherlock vivia e que um certo vovô vivia, conhecemos a história de duas que acabaram virando amigos pelo acaso!
E a aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.
Aslam, um leão muito fiel e sábio de Nárnia, vendo que em seu mundo não há ninguém, cria todos os animais, mas não qualquer animal, animais falantes e elege Helena e Franco como rei e rainha de Nárnia e entrega a Digory e Polly um fruto que pode curar qualquer pessoa.
Assim, eles voltam para casa e Digory e Polly resolvem enterrar o fruto e os anéis mágicos no quintal do menino para que ninguém os encontre.
No final, muito tempo depois, Digory faz um guarda-roupa com a árvore do fruto plantado, e, mesmo que este seja o fim desta história, é o começo de muitas outras. Bom para quem conheceu Nárnia através das suas criações Hollywoodianas (não foi o meu caso, preferi ler os livros primeiro por achar que teria algo a ser descoberto antes do filme), não imagina que exista um universo de outras histórias envolvendo a Mágica terrinha de sonhos e muitos mistérios.
A escrita é bem simples por um ser um livro infanto-juvenil e com certeza prende o leitor do princípio ao fim! Ela é bem pequena, mas pra mim ela é essencial para o resto da história já que nela conhecemos personagens e elementos que estarão nas futuras crônicas. Então foi bacana ler antes de ver qualquer um dos 3 filmes.
O modo como o narrador conversa com o leitor durante uma explicação ou descrição de coisas que talvez pudessem ser difíceis de serem imaginadas faz com que realmente o leitor queira continuar a leitura!


"Não é possível imaginar bosque mais calmo. Não havia pássaros, nem insetos, nem bichos, nem vento. Quase se podia sentir as árvores crescendo. O lago de onde acabara de sair não era o único. Eram muitos, todos bem próximos uns dos outros. Tinha-se a impressão de ouvir as árvores bebendo água com suas raízes. Mais tarde, sempre que tentava descrever esse bosque, Digory dizia: “Era um lugar rico: rico como um panetone."
(C.S. Lewis, As Crônicas de Nárnia, Livro I  -  O Sobrinho do Mago. - Capítulo: O Bosque entre dois mundos)

É bem notável a essência bíblica durante a história desde a criação do mundo de Nárnia até a escolha de um casal de cada espécie animal para receberem o “dom” da fala. É bem mais notável no livro do que nos filmes que Aslam é realmente “Deus”… Pelo menos o Deus de Nárnia.
E ah!
Os Frutos que comentamos a alguns parágrafos acima?
Bom Digory conseguiu com um deles fazer dessa primeira história ter um final feliz (a sua mãe, muito doente, ficou curada).
E o miolo desse fruto?  
Digory plantou o miolo do fruto no seu quintal, que transformou-se numa linda árvore. Ela não deu frutos mágicos, mas possuía magia. Quando Digory era um homem de meia-idade, já proprietário de uma mansão no campo, uma grande tempestade derrubou a árvore.

“Como não lhe agradasse a ideia de cortá-la e aproveitar a lenha na lareira, o professor utilizou parte da madeira para fazer um guarda-roupa, que foi levado para casa de campo.”
E adivinhem só que guarda-roupa era esse?

Bom, é impossível conter-se diante de uma história tão bacana, mas ainda tenho mais 7 livros então de volta as leituras.

Até o próximo texto,
Au Revoir