Mostrando postagens com marcador gabriella lima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gabriella lima. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

ORAÇÃO E FÉ



Quando bem criança eu costumava passar os finais de semana na casa da minha tia Miloca. Eu sempre dormia lá de sábado para domingo. Era o sono mais tranquilo que eu costumava a ter. Lembro que ela ajeitava o colchão fofo da cama do quarto de visitas, ligava o abajur de golfinhos que iluminava as paredes, e por último, o mata mosquito em espiral. Se eu fechar os olhos bem forte eu consigo sentir o cheiro dele. Quando já estava coberta na cama, minha tinha vinha para fazer uma oração. Não eram orações dessas decoradas não. Eram espontâneas, sinceras e únicas. Ali eu dormia me sentindo a pessoa mais segura do mundo. Não tinha pesadelos. Se eu sonhasse, era algo bom.
No domingo cedinho ela me levantava para ir à sua igreja. Por alguma razão eu gostava de acompanhar a rotina do casal, que na garupa da bicicleta, me levavam para a escola dominical. Lembro até hoje dos meus vestidinhos, sapatinho preto envernizado e laços no cabelo. 
A primeira lembrança que tenho de igreja e coisas relacionadas a Jesus Cristo, foi com essa irmã da minha mãe. Até então eu era pagã. Sempre associei Jesus a algo bom, não porque me diziam isso, mas pelo fato de sentir a tal paz. Como o exemplo que dei acima, da oração antes de dormir. Minha fé começou a se desenvolver ai, sem eu mesma saber o que era isso e seu significado.
Estava lendo mais um trecho do livro Meditação da mulher, e li uma experiência de uma senhora que estava conversando com Deus dentro do metrô, morrendo de sede, e ela sabia que iria demorar a chegar a sua casa. Ela imaginava o quão bom seria se ela tivesse um copo de água ali, naquela hora, e ao olhar perto da sua bolsa de compras que estava encostada no chão, ela viu uma garrafinha de água mineral ainda lacrada. Logo ela agradeceu a Deus e notou um detalhe: aquele vagão não era o que ela costumava pegar, porque ficava bem longe do portão da saída.
Isso me fez lembrar de um fato que me ocorreu esses dias. Eu ando de bicicleta aqui no bairro e estamos no mês das chuvas. Clima muito instável. Faltavam algumas horas para eu ir ao culto, e desabou um toró. Eu olhei para o céu e disse: Senhor, você tem até às 19h30min para deixar chover, depois pare porque não posso chegar molhada na igreja.
Acredita que parou de chover? E calma ai que tem mais. Na hora do culto, desabou outro pé d’agua, e eu olhei no relógio e só faltavam 10 minutos para acabar a palavra, e novamente falei: Agora o Senhor só tem 10 minutos. (Eu sou atrevida assim mesmo).
Na saída, uma das irmãs virou pra mim e disse: que bom que parou de chover, né? E eu respondi: Foi à oração!
Jesus cuida da gente até nos pequenos detalhes. Muita gente chamaria isso de sorte ou coincidência, porém eu chamo de oração e fé. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ECO 4 PLANET - Você sabia...?



Hoje o mundo não fala de outra coisa que não seja o aquecimento global e nas possibilidades que podemos fazer para vivermos um ano a mais, porque sejamos francos, a coisa é mais séria que poderíamos imaginar e mesmo começando a agir agora, ainda estamos atrasados.

Fiz uma resenha super bacana sobre a palestra de Al Gore dirigida por Davis Guggenheim que todos, eu digo, TODOS deveriam assistir.

O link da resenha é:
http://ocheirinhodelivronovo.blogspot.com.br/2015/05/uma-verdade-inconveniente.html

Há 5 anos tem circulado pela internet o site de busca da google, o Eco4planet.

A cada 50.000 consultas uma árvore será plantada, e fica disponível no portal o número de mudas atingido.
O fundo preto da tela que a princípio gera estranhamento, acaba por descansar os olhos e economizar 20% da energia do monitor (as práticas responsáveis quase sempre acumulam vantagens).
A iniciativa começou em 2009 e ainda vale a pena divulgar.

Se você tem site, blogs, facebook, twitter e outros meios de divulgação, ajude-nos com esta novidade a espalhar essa ideia.
O site é: http://www.eco4planet.com
Não há tanta dificuldade em utiliza-lo. 
Se você não conseguir instala-lo como padrão, apenas salve o endereço em seus favoritos, e sempre que for fazer alguma pesquisa, ao invés de abrir o google chrome ou outro browser de busca, abra o site do eco4planet e faça suas pesquisas por lá. Inclusive há sempre bons artigos postados nele.

O C.L.V agradece, a google agradeçe, seus netos também e o planeta mais ainda.
Repassem este artigo a todos seus amigos.
Boa semana para todos nós!!

sábado, 25 de julho de 2015

Feliz dia do escritor - Sorteio no CLV - último dia!





O Dia do Escritor (25 de julho) surgiu após a realização do I Festival do Escritor Brasileiro,
iniciativa da UBE. O grande sucesso do evento foi primordial para que, por
intermédio de um decreto governamental, a data fosse instituída com a
finalidade de celebrar a importância do profissional das letras, profissão que,
infelizmente, nem sempre tem sua relevância reconhecida.

Se você também tem facebook, segue o link para participar.
VEM!
sorteiefb.com.br/tab/promocao/472581


quarta-feira, 22 de julho de 2015

A sociedade e o amor romântico

por Gabriella Gilmore

Recebi um texto recentemente pelo celular que me fez pensar de novo no amor romântico e  na vida a dois.
O texto falava que o amor uma hora acaba.
Será?
O amor acaba ou somos nós que deixamos o amor acabar?
Te peguei!


Não sou perita em relacionamentos, até porque eu falhei em todos! Como diz uma amiga e também redatora deste Clube, “você tem dedo podre para homens”. Acontece leitor, que eu só sei amar torto.
Porém, isso não me impede de refletir sobre o tema e também desejar ter um amor verdadeiro e correspondido algum dia. Sem paranoias, sem precisar pensar por nós dois.
Uma coisa que irrita os parceiros é quando apenas UM pensa.
Esses dias eu comentava com uma colega de trabalho sobre como ando cansada de “conquistar” o homem desejado. Cansei. Estou exausta de fazer o papel de “macho” da relação. Aquele que galanteia como nos filmes de romance. Cansei de ser a mulher que deixa marcas, porque eu queria pelo menos uma vez ser conquistada. “You need to earn me”, disse Olivia Pope uma vez em Scandal.
Acredito que na relação a dois a conquista precisa ser mútua e diariamente. Ninguém precisa fazer a “Paula” e amar sozinho. O amor precisa ser correspondido, regado, ser interessante e interessado. Precisa de injeção de quebra de rotina. Fazer #aloka em dupla é muito bom!
Precisam nutrir uma sintonia mística. Sim! Dessas em que o casal compartilha da mesma fé. A maioria dos casamentos não dura porque o casal não ora juntos. No caso da pessoa que não é cristã, terminam porque não dialogam em sintonia. Por isso citei a “sintonia mística”.
“É injusto, doloroso e insuportável assistir a um amor que foi tudo se tornar nada”.
Acontece que o casal quando falha, normalmente, a princípio, ele falha sozinho. Dai o outro murcha. Se as pessoas tivessem o hábito de conversar antes, de pedir a Deus, Allah, Budah, ao Sol, uma orientação (em conjunto, porque você está num relacionamento a dois) e tivesse paciência para aguardar a solução chegar, o índice de divórcios seria menor. Porém, o que acontece é que as pessoas são imediatistas. Desesperadas. Ou na pior das hipóteses, são estúpidas, porque espera a situação chegar ao fundo do poço para assim tentar “resolve-la”. Já ouviu em falar em prevenção? Ou medicar a “doença” no início para ela não se agravar? A mesma coisa acontece com o amor.
Agora se você pensa que não nasceu para o casamento, me faça à gentileza de viver sua vida de solteiro feliz e com consciência. Porque a sociedade indiretamente nos obriga a casar, pois se você passou dos 30 e não se casou você é infeliz, fracassado e um estorvo.
Sociedade miserável. Que indiretamente te projeta para algo que nem você mesmo tem a certeza se está pronto. Eu vejo com tanta seriedade o matrimônio que mesmo correndo o risco de virar “avó” dos meus sobrinhos, eu ainda prefiro não embarcar nessa fase sem estar pronta, pois esse enlace é algo para ser duradouro, e não viver sobre aquela frase: Não deu certo separa.
As pessoas simplificam demais as coisas sérias. Ou seria o contrário?

E você? Já parou para refletir sobre o amor a dois?

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sorteio do livro O diário idiota de Rafaela.



Dia 25 de julho é o dia nacional do escritor.

O Dia do Escritor surgiu após a realização do I Festival do Escritor Brasileiro, iniciativa da UBE. O grande sucesso do evento foi primordial para que, por intermédio de um decreto governamental, a data fosse instituída com a finalidade de celebrar a importância do profissional das letras, profissão que, infelizmente, nem sempre tem sua relevância reconhecida.
O diário idiota de Rafaela, de Gabriella Lima, foi publicado em 2011 pelo Clube de Autores.

“Numa tentativa de se salvar, Rafaela Drummond começa a narrar em seu diário, suas crises emocionais ao se encontrar totalmente apaixonada pelo cara mais lindo, romântico, calmo e virtual.
Ela chega ao limiar da razão e da loucura por causa deste romance destruidor, e começa a buscar por si mesma, ou pelo que já foi um dia, as respostas para suas ansiedades”.


O escritor é uma das criaturas mais neuróticas que existem: ele não sabe viver ao vivo, ele vive através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável. Você me dizia “que diferença entre você e um livro seu”. Eu não sou o que escrevo ou sim, mas de muitos jeitos. Alguns estranhos.”

Se você quiser participar, basta seguir as etapas abaixo abaixo:
 1.       Compartilhe o nosso Clube no G+.
 2.       Curta a página do Clube no facebook.
 3.       Marque três amigos compartilhando a página do CLV.
 4.       Escreva em breve palavras... “Escritor é aquele que...”
Após ter seguido os passos automaticamente você estará participando do sorteio no dia 26 de julho de 2015, no domingo.
Mas não deixe se marcar neste link a opção "quero participar".

Boa sorte!!!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cor invisível. Comentário - jornal Estadão.






O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,cor-invisivel,1710073O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,cor-invisivel,17100





73Li um artigo no jornal Estadão, no dia 20 de junho que falava sobre como a sociedade consegue esconder as pessoas através dos uniformes.
De cara eu esbocei meu pensamento, mas precisava finalizar o artigo para poder organizar minhas ideias.
No texto, o psicanalista de 40 anos, F.B.da Costa, fez por alguns uma pesquisa em psicologia social no qual ele precisou trabalhar um tempo como gari, e algumas vezes ia para a faculdade que estudava uniformizado e ninguém o reconhecia, ou fazia questão de não reconhece-lo, como afirmava o médico.
Questionou também o uso de uniforme branco obrigatório das babás no Clube Pinheiros.

Agora eu preciso entender qual é o problema da pessoa, qualquer pessoa, estar uniformizada? Me desculpa, mas se alguém usa o uniforme e se deixa ser invisível é porque se sente assim. Minha mãe é diarista, muitos aqui não fazem ideia desse fato, pensam que sou burguesinha, longe disso. Minha mãe falou que odeia ir trabalhar de roupa própria por vários motivos e que vai mandar fazer um "uniforme" para ser identificada e evitar de gastar peças de roupa pessoal, que muito das vezes ela usa para sair.
Eu por exemplo, odiei passar meu tempo de experiência usando roupas que pouco tenho. Não via a hora do uniforme chegar para me poupar das inúmeras lavagens de peças e também me sentir mais parte da empresa. Identificada.
Tudo bem que meu trabalho não pode ser comparado com o de garis, babás, garçons, etc, mas achei a visão deste doutor um tanto dramática.
O uniforme nada mais é que uma identificação. Em algumas vezes pode até nos salvar, acredite.

Deixo o link da matéria para aqueles que tiverem interesse em se aprofundar no assunto de hoje.
Deixe sua opinião.
O uso do uniforme é uma capa de invisibilidade e desprezo?

Matéria completa

sábado, 20 de junho de 2015

VERONIKA DECIDE MORRER



Resenha por Gabriella Gilmore



Como seria você acordar um dia decidida a tirar sua vida? 
Você teria motivos suficientes para tal ato?
Será que existe mesmo uma razão aceitável para isso? Sem que sua morte não seja vista como loucura ou até mesmo o culpar aos pais ou pessoas próximas que em nada tem haver com sua decisão de deixar um mundo que não mais lhe fazia sentido?
Bom, no dia 11 de novembro de 1997, Veronika decidiu que já era o seu momento.
Mas como faze-lo sem que seus entes queridos não se sentissem culpados? Isso já era um motivo para preocupação.
Só de pensar que sua vida virou uma rotina, que depois que a juventude passa tudo tende à decadência, velhice chegando, amigos partindo, continuar vivendo não era lá grandes coisas. Na verdade, o risco para sofrimentos eram maiores.
E viver num mundo que cada vez que passa se torna mais incorrigível, era totalmente frustrante.
Já que não podemos escolher nascer, pelo menos dar cabo a vida quando assim sentimos que já "fizemos" o que deveríamos fazer na terra, não seria lá um pecado mortal, seria? Se temos o "livre arbítrio", isso significa que podemos sair de cena quando acharmos melhor e pronto.
Nossa amiga simplesmente pega suas quatro caixas de remédios para dormir e calmamente vai tomando um a um.
Ela acorda em Villete, um asilo de loucos.
Nossa personagem nos faz pensar sobre questões religiosas que às vezes nos permeia, como se realmente Deus existe, sobre o tabu do suicídio, sobre a luta do homem para sobreviver e não se entregar e ela até ousa em voltar lá no paraíso de Adão e Eva.
Você ri com sua ousadia em enfrentar certos temas com uma fúria doce e no decorrer da história você só quer entender a fundo os reais motivos que leva o ser humano a tais atos.
No hospício você depara com depoimentos de Mari, uma paciente de síndrome de pânico e Edward, o artista esquizofrênico.
No final você percebe que todos nós somos loucos, e mais loucos ainda em não assumir nossa loucura e o amor é o maior delas.

Livro disponível também em filme, tendo como protagonista a atriz americana Sarah Michelle Geller.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Eu, Clarice Lispector.



Seria destino, o nome disso?

Um dia desses, postei no meu blog em inglês um texto sobre Clarice.
O número de visitas foi tão interessante que resolvi postá-lo em português no meu Introspectors.
Lá, eu comentava sobre meu livro que estava lançando, e como conheci Lispector. Realmente ela é famosa lá fora e suas frases passam de “mãos em mãos”.
Uma vez twittei uma de suas frases para a Jéssica Origliasso da banda The Verônicas e ela retwittou.
Sim, Clarice toca no coração de todas as raças, em pessoas com diversos gostos e afins. Clarice fala a língua do 'P'. P de perfeito. Clarice fala do simples, do despercebido, do momento que deixamos passar. Ela pega tudo isso e faz poesia. Quem consegue fazer isso? Quem é ela? Que coisa, não? Ela é ou não é? Ela sempre será!
Minha relação com Lispector é curiosa porque só fui parar para ler seus trabalhos depois de ter lido um comentário lá no Recanto das Letras na qual dizia que a minha forma de escrever lembrava Clarice.
“Clarice quem? Ah, aquela escritora falecida brasileira. Sim, eu ouvi falar dela na época da escola.”
Corri na biblioteca mais próxima e peguei o livro “Perto do coração selvagem”. Me perdi. É, eu me perdi. Mas depois me encontrei e se hoje sei quem sou, eu agradeço a Clarice Lispector.

sábado, 13 de junho de 2015

A leveza do ser - Penas ou Humanos?

por Gabriella Gilmore







Bom dia pessoal!
Tenho o hábito de acessar o yahoo para ver rapidamente as notícias.
Hoje eu me deparei com uma obra de arte maravilhosa que me trouxe muitos pensamentos.
Logo pensei em dividir este achado com vocês.

“Eu chamo de ‘Paradoxo da Leveza’ porque existe esse poder e força que vem da comunidade de milhares de corpos entrelaçados, porém é só uma pena. Ironicamente, parece ser esforço e elegante, mas é o resultado de um processo coordenado e meticuloso de muito tempo. Os modelos não se conhecem, apenas se juntam e trabalham duro para se transformar nesta mágica coreografia”, afirma Angelo Musco sobre o vídeo.

Isso me fez lembrar também de um livro antigo chamado A insustentável leveza do ser, deixo a dica.


O que o ser humano tem de frágil, ele tem de forte, quando unidos.
A solidão algumas vezes é necessária, porém em excesso ela nos causa câncer na alma.
Se hoje você está se sentindo o último dos seres vivos, injustiçado, de mãos atadas, isolado, chateado, eu deixo também um verso de Paulo: "Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte".

Agora vá e divirta-se neste sábado maravilhoso!!!

terça-feira, 9 de junho de 2015

D.E.L.I.R.I.O



D entre tantas maneiras de se curar
E steve próxima ao
L ítio se afogar
I nvestigando seu obscuro passado
R etirando teias do baú
I nventando crises de baixo escalão
O xigenando uma fria e lenta ilusão

Gabriella Gilmore

sexta-feira, 29 de maio de 2015

KURT COBAIN - Documentário 2015.

Crítica por Gabriella Gilmore



Cobain – Montage of the heck.


Eu assisti esses dias uma biografia do cantor/artista Kurt Cobain feito pelo amigo e baixista da banda Krist Novoselic. Fui dormir afundada numa tristeza aparentemente sem noção.
No dia seguinte, ainda fiquei refletindo sobre a vida daquele pobre talentoso garoto que mergulhado numa arte incompreendida, preferiu sair de cena aos 27 anos quando tirou a própria vida.

Kurt acabou sendo uma referencia “ruim” do músico que gosta do rock e quer fazer rock mesmo que numa forma “clean”.
Dos meus 20 aos 25, fiquei na cena musical enquanto participava de algumas bandas, e pude sentir na pele o preconceito. “Todo roqueiro é drogado, doido, sem futuro, e morto.” Uma ova.
Essa imagem de que gostar do bom e velho rock ‘n’ roll te leva ao vício é tão sem criatividade quanto maldoso. E acreditem ou não, durante meu período criativo, nunca me envolvi com drogas, tampouco os amigos que eu tinha vínculos. Tatuagens não te definem, nem mesmo o que você escuta. O que te define é o que você faz e como faz.
Apesar de todos os problemas que tive na adolescência, em lar de pais divorciados, doutrinação um tanto fanática, descobertas de músicas e um mundo lá fora muito maior do que eu imaginava, não foi capaz de tirar a minha caretice do lugar. Apesar de inocente, nunca fui estúpida.
Kurt foi um garoto extraordinário, que visivelmente não nasceu num lar preparado para lidar com uma criança assim. Na sua primeira infância, foi totalmente adorado por sua beleza física e também por ser uma criança amorosa e preocupada com os outros. Infelizmente por alguma razão, na sua adolescência, o tempo fechou. E tudo que era florido e perfumado, assim como numa primavera, seu castelo forte foi transferido para um lugar frio e escuro. Era o inverno que chegava para se instalar até seu último dia.
Acho que minha decepção com sua história foi em ver um garoto tão lindo se degradar aos poucos. Um garoto que poderia ter sido um modelo de um sucesso leve e inspirador, a meu ver, seu exemplo implantou revolta aos seus de sua época, disseminando assim essa ideia torta de que todo roqueiro é drogado e vazio. Porém, precisamos abrir um parêntese aqui, pois Kurt não era uma criança psicologicamente saudável, o que acelerou seu desespero. Na biografia não é citado o transtorno maníaco depressivo, mas outras fontes afirmam o diagnóstico. E todos sabem que uma pessoa naturalmente desequilibrada, é propensa a ficar mais presa a algum vício que uma pessoa “naturalmente” saudável.
Hoje, não vos escrevo no intuito de indicar o filme, na verdade foi mais um desabafo de como me senti ao saber mais sobre a sua história.

Isso me fez lembrar as aulas na Nova Acrópole quando o professor nos orientava a tomarmos cuidado com músicas que escutávamos assim como os filmes. Nosso corpo tanto transfere energia como absorve. E isso é uma verdade que a gente não enxerga, a gente sente.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Direitos e Deveres - DESAFIO do CLUBE


VAMOS BRINCAR DE REFLETIR?
por Gabriella Gilmore

Tenho uma amiga que começou agora a fazer terapias, e achei interessante uma atividade que a doutora dela passou, para que ela ocupasse a mente toda noite antes de dormir.
Aproveitei para repensar sobre o questionamento.
E repasso esse desafio para todos os leitores, lembrando que não terá certo e errado. Por um momento, tenha liberdade de ser realmente livre.
Se você pudesse fazer uma lista de direitos e deveres, como seria?
A tarefa de casa de hoje será essa.
Reflita!





10 Direitos que eu tenho:
1. Tenho direito de de comprar livros e não os lê. O dinheiro é meu e sou obsessiva.
2. Tenho direito de amar e ser amada. Mas sei que talvez não da mesma forma.
3. Tenho direito a liberdade, mas sabendo que certa liberdade também tem suas consequências.
4. Tenho direito de fazer o que quiser do meu tempo livre.
5. Tenho direito de cantar quando estou feliz, e de chorar quando estou triste.
6. Tenho direito em ter acesso à boa educação e alimentação.
7. Tenho direito de questionar coisas que não concordo.
8. Tenho direito de escrever o que penso e apagar tudo depois.
9. Tenho direito de não respeitar as pessoas que não me respeitam.
10. Tenho direito de repensar tudo isso que escrevi daqui a 20 anos.

10 deveres que eu tenho:
1. Tenho o dever de manter limpas as vias públicas.
2. Tenho o dever de auxiliar um idoso na rua e no ônibus.
3. Tenho o dever de respeitar as leis impostas pelos superiores a mim.
4. Tenho o dever de respeitar meus pais e familiares.
5. Tenho o dever de cumprir horários na empresa que trabalho.
6. Tenho o dever de respeitar as leis do trânsito.
7. Tenho o dever de respeitar as leis do condomínio que moro.
8. Tenho o dever de votar, mesmo que seja em branco ou nulo.
9. Tenho o dever de agir com respeito a pessoas desafortunadas.
10. Tenho o dever de ficar calada quando alguém próximo de mim não quer mais me ouvir.

Que tipo de pessoa eu quero ser?

Quero ser uma pessoa que possa transmitir boas experiências as pessoas que convivem comigo, ser um exemplo bom e sempre lembrada.

Que tipo de pessoa, as pessoas querem que você seja?

Acho que todo mundo espera muito da gente. Que sejamos perfeitos. Acontecem que são pouquíssimas as pessoas que buscam a perfeição. E geralmente essas que esperam muito de você, são as que menos buscam melhorar a si mesmo, porque perdem tempo demais se preocupando com a vida alheia.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A MEMÓRIA DOS ANIMAIS



por Gabriella Gilmore


Os animais têm memória, mas será que a memória deles é como a dos seres humanos? Apesar de serem capazes de reconhecer, associar e usar a memória para entender o mundo, parece que falta aos animais o poder da recordação – para pensar sobre o passado de um modo introspectivo e autobiográfico.




NEM TANTO CÉREBRO DE PASSARINHO
O cérebro de um pombo é 500 vezes menor do que o humano, mas experimentos mostraram que eles têm um grande poder de reconhecimento. Usando sementes como recompensa por respostas corretas, foram treinados a bicar um botão toda vez que lhes fossem mostradas fotos com alguma características previamente escolhida. Os pombos aprenderam a distinguir fotos que continham árvores das que não continham – eles podiam até mesmo diferenciar folhas de carvalho de outros tipos de folhas.
Em seguida, os pombos foram testados com fotos com pessoas e sem pessoas, com uma única pessoa e com multidões, pessoas vestidas ou nuas, e finalmente com fotografias com ou sem uma determinada mulher. Eles aprenderam a reconhecer a mulher de qualquer ângulo e foram capazes de distingui-la de fotos de outras mulheres vestidas com roupas similares. O desempenho dos pombos não decepcionou mesmo em testes envolvendo fotos de peixes e criaturas do mar – elementos que não fazem parte da vida de um pombo comum.

MEMÓRIA DE ELEFANTE
O velho ditado de que um elefante nunca esquece pode não ser tão artificial quanto parece. Randall Moore, um queniano especialista em elefantes, devolveu um elefante de cativeiro para a selva. Quinze anos depois, o mesmo elefante foi encontrado com um ferimento no pé devido ao ataque de um hipopótamo. O elefante resistiu com violência a todas as tentativas de ajuda até que Moore foi lá e chamou por ele. Pelo que parece, o elefante reconheceu sua voz imediatamente.
Um espectador descreveu: “Ele foi à sua direção, rendeu-se e permitiu que o veterinário o examinasse. O elefante levantou o pé e ficou passivo enquanto a equipe de salvamento o vacinou e o operou.”

FATO: Koko, um gorila treinado, conseguia usar e lembrar mais de 400 palavras da língua de sinais.


Créditos: Reader’s digest (Maximize o potencial do seu cérebro)

terça-feira, 19 de maio de 2015

UMA VERDADE INCONVENIENTE


 A crise climática

Às vezes precisamos ver ou estar no final para voltarmos ao início, para refletir o motivo de estarmos passando por certas situações.
É assim em todos os sentidos, tanto na área da saúde, emocional, espiritual e também quanto a crise climática que não é de hoje que ela vem gritando por socorro, clamando por ajuda.
A menos de dez anos estamos vendo a olho nu, sentindo na pele, a selvageria com que a natureza tem respondido aos maus tratos que nós, seres humanos, temos feito a ela há séculos.
Eu, particularmente, não tiro sua razão para tamanha revolta, afinal, ela sempre esteve aí, nos proporcionando beleza, alimento e paz.
Uma verdade inconveniente, uma palestra ministrada por Al Gore, nos trás a realidade que a mídia, de certa forma, tem nos escondido, ou por alguma "prudência", tentando não alarmar a civilização. Mas o fato é que se a humanidade não abrir os olhos de verdade e se unirem, não só os animais e plantas estarão em extinção, como os humanos também não estarão por aqui para contar essa história.
Infelizmente a batalha não será breve, levará tempo e precisará de muita paciência.
Temos que nos lembrar que o estágio climático em que entramos, não foi coisa de um ano, nem uma década, portanto o tempo para revertermos isso, se é que posso dizer "reversão", levará anos também e o mais importante é não deixar para amanhã, pois o processo contará com uma união eminente da humanidade.
Primeiramente devemos nos conscientizarmos de que cada um fazendo a sua parte, ajudará grandemente no processo de salvação do planeta terra, e de que não é bobagem evitar certas coisas, como: o uso do carro, trocar as lâmpadas incandescentes para as fluorescentes, reciclar mais, evitar usar água quente, plantar uma árvore, dentre outras coisas, sem contar que divulgar a palestra de Al Gore é um grande passo.
Ajude a salvar o planeta que será de seus netos amanhã.
Uma humanidade unida viverá por muito mais tempo.

Conheça a palestra


sexta-feira, 15 de maio de 2015

INTERNET - Vício bom?



por Gabriella Lima

Até quando a internet interfere em nossas vidas?
Como controlar os vícios e o bloqueio mental que aos poucos ela nos fornece?
São algumas das várias perguntas que fazemos desde que a substituição dela em vários campos de nossas vidas, seja social, literário e emocional aconteceu.
Quem nunca deixou de fazer alguma atividade em casa para ficar vidrado no Skype, que já foi ICQ, MSN, com amigos reais e irreais? (Irreais)?? Amigos virtuais, meus caros.
Quem nunca deixou de assistir na TV algum clip ou um filme espichado no sofá, com os amigos/família desde que o Youtube surgiu? Ou, quem nunca deixou de ir a biblioteca fazer pesquisa da escola/faculdade ou de comprar um livro porque você já consegue ler tudo em iPads e notebooks?
Isso é bom? É ruim? Ou é moderno demais?
Claro que as respostas são claras, pois tudo que é feito com desequilíbrio  nos prejudica em algo.
Num passado não tão distante eu tive problemas com esta ferramenta, a Internet.
Depois que eu conheci várias “Rafaelas” por ai, ela acabou surgindo em forma de livro.
Aprendi com a personagem que viver lá fora é muito mais real e as ansiedade são menores.
Esses dias estava hospedada na casa de uma irmã que tem um filho de 5 anos e por alguns momentos eu quase deixei de sair com ele para andar de bicicleta para ficar sentada em frente ao computador, praticamente sem rumo. Havia algum tempo que eu não tirava férias, e muitas coisas estavam desatualizadas. Num espaço de 3 horas consegui colocar meus textos em ordem e comunicar com os leitores que deixam comentários e e-mails.
O garoto me chamou com impaciência para que saíssemos logo. Por um breve momento eu quase estourei, mas depois pensei nas coisas que aprendi sobre os vícios.
Desliguei o computador e fui sentir o ar lá fora.
Na manhã seguinte houve um quase resquicio.
Estávamos fazendo tarefinhas da escola quando o MSN gritava por meu “nome”.
Desconectei da conta e fui dar atenção ao garotinho, afinal, não quero que ele cresça com a visão de que a máquina vem em primeiro lugar.
Agora deixo essas questões para vocês refletirem.
Comentem, me deixe sua opnião. Debater sobre temas assim fazem com que alguma coisa na “rede” valha a pena.
Os segundos passam voando. Ou você usa isso para seu benefício, ou...

terça-feira, 12 de maio de 2015

OS VALORES - Um olhar filosófico

 Reflexão no #CLV com Gabriella Gilmore





Para entender melhor o porquê da resistência do homem à ideia da reformulação dos valores, temos que compreendermos o que são valores e de onde surgiu.
Tudo na vida contem um valor, seja ele sentimental, estético, econômico, moral, político, ético, mas cada sociedade tem a sua própria de acordo com sua cultura e costumes.
            O psicólogo Jerome Kagan comenta em uma entrevista que na cultura escandinava, os pais não beijam nem abraçam os filhos, nem dizem ‘eu te amo’. Mas estão sempre reforçando nos filhos a ideia de que eles são valorizados.
Na cultura brasileira, por exemplo, tem a fama de ser  um pais caloroso, de pessoas carinhosas, mas nem sempre esse excesso de amor será transformado em respeito, pois isso não significa que pessoas rodeadas de um amor, possam se tornar moralmente bons.
                         A ideia de uma reflexão sobre os valores, serve para que possamos analisar o que desejamos e o desejável, e fazer um plano de ação para darmos prioridade a valores positivos e evitarmos os negativos, ajudando assim a sociedade viver mais harmônica uma com as outras. Talvez se o valor fosse realmente universal, teríamos muito menos preconceitos, mas com um mundo já constituído e tão repleto de diferenças, isso seria muito mais complicado reaver-se nos dias de hoje, explicando assim a suposta resistência do homem à mudanças de tais valores inadequados ou não funcionais.

sábado, 9 de maio de 2015

DESAFIANDO GIGANTES - Resenha de filme

Desafiando gigantes (Facing the giants)

Se tratando muito mais que um simples filme cristão, Desafiando Gigantes é uma filosofia de vida.
Estamos vivendo em uma época onde as pessoas estão se questionando mais sobre questões bíblicas, fé e religiosidade, e acabam ficando céticas, pois os intempéries da vida nos tem jogado de braços à dúvida, afinal, ficar no meio sempre será mais confortável.
Escrito, dirigido e atuado por Alex Kendrick (Grant Taylor), a história conta sobre um treinador, que ao enfrentar um fracasso na sua profissão, ainda tem que lidar com o fato de não poder engravidar a esposa e ainda ouvir dizer que está para ser despedido da escola.
Um homem com princípios cristãos, acaba percebendo que nesses seis anos como treinador dos Eagles, acabou se esquecendo de Deus. 
Engraçado como só recorremos a Ele quando não temos mais para onde ir ou quando tudo está tranquilo e aparentemente bem.
Nesse momento Grant trava uma prova com Deus, orando e pedindo sinais e aos poucos ele vai notando que quem pede, recebe.
Resolvido então levar essa nova filosofia também para seus atletas, ele conversa com os garotos sobre o propósito deles ali, no campo, e pergunta aos meninos qual seria o objetivo do time. 
Sabemos que quando entramos em uma equipe, queremos ganhar, sermos os melhores, mas deixar que isso suba a cabeça, como a meta principal, e até mesmo passando por cima de tudo e todos, não nos faz melhores e a resposta não demora muito a chegar para enxergarmos isso.
A história te emociona quase que a cada núcleo. É uma ótima opção de filme para se ver com a família ou indicar para aquele amigo que acha que perdeu a fé em si e até mesmo em Deus.
O enredo fala de que não devemos deixar o medo governar nossas vidas, e de que nem sempre os "fortes" são os vencedores, e que os fracos também tem seus valores, mas que apenas deixaram o pessimismo tomar conta.
Nos mostra também, que agradecer quando tudo está bem é muito fácil, e que o importante é sabermos ser gratos quando as dificuldades nos cercam.
Somos mais fortes do que podemos imaginar, só basta ficarmos atentos sobre isso e não deixarmos que os contratempos da vida nos fraqueje. 
Somos capazes de ultrapassar limites impostos por nós mesmo. Acredite.

Convide seus pais, os avós e o vizinho para essa lição de que enfrentar "gigantes" não é impossível.
Bom filme!


terça-feira, 5 de maio de 2015

A MENTIRA É UMA COBRA



por Gabriella Gilmore.

Luiz é o cômico da turma, porém bastante inteligente. Até hoje não sei como ele aprende as matérias, sendo que sempre está contando casos para um ou outro no meio da classe.
Como de costume, o rapaz chega atrasado à aula.
_ Podem recomeçar a matéria porque estou chegando! Brinca o engraçadinho.
Todos riram.
Realmente é impossível não achar graças de suas piadas. Ele é ótimo.
Nesta noite, até que ele ficou mais calado do que o costume. Depois fomos saber o motivo: Ele maquinava seu programinha depois da aula.
Acaba o curso e nosso jovem sai em encontro com sua trupe.
_ Hoje vamos beber horrores! Comenta seu amigo.
_ Rá! Só se for você, né querido? Estou dirigindo. Qual parte do "Se beber, não dirija" você não entendeu? Perguntou zoando o rapaz.
_ Tá tá táaa. Eu degustarei por nós então e "simbóra" mano!

_ Luiz, estou passando mal cara.
_ Mas já?

Antônio desaba no chão.

_ "Affemaria"! Angélica meu bem! Me ajuda aqui. Chama Luiz.
_ Como assim desmaiado?
_ FI-LHA! Incoma alcólico. COMOFAZ? Levamos pro hospital?
_ Ixi! Acho que ia babar. Faz o seguinte, vamos lá pra casa.
_ Ai meu Pai! Vou chegar tarde em casa.

Deixaram a bênção de porre na casa da Angie e foi para casa, afinal, seus pais nem sonhavam que ele iria sair depois da aula.
Entrou de fininho e por sorte, todos estavam no último estágio do sono. Bom, era o que ele pensava.

_ Bom dia mama!

(Cara de bunda)

_ Ué "bãe". Está com raiva de mim por quê?
_ Sua aula terminou tarde né? Vá contando o que aconteceu Luiz.

Ele arrumou a maior lorota e conseguiu dobrar aquela "gigante" de um metro e quarenta.
Falou que um amigo do curso havia passado mal em sala, que o levara para o hospital e como era regional, demorou para darem entrada.

"Ufa, vou trabalhar sossegado hoje. Ela caiu". Pensou.

Quando ele retorna, sua mãe pergunta:
_ Tira o óculos agora. Vou te dar um tapa.
_ O que foi dessa vez "bãe"?
_ Pode contar o que aconteceu porque já liguei para seu professor. Como a esposa dele havia atendido, ela não soube me informar, e foi aí que liguei para o hospital e lá não constava NE-NHU-MA entrada do Antônio Amaral. Francamente né Luiz? Vá falando.
_ Maaasssss...

Páh! $#@&%$

A mentira tem pernas curtas? Nem isso. Ela é uma cobra!

sábado, 2 de maio de 2015

O LUTO - E.B

por Gabriella Gilmore

Ela acordou com o som de gritos de dor.
Não uma dor qualquer. Uma dor que ardia a alma.
Subiu as escadas apressada, achando que os gritos provia de alguma violência física.
Ainda desorientada com o susto daquele grito, ela entendeu que sua irmã perdia uma pessoa muito valiosa em sua vida.
Perdia uma ova.
Você não pode "perder" uma pessoa como se perde a chave de casa.
A cara da morte, como eu perguntava em um dos posts do Clube, não é bela e romântica para todo mundo.
Qual é o problema dela? Da morte? Qual é o seu problema, Sra Morte?
Na verdade, a pergunta é o inverso.
Qual é o nosso problema quanto a lidar com essa passagem?
O medo de um céu, de um inferno? O medo de não ter se despedido? O medo da pessoa ter ido embora decepcionada com você? Medo de ela ter sofrido uma dor antes de partir?
Qual é o nosso problema? Qual é o seu problema em compreender isso?
Nascemos sem saber nada. Podemos morrer ainda sem saber muita coisa. Porém, a morte, é uma certeza que qualquer ser vivo tem. ELE sabe. Por que não aceita?
Existe resposta e solução para tudo, até para a morte.
Medo de um céu e um inferno? Cuide de sua alma para que ela tenha um lugar aonde repousar.
Medo de não se despedir da pessoa querida? Cuide para que tenha todos os seus relacionamentos sadios, sem mágoas, sem decepções, para que nunca tenha o sentimento de "eu não tive a chance...".
Medo dela ter sofrido na passagem? Se você crê em um Deus bondoso, se você crê que a pessoa partindo era uma pessoa bondosa aos olhos do Pai, não se preocupe com isso. Não cabe a você.
Precisamos ter em mente que amar nunca é demais. Nunca troque o certo pelo duvidoso. O remorso é um sentimento que nos corroí aos poucos. Se você faz parte de alguém, seja realmente uma parte, e não uma metade vazia. Sim, metade vazia!
O mal do ser humano é que só sente depois que perde. Só se lembra quando não tem mais acesso. Só perdoa quando não possui mais a oportunidade de falar do perdão. Só sabe pedir. Nunca agradece.
"Então louve, simplesmente louve

Tá chorando, louve, precisando, louve
Tá sofrendo, louve, não importa, louve
Seu louvor invade o céu".

O agradecer aos céus não é uma prática somente do crente. É e deve ser uma prática do ser humano. Precisamos refletir sobre isso. Cultivar o sentimento de gratidão. Praticar o "polianismo". Chorar menos. Sorrir mais. E nunca esquecermos de que estamos aqui a passeio. Viva! Porque sobreviver cansa. Por isso VIVA!

E.B (R.I.P)

Marit Larsen - pop/folk/indie music


Dicas de músicos no #CLV
por Gabriella Gilmore



Esse post é um republicamento, porém a dica musical aqui retratada é atemporal.


Nascida na cidade de Lorenskog, Noruega, a pequena Marit Elizabeth Larsen, começou cedo a mostrar talento pela musica. Aos cinco já cantava em festivais locais, mas também não era de se estranhar. Seu pai toca violoncelo na orquestra filarmônica de Oslo e sua mãe é pianista, confirmando ai, que sua musicalidade é genética.
Aos 13 ela já estava gravando músicas pela Atlantic Records, juntamente com sua amiga Marion Raven, formando assim a famosa dupla norueguesa M2M. Viajaram o mundo todo divulgando o primeiro álbum Shade of purple. Com o sucesso deste, gravaram o segundo, The big room, mas com poucas vendagens, a gravadora cancelou o contrato, oferecendo em seguida 1 milhão para Marion gravar um cd solo.
Aos 18 anos, quando isso aconteceu, Marit aproveitou para estudar,  viver uma vida menos agitada e cheia de amigos, já que na época da banda, ela quase não tinha tempo para tal.
Muitos, inclusive eu, achamos que ela havia abandonado a musica, e muito deve ter passado pela cabeça dos fans, de que talvez, Marit não fizesse sucesso sozinha, pois para muitos, ela sempre foi apenas a violonista e “back vocal” da dupla. Para ser mais clara, podemos dar como exemplo a nossa ex-dupla Sandy e Jr. Preciso dizer mais?
Mas quem disse que peixe vive fora d’agua? O seu silêncio valeu a pena, pois ela pode fazer uma "big reflexion" sobre tudo. Sobre a carreira, a musica, sobre escrever e o porquê dessa arte. Se ela a fazia por impulso, para agradar as pessoas, ou se era por que amava o trabalho.
E a prova de toda sua introspecção, podemos ver o seu primeiro álbum independente chamado Under the surface lançado em 2006, com mais de 50 mil copias só na Noruega, rendendo assim seu primeiro disco de platina.
A repercussão foi muito boa, pois ela voltou madura, com mais musicalidade e independência. Gosta de criar musicas sem regras e seu estilo seria Folk? Country? Um pop acústico! Sem rótulos.
Com uma voz doce e envergonhada, Marit não cansa de sorrir. Você pode sentir sua humildade e encanto em seus vídeos amadores e rodou bastante divulgando um de seus singles chamado If a song could get me you.
Já ouviu bandolin? banjo? Ela não exita  em acrescentar sonoridade diferentes em suas canções. E se você gosta do belo, não deixe de ouvir Marit Larsen.

O público norueguês exalta Marit Larsen ao chamá-la de "A princesa do pop Nórdico" num artigo publicado no último dia 14/10/2008.

"Somos, provavelmente, dos muitos que tinham grandes expectativas sobre o sucessor do álbum debut solo de Marit Larsen "Under the surface" (2006). Portanto, é um prazer constatar que ela matém com "The Chase" o direito à primeira princesa no trono pop nórdico."

No mesmo artigo, surgem elogios à sua música como "cativante", "inteligente", "direto" e "Doce-amargo", e as compara ao ABBA e Dolly Parton, mas frizando bem a originalidade na criação das músicas dela.

A sugestão de música é o hit de seu quarto álbum.
"I don't want to talk about it".