Mostrando postagens com marcador Pensamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pensamento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de maio de 2015

OS VALORES - Um olhar filosófico

 Reflexão no #CLV com Gabriella Gilmore





Para entender melhor o porquê da resistência do homem à ideia da reformulação dos valores, temos que compreendermos o que são valores e de onde surgiu.
Tudo na vida contem um valor, seja ele sentimental, estético, econômico, moral, político, ético, mas cada sociedade tem a sua própria de acordo com sua cultura e costumes.
            O psicólogo Jerome Kagan comenta em uma entrevista que na cultura escandinava, os pais não beijam nem abraçam os filhos, nem dizem ‘eu te amo’. Mas estão sempre reforçando nos filhos a ideia de que eles são valorizados.
Na cultura brasileira, por exemplo, tem a fama de ser  um pais caloroso, de pessoas carinhosas, mas nem sempre esse excesso de amor será transformado em respeito, pois isso não significa que pessoas rodeadas de um amor, possam se tornar moralmente bons.
                         A ideia de uma reflexão sobre os valores, serve para que possamos analisar o que desejamos e o desejável, e fazer um plano de ação para darmos prioridade a valores positivos e evitarmos os negativos, ajudando assim a sociedade viver mais harmônica uma com as outras. Talvez se o valor fosse realmente universal, teríamos muito menos preconceitos, mas com um mundo já constituído e tão repleto de diferenças, isso seria muito mais complicado reaver-se nos dias de hoje, explicando assim a suposta resistência do homem à mudanças de tais valores inadequados ou não funcionais.

sábado, 2 de maio de 2015

O LUTO - E.B

por Gabriella Gilmore

Ela acordou com o som de gritos de dor.
Não uma dor qualquer. Uma dor que ardia a alma.
Subiu as escadas apressada, achando que os gritos provia de alguma violência física.
Ainda desorientada com o susto daquele grito, ela entendeu que sua irmã perdia uma pessoa muito valiosa em sua vida.
Perdia uma ova.
Você não pode "perder" uma pessoa como se perde a chave de casa.
A cara da morte, como eu perguntava em um dos posts do Clube, não é bela e romântica para todo mundo.
Qual é o problema dela? Da morte? Qual é o seu problema, Sra Morte?
Na verdade, a pergunta é o inverso.
Qual é o nosso problema quanto a lidar com essa passagem?
O medo de um céu, de um inferno? O medo de não ter se despedido? O medo da pessoa ter ido embora decepcionada com você? Medo de ela ter sofrido uma dor antes de partir?
Qual é o nosso problema? Qual é o seu problema em compreender isso?
Nascemos sem saber nada. Podemos morrer ainda sem saber muita coisa. Porém, a morte, é uma certeza que qualquer ser vivo tem. ELE sabe. Por que não aceita?
Existe resposta e solução para tudo, até para a morte.
Medo de um céu e um inferno? Cuide de sua alma para que ela tenha um lugar aonde repousar.
Medo de não se despedir da pessoa querida? Cuide para que tenha todos os seus relacionamentos sadios, sem mágoas, sem decepções, para que nunca tenha o sentimento de "eu não tive a chance...".
Medo dela ter sofrido na passagem? Se você crê em um Deus bondoso, se você crê que a pessoa partindo era uma pessoa bondosa aos olhos do Pai, não se preocupe com isso. Não cabe a você.
Precisamos ter em mente que amar nunca é demais. Nunca troque o certo pelo duvidoso. O remorso é um sentimento que nos corroí aos poucos. Se você faz parte de alguém, seja realmente uma parte, e não uma metade vazia. Sim, metade vazia!
O mal do ser humano é que só sente depois que perde. Só se lembra quando não tem mais acesso. Só perdoa quando não possui mais a oportunidade de falar do perdão. Só sabe pedir. Nunca agradece.
"Então louve, simplesmente louve

Tá chorando, louve, precisando, louve
Tá sofrendo, louve, não importa, louve
Seu louvor invade o céu".

O agradecer aos céus não é uma prática somente do crente. É e deve ser uma prática do ser humano. Precisamos refletir sobre isso. Cultivar o sentimento de gratidão. Praticar o "polianismo". Chorar menos. Sorrir mais. E nunca esquecermos de que estamos aqui a passeio. Viva! Porque sobreviver cansa. Por isso VIVA!

E.B (R.I.P)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O Fabuloso destino de Amelie Poulain


Toda a narrativa é permeada por uma lógica do absurdo. Absurdo que serve nunca para causar estranhamento, pensamento crítico, mas apenas para entreter o espectador com nonsenses inócuos. A história da menina tímida que vive isolada pelos pais é salpicada de pequenas imagens que buscam apenas um desenfreado esvaziamento dos sentimentos. Alienado da vida cotidiana, o filme se mostra como a tentativa (infelizmente, alcançada) de transformar todos os eventos em uma ferramenta narrativa para fazer rir, para fazer gracinhas de forma açucarada. Uma espécie de Poliana pós-moderna, a menina tem uma grande bondade no coração e resolve se dedicar à ajudar os outros em suas vidas, nas dificuldades alheias que ela identifica.
Sinopse: Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.
É preciso sempre acreditar e se dar a chance de viver um novo, e quem sabe, verdadeiro amor.
 
Opinião: Aquele amor dos nossos avós...
Hoje em dia é raridade encontrar isso, pois as pessoas aprenderam a substituir as coisas quebradas, as relações frustadas por outras, assim sem ao menos parar e tentar consertar, acertar os erros e tentar novamente. 

Quando percebemos que há uma total indiferença pela Persona de quem se vê – o que vale é sua aparência física, a queda absurda, hilária... Filmes como A Poulain contribuem para que a imagem do cinema cada vez mais perca sua força, criando espectadores totalmente anestesiados. Todo o sofrimento sofrido pelas personagens são motivo de ironia rala que vende as boas intenções e o olhar cool descolado com que Amélie observa o mundo – fazendo o mundo, manipulando-o como bem quer. A aura de boa menina de Amélie é extrapolada em todas as cenas e defendida pela narrativa: seus atos bondosos têm bons resultados!
Os pequenos prazeres diários. Talvez a vida seja composta 20% de grandes momentos e 80% de rotina. As grandes viagens, os aumentos de salário, os nascimentos de filhos e os dias de casamento são o tempero da existência – o refrigerante de domingo numa vida de arroz e feijão. Mas arroz com feijão não pode ser bom?
Sempre achei que as pessoas que viviam mais tempo eram as que cultivavam pequenos prazeres nos jardins de suas vidas. Pessoas que envelheciam sem que sua única diversão fosse a televisão ou as visitas de sua família.
Acho que essa filosofia do prazer no cotidiano nos permite uma existência feliz mesmo que não tenhamos condições de vivenciar o fantástico. Podemos, como ensina a teoria do flow de Mihaly, procura criar o fantástico dentro de nós e das atividades que amamos.

Trailer:
 
 
E aí, pronto para criar um pequeno espaço para a felicidade na sua vida?
Assistam e me contem depois!
Até o próximo texto
Au Revoir

quarta-feira, 22 de abril de 2015

PONTE PARA A CIDADANIA



A arte como ponte – Cidadania

Texto publicado primeiramente em 2008 por Gabriella Gilmore.

Ser cidadão é mais do que saber sobre as leis e deveres, é faze-la cumprir, é ter mente idealista; aquele que se incomoda com o jeito de como anda a situação e que não se cala, age.
O problema da sociedade é que ela se acomodou. Se liga mais no resultado do que no processo de como foi feito a ação. Se tornou covarde e prefere morrer calada em meio a hipocrisia do que viver pregando uma ideia que para uns é utopia. Somos responsáveis por todas as nossas ações e ela reflete numa  distancia quilométrica, porém preferimos nos fazer de cegos.
Humanidade esta, que se importa mais em levar cientistas para marte, gastando bilhões, do que ajudar as pessoas que já nem tem mais lugar aonde morar, que vive da sorte. porque esperanças não há. (José Saramago)
Pensamos que com o avanço da ciência e tecnologia tudo iria melhorar. Mas o poder nas mãos de pessoas egoístas é assassinato. 
Criança sem infância sadia que já não solta pipa na rua ao sol. Adolescentes que preferem dialogar com a fria tela do computador e jovens se matando por uma alegria artificial.
Podemos reverter este quadro sim, usando a arte como ponte, levando cores, harmonia, ritmo, letras às crianças, pois elas são a nossa esperança.
Descobrir a qualidade perdida daquele jovem sem ânimo e fazer com que ele esqueça seus defeitos e possa ouvir suas virtudes, mesmo que seja uma só. Esta é a luz que brilha em meus olhos e que há de reluzir no mundo, muito antes que marte.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

AO MEU PAI NO MEU ANIVERSÁRIO

por Gabriella Gilmore

Escrevi essa carta no meu aniversário em 2009.
Até hoje a sua mensagem me arranca lágrimas. Talvez seja porque a situação continua a mesma, ou até pior.
Hoje gosto bem menos desta data do que ano passado, ano retrasado...





Agora são exatamente 8:54 am.
Acho que foi numa manhã do dia 16 de abril que nasci. Portanto, hoje seria meu aniversário.
Eu deitei ontem oca, sem sentir muita coisa, para não dizer NADA. 
Despedi-me de meu Coração, pedindo para que ele fosse o primeiro a me desejar Feliz Aniversário e ele me despertou a meia noite.
Fiquei contente e depois, outros queridos foram se lembrando de mim.
Recebi uma ligação de longa distancia e pedi a esta pessoa que comemorasse por mim e acredito que ela tenha o feito, afinal, ela estava no barzinho tomando cachacinha com carne. Delicia!
Adormeci.
As sete, meu Coração me desperta. 
Eu sorri.
Arrumei-me e fui trabalhar.
Toda hora havia gente me perguntando:
_ Vai ter alguma comemoração?
Eu depressiva, respondia: Não!
Na verdade nunca liguei para essas coisas.
Como pode ver Pai, sou um brinquedo baratíssimo. Acho que nunca te pedi muito, nunca te fiz passar vergonha e tento fazer o que posso para que o Senhor tenha orgulho de mim, mas nem isso você parece se importar.
Estou chorando agora sabia? De novo, para dizer a verdade.
Não é sensacionalismo ou dramaticidade não. Infelizmente sou artista e nós somos muito emotivos, com uma sensibilidade mais aguçada do que uma pessoa comum.
Quando avistei o Senhor lá na esquina, não pensei em nada, a não ser te pedir calada, um abraço, mesmo sabendo que você não se lembraria dessa data, mas isso não me deixou triste em vê-lo.
Convidei-te para sentar, te ofereci um café na qual você recusou e fomos conversar. Mesmo tendo pouco assunto para falar, porque você sempre na defensiva, acha que eu iria pedir-te dinheiro. Maldito dinheiro esse que me faz chorar.
Perguntei-te se tinha lido meu e-mail falando da universidade e você disse que não. Mesmo eu não acreditando, resolvi falar pessoalmente, te pedindo ajuda para eu ser alguém.
Você com suas infinitas questões capitalistas e um tanto cético, conseguiu arrancar-me lágrimas de soluçar.
Pai, o Senhor conseguiu estragar meu dia. Desculpe-me a sinceridade.
Sabe, engraçado como eu tenho acreditado em mim, por ver em meus amigos e até desconhecidos, o valor que eles dão para as coisas que faço e que falo. Se você pelo ao menos não tivesse esse poder de nos fazer quebrantar, você poderia ver a pessoa incrível que sou. Sim, eu sou legal!
Hoje estou fazendo 24 anos e nada tenho, nada sou, talvez continue sendo NADA o resto da vida, mas desculpe-me, não darei este gostinho para o Senhor.
Uma vez falei para um primo que tenho apoio de amigos e simpatizantes, mas como santo de casa não faz milagres, não tenho muito apoio familiar. Quase ninguém acredita em mim ou me dá créditos, e talvez seja isso que me faz levantar todo dia, ao final de uma depressão, porque eu acredito em mim e isso me tem bastado.
Te falei que cada centavos que gastastes comigo foi saudavelmente usufruído e valorizado. Como o Senhor mesmo disse, eu levei a serio as aulas de inglês (muito obrigada por ter pago os 5 anos de curso), as aulas de violão, que hoje já até toco outros instrumentos, obrigada pelo teto em que vivo e pela feira do dia-a-dia.
Eu só queria uma ajudinha para entrar na faculdade e me manter lá, porque realmente não consigo ainda arcar com todas as despesas, mas não; o Senhor tinha que jogar na minha cara que as coisas são difíceis mesmo, que gastar três anos de dinheiro para depois ganhar só 800 reais dando aulas não valeria a pena. 
De novo a questão do dinheiro. Mas acontece PAI (as lagrimas estão secando agora e já sinto raiva) que nós com diploma de faculdade já fica complicado, quem dirá sem?!
Teria sido muito mais simples se o Senhor tivesse falado que não tinha condições para me ajudar, que amigavelmente eu entenderia. Sou compreensiva por demais Pai, acredite. Mas NÃO! Você só me passou a impressão de que não mereço ajuda tua, porque tudo que faço não iria te trazer dinheiro de volta, e talvez não vá. Mas tudo que eu queria mesmo, era apenas que o Senhor sentisse orgulho de mim...

sábado, 11 de abril de 2015

PORQUE EU NÃO SOU CRISTÃO

PORQUE EU NÃO SOU CRISTÃO – ENSAIO DE BERTRAND RUSSELL

Antítese por Gabriella Gilmore

A revista Life assegura-nos, num de seus editoriais, que, “salvo quanto ao que se refere a materialistas e fundamentalistas dogmáticos”, a guerra entre a evolução e a fé cristã “já terminou há muitos anos”, e que a própria ciência... desaprova a ideia de que o universo, a vida ou o homem pudessem haver evoluído por puro acaso”.



Um breve perfil de Bertrand Russell



Filósofo, matemático e lógico britânico. Em vários momentos na sua vida, ele se considerou um liberal, socialista e pacifista. Mas também admitiu que nunca foi nenhuma dessas coisas em um sentido profundo. Nascido em 1872, filhos de aristocratas, foi uma grande influência no século XX.  Morreu em 1970 vítima de uma gripe.

Venho estudando teologia há um ano, depois de ter passado alguns anos estudando filosofia e misticismo, digamos assim.  Tudo começou há 12 anos quando eu ainda não havia encontrado respostas para uma série de questionamentos. Precisei sair um pouco da zona de conforto para buscar informações, foi quando dei de cara novamente com o início.

“Só um risco real testa a realidade de uma fé” – C.S.Lewis.

E eu precisei quase perder a minha fé para poder entendê-la melhor.
A seguir escreverei trechos do ensaio de B.Russell adicionando meu ponto de vista utilizando minhas atuais pesquisas e suas fontes.

“Considero todas as grandes religiões do mundo, não só falsas, como prejudiciais”.
Concordo até certo ponto. Porém preciso ressaltar que a religião foi criada por homens e o que mais podemos ver nos dias de hoje são pessoas professando o nome de Deus de forma debochada e com segundas intenções. Mas se você parar para estudar os livros da Bíblia poderá decifrar essas pessoas e as instituições. O livro consegue ser atemporal ao ponto de conter provérbios que muitos filósofos usaram com outras palavras em suas famosas frases de reflexão. Mal sabe você que está recitando versos cristãos.

“Refiro-me ao argumento da prova teológica da existência de Deus. Tal argumento, porém, foi destruído por Darwin”.
A evolução só nos disse o que acontece depois que se tem vida, então da onde vem essa coisa que está viva? Se a planta nasce de uma semente, quem fez essa semente?
Em Gênesis 1: 11 e 12 diz: Que a terra produza todo o tipo de vegetais, isto é, plantas que deem sementes e árvores que deem frutas! E assim aconteceu. A terra produziu todo o tipo de vegetais: plantas que dão sementes e árvores que dão frutas. E Deus viu que o que havia feito era bom.

“À parte a força lógica, há para mim, algo estranho na apreciação ética daqueles que pensam que uma Deidade onipotente, onisciente e benevolente, após preparar o terreno, durante muitos milhões de anos de inanimadas nebulosas, se sentiria adequadamente recompensada com o aparecimento final de Hitler, Stalin e da bomba H”.
Dizem que o mal é a arma mais potente do ateísmo contra a fé cristã. Se Deus é bom, por que existe o mal? Por causa do livre arbítrio.
Deus tolera o mal neste mundo temporariamente, para que um dia aqueles que acreditam nEle vão morar no céu sem a influência do mal, porém, tendo seu livre arbítrio intacto. Para as pessoas ateias que não acreditam em absolutos morais sabem que pegar algo que não é seu é errado. Para os cristãos o ponto fixo da moralidade, o que constitui certo e errado é uma linha reta que leva direto a Deus. Sem Deus, não existe motivo real para ser moral. Não existe nem um padrão do que é comportamento moral. Para os cristãos, mentir, roubar, matar é proibido, mas se Deus não existe, como Dostoievski afirmou “Se Deus não existe, então tudo é permitido”.  (Reflexão extraída do filme God’s not dead).

“Quanto à espécie de crença, considera-se virtude ter fé, isto é, ter-se uma convicção que não pode ser abalada por prova contrária. Ou, se a prova contrária poder levar à dúvida, afirma-se que a prova contrária deve ser suprimida. Por essa razão, não se permite aos jovens ouvir argumentos na Rússia a favor do capitalismo, ou nos Estados Unidos a favor do comunismo. Isso conserva a fé em ambos intacta e pronta para uma guerra de extermínio.”
Em Timóteo 6:10 nos diz “Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos”.
Somos responsáveis por aquilo que buscamos aprender e como aplicamos os ensinamentos. E o não permitir os jovens nesses países a saberem certos assuntos políticos é muito mais obvio que seja algo manipulado pelo sistema governamental do que religioso, até porque a religião foi dominada pela política na era medieval por justamente querer deter todo o poder financeiro que a igreja estava adquirindo na época. O dinheiro tem muito mais a ver com os males do mundo do que a crença em Jesus Cristo que foi criado em família pobre e humilde.

“Quanto a mim, acho que é melhor fazer-se um pouco de bem do que muito mal”.
Parabéns Sr. Russell. Nisso pensamentos bem parecidos.

“Não considero cristã qualquer pessoa que tente viver decentemente de acordo com sua razão”.
Sim, eu e a Palavra precisamos concordar com você, porque em Gálatas 2:20 nos diz, “Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé”. Por isso não há espaço para a razão na vida do cristão.

“Na autobiografia de John Stuart Mill, lá encontrando a seguinte sentença: ‘Quem me fez?’ , não pode ser respondida, já que sugere imediatamente a pergunta: ‘Quem fez Deus?’”.
Em João capítulo 1, nos diz: “No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxa luz para todas as pessoas”.
Deus sempre foi, Deus é e sempre será o início, meio e fim. Não sou eu que afirmo isso. A sentença já foi afirmada quando nos fizemos gente. O ser humano pensa que tentar desvendar os mistérios de Deus fará alguma diferença em suas vidas, e por séculos e séculos de pesquisas e avanços científicos eles não percebem que ter acesso às coisas do céu são mais simples do que imaginam, mas eles não tem “fé”, no sentido duplo da palavra.

“Não há razão, de modo algum, para se supor que o mundo teve um começo. A ideia de que as coisas devem ter um começo é devido, realmente, à pobreza de nossa imaginação”.
Agora quem não está sendo racional é o Russell, rs, pois para tudo existe um começo, um meio e o fim, até mesmo nas redações. (Precisei ser sarcástica). E partindo dessa lógica, o mundo precisava sim ter sua história de começo e lembrando que não existem coincidências, acasos, para tudo existe um propósito.

“Quando se chega a analisar o argumento teológico de prova da existência de Deus, é sumamente surpreendente que as pessoas possam acreditar que este mundo, com todas as coisas que nele existem, com todos os seus defeitos, deva ser o melhor mundo que a onipotência e a onisciência tenham podido produzir em milhões de anos”.
O que Deus arquitetou para Adão e Eva foi o paraíso. O mundo que vivemos hoje com suas dores foi o que o casal escolheu, com o fruto da desobediência. O sábio é aquele que aprende com os erros dos outros, e Deus os alertou sobre não tocar na árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus não queria, exatamente, privá-los do saber, e sim protegê-los do que viria depois daquilo. Porque Deus já sabia do que aconteceria caso eles desobedecessem. Se você passar a analisar Deus como um grande e dedicado Pai, que protege, corrige o filho que ama, as coisas começam a ficar mais claras para nós, que tem mania de atribuir todas as calamidades ao maior arquiteto do mundo.

“Poderíamos, por certo, se assim o desejássemos, dizer que havia uma deidade superior que dava ordens ao Deus que fez este mundo?”
Não. Isso aqui não é como comparar o fantoche Hitler e sua crença nazista.

“Dizem que a existência de Deus é necessária a fim de que haja justiça no mundo. Na parte do universo que conhecemos há grande injustiça, e não raro, os bons sofrem e os maus prosperam”.
Às vezes nos questionamos por que as pessoas ruins têm tudo e os bons não tem nada. Ok. Às vezes o diabo deixa as pessoas viverem a vida sem problemas, porque não quer que recorram a Deus. Seu pecado é como uma cadeia, só que tudo é lindo e perfeito, e nos faz parecer que não há necessidade de sair. A porta está aberta. Até que um dia o tempo se esgota, e a porta da cela se tranca. De repente, é tarde demais. (Reflexão do filme God’s not dead)
As pessoas ficam confortáveis quando tudo está bem, perdendo o senso de “guarda”. E é exatamente aonde elas perdem a salvação. Pensamos assim: Está tudo perfeitamente bem, não preciso de Deus nenhum. Mas aquele que tem a consciência de que precisamos agradecer na alegria e também na tristeza, pedindo assim uma proteção contínua, sabedoria e discernimento, as pessoas passam a vigiar mais.

“O que realmente leva os indivíduos a acreditar em Deus não é nenhum argumento intelectual. A maioria das pessoas acredita em Deus porque lhes ensinaram desde tenra infância a fazê-lo”.
Sim, eu concordo, mas até certo ponto. Porém essa crença vai além do simples levar a criança/jovem/adulto à igreja. O que sela tudo é a experiência particular. É quando Deus responde sua oração. Te livra de alguma doença incurável, quando te revela em quem confiar e como agir. É algo que não pode ser mostrado por pessoa nenhuma porque é entre você e Ele.
Eu me encaixo no exemplo de Bertrand porque também fui levada para igreja ainda quando criança, que simplesmente repetia o que minha mãe fazia. Quando jovem, tive um despertar para estudar outras culturas, precisei sentir a necessidade de buscar a Deus por mim mesma, e não por influência da família. No período de frieza espiritual, nunca consegui esquecer dos ensinamentos e das palavras que vinham do céu para mim. Hoje eu digo com firmeza que sua fé só é abalada quando você nunca experimentou ouvir a voz dEle.

“Nas chamadas idades da fé, quando os homens realmente acreditavam na religião cristã em toda sua inteireza, houve a Inquisição com suas torturas. Houve milhares de infelizes mulheres queimadas como feiticeiras – e houve toda a espécie de crueldade praticada sobre toda a espécie de gente em nome da religião”.
Aqueles que estão envolvidos na feitiçaria não entrarão no reino de Deus. A Bíblia diz em Gálatas 5:19-21 “Ora, as obras da  carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.”
Talvez o que eu vá escrever aqui não justifique o ato violento, mas a Inquisição contra as “bruxas” foi um extermínio IGNORANTE a mulheres que estavam POSSUÍDAS por espíritos do mal e que por opção, escolheram estar. Você encontra relatos sobre isso quando estuda sobre as Bruxas manipuladas/manipuladoras de Salém. Mulheres que preferiram buscar o poder das trevas a viver conforme a Palavra. A mesma serpente que persuadiu Eva no paraíso, esteve na época da Inquisição e está nos dias de hoje. E o papel da igreja sempre foi alertar as pessoas sobre isso. Mas quem se importa?

“Suponhamos que neste mundo em que hoje vivemos, uma jovem inexperiente case com um homem sifilítico. Neste caso, a Igreja Católica diz: ‘Esse é um sacramento indissolúvel. Devem permanecer juntos por toda a vida’. E nenhum passo deve ser dado por essa mulher no sentido de evitar que dê à luz filhos sifilítica. Isso é o que diz a Igreja Católica. Quanto a mim, digo que isso constitui uma crueldade diabólica.”
Preciso concordar. Porém ressalto que a sífilis poderia ter sido evitada se o homem não houvesse dormido com outras pessoas. Por isso as igrejas pregam sobre o sexo depois do casamento.

Preciso parar por aqui para não tornar a leitura algo extenso e cansativo. E mesmo que vocês se deem ao luxo de questionar a veracidade dos ensinamentos escritos na Bíblia, algo escrito há mais de 2 mil anos atrás, precisam questionar também os ensinamentos ainda mais antigos de Sócrates e Platão. Poderiam seus escritos também serem manipulados por causa do tempo?
E tenhamos sempre em mente que a Verdade liberta e uma hora ou outra ela aparecerá para você.

Um inspirador dia para vocês, queridos leitores.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Waleska no País das Maravilhas


No dia 27 de setembro de 2011, dei a mim um grande presente o livro original de Lewis Carroll com as duas histórias “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas” & “Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá”.

Leio e penso em Alice desde meus 15 anos, mas sempre em trechos, pedacinhos, leitura de outros críticos, remontagens... Quando comprei esse livro senti que começava a habitar o mundo onde viverei quando finalmente puder me libertar dessa forma humana para ser novamente o gato de Cheshire.



Capítulos

1-     Pela Toca do Coelho

“e de que serve um livro”, pensou Alice,
 “sem figuras nem diálogos?”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Um livro são idéias impressas em letras. Mas concordo com Alice: seria tão bom, algumas vezes, ver entre os sentimentos descritos corações para indicar amor ou nuvenzinhas cinza para indicar raiva, por exemplo.

“Como vai ser engraçado sair no meio daquela gente
que anda de cabeça para baixo!
Os antipatias, acho...?”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

A antipatia é o avesso do que se espera do comportamento humano. Nascemos para sermos irmãos, para que nos comprometêssemos uns com os outros. O estranhamento de Alice é pertinente e consciente.

“imagine fazer mesura quando se está despencando no ar!
Você acha que conseguiria?”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

A vida nos põe em xeque e nos pedem calma, entendimento, enfim. Quem consegue lucidez no meio do caos? Aqui começamos a ver Alice mergulhar em seu inconsciente.

“como não sabia responder a nenhuma das perguntas
o jeito como as fazia  não tinha muita importância.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Há momentos que precisamos de respostas as nossas questões pessoais. Mas é preciso ter consciência de que nem sempre elas são possíveis. Não é conformismo nos aquietarmos diante da ausência de resposta. E só o momento de esperar o momento em que a maturidade trará as resposta para nós.


“Havia portas ao redor do salão inteiro,
Mas estavam todas trancadas;
depois de percorrer todo um lado e voltar pelo outro,
experimentando cada porta, caminhou desolada até o meio,
pensando em como haveria de sair dali.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)


Portas são possibilidades. Se fechadas queremos abri-las. Se abertas queremos descobri-las. O homem é um ser curioso e desvendar o novo que há por trás das portas é sempre uma tentação.

“topou com uma mesinha(...)
sobre ela(...) uma minúscula chave de ouro,
e a primeira idéia de Alice foi que devia pertencer
a uma das portas do salão;
mas (...) ou as fechaduras eram grandes demais,
ou a chave era pequena demais, (...) não abria nenhuma delas.
No entanto, na segunda rodada, deu com uma cortina baixa
que não havia notado antes; atrás dela tinha uma portinha (...)
experimentou a chavezinha de ouro, que, para sua alegria, serviu!”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)


Andamos tão preocupados com o óbvio que deixamos passar os detalhes. É estranho mais é sempre no detalhe que se esconde as grandes soluções.

“Pois, vejam bem, havia acontecido tanta coisa esquisita ultimamente
que Alice tinha começado a pensar
que raríssimas coisas eram realmente impossíveis.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Quando decidimos nos permitir, nos arriscar no jogo da vida, a vida se torna um grande parque de diversões. Tal é possível, se acreditarmos nas possibilidades. Nesse trecho o inconsciente de Alice começa a se adequar aos obstáculos do consciente.

“...lera muitas historinhas (...) sobre crianças que tinham (...)
sido comidas (...) e outras coisas desagradáveis ,
tudo porque não se lembravam das regrinhas simples
que seus amigos lhe haviam ensinado...”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Arriscar-se é uma necessidade para quem quer viver. Contudo, é preciso levar a prudência como companhia.

“se você bebe muito de uma garrafa em que está escrito “veneno”,
é quase certo que vai se sentir mal,
mais cedo ou mais tarde.
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Somos responsáveis por nossos atos e eles são responsáveis por nós. O que representaremos aos que nos seguirão é fruto de nossa responsabilidade.  Para onde conduzirei os que me admiram?

“...tentou imaginar como é a chama de uma vela
depois que ela se apaga, pois não conseguia se lembrar
de jamais ter visto tal coisa.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)
~
Somos velas. Brilharemos por um tempo, seremos a luz que guia em certos momentos. Mas um dia tudo passará. Apagaremos. Acabaremos.

“Em geral dava conselhos muito bons para si mesma
(embora raramente os seguisse).”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Porque temos mania de achar que as pessoas devem seguir o que dizemos se nós mesmos não ouvimos nossos corações?

“...de uma maneira ou de outra vou conseguir chegar ao jardim;
para mim tanto faz.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Meta. É importante ter uma meta para seguir na vida. A meta, o alvo, o ponto onde queremos chegar... Uma vez que tenhamos conhecimento disso resta-nos tomar coragem de ir.

“...tinha se acostumado tanto a esperar
só coisas esquisitas acontecerem
que lhe parecia muito sem graça e  maçante
que a vida seguisse de maneira habitual.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Quem aprendeu a ir, a permitir-se depois de ter traçado a meta, verá que a vida é mais que respirar, comer, beber... Mais que planejar, caminhar... A vida é tudo isso, mas é também a coragem, a vontade, o vencer-se.

2-    A Lagoa de Lágrimas

“Vou estar longe demais para me incomodar com você:
Arranjem-se como puderem... Mas preciso ser gentil com eles.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Com o tempo descobrimos que cada um carrega seus próprios problemas, cada um é dono do seu próprio caminhar. Podemos participar desse caminhar, mas cada um escolhe o próprio percurso.

“Ai, ai! Como tudo está esquisito hoje! E ontem as coisas aconteciam
Exatamente como de costume. Será que fui trocada durante a noite?
Deixe-me pensar: eu era a mesma quando me levantei esta manhã?
Tenho uma ligeira lembrança de que me senti um bocadinho diferente.
Mas, se não sou a mesma, a próxima pergunta é:
‘Afinal de contas quem sou eu?’ Ah, este é o grande enigma!”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

O ser humano evolui a cada segundo ainda que não veja. A mulher que sou hoje é outra da que fui ontem. O que vivi no dia de ontem por mais banal ou profundo que seja certamente transformou-me. E quem somos nós? É uma questão realmente difícil de responder. Se nós mudamos a cada minuto quem pode realmente definir-se. Somos um amontoado de “agoras”. Cada um desses “agora” modificando e sendo modificado pelo “agora” seguinte.

“Além disso, ela é ela, e eu sou eu, é...
ai, ai, que confusão é isto tudo.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

O reconhecimento de que cada ser é único. E que cada único ser influencia o outro de alguma forma. Positiva ou negativamente. É importante selecionar com quem se anda para não se contaminar com as impossibilidades do outro.

“Não vai adiantar nada eles encostarem suas cabeças no chão e pedirem
‘Volte para cá, querida!’ Vou simplesmente olhar para cima e dizer
‘Então  quem sou eu? Primeiro me digam;
aí, se eu gostar de ser essa pessoa, eu subo;
se não, fico aqui embaixo até ser uma outra pessoa.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Ficar só e questionar-se. Admitir erros e defeitos. Tomar posses de seus acertos e virtudes. Reconhecer-se é um dever nosso! Não adianta esperar do outro. Você é o que você faz de si.

“...queria muito que encostassem a cabeça no chão!
Estou tão cansada de ficar assim sozinha aqui.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Contudo, nenhum homem é um ser isolado. Devemos ser indivíduos e não individuais. Assumir que somos únicos, mas não pensar que somos exclusivos. O meio nos afeta e nós afetamos o meio. Nem sempre é fácil identificar o que nos faz mal. E menos ainda é fácil livrar-se dessas coisas. É preciso estar atento as dependências.

“’Foi por um triz!’ disse Alice,
bastante apavorada com a mudança repentina,
mas muito satisfeita por ainda estar existindo.
‘E agora, para o jardim!’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Por mais que o novo assuste, ele é o caminho para evolução.

“’Gostaria de não ter chorado tanto!’
(...)
‘Parece que vou ser castigada por isso agora,
afogando-me nas minhas próprias lágrimas.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

O choro faz parte da evolução e mulheres tendem a externar emoções com lágrimas. Os homens, infelizmente, são educados para não fazê-lo. Mas é preciso cuidar para que a lágrima não nos impeça de continuar. Passar a vida com os olhos lacrimejantes é perder o tempo da superação.

“’Não gostar de gatos!’
gritou o camundongo com uma voz estridente, exaltada.
‘Você gostaria, se fosse eu?’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Cada indivíduo é único em suas experiências. O que é bom para mim pode não ser para o outro.

“’Vamos para a margem. Lá eu lhe contarei minha história
e você vai compreender porque odeio gatos e cachorros.’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Tomar consciência da história do outro antes de julgar-lhes as ações, aproxima-nos do outro enquanto sujeitos falhos que também somos.

3-    Uma Corrida em Comitê e uma História Comprida
“’Sou mais velho que você e devo saber mais’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

O saber nada tem a ver com a idade. O conhecimento e a experiência vêm com o viver. Estar aberto a isso é deixar a porta aberta para um leque de possibilidades e oportunidades.

“’Achando o quê?’ indagou o Pato.
‘Achando isso’, respondeu o Camundongo, bastante irritado.
‘Suponho que saiba o que ‘isso’ significa’
‘Sei muito bem o que ‘isso’ significa quando eu acho uma coisa’,
 disse o Pato. ‘Em geral é uma rã ou uma minhoca.
A questão é: o que foi que o arcebispo achou?’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

As experiências vividas podem fazer com que vivamos um eterno “achismo”. E o pior deles é o que nos faz crer que o outro SEMPRE entenderá nossos atos. Se quiser uma resposta aos seus atos, diga-os claramente. Esperar a compreensão do outro sem nada dizer pode gerar frustrações.

“...começara a correr quando bem entenderam
e pararam também quando bem entenderam,
de modo que não foi fácil saber quando a corrida havia terminado
(...)
‘A corrida terminou!’ e todos se juntaram em torno dele,
perguntando esbaforidos: ‘Mas quem ganhou?’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Cada um por si, não é o melhor caminho. Por mais que pareça estranho é a união o menor caminho entre o homem e a meta.

“Alice não tinha a menor idéia do que fazer e,
no seu desespero, enfiou a mão no bolso, tirou uma caixinha de confeitos
(...)
e distribuiu-os como prêmios. Havia exatamente um para cada um.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Sempre teremos algo para ofertar a alguém. Alguma coisa, por menor que nos pareça, pode ser algo importantíssimo no aprendizado do outro. Doar, compartilhar, essas são também atitudes evolutivas.

“Depois veio a hora de comer os confeitos
isso provocou algum barulho e confusão,
com as aves grandes se queixando de que não conseguiam
sentir o gosto dos seus,
e as menores engasgando e tendo que levar palmadas nas costas.
Mas finalmente tudo terminou. ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Nem sempre nossas experiências serão de fácil ‘digestão’. O estranhamento surge da ‘inexperiência’ do outro. É preciso ter calma e tudo se ajeita.

“Sob pretextos variados, todos se afastaram
e Alice logo se viu só.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Preserve suas experiências e só as divida quando realmente forem necessárias. Mas antes escolha bem as palavras. Algumas situações podem assustar os menos preparados.

4-    Bill Paga o Pato


“’Ora essa, Mary Ann, que está fazendo aqui?
Corra já até em casa e me traga um par de luvas e um leque!
Rápido, vá!”
 (Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Não devemos permitir que as pessoas joguem em nós suas urgências ou depositem em nós seus sonhos, frustrações ou expectativas. Somos um ponto de contato na vida do outro. Compartilhamos, mas não devemos nos colocar como referência. Isso é o mesmo que assumir a responsabilidade e o comprometimento de não errar, não falhar. Essa atitude é perigosa para quem segue e para quem pretende ser seguido.

“‘Como parece esquisito’, disse Alice consigo mesma,
‘receber incumbências de um coelho!
Logo, logo a Dinah vai estar me dando ordens! ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Aceitar sem questionamento que os outros atuem em nossas vidas como bem entenderem, é abrir mão do discernimento e do seu direito de pensar. Ordens só são pertinentes em casos de relação trabalhista. Até a criança deve ser levada a pensar se a sua atitude é certa ou errada. Castração do pensar não é um bom caminho para educação.

“...bateu o olho numa garrafinha pousada junto do espelho.
Desta vez não havia nenhum rótulo com a palavra ‘BEBA-ME’,
 mas mesmo assim ela a desarrolhou e levou aos lábios.
‘Sei que alguma coisa interessante sempre acontece’, pensou,
‘cada vez que como ou tomo qualquer coisa;
 então vou só ver o que é que esta garrafa faz.
Espero que me faça crescer de novo,
 porque estou realmente cansada de ser esta coisinha tão pequenininha.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Tudo que absorvemos pela vida, nossa ou de outro, tudo que lemos que ouvimos que aprendemos deve ser usado na nossa evolução. Tudo é uma lição. Como disse Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.

 “Pousou a garrafa rápido, dizendo para si:
‘É mais do que o bastante... Espero não crescer ainda mais...
Do jeito que está,  já não passo pela porta... Não devia ter bebido tanto!’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Mas é preciso ter cuidado para não somatizar os questionamentos, anseios, frustrações, desejos... do outro. É preciso não se esquecer que somos seres únicos e como tais, devemos viver nosso próprio trajeto.

“‘Agora não posso fazer mais nada,
aconteça o que acontecer:
 O que vai ser de mim? ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Para cada ação uma reação. Para cada pergunta uma resposta. Para cada erro um preço. Tudo na vida é assim. Pensar é a maneira de pagar menos.

“‘...mas sou grande agora, acrescentou num tom pesaroso.
‘Pelo menos aqui não há mais espaço para crescer mais.’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Se a infelicidade começar a ser uma constante em sua trajetória, é chegado, então, o momento de mudar a história. Indagar-se, ir além, olhar para o que vai além da janela... Se o seu mundo está pequeno para você, amplie-o.

“‘Mas nesse caso’, pensou Alice,
‘será que nunca vou ficar mais velha do que sou agora?
Não deixa de ser um consolo... nunca ficar uma velha...
mas por outro lado... sempre ter lições para estudar!
 Oh! Eu não iria gostar disso! ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Amadurecimento não é sinônimo de velhice. Amadurecer está intrinsecamente ligado ao ato de evoluir. E aprender faz parte desse amadurecer. Só amadurece quem está disposto a aprender.

“Alice sabia que era o Coelho à sua procura,
e tremeu até fazer a casa sacudir,
completamente esquecida de que agora era umas mil vezes maior
do que o Coelho e não tinha razão alguma para temê-lo.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Ser maior que o outro em tamanho e força, não te deixa no comando de nenhuma situação. Agora se a força vier da sabedoria, você se tornará um gigante diante de seus inimigos e não haverá guerra que você não possa vencer.

“Um enorme filhote de cachorro
olhava para ela com seus olhos redondos e graúdos,
esticando debilmente uma pata, tentando tocá-la.
‘Pobre bichinho! ’ disse Alice, com carinho,
 e fez um grande esforço para assobiar para ele;
mas o tempo todo estava se sentindo terrivelmente amedrontada
com a idéia de que ele podia estar com fome,
caso em que muito provavelmente iria comê-la,
apesar de todos os seus afagos.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Os medos, as mágoas, os sofrimentos de nossas vidas podem nos deixar receosos na hora de ofertar carinhos, amparo, amizade. É preciso entender que apesar da dor, que a fé no outro pode gerar retorno e por essa fé que devemos continuar a viver.

“‘...Tinha quase me esquecido de que preciso crescer de novo!
Deixe-me ver... como posso conseguir  isso?
Suponho que teria que comer ou beber uma coisa ou outra;
mas a grande questão é: o quê?’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Escolher o que deve alimentar a nossa evolução é responsabilidade nossa. A vida não ensina. Simplesmente ela nos convida a viver. O que eu quero para mim? É a primeira pergunta a se fazer. Onde posso encontrar? É a segunda. Quem pode realmente me ajudar? É a última. Ninguém disse que é fácil. Só sabemos que é necessário.

“Havia perto dela um cogumelo grande, quase da sua altura;
depois de olhar embaixo dele, e dos dois lados, e atrás,
ocorreu-lhe que não seria má idéia espiar o que havia em cima dele.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)


Uma possibilidade só deve ser descartada quando está completamente esgotada.  E é nosso dever manter os olhos bem abertos as possibilidades que virão dessa primeira como a nova cabeça de uma Hidra. Na vida as coisas são assim: uma coisa brota de dentro da outra.

5-    Conselho de uma Lagarta

“‘Quem é você? ’ perguntou a Lagarta.
(...)
Alice respondeu meio encabulada:
‘Eu... eu mal sei, Sir, neste exato momento...
pelo menos sei quem eu era quando me levantei esta manhã,
mas acho que já passei por várias mudanças desde então.’
‘Que quer dizer com isso?’ esbravejou a Lagarta. ‘Explique-se!’
‘Receio não poder me explicar’, respondeu Alice,
‘porque não sou eu mesma, entende?’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

A única certeza sobre nós está no que fomos até o momento em que nos indagamos. No momento seguinte ainda que não tenha se movido uma folha, seremos alguém novo ou renovado pela consciência que nos traz a pergunta: Quem é você?
“‘Acho que primeiro você deveria me dizer quem é.’
‘Por quê?’ indagou a Lagarta.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Se não sabemos nos definir no sentido lato, porque sempre achamos que os outros podem? Não somos isto ou aquilo – Adoro isso! – somos amontoados de coisas – Essa idéia me fascina! – e os outros também são – Graças a Deus! – e eles carregam em si até mesmo um pedaço de nós. Incrível, não é?

“‘Oito centímetros é uma altura tão insignificante para se ter.
‘Pois é uma altura muito boa!’ disse a Lagarta encolerizada,
empinando-se enquanto falava
(tinha exatamente oito centímetros de altura).”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Cada um sabe o que esperar. Os ambiciosos querem sempre mais e assim estão sempre em busca de tudo que possa lhes ajudar na evolução. E isso é uma constante. Afinal, cada vez que nos aproximamos de uma verdade, uma nova aparece. Ou seja, a evolução é um espiral de crescer constante para os ambiciosos de si. Já os conformados tendem a estacionar. E se limitam ao que são achando trabalhoso demais ir além do ponto cômodo que se encontram.

“‘Como gostaria que as criaturas não se ofendessem tão facilmente! ’
‘Com o tempo você se acostuma’, disse a Lagarta. ”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Com o tempo entendemos que apesar da sinceridade ser o melhor caminho no trato com o outro; ela incomoda. Então, torna-se fundamental achar um ponto de equilíbrio entre o que deve ser dito e o modo de fazê-lo.

“‘E agora, qual é qual?’ perguntou-se,
e mordiscou uma ponta do pedaço da mão direita
para experimentar o efeito:
num instante sentiu uma pancada violenta sob o queixo:
ele batera no seu pé!”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Equilibrar-se é o passo mais difícil do evoluir! E essa busca é um trabalho constante.

“‘Cobra! ’ arrulhou a Pomba.
‘Não sou cobra!’ disse Alice, indignada. “Deixe-me em paz! ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Evoluir é mudar tudo. É saber que mudança causa estranhamento no meio em que se vive.

“‘Ora essa! Você é o quê?’ perguntou a Pomba.
‘Aposto que está tentando inventar alguma coisa!’
‘Eu... eu sou uma menininha’, respondeu Alice
(...)
‘Realmente uma história muito plausível!’
disse a Pomba num tom do mais profundo desprezo.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

As pessoas carregam certezas e algumas se encerram dentro delas como se estas fossem verdades absolutas. Essas verdades acabam limitando-as em sua evolução. Nenhum passo além do estado de conforto em que se encontram. Não adianta argumentação para essas pessoas. Depois de algo enquadrado em A ou B, nada mudará suas opiniões.

“...chegou de repente a um lugar aberto,
com uma casinha de cercas de um metro e vinte centímetros de altura.
 ‘Seja lá quem more aqui”, pensou Alice,
‘não convém me aproximar dele com este tamanho;
que susto iriam levar! ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Ao estabelecermos relações com alguém é preciso entender antes as experiências e opiniões dos outros. Levar em conta que cada ser é único e respeitar esse ser em todos os níveis. Não adianta tentar fazer valer a nossa vontade! O ideal para uma boa relação é que haja respeito de ambas as partes à individualidade do outro.

6-    Porco e Pimenta

“‘Como faço para entrar? ’  Alice perguntou de novo, mais alto.
‘Mas, afinal, você deve entrar?’ disse o Lacaio. ‘Esta á a primeira pergunta. ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

As vezes queremos coisas que ou não estamos prontos para ter ou não somos merecedores. É muito comum também não estarmos preparados para receber o que pedimos. Pensar antes de pedir, pedir somente quando estivermos certo dos nossos desejos, desejar só o que realmente é importante. Importar-se somente com o que possa nos fazer felizes.

“‘Se cada um cuidasse da própria vida’,
 disse a Duquesa num resmungo rouco,
 ‘o mundo giraria bem mais depressa. ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

As pessoas se escondem no defeito do outro para criar em si uma falsa idéia de perfeição. Olhar-se, descobrir-se, é parte da evolução. Não devemos nos esquecer de que todo ser humano é falho. E nós, fazemos parte dessa humanidade falha.

“‘Se tivesse crescido’, disse ela para si mesma,
‘teria sido uma criança horrorosa;
mas como porco é bem jeitozinho, eu acho. ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Cada um é como é. E se nos aceitarmos dessa forma inevitável e intransferível de ser, passaremos aos outros nossa essência e toda beleza que há nela.

“‘Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui? ’
‘Depende bastante de para onde quer ir’, respondeu o Gato.
‘Não me importa muito para onde’, disse Alice.
‘Então não importa que caminho tome’, disse o Gato. ”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

O nosso caminho é feito por nós. Mas antes devemos escolher, qual será esse caminho. Ir por ir é passar em vão pela vida. É preciso ter uma meta e tentar alcançá-la da melhor maneira possível. Sem atalhos. Na vida é melhor evitá-los e caminhar pela estrada certa, atento ao redor é evoluir.

“‘Mas não quero me meter com gente louca’, Alice observou.
‘Oh! É inevitável’, disse o Gato; ‘somos todos loucos aqui.
 Eu sou louco. Você é louca.’
‘Como sabe que sou louca?’ perguntou Alice.
‘Só pode ser’, respondeu o Gato,
‘ou não teria vindo parar aqui. ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

As pessoas não estão preparadas para aqueles que querem viver para si e procurando no outro só um ponto para a própria evolução. Essas pessoas que não têm medo de viver, eles chamam de loucas. Mas desconhecem que a verdadeira loucura está em abster-se do próprio “eu” para moldar-se ao “eu” do outro.

7-     Um Chá Maluco


 “‘Então deveria dizer o que pensa”, a Lebre de Março continuou.
‘Eu digo’, Alice respondeu apressadamente;
 ‘pelo menos... pelo menos eu penso o que digo...
é a mesma coisa, não?’
‘Nem de longe a mesma!’ disse o Chapeleiro.
“seria como dizer que ‘vejo o que como’
é a mesma coisa que ‘como o que vejo’!”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)
 
Pensar antes de falar é filtrar a ideia, o conceito. É evitar ferir. Mas ao mesmo tempo é camuflar a sinceridade das impressões com máscaras de civilidade. Esse comportamento pode cair na hipocrisia ou falsidade; dependendo de como fazemos uso dele.

“‘Se você conhecesse o Tempo tão bem quanto eu’,
disse o Chapeleiro, ‘falaria dele com mais respeito.’
‘Não sei o que quer dizer’, disse Alice.
‘Claro que não!’ desdenhou o Chapeleiro, jogando a cabeça trás.
‘Atrevo-me a dizer que você nunca chegou a falar com o Tempo!’
‘Talvez não’, respondeu Alice, cautelosa,
‘mas sei que tenho de bater o tempo quando estudo música.’
‘Ah! Isso explica tudo’, disse o Chapeleiro.
‘Ele não suporta apanhar. Mas, se você e ele vivessem em boa paz,
ele faria praticamente tudo o que você quisesse com o relógio.
Por exemplo, suponha que fossem nove horas da manhã,
hora de estudas as lições; bastaria um cochicho para o Tempo,
e o relógio giraria num piscar de olhos! Uma e meia, hora do almoço!’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Queremos tudo ao mesmo ao nosso tempo. É uma pena porque cada um de nós na própria urgência, vamos sofrendo com as coisas que não chegam. O tempo independe de nós. Somos nós que devemos nos adaptar a ele.

“‘Mas o que acontece quando chegam de novo ao começo? ’
 Alice se aventurou a perguntar.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

No começo? Recomece! A vida é isso: ciclos que se iniciam e fecham. Tudo com certo tom de rotina e nada velho ao mesmo tempo. Um dia com dias passados dentro. Mas com possibilidades mil por fora.

“‘... é muito fácil tomar mais do que nada. ’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Quando nos pré-disponibilizamos para as oportunidades há sempre algo que pode ser acrescido em nossas vidas. E quando estamos prontos para absorver a vida o nada é impossível.

8-    O Campo de Croqué da Rainha

Sem comentários...



9-    A História da Tartaruga Falsa


“‘Você está pensando em alguma coisa, minha cara,
 e isso a faz esquecer de falar.’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Ninguém saberá de você, se você se esconde em pensamentos. É preciso se expor as vezes, para que o outro nos encontre. E, até mesmo, se encontre. Nossos pensamentos e indagações podem ser o ponto de partida para a solução das indagações do outro e vice e versa. Só a comunicação traz resoluções para as dúvidas.

“Disse a Duquesa. ‘Tudo tem uma moral,
 é questão de saber encontrá-la’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Preciso aprender a enxergar o propósito de tudo. Nenhuma experiência pode passar sem ser pensada e repensada para se tirar o melhor proveito.

 “‘Oh, é o amor, é o amor que faz o mundo girar’.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

O amor torna tudo mais suportável e compreensível. Penso que o amor é o remédio que cura a alma.

“‘Seja o que você parece ser’
‘Nunca imagine que você mesma não é outra coisa
senão o que poderia parecer a outros do que
o que você fosse ou poderia ter sido não fosse
 senão o que você tivesse sido teria parecido a eles
ser de outra maneira’.”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Alguém sempre nos esboça dentro de experiências próprias ou situações. Seremos para aqueles essa figura esboçada independente do que fizermos dali em diante. Tentar mudar propositadamente nossa imagem para ser mais ou melhor para alguém pode ser um desgaste enorme e inútil para nós mesmos. Somos o que somos. E só temos que ser melhores por nós.

 “‘Tenho o direito de pensar’”
(Lewis Carroll, in “As Aventuras de Alice No País das Maravilhas”)

Pensar, sim. Falar é que deve ser estudado, analisado, avaliado... Somos donos de nossos pensamentos e escravos de nossas palavras.

10- A Quadrilha da Lagosta


Sem comentários...



11- Quem Roubou as Tortas?



Sem comentários...

12- O Depoimento de Alice
“Por fim, imaginou como seria essa mesma irmãzinha
quando, no futuro, fosse uma mulher adulta;
[...]
... e como iria sofrer com todas as mágoas simples dessas crianças,
e encontrar prazer em todas as alegrias simples delas,
lembrando sua própria vida de criança,
e os dias felizes de verão.”

A mulher e a criança estarão sempre unidas, independente do que vier no futuro. A criança é o refúgio da mulher diante da dura realidade do mundo adulto. O lugar para onde voltar quando o sentido de viver se esgota. A criança é a fonte de energia da mulher que num mundo imaginário e particular pode crer e viver feliz.


Até breve! ♥

(Waleska Zibetti, in "Waleska no País das Maravilhas")