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sábado, 15 de março de 2014

Quando Chegar - Por Martha Medeiros



"Quando chegar aos 30
serei uma mulher de verdade
nem Amélia num ninguém
um belo futuro pela frente
e um pouco mais de calma talvez

e quando chegar aos 50
serei livre, linda e forte
terei gente boa ao lado
saberei um pouco mais do amor
e da vida quem sabe

e quando chegar aos 90
já sem força, sem futuro, sem idade
vou fazer uma festa de prazer
convidar todos que amei
registrar tudo que sei
e morrer de saudade."

Um adendo...







Chegou ao apartamento dele trajando apenas
uma sandália de salto,
um penhoar de seda pura,
um chapéu de véu no rosto.

Entrou e parou no meio da sala
levantou o véu
mostrou o rosto sem maquiagem
e nada disse.
Ele também não.

Tirou o chapéu e sacudiu o cabelo.
“Sou assim!
Meu cabelo é cheio e embaraça no vento.
Tenho olheiras por conta da insônia
e minha boca não tem aquele brilho.”

Tirou as sandálias.
“Sou dez centímetros menor
do que você costuma ver.
E gosto de andar descalça
para sentir a maciez do tapete.”

Abriu lentamente o penhoar.
“Sou gordinha.
Tenho estria e celulite.
Tenho cicatriz de brincadeira de criança.
Meus seios estão sofrendo os efeitos da gravidade.”

Ficou ali na sala
olhando para ele
que só sorriu.

“Muito prazer eu sou mulher!”

“Ainda bem!
Porque quero acordar
e ver os seus cabelos assim, desarrumados.
E quero saber que passamos a noite nos amando
e que suas olheiras chamam-se: prazer.
E ver que sua boca não brilha
mas seus olhos são cristais reluzentes ao sol.
Que os dez centímetros que o salto lhe rouba quando você os tira
não faz a menor falta diante do tamanho do seu coração.
E desejo que não só os seus pés toquem a maciez do tapete,
quero seu corpo inteiro deitado nele.
Que bom ter defeitos bobos
como pesinho a mais, celulite e estrias.
A perfeição é cansativa.
Cicatrizes temos todos,
antes no corpo que na alma.
E seus seios é só mais uma
das muitas coisas que amo em você.”

Outro silêncio.
Ela ainda nua no meio da sala.
Ele parado com um sorriso safado no canto da boca.

“O prazer é todo meu,
sou seu homem!”
(Waleska Zibetti, in "Streap-tease")

O que quero com essa publicação, é dizer que independente de idade, toda mulher deseja ser amada e respeitada por daquele a quem se entrega. Mas, se vocês homens que me leem agora, pararem para se analisar um pouquinho verão que é isso também que vocês esperam. Porque indiferente de sermos homens e mulheres, termos 30 ou 100, quando entramos numa relação o que esperamos é amor e respeito. E esses dois, na dose exata, deixa a vida muito melhor.

Encerro aqui a minha parte sobre esse assunto. E que venha o próximo livro! 

Até lá!!!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Resposta a todos as postagens anteriores

Há um certo prazer na espera. Depois de tudo alcançado, percebemos como era bom deliciarmo-nos naquele sentimento de busca e esperança. É isso que move muitas pessoas. Um ciclo de esperança, conquista, busca e sucesso. Portanto, sem mais demagogia, eis a minha primeira postagem no Clube de Leitura Virtual.

Gabriella postou um trecho do livro descrevendo a insatisfação e melancolia da personagem após o primeiro ano de casamento. Inicialmente, é interessante entendermos o que é casamento.

A palavra casamento é derivada de "casa", enquanto que matrimonio tem origem no radical mater ("mãe") seguindo o mesmo modelo lexical de "patrimônio". Também pode ser do latim medieval "casamentu": Ato solene de união entre duas pessoas, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil. - Fonte: Wikipedia.

No Egito Antigo, o casamento "era um ato do foro privado, a concretização do desejo de viver em conjunto, sem qualquer tipo de enquadramento jurídico e sem necessidade de sanção religiosa." Na Grécia Antiga, "era geralmente monogâmico, constituindo um assunto do foro privado, sem intervenção da pólis." "casamento na Roma Antiga era uma das principais instituições da sociedade romana e tinha como principal objetivo gerar filhos legítimos, que herdariam a propriedade e o estatuto dos pais. Entre as classes mais prestigiadas, servia também para selar alianças de natureza política ou econômica."

Cada um escolhe a sua doutrina.

Julie se casou e fez várias outras escolhas precipitadamente. Agiu de forma emocional. Criou expectativas em demasia, frustrou-se e tornou-se infeliz. Em outras palavras, ela não foi diferente de nenhuma outra mulher dos dias atuais, ela foi jovem e inocente, encantou-se pelo coronel, bem descrito pelo pai de Julie aqui: 

"(...)sua alegria é sem espírito, alegria de caserna, não tem talento e é perdulário. É um desses homens que o céu criou para comer e digerir quatro refeições por dia, dormir, amar a primeira que lhe aparece e bater-se. Não compreende a vida."

E, por que será que ela quis se casar com ele? 
A mulher de trinta, não vislumbra somente as elegâncias e cortejos meramente aparentes no seu "objeto de desejo". Ela quer além. Ela sabe o que quer. "Sabe rir das situações embaraçosas, não cede, escolhe. Experiente, dá mais do que ela mesma. A jovem desonra-se sozinha, enquanto a mulher de trinta nunca perde a honra."

Mas, todas essas qualidades e prodígios da mulher de trinta vêm num estalar de dedos? Apertamos um botão e a independência surge junto com a determinação em ser feliz?

Fatos sobre uma mulher de trinta (e poucos)
Essa mulher de trinta (e poucos) que vos escreve, casou-se aos vinte e poucos, deslumbrada pela oportunidade de sair da casa dos pais e ter sua vida banhada de escolhas próprias e pelo entusiasmo de ser ela mesma, de ser feliz. Pois assim, ele a fazia acreditar. E ela acreditou, por que não?
E, um tempo depois, assim como a personagem de Balzac, ela estava desiludida, frustrada, infeliz e completamente sem perspectivas.
Sim, todas nós idealizamos a imagem do casamento e toda sua glória. A vida perfeita que teremos em seguida, o amor e compreensão do cônjuge, principalmente sua cooperação (grandes expectativas). Então, um belo dia, ela também apaixonou-se por outra pessoa, descobriu que o amor era possível e que poderia ser feliz fazendo o que tinha vontade, seguindo seu coração.

A maneira como abdicamos das vontades de nosso espírito para realizar corretamente nossas obrigações perante a sociedade e assim, "manter as aparências", me fez reviver essa história em minha mente, agora que tenho mais de trinta.
Como eu poderia saber de tudo o que sei hoje, se não tivesse experimentado o casamento, a desilusão, a traição, o arrependimento, a dor e por fim, o verdadeiro amor?
A mulher de trinta é moldada pelas intemperanças em suas precipitações quando ainda é tenra sua idade.
Como ela pode ser tudo o que Balzac descreve se não há o experimento por trás disso?

Ela então, experimentou o período de solitude. Mergulhou fundo na autodescoberta e assumiu a posição de uma mulher de trinta. (Mais detalhes virão, certamente, nas próximas postagens.)

Para muitos, o casamento é uma instituição. O que é uma grande besteira. Casamento é uma invenção humana. Uma expectativa para muitas mulheres que sonham desde muito novas e entendem isso como o caminho social mais aceitável para elas mesmas. Essa ideia é enastrada no inconsciente de todas nós através de mídia, família e etc.
O grande problema é que essas mesmas mulheres esquecem de se perguntar o que elas querem, o que é importante para elas, sem interferência da sociedade ignorante e inevitavelmente cega.
Por isso, descobri que ser feliz é possível com ou sem alguém. Foi então, que me apaixonei mais uma vez e vivemos um "casamento" feliz. 
Mas, no meu dicionário casamento tem outro significado: é estar com quem cuida de você e você cuida de volta. É difícil, mas é extremamente simples.
O truque é abrir os olhos,  olhar para o lado oposto quando todos dizem para olhar para lado deles. Não criar expectativas, tudo o que vier é lucro, inclusive o que "não for tão bom assim". Acredite, você aprende bastante assim.
E, depois de toda essa experiência, baseado em tudo o que viu, sentiu e ouviu, você consiga tomar as próprias decisões e construir um caminho cheio de aventura e, principalmente, felicidade.



Resposta para o Post: Casamento, prostituição legal?


Ih! Parece que a nossa Gabi está brava, não é? Calma, Gabi! Senta aí e vamos conversar.

Primeiro vamos falar do tal “amor romântico”. Bom, ele existe sim. Ele só não é essa coisa cheia de rendas, cetins e rapapés dos romances, filmes e novelas. Ele existe com remendos, muitas vezes. Sem frases estilosas na maioria dos momentos. O “amor romântico” é a vitória de uma luta diária da convivência com o outro o suportando em suas fraquezas, defeitos, medos... É um exercício de paciência, de doação de si. Amar é mais que andar por aí de olhinhos brilhantes e sorrisos. Amar é crescer e amadurecer do lado do outro em todos os sentidos. Amar é, muitas vezes, superar-se.

Então não passe sua vida idealizando uma praia paradisíaca onde você e seu amor, correrão ao som de “Love Story” para os braços um do outro todas as manhãs. Isso não existe! Haverá dias de chuva onde uma Gabi encharcada e estressada esperará debaixo de uma marquise um Sr. X atrasado, que ao chegar terá uma desculpa boba que vai lhe irritar, mas que você deixará passar porque no final de tudo, ele chegou e isso é o que importa.

O segundo ponto é a questão filhos. Não confunda casamento com filhos. Nem toda mulher nasceu para ser mãe. Nem todo homem nasceu para ser pai. Ser mãe e pai é um estado de alma. Eu já fiz grandes Ms na minha vida, mas ser mãe foi e é a única coisa que faço com a certeza de fazer bem. 

Existem casais extremamente estruturados criando filhos complexados, mimados, largados... Criar e educar uma criança não está associado a dinheiro ou a uma aliança, e sim a valores morais e emocionais que devem ser transmitidos a essa criança. 



Amor de filho é o único amor que, com toda certeza durará para sempre. E é um amor tão grande que não há léxico suficiente para descrevê-lo. E esse amor não nasce só com da consangüinidade. Ele nasce de alguma força mágica que se desenvolve quando ouvimos pela primeira vez a palavra “mãe”. 


Tua prima, minha cara, é uma parideira. É diferente de ser mãe. Não use esse ser como referência. Parideiras estão aos montes por aí esperando a bolsa-família, bolsa-escola, bolsa-miséria... Sei lá mais que bolsa é dada a essas tralhas sociais! Mulheres como essas não são mães.


Casamentos destruídos? Ah, esses têm por aí a rodo. Mas quando se separam devem ser parabenizados. Porque é preciso muita coragem para se tomar a decisão do divórcio. Não é fácil como parece. A prova disso é a quantidade de casais que vivem um casamento de conveniência, desrespeitando o que um dia foi amor e carinho, em camas de motéis com amantes. Isso é ruim! 

Agora uma coisa eu tenho que concordar com seus amigos: pensar demais não ajuda. O que é melhor:


1- Saber que tentamos mesmo não tendo dado certo; ou
2- Passar uma vida de aparente segurança mas pensando em como seria se tivéssemos tentado?

“Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira”, cantou Renato Russo. E é uma verdade! Eu, como já disse fiz grandes Ms na minha vida, mas não me arrependo de nenhuma delas porque pelo menos eu tentei. Nunca me menti não vivenciando meus desejos só para não sofrer, ou para que a sociedade se agradasse de mim, ou para ser boa filha... Sempre me entreguei aos meus sonhos e oportunidades. Se sofri? Sofri, mas faria tudo de novo. Porque os erros também me fizeram ser o que sou hoje. 

Acertar e errar, meu anjo Gabriella, é viver. É parte do aprendizado. Só não pode não viver pelo medo de sofrer, de chorar, de errar... O que não pode é não amar por medo do amor. Pense nisso.


Até o próximo!

Waleska Zibetti

quinta-feira, 13 de março de 2014

Casamento, prostituição legal?

Por Gabriella Gilmore

Julia me lembrou muito Johanna Schopenhauer, mãe do filósofo Arthur S.  Casou-se por qualquer outra coisa, menos por amor. Será que amor romântico alguma vez realmente existiu? A maior crueldade é quando essa frustração é passada para os filhos.
Leia a definição de casamento no qual Julia conversa com o padre.
“O casamento, instituição em que hoje se funda a sociedade (em 1800), faz-nos sentir todo o seu peso; para o homem a liberdade, para as mulheres os deveres. Nós lhes devemos toda a nossa vida, eles devem-nos apenas raros instantes. Enfim, o homem escolhe, e nós nos submeteremos cegamente. Pois bem, o casamento tal como hoje se efetua, afigura-se-me uma prostituição legal.” Pg 91.
Mas no final do trecho Julia confessa que “Fui à própria autora do mal, tendo desejado este casamento”.
Pois bem leitor, muitos amigos casados me criticam falando que eu fico pensando demais se caso ou não, e que aonde come um, come três, etc. Mas sinceramente não quero m e casar para agradar ninguém, e muito menos ter filhos só porque estou passando da hora de ser mãe. Se eu não puder dar atenção, educação de qualidade, vida social, e boa alimentação, me desculpem, por uma criaturinha no mundo para passar raiva (como muitas vezes eu passei quando adolescente por falta de certas coisas materiais e emocionais), não, obrigada.
Uma vez uma prima, que estava grávida do 8º filho no seu 30º aniversário, teve a cara de pau de dizer que “eu coloco filho no mundo para depois eles trabalharem para me sustentar”. As crianças vivem num pardieiro, sem conforto, sujas, e jogadas. Pelo amor de Deus, seres humanos que colocam filhos no mundo assim devem pagar caro. Francamente!
Arthur Schopenhauer, depois que perdeu o pai aos 16 anos pelo suicídio, culpou sua mãe vaidosa pela depressão do pai. Johanna, muito inteligente, extrovertida e arrependida do casamento, pode ter sido motivos por Arthur ter sido tão pessimista, mesmo herdando a genética do seu pai.
As pessoas têm que entender que filhos não são gerados para companhia apenas não, como se fossem bonecos, que a gente usa e abusa, depois descarta. Foi basicamente isso que aconteceu com o fato de Julia e Johanna terem sido mães antes da hora. Não tinham maturidades para isso.
As histórias se repetem, mulheres são compradas ou vendidas por conta própria. Acabam trocando a chance de um dia conhecer alguém que faça a vida valer a pena por alguma conveniência barata, trazendo até mesmo desagradáveis situações de geração a geração.


sábado, 8 de março de 2014

Resposta Para o Post: Antes só do que mal casada (?)



A sociedade acha-se a dona da razão. E faz cobranças com ares de autoridade. Está solteira? Se case. Está casada? Tenha filhos. Teve filhos? Se anule. E por aí vai a louca sociedade ordenando coisas. A própria figura da Rainha de Copas pelos campos de críquete a ordenar que cortassem a cabeça dos seus "opositores".

No post "Antes só do que mal casada", Bruna Mota nos questiona sobre o paradeiro dos príncipes. Acho que contar a moça que a grande maioria está nos salões fazendo as unhas, cabelos e sobrancelhas. É, minha gente, assumiram-se. Tempos modernos...

Querem um conselho? Apaixonem-se pelo dragão, pelo lobo mau... Esses caras cumprem ordens de mulheres e nos observam por tanto tempo tempo que sabem mais de nós que os príncipes que estão sempre por aí atrás de sabe lá Deus o quê. É preciso olhar mais para os lados, abrir possibilidades, criar novas expectativas, pontos de vista. Inovar-se. Renovar-se! Sapos haverão sempre no caminho, mas que não deixemos nunca de beijar por medo deles. Arriscar faz parte do viver. 


E quanto a perfeição, minhas queridas, desconfie dela. Quem não acorda descabelado e de bafinho, por exemplo, não é humano. Ser humano é falho e é essa falha que faz o convívio se tornar interessante. Escolha para vocês aquele cara que lhe der  flores sem motivo e acredite no "Te amo" que vier no meio da cena de maior suspense do filme "O Exorcista". A verdade brota do inesperado. O previsível é chato!

Já falamos de idealização, não é? Do quanto isso pode ser frustrante. Sabe o que acho crueldade? Incentivarem as meninas a idealizarem esses pares perfeitos. Não me veja como cética, por favor. Eu creio no amor. Contudo, acho que o amor só acontece quando aprendemos a amar o defeito do outro. Amar somente qualidades é comodismo. 

A catástrofe esquizoide do mundo moderno começa nessa confusão que é conhecermos melhor o cara que mora do outro lado do mundo pelo computador, enquanto desconhecemos por completo o vizinho da porta da frente. Se as pessoas se escondem em seus celulares por puro medo de dar "Bom dia!", como poderão encarar olhos ansiosos por ouvir "Te amo!"?

Relacionar-se, ao meu entendimento, tem que seguir um passo a passo. Primeiro preciso se conhecer e se amar, se achar a melhor companhia do mundo, rir de si e chorar consigo. Quando você conseguir ser o suficiente para si, aí sim estará pronto para o outro. Não é fácil chegar a esse ponto de equilíbrio emocional. - Levei mais de trinta anos para encontrá-lo, lembra-se? - E muitas serão as noites que a carência se sentará ao seu lado para ver o sol nascer. 

E, então, o que fazer no fim das contas? Fácil! Ser feliz. Solteira ou casada, sozinha ou acompanhada, tanto faz; o importante é nunca desistir de SER FELIZ. 


Waleska Zibetti

Antes só do que mal casada (?)

A sociedade nos cobra sempre a função de estar junto à alguém e é estranho quando não se está namorando ou casada com alguém, principalmente quando se chega a uma certa idade!
Onde foram parar os príncipes encantados, os cavalheiros e os amantes a moda antiga?
Infelizmente cara leitora do nosso blog, nós crescemos e príncipes estão cada vez mais raros e os sapos vemos aos montes!
Uns bacanas em algumas coisas e péssimos em outras tantas, enfim eles existem (Não desacreditem totalmente)!
No livro do Balzac, retrata-se um mundo em que nem se sonhava falar em divórcio, em que desde o pai de Júlia d’Aiglemont (heroína) aconselha sobre os alertas sobre saber melhor escolher um marido, pois via no escolhido de Júlia um homem que não a faria feliz a consolidação de um casamento infeliz!

Ele diz no livro: "As moças criam frequentemente nobres, arrebatadoras imagens, figuras ideais, e forjam ideias quiméricas a respeito dos homens, dos sentimentos, do mundo; depois atribuem inocentemente a um caráter as perfeições que sonham e nisso confiam; amam no homem de sua escolha essa criatura imaginária; porém mais tarde, quando não há mais tempo para libertar-se da infelicidade, a ilusória aparência que embelezaram, seu primeiro ídolo, enfim, se transforma num esqueleto odioso.". Sobre o futuro genro ele conclui: "É um desses homens que o céu criou para tomar e digerir quatro refeições por dia, dormir, amar a primeira mulher que apareça e bater-se. Não entende a vida ... não é dotado dessa delicadeza de coração que nos torna escravos da felicidade de uma mulher...". Com isso reflito que nós crescemos com aquela máxima que devemos crescer, estudar e numa determinada idade namorar, noivar, casar, ter filhos e chegar a lógica vivam felizes para sempre. E tudo isso pra quê?
Neste Século XXI, ainda vemos pessoas infelizes a custa do medo de estar só e do que vão achar por essa condição. E vemos tantos casamentos frustrados, concluídos somente nessas premissas, lares infelizes e pessoas cada vez mais desequilibradas e cabisbaixas porque acha que tem que estar na condição de casada para agradar a todos.
É lamentável sim, saber que muitas pessoas estão sozinhas mesmo com o "mundo ao seu redor"!"Quem se vende por segurança... Acaba numa verdadeira prisão."

E quem está sozinho solteiro seja por opção não é de fato um solitário, porque independente de estado civil o que realmente importa é o nosso bem estar e como encaramos a vida!
E para isso precisamos aceitar a nossa própria companhia! Quem se ama, pode plenamente amar outras pessoas. Ou seja, todos são livres para escolher um companheiro (a) que mais lhe agrade e te faça vibrar em altas frequências, mas, se demorar a chegar não se angustiem, utilize esse tempo para aprender a se conhecer, a se alegrar, se aperfeiçoar.
Siga o que seu coração pede e goste de você primeiramente para que os pares que se formem sejam melhor sucedidos.

Até o próximo post!
Au Revoir

quinta-feira, 6 de março de 2014

Resposta Para o Post: "AOS TRINTA ANOS"



Quando eu fizer 15 anos... - era assim que eu pensava quando descobri que ter quinze anos era uma eca. Todo mundo me cobrava pelo que eu não estava pronta e tirava de mim os direitos de dúvida pertinente a idade com os "Você ainda não tem idade para isso!". Então, solitária em meu quarto eu suspirava entre as folhas de algum livro de Sidney Sheldon (autor muito popular entre as sonhadoras da década de 80) "Quando eu tiver 21..."

E quando os 21 chegou, eu já estava para me casar. Vai me criticar? Eu queria sair de casa e um marido era a chave da porta. Amor? rs... Amor veio com o tempo. E eu amei o meu ex-marido por aproximadamente 15 anos. Aí o casamento virou adolescente... E isso é uma outra história. Bom, cronologicamente fui mais aos 25 e depois aos 30. E aí...

Existe um clique mágico que é acionado na noite que dormimos com 29 para acordar com 30. É muito estranho, mas tudo fica diferente na manha dos 30. Eu me lembro que vesti branco, que teve festa e que em silêncio eu observava as pessoas ali. Era o começo do questionário complexo que viraria meus dias dali em diante. 


Era comum eu parar no espelho e me encarar por horas. "O que você quer?", essa pergunta vinha de uma mulher que habitava o fundo dos meus olhos. Eu não respondia. Eu não sabia ainda. Só sabia que eu precisava ouvir aquela mulher, buscá-la, trazê-la para mais perto de mim. E ela sussurrava convidativa "Você me quer?".

As mudanças de comportamento foram notadas e criticadas. Ridícula, estranha, louca, linda... Adjetivos amontoavam-se nos meus ouvidos. E a mulher cada vez mais sedutora me perguntava no espelho "O que você está esperando?". Noites intermináveis de pensamentos confusos e complexos eram cada vez mais comum. Tão difícil se encarar e descobrir que a vidinha perfeita era só um estado de comodismo. Eu queria mais, eu sabia que podia mais. Meu corpo inteiro pedia por mais. Mais do que? Essa era a grande dúvida.

Aos 35 anos, uma frase vinda de um estranho me fez ganhar coragem de ir atrás de mudanças. "Por que você não vive o que o teu olhar deseja?". Primeiro mudei a forma de encarar o casamento. E comecei a dizer "Não!". Foi bom demais! E do não que dei a sociedade, fiz o sim para mim. Vocês não podem imaginar o leque que se abriu a minha frente.

A mulher do espelho perguntou: "O que você quer?". E eu respondi: "Ser LIVRE!". E ela replicou: "Você me quer?". E eu não hesitei: "Sim!". E, ela sorriu corajosa e vitoriosa: "O que está esperando?". Aos 36 anos de idade, eu estava solteira outra vez. Livre! Assustada com o que faria dali para frente. Mas eu era livre!

Pele primeira vez na vida eu era Waleska Zibetti e não o que a sociedade ou família queria. Cada passo de minha vida seria por minha conta. Certo ou errado. Mas eu estava feliz. Vontade de correr cantando "The hills are alive with the sound of music...". A vida era assustadoramente nova, mas as possibilidades encantadoramente charmosas. E abracei todas que tive.

É possível ser feliz sem uma aliança. É possível se sentir pleno sem estar necessariamente carregando o sobrenome de um outro alguém. É humanamente possível viver sem chamar alguém de "marido".

Ainda fico, as vezes, acordada na madrugada pensando sozinha. Mas hoje as noite de insônia não me incomodam mais. Servem para ouvir uma pouco de boa música, ler, escrever e sentir que estou viva e feliz. Mas foram preciso mais de 30 anos para descobrir que para ser feliz eu precisava de MIM. 

(Waleska Zibetti)

AOS TRINTA ANOS





Por Gabriella Gilmore

“De fato, uma donzela (aos 20), tem demasiadas ilusões, demasiada inexperiência, é o sexo o grande cúmplice do seu amor, para que um homem possa se sentir lisonjeado, enquanto uma mulher (de 30), conhece toda a extensão dos sacrifícios que tem a fazer. Uma é arrastada pela curiosidade (20), por seduções estranhas às do amor, a outra (30) obedece a um sentimento consciencioso. Uma cede, a outra escolhe”.
Resumindo: aos trinta anos a mulher sabe o que quer. Por isso é fácil se casar cedo, porém, para as mulheres de 30 fazer lista de prós e contras salva vidas.
Ontem me deparei com um ex namorico na rede e mesmo não tendo notícias dele há anos, ele de cara perguntou se eu estava casada e se eu gostaria de ir morar com ele. Achei super engraçado o papo torto, e logo fui falando: Não gosto de sexo, não quero ter filhos. Ele se chocou. (Adoro chocar as pessoas). Defendi com louvor o fato deu ter me tornado seletiva demais, e de canja o mandei ler o artigo que escrevi “Solteiras sim, por que não?” [ Leia aqui ] e ele discordou dizendo que Deus deseja que sejamos felizes com alguém. Eu abri um parênteses, claro, falando que Deus quer que sejamos felizes sim, mas bem acompanhados ou solteiros por opção. Casamento virou lei agora?
Estou achando o máximo o assunto desse livro, porque ele levanta temas que ainda choca e rotula as pessoas.

“Enfim, além de todas as vantagens da sua posição, a mulher de trinta anos pode se tornar jovem, representar todos os papéis, ser pudica, e embelezar-se até com a própria desgraça.”


A segurança em si própria é algo que me chama a atenção nesta fase. Obviamente há pessoas que estará vivendo os 30 com postura de 20, e por ai vai, mas no geral é uma fase em que a mulherada tem que se curtir muito e orgulhar-se do quê tem se tornado.
E você? O que está achando dos 30?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resposta Para o Post: Solteiras sim, por quê não?


"Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida fosse diferente
e comecei a ver que tudo o que acontece
contribui para o meu crescimento.
(Charles Chaplin”)

As pessoas me perguntam sempre: “Você não vai casar de novo?”.  Imediatamente eu respondo: “NÃO!”.
Não! Eu não sou traumatizada com o casamento. Eu fui feliz por um tempo dentro dele. Mas lembro das mudanças que falei que acontecem aos 30? Pois bem, eu passei  por elas e comecei a me interrogar sobre “vida a dois”. E de repente ficou muito difícil me calar para as coisas. É preciso saber que tudo tem um tempo para ser. E é preciso identificar esse tempo. Quando o prazo de uma relação expira, é melhor dar “adeus” que viver em suspiros e lamentações.

Quando me separei vieram cobranças. E por uns meses olhei-me mutilada. Onde estava a parte que me completava? Cheguei a pensar que eu era mesmo incapaz de ser feliz e fracassada como mulher. – Olha o tamanho da idiotice! – Mas o tempo passa e um dia me encarei no espelho e... BOOM! Tinha outra mulher me olhando. Era mais bonita, seu olhar mais firme e brilhante, era desejosa de vida... Completa.
Estar sozinha, fez com que eu buscasse em mim tudo que eu precisava. Abandonando a dependência, pude olhar para cima. E que delicia foi descobrir que o mundo me esperava de braços abertos. E que a vida estava começando para mim.

Casamento é bom sim! Mas não é tudo. TUDO é o amor. O amor que deve começar em nós e se expandir para os que nos cercam dormindo ao nosso lado ou não. 
(Waleska Zibetti)

Solteiras sim, por quê não?


Por Gabriella Gilmore

“O futuro aponta para uma nova forma de estar só. Mais pessoas vão perceber que viver sozinho não significa solidão.” 
Via Facebook por R.N.Lins

Perfeita frase para resumir o assunto do post de hoje.
Estive conversando com algumas pessoas que basicamente optaram por não se importar com a “solteirice”. Posso dizer assim?
O tema ainda é delicado.
Lembro que fiquei um pouco sem graça ao abordar algumas pessoas para saber um pouco sobre esse lado íntimo. Algumas pessoas se sentiram invadidas e envergonhadas.  Mas por quê?
Estamos vivendo em um momento especial, digamos assim, para as mulheres. Conquistamos independência, não precisamos nos casar por conveniência para agradar a família, sociedade ou sair de casa, temos oportunidades de bons cargos e muitas são chefes de família.
Como estaremos daqui a 50 anos? Não faço a menor ideia.
Ainda existem algumas críticas por parte dos homens, que ofendidos por estarem perdendo seu posto, sempre vêm com piadinhas: Ah, mas vocês não lutaram por independência? Agora aguentem!
Ouvi isso hoje no trabalho, quando em uma mesa de dois homens e uma mulher, esta pagou a conta toda. Claro que foi brincadeira, mas lá no fundo isso os incomoda.
Estariam os homens perdendo o seu papel?
Júlia, na história de Balzac, se casa jovem e após um ano de casada ela começa sentir as frustrações de um casamento por conveniência. Logo se apaixona por outro rapaz, mas quando engravida de Helena, ela decide não viver sua paixão para criar a filha nos conformes: pai, mãe, um lar. Ela basicamente adoece de apatia.
História que foi escrita no século XIX, ainda se repete nos dias de hoje. O que há de errado?
Conversando com uma jovem de 29 anos, muito bonita, super culta e independente, ela me convence de que estar solteira não é nada trágico. “As pessoas não têm ideia do poder que têm sobre a própria vida e o próprio corpo. A maioria vai vivendo sem planejamento, só imitando o que sempre vê... Suponho que daí venha também tantas frustrações. Esse mito do amor eterno não me convence. E isso de ter alguém para cuidar de nós é egoísta e idealizado.”
Com outra participante, R.A, de 38 anos, confessa que já era para estar casada, ficou noiva, passou no concurso e precisou se mudar, e a distância, juntamente com a independência, acabou afastando o casal. Depois ela chegou numa conclusão de que ele não era o cara certo, e confessou que o casamento nunca foi sua prioridade, e sim ter seu apartamento, carro e estabilidade.
“Quando se casar é um sonho de adolescência ele acontece, mesmo que seja de forma não muito duradoura.” Comenta M.G de 52 anos. Os dias se passaram, e como ela também nunca idealizou ter filhos, o “problema” não se tornou problema. Sempre pergunto sobre a questão de envelhecer e ter alguém para cuidar do companheiro, e a resposta dela foi à melhor: “Se você tem grana, você terá alguém para cuidar de você. Mas...” Ela frisou um sério detalhe. “Se você não tiver dinheiro para contratar alguém, você precisa no mínimo ser uma velhinha muito legal. Senão ninguém vai te suportar”.
Dialogando com as colegas do clube, o casamento passa a ser algo bom quando não vêm ligado as convenções tradicionais. O que perpetua é uma relação saudável, sem repressões, com sonhos em comum, pessoa que saiba dividir as alegrias e também as tristezas, ter um suporte sincero ao lado. Desapegar dos romances de novela faz bem, porque ali ilude as pessoas e fazem com que elas idealizem algo apenas escrito para ser vendido. E como diz minha mãe, “O casamento é um dom, e não é todo mundo que é agraciado com ele.”
E você, estar solteiro lhe incomoda? 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Resposta Para o Post: O que seria a mulher "Balzaca" moderna?



"É preciso suportar duas ou três lagartas 
se quisermos conhecer as borboletas
(Antoine Saint-Exupéry)

O que se fala da mulher de 30, é um fato. Aos trinta, a mulher dá uma guinada em seu pensamento. Começamos a sentir o corpo reagir diferente, o pensamento questiona-se e questiona o mundo a sua volta, certa coragem vai nos invadindo aos poucos. Hoje, aos 42, eu sinto que aos trinta eu entrava em um processo de “metamorfose” que só ficou totalmente completa aos 40. A mulher de 30 é a crisálida da borboleta que rompe o casulo aos 40. Provavelmente, como a de 40 é um preparo para a loba dos 50. A vida é isso: aprendizado. É preciso passar cada etapa e respeitar o valor de cada uma delas para se chegar preparada a próxima etapa. O q vejo hoje é que há uma vontade enorme de antecipar os acontecimentos. Penso que daqui para frente, nascerão muitas borboletas atrofiadas por conta desse desespero por amadurecer.
(Waleska Zibetti)

O que seria a mulher "Balzaca" moderna?

Bom dia, boa tarde, boa noite!
Estou eu aqui pra opinar, berrar, ou seja lá como queiram interpretar.
Mesmo depois de um fim de semana "óóóóóteemooo" vendo um show da Bee do Elton, eis eu aqui (corisando e sem voz) para relatar a minha primeira impressão do mulheres de 30. E mesmo assim a primeira impressão pré livro que tinha sobre o que é ter 3.0, essa idade famigerada e temida pela maioria de nós mulheres (pelo menos por mim até 10 dias atrás) mas, voltando ao que interessa e sem embromas, vamos lá.

Para começar uma perguntinha bem básica, se Balzac (1799-1850) estivesse vivo em nosso tempo como ele definiria a mulher de 30 anos?
Mulheres de trinta são cobradas, especuladas e misteriosas. 
Ora! Para todos os efeitos a sociedade define uma mulher nessa faixa etária da maneira mais taxativa possível: A que sabe o que quer! Pedro Bial em seu filtro solar foi gênio quando disse:
"As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos 22, o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem."
Acho sim que muitas mulheres nessa idade ainda não sabem o que querem da vida, sabem sim o que lhe é imposto. O casamento é a maior cobrança para elas. Algumas pensam que só estarão completas quando estiverem com um homem ao seu lado, outras chegam a se apavorar quando percebem que todos os amigos estão casando e passa a se sentir sozinha porque perde as companheiras de balada. Mas a mulher não é só o casar, nessa idade ela tem atrativos bem interessantes, que uma mulher aos vinte e tantos não possui, até porque tem sonhos demais, ilusões demais e inexperiência demais! 
Com a nossa heroína do livro a Julie não é diferente.Um dos melhores trechos é quando o pai da Julia descobre que ela está apaixonada pelo coronel Vitor. Vejam só o conselho dele:

"Pois bem, minha filha, escuta-me. As moças sonham muitas vezes com uns seres nobres e encantadores, criaturas perfeitamente ideais, e assim forjam umas quiméricas fantasias acerca dos homens, dos sentimentos e do mundo. Depois, elas atribuem inocentemente a um caráter as perfeições com que sonharam, e nele confiam. Elas amam no homem da sua escolha este ente imaginário, porém, mais tarde, quando já não podem fugir à desgraça, a aparência enganadora que elas embelezaram, o seu primeiro ídolo, enfim, muda-se num esqueleto odioso. Júlia, eu preferia que amasses um velho a ver-te amar o coronel. Ah! se pudesses adivinhar o que sucederá daqui a dez anos, farias justiça à minha experiência. Conheço Vitor: sua alegria é sem espírito, alegria de caserna, não tem talento e é perdulário. É um desses homens que o céu criou para comer e digerir quatro refeições por dia, dormir, amar a primeira que lhe aparece e bater-se. Não compreende a vida. O seu coração, porque o tem, leva-lo-á talvez a dar a bolsa a um desgraçado, a um camarada. Porém, é um indiferente, e não possui essa delicadeza de coração que nos torna escravos da felicidade de uma mulher." (Pg 20 e 21)
Lindo né?No começo, ele fala sobre algo que acontece com a maioria das adolescentes: elas sonham com um cara perfeito, ai vêem um rostinho bonito e imaginam que ele tenha tudo que elas querem. Antes de conhecer o sujeito direito, elas já imaginam um bebê com a cara dele. Na época da nossa Júlia, elas tinham quase uma obrigração e se casavam muito jovens. Então, só depois de casadas é que viam o que tinham feito da sua vida.
A análise que o pai da Júlia faz sobre o Vitor é muito boa. Eu conheço dúzias de caras como o Vitor, que são figurantes da vida dos outros. Eles não são maus, pelo contrário, são até bonzinhos. 
Mas e dai? A vida passa e eles continuam os mesmos. Não destroem nada, mas também não constroem. São indiferentes.
A frase final é a mais interessante do texto. Pode parecer uma bobagem feminista, mas não é não. O que eu noto é que os homens são, por natureza, bem acomodados. As mulheres tentam agradar, não magoar, imaginam 1000 vezes "o que será que ele tá pensando"... Já eles, bom, nem sempre. Pior ainda: elas precisam lutar, com unhas e dentes, pra ser ouvidas sem levar patadas.

E mesmo 200 anos depois existem situações semelhantes, dentro do mesmo contexto onde (dito no inicio deste texto) as mulheres pelo medo da solidão preferem um mal casamento em face de fazer bem a sociedade, a buscar a própria felicidade pelo simples fato de estar primeiro bem consigo mesmas!


Beijos,
Au Revoir!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Resposta Para o Post: Casamento, instituição falida (?)



"And I...
I love it when you give me things 
And you... 
You ought to give me wedding rings"
(Peter Gabriel, in "The Book Of Love")

 A decepção que surge no casamento vem do idealizar. A vida real ñ é um musical da Broadway. É preciso aprender a amar o outro sem imaginá-lo como a peça que se encaixará naquele pedaço vazio de nossa alma. No máximo, esse ser pode te fazer esquecer que há esse pedaço vazio. É preciso respeitar. Assim como nós temos dias de TPM, eles também têm o dia de "pé no saco". Não espere e será uma surpresa quando acontecer. Não exija e será incrível ele se doar. Amor é isso, é construído assim, devagarzinho e com jeitinho. Com esperanças e não com fantasias.
(Waleska Zibetti)

Casamento, instituição falida (?)


Por Gabriella Gilmore


Estamos estreando nosso clube de leitura virtual com o título de Honoré de Balzac chamado A mulher de trinta anos.
Acredito que todas nós, do clube, vamos nos identificar com o tema. Eu e mais duas colegas estamos chegando aos 30.
Estou solteira basicamente por opção. Hoje nós não temos mais aquela pressão de casar para não ficar encalhada ou mal falada na sociedade, como mostra o caso da personagem Julia no início do século XIX. Antigamente o papel da mulher era ser esposa, dona de casa e mãe. Hoje as mulheres podem ser isso e muito mais, abrindo assim o seu leque de opções.
Eu costumo ser durona quanto aos meus sentimentos, e vivo dizendo que não acredito no amor. Mas lá no fundo eu ainda acho que esse amor romântico (por não tê-lo encontrado) possa ser a causa da minha “solteirice”. 
Há um trecho de uma carta que Julia escreve para Luiza no qual preciso dividir com vocês.
Juramos ambas que a primeira que casasse narraria fielmente à outra esses segredos do himeneu, essas alegrias que as nossas almas jovens nos figuravam tão deliciosas. Essa noite será o teu desespero, Luiza. Naquele tempo eras novas, formosa, despreocupada, senão feliz; um marido tornar-te-á, em poucos dias, o que eu já sou, feia, doente e velha. Dizer-te como me sentia altiva, vaidosa e feliz por desposar o coronel Vitor d’Aiglemont seria um loucura! E como havia de dizer agora? Já nem me lembro sequer de mim. Em poucos dias, a minha infância tornou-se como um sonho.”
Esse trecho mostra um pouco a decepção que a personagem tem após um ano de casada. O que será que ela esperava encontrar com o casamento? E como ela deve estar se sentindo por não ter escutado a opinião de seu pai, quando este não aprovou o seu casamento com o coronel?
Nos dias de hoje, muitos dizem que o casamento é uma instituição falida, o que você pensa sobre isso, caro leitor?!
O tema deste livro será discutido até dia 16 de março. Deixe sua opinião e interaja conosco.
Até o próximo post.

Beijos!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

1° Livro das discussões - Honoré de Balzac - A mulher de trinta anos

Primeiríssima Leitura do nosso Clube é:
A mulher de trinta Anos - Honoré de Balzac

Sugestão de nossa colunista Bruna Mota

Segundo Paulo Rónai, "esse conjunto de seis episódios disparatados, mal reunidos entre si e rematados por uma conclusão melodramática, é mais apropriado a enfastiar o leitor do que a fazê-lo procurar outras obras do romancista."

Portanto nos acompanhe durante a nossa jornada!
Pegue um chá ou um cafezinho e se delicie!