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domingo, 30 de novembro de 2014

A arte dos encontros...

É tão difícil falar, é tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas, é tão silencioso. Como traduzir o profundo silêncio do encontro entre duas almas? É dificílimo contar: nós estávamos nos olhando fixamente, e assim ficamos por uns instantes. Éramos um só ser. Esses momentos são o meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isso de: estado agudo de felicidade.
(Clarice Lispector)

Ao longo dessa vida, nos vemos sempre sentados a beira do cais, um porto seguro, como se esperássemos a chegada de alguém. Alguém que nos tire da margem de nós mesmos e que nos faça partir em busca dos nossos sonhos que existem dentro de nós mas, que por não acreditar ou até por receio de enfrentar os caminhos dessa jornada preferimos o estado confortável de estar sentado olhando os barcos atracarem e irem embora.
Vinícius de Morais já dizia que "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida."  e é assim que é a nossa vida: encontros e desencontros, achados e perdidos, olhares que se cruzam, olhares perdidos no horizonte, despedidas, um abraço apertado da chegada, vontades reprimidas de falar o que se sente e o silêncio que tudo se traduz. Não há o que ser diferente, porém o que realmente importa são os momentos únicos e todas as primeiras vezes que você se lança em busca da vida e para que tudo isso aconteça uma dose de sinceridade, uma parte de se deixar cativar, e deixar nas pessoas o desejo de estar ao nosso lado e aproveitar todo e qualquer instante ao lado delas.
É preciso encontrar as coisas certas da vida, para que ela tenha o sentido que se deseja. Assim, a escolha de uma profissão também é a arte do encontro, a mulher ou o homem por quem se encanta é a arte do encontro, porque a vida só adquire vida, quando a gente empresta a nossa vida, para o resto da vida.
Almas Gêmeas - Segredos de um Encontro
Acesse o conteúdo completo em: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=04778
Almas Gêmeas - Segredos de um Encontro
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Todos os encontros nos tocam.
É a mais alta prova de que a vida vale a pena e que nada é em vão é a sensação de estar num ponto em que a sua busca completa a minha espera e tudo se encaixa. Acredite, o primeiro encontro é com nós mesmos e partir dele nos encontramos com o mundo. Em cada mudança de emprego, em cada separação, em cada fim de etapa, nos sentimos como o retorno ao porto deixando pra trás pedaços de nós mesmos e trazendo outros tantos, provas boas de que a vida nos deu boas experiências, amigos fieis, amados que nos reerguem e mesmo no trajeto quando esse naufrágio for iminente que possamos recorrer às pessoas que fazem parte dessa jornada com a doce certeza de que seremos consolados e fortalecidos.
"Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável o suficiente para cada vez mais encarar os desconfortos todos fugindo cada vez menos, sabendo que algumas coisas simplesmente são como são, e que eu não tenho nenhuma espécie de controle com relação ao que acontecerá comigo no tempo do parágrafo seguinte, da frase seguinte, da palavra seguinte. É me sentir confortável o suficiente para caminhar pela vida com um olhar que não envelhece, por mais que eu envelheça, e um coração corajoso, carregado de brotos de amor." (Ana Jácomo)

Nossa vida é toda marcada pelos encontros, e como é bom encontrar alguém que chega e mexe com as nossas estruturas, assim do nada, alias, é assim do nada que conheci as melhores pessoas da minha vida, e que assim seja com você.

Até o próximo Texto
Au Revoir
Almas Gêmeas - Segredos de um Encontro
Acesse o conteúdo completo em: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=0477

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Hello Stranger!

"Não me apetece viver histórias medíocres,
paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar.
Só quero na minha vida gente que
transpire adrenalina de alguma forma."

(Gabriel García Marquez)






Talvez fiques surpreso com estas linhas seguintes, pois este não é um simples texto, mas, uma carta de amor diferente. Sem Remetente e sem destinatário, apenas, uma carta de amor. 
Naquela tarde de inverno, aquele era o último sorriso sincero em meses, talvez em muito tempo... Ali parada olhando para você a espera de um caminho a seguir, os ouvidos tentando escutar o que aquelas palavras traduziam em meu coração. Sem mais barulhos, sem multidões, sem chuva, sem sol, sem distâncias, sem férias. Somente nós e a música... Como diriam os franceses enfáticos e gestualmente falando "La musique c'est très fantastique!!!" a música tem esse poder mágico de transpor a barreira das palavras que precisam ser ditas. Treme, disfarça, nega, se entrega e não se entrega. Eu ainda não acredito, digo que não é verdade e tento disfarçar, ando e desando negando o que minha alma tenta dizer...

- Como posso ter me rendido  assim?

Há muito mais sentimentos embutidos do que simplesmente declarações. Muita gente diz que o tempo é inimigo do amor, que as relações se desgastam com o passar dos meses e anos. Mas seria insano argumentar que esse tipo de pensamento pode cair por terra quando reciprocamente alimentamos nossos sentimentos com a lenha certa para que o fogo continue a queimar?
Pois é caro estranho...
Nem todos pensam assim e por não semearmos tão bem nossos sentimentos é que o mundo carece de tanto amor e hoje me encontro exatamente na bifurcação da dúvida. Dúvida de quais caminhos seguir.
Caminhos?
Destino?
Ah Estranho, há dias em que tudo é tão nebuloso, sombrio que chego a pensar que o amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas.  Comeu os minutos de adiantamento do meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu a futura grande dançarina, o futuro grande poeta.  Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala. O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte. Sei que tenho culpa Estranho, me acovardei várias vezes, esperei aquela luz tão pequena se ampliar na minha frente, mas tive medo de ir adiante então retornei ao caminho mais fácil, mesmo sabendo que não era feliz por inteiro, ainda faltava o essencial...
Ah estranho! Sabe o quanto foi difícil pra mim muitas vezes desejar por fim em tudo e saber que é totalmente alucinante e sem saída? Veja só, eu ainda estou viva e veja só como eu estou… Parece fácil estar transcrevendo em mal traçadas linhas estranho, mas não é. A cada emoção sentida uma lágrima rola do meu rosto.
Mas parece que hoje vejo uma pequena chama, linda e coberta por algo tão vistoso de sentimentos, é mesmo para mim? É assim que me encontro, desacreditada e perdida. Engraçado, mas, será que ele perceberá Caro Estranho, que quando me acorda, tem a dose exata para me despertar para o dia, e mesmo sem dormir ao meu lado, tem a dose certa para trazer meu sono em doses pequenas, exatas, incessantes, que de longe não pensa em futuro, mas é a dose certa para fazer bonito meu presente?

Será que é certo acreditar ou devo mais uma vez recolher-me a apatia e a covardia de seguir uma vida traçada ou desejada por outros? Que sinais devem ter para seguir adiante? Estranho, sentir-se triste é pecado? É feio? Ter certeza e me calar é Crime?
Hoje se eu pudesse diria tantas coisas, mas só queria que ele sentisse que é a melhor de todas as sensações que eu já experimentei na vida. Independente de que ele fique ou se vá para bem longe... Não consigo mais escrever Caro Estranho, cada mal traçada linha e cada palavra que brota vêm com esperanças desconfiadas e incertezas. Espero que entenda tudo que tenho a dizer, você me pergunta se eu tenho esperança ainda que mínima? Se olhar em meus olhos agora o que você diria?
Adeus.