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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Optei por não ter filhos - E agora?


por Gabriella Gilmore




Bom dia pessoal do #CLV!
Hoje vou escrever novamente sobre a imposição da sociedade sobre nós mulheres quanto ao casamento e afins.
Quem ainda não leu o texto “Solteiras sim, por que não?” E “A sociedade e o amor romântico” está esperando o quê? Um tema puxa o outro.
Volto a afirmar que não sou perita no assunto, apenas exponho minha opinião.




Sou uma pessoa muito observadora, às vezes chego a ser invasiva quando estou tendo algum papo sério com alguém. Acontece que não consigo falar apenas sobre coisas fúteis, como shampoos, homens bonitos e o sapato novo que alguém comprou. Por que vocês sabem como são as mulheres. Só sabem falar do outro. AFF!
Eu gosto de falar de mim e de ouvir o que o outro quer falar sobre ele mesmo. Papo flui, papo rende. Você não faz fofocas e ainda se torna uma pessoa mais agradável.
Anyways...
Tenho algumas amigas casadas, algumas até com mais de 10 anos. Apesar de não terem filhos, algumas ainda estão curtindo a “lua de mel”, outras se preparando espiritualmente e financeiramente para ter um bebê e outras simplesmente optaram por não serem mães. Você vê algum problema nisso? Eu não. Porém a sociedade podre sim.
Eu sou tão crítica que chego a ser nojenta até comigo mesma, e ontem eu falava algo sobre isso com meu diretor (relacionado à sociedade) que ele me jogou uma bomba no colo: A sociedade somos nós.
Voltando ao assunto ter filhos ou não, primeiramente preciso que entendam que o corpo é seu, somente seu, e que essa decisão só cabe a você e ao seu marido. O resto pode explodir. Desde que começamos a namorar somos bombardeados com preceitos. O pior é quando nos sentimos mal com alguns deles. Já presenciei muito casamento ter sido concretizado apenas porque o casal passava dos “45654637” anos de namoro. Já vi casamento acontecer porque arrumaram filhos “antes da hora”. Já vi casamento montado por mães ambiciosas que praticamente venderam suas filhas. E por ai vai... Casamento assim dá certo?
Se nós somos a sociedade, porque nos sujeitamos a coisas tão calculadas e frias assim?
Se por acaso você continua se sentindo inferior só porque se casou e não teve filhos e formação acadêmica como suas amigas, sente-se no sofá e vá comer fandangos assistindo filmes censurados com o esposo sem medo de ser feliz.
Suas amigas tiveram escolhas assim como você teve as suas então pare de choramingar.
Já parou para pensar que sossego deve ser você poder sair com o maridão sempre que quiser sem se preocupar em deixar o filhote com alguém? Ou poder dormir tranquilamente sem se preocupar em alimentar o bebê no meio da madrugada? Sem esquecer de que filhos roubarão noites de sono por toda a vida, hein? E o melhor, ser tia é muuuito mais legal que ter a preocupação de ser mãe. Você sempre será a boazinha, nunca a vilã! Rs.
Não estou fazendo apologia para as mulheres não serem mães, só quero que entendam que há tempo para tudo. Há todo tipo de casal, com filhos ou não. Felizes ou não.

O importante é você estar bem resolvida nas suas escolhas, e se por ventura há algo que lhe incomode, não deixe para resolver amanhã. O ser humano tem mania de sofrer por antecipação. Nunca se esqueça de que o futuro não nos pertence. Viva o agora. Contemple sua relação hoje, o amanhã será consequência.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A sociedade e o amor romântico

por Gabriella Gilmore

Recebi um texto recentemente pelo celular que me fez pensar de novo no amor romântico e  na vida a dois.
O texto falava que o amor uma hora acaba.
Será?
O amor acaba ou somos nós que deixamos o amor acabar?
Te peguei!


Não sou perita em relacionamentos, até porque eu falhei em todos! Como diz uma amiga e também redatora deste Clube, “você tem dedo podre para homens”. Acontece leitor, que eu só sei amar torto.
Porém, isso não me impede de refletir sobre o tema e também desejar ter um amor verdadeiro e correspondido algum dia. Sem paranoias, sem precisar pensar por nós dois.
Uma coisa que irrita os parceiros é quando apenas UM pensa.
Esses dias eu comentava com uma colega de trabalho sobre como ando cansada de “conquistar” o homem desejado. Cansei. Estou exausta de fazer o papel de “macho” da relação. Aquele que galanteia como nos filmes de romance. Cansei de ser a mulher que deixa marcas, porque eu queria pelo menos uma vez ser conquistada. “You need to earn me”, disse Olivia Pope uma vez em Scandal.
Acredito que na relação a dois a conquista precisa ser mútua e diariamente. Ninguém precisa fazer a “Paula” e amar sozinho. O amor precisa ser correspondido, regado, ser interessante e interessado. Precisa de injeção de quebra de rotina. Fazer #aloka em dupla é muito bom!
Precisam nutrir uma sintonia mística. Sim! Dessas em que o casal compartilha da mesma fé. A maioria dos casamentos não dura porque o casal não ora juntos. No caso da pessoa que não é cristã, terminam porque não dialogam em sintonia. Por isso citei a “sintonia mística”.
“É injusto, doloroso e insuportável assistir a um amor que foi tudo se tornar nada”.
Acontece que o casal quando falha, normalmente, a princípio, ele falha sozinho. Dai o outro murcha. Se as pessoas tivessem o hábito de conversar antes, de pedir a Deus, Allah, Budah, ao Sol, uma orientação (em conjunto, porque você está num relacionamento a dois) e tivesse paciência para aguardar a solução chegar, o índice de divórcios seria menor. Porém, o que acontece é que as pessoas são imediatistas. Desesperadas. Ou na pior das hipóteses, são estúpidas, porque espera a situação chegar ao fundo do poço para assim tentar “resolve-la”. Já ouviu em falar em prevenção? Ou medicar a “doença” no início para ela não se agravar? A mesma coisa acontece com o amor.
Agora se você pensa que não nasceu para o casamento, me faça à gentileza de viver sua vida de solteiro feliz e com consciência. Porque a sociedade indiretamente nos obriga a casar, pois se você passou dos 30 e não se casou você é infeliz, fracassado e um estorvo.
Sociedade miserável. Que indiretamente te projeta para algo que nem você mesmo tem a certeza se está pronto. Eu vejo com tanta seriedade o matrimônio que mesmo correndo o risco de virar “avó” dos meus sobrinhos, eu ainda prefiro não embarcar nessa fase sem estar pronta, pois esse enlace é algo para ser duradouro, e não viver sobre aquela frase: Não deu certo separa.
As pessoas simplificam demais as coisas sérias. Ou seria o contrário?

E você? Já parou para refletir sobre o amor a dois?

domingo, 28 de junho de 2015

Informativo - Escola da Inteligência de Augusto Cury

Uma novidade que todo pai e educador, (professor não, porque o que mais temos por ai são "professores"), devia conhecer.

O Projeto Escola de Inteligência, criado pelo renomado psiquiatra, pesquisador e escritor Dr. Augusto Cury, faz parte do Instituto Academia de Inteligência. É formado por uma equipe multidisciplinar altamente especializada no processo do funcionamento multifocal da mente e, tem como principais metas: a formação de pensadores, o desenvolvimento da inteligência, a formação da personalidade e a melhoria da qualidade de vida.
As escolas de ensino tradicional, fundamental básico II e médio integrarão o projeto em suas grades curriculares, a ser desenvolvido dentro de 1 (uma) hora/aula semanal, podendo ser inserido na carga horária de uma disciplina já existente, como, Religião, Filosofia, Ética, Sociologia, temas transversais, etc.
Objetiva:
• Desenvolver as funções mais importantes da inteligência como; pensar antes de reagir, colocar-se no lugar dos outros, trabalhar perdas e frustrações, libertar a criatividade, formar pensadores, proteger a emoção, gerenciar pensamentos, consolidar a auto-estima, desenvolver a consciência crítica, Formar pensadores, elaborar sonhos e projetos de vida e adquirir resiliência às intempéries sociais
• Estimular o treinamento do caráter: perseverança, honestidade, espírito empreendedor, debate de idéias, disciplina, tolerância, liderança, solidariedade, capacidade de recomeçar, educação para o trânsito e educação para o consumo.
• Fornecer ferramentas para prevenir transtornos psíquicos: insegurança, fobias, ansiedade, agressividade, sentimento de culpa, falta de transparência e uso de drogas.
• Enriquecer as relações interpessoais através do diálogo, do debate de idéias, da educação para a paz e do trabalho em equipe.

É pioneiro na promoção da saúde emocional e da prevenção de doenças psíquicas,com programa de capacitação dos professores, acompanhamento pedagógico durante a aplicação, e material de apoio pedagógico apostilado ricamente ilustrado, contendo histórias com vertentes psicológicas, sociológicas, filosóficas, idéias de múltiplos pensadores, informações relevantes sobre temas do cotidiano, apresentando uma dinâmica que estimulará a arte da interiorização, da observação, da consciência crítica e do debate de idéias.
Nossa preocupação
O cenário do mundo pós-moderno apresenta um progresso surpreendente na comunicação, no entretenimento, na democratização do conhecimento, na liberdade de expressão e nunca se ouviu falar tanto em qualidade de vida. Mas qual é o espetáculo que estamos assistindo?        
Infelizmente, ainda com todos os avanços no cenário social e tecnológico, a peça é decepcionante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum em todo o mundo. Ainda, atualmente, 20% dos adolescentes sofrem de depressão, e ainda mais, Institute for Social Research, da Universidade de Michigan afirma que 50% da população mundial teve ou vai desenvolver algum tipo de transtorno psicológico durante a vida como; fobias, estresses, ansiedades, anorexia nervosa, transtornos de conduta, entre outros. Como reflexo deste quadro, em um importante Congresso na Califórnia com o tema “Como preparar a juventude para o século XXI", constatou-se por meio de pesquisas, que aproximadamente 30% dos jovens americanos não se tornam cidadãos produtivos porque não se sentem bem consigo mesmos . Esse número é ainda maior em países subdesenvolvidos como o Brasil.
Os teatros escolares são grandes responsáveis pela formação da personalidade, pelo desenvolvimento da inteligência e pela construção de pensadores, preparando-nos não apenas para conhecer o mundo em que vivemos, mas também o mundo que “somos”. Devem ser o ambiente onde aprendemos a conviver e a respeitar as diferenças de pensamentos, cor, religião, posição social. Mas o atual quadro é decepcionante: mais de 45% dos estudantes brasileiros já sofreram algum tipo de violência dentro da escola, seja ela verbal ou física, segundo estimativa do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes).
Os dias atuais e o caminho que estamos traçando são de fato preocupantes. Estamos diante de uma massa de jovens agitados, desmotivados a conhecer, a questionar, a formar suas próprias opiniões e debaterem ideias. Vivendo cada vez mais voltados ao mundo virtual, os jovens assistem, em média, 4 horas, 50 minutos e 11 segundos por dia de programação televisiva, tornam-se os principais alvos das propagandas de consumo. Segundo pesquisa elaborada pelo Instituto Akatu, com base em estudo realizado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) com jovens de 24 países dos cinco continentes, os jovens brasileiros estão no topo dos mais consumistas, à frente de jovens franceses, japoneses, argentinos e americanos,  mas nem de longe são mais felizes, como mostram os dados sobre a depressão.
Os relacionamentos entre pais e filhos, professores e alunos, e entre amigos estão cada vez mais superficiais. Os jovens encontram dificuldade para dividirem suas histórias e lágrimas. Estão presencialmente ligados, porém emocionalmente mais distantes. É necessário que nos adaptemos aos avanços tecnológicos sem perder de vista a sensibilidade humana.
Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em dezesseis cidades brasileiras mostrou que 58% dos garotos e garotas de 12 a 14 anos fizeram uso de drogas pelo menos uma vez na vida. Segundo estudos do Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo, a dependência do álcool aumentou 30% entre homens e 50% entre as mulheres no Brasil em relação a dez anos atrás. E outros estudos mostram que em quatro anos o consumo de drogas anorexígenas cresceu 100% .
Estatísticas como essas são realmente alarmantes. A peça que estamos encenando e as próximas que assistiremos devem ser o incentivo para que nos tornemos ativos na mudança desse roteiro, colaborando para que nossos jovens transformem-se em líderes e atores principais no teatro social, com saúde emocional e projetos de vida. Sabemos que as escolas e os educadores almejam a mudança dessa realidade, mas têm dificuldades de encontrar meios eficazes para que isto aconteça.
Queremos estar juntos com as instituições de ensino para ajudar a escrever um novo roteiro no teatro da educação, pois é nele que desenvolvemos as características mais importantes para o desempenho do nosso papel no teatro da vida. Hoje são nossos alunos e filhos, amanhã serão eles os responsáveis pelos principais papéis que decidirão o futuro da nossa sociedade, do nosso planeta.

Vantagens
• Capacitação dos professores que aplicarão o projeto, com profissionais altamente capacitados nas áreas de psicologia, psicopedagogia, psiquiatria, entre outros, debatendo temas que envolvem o funcionamento básico do teatro da mente humana, a construção das ferramentas fundamentais para a formação de pensadores e o método de aplicação do projeto.
• Cada aluno receberá juntamente com o professor, material pedagógico apostilado ricamente ilustrado, contendo histórias com vertentes psicológicas, sociológicas, filosóficas, abrangendo idéias de múltiplos pensadores e informações relevantes sobre temas do cotidiano. Tudo isso com uma dinâmica que estimulará a arte da interiorização, da observação, da consciência crítica e do debate de idéias.
• Assistência pedagógica durante a aplicação, de modo a favorecer a aproximação da equipe do projeto com a instituição educacional, tornando-se parceiros na educação para vida e na formação de pensadores.
• Assistência permanente através de Call Center e via e-mail, dando suporte para a instituição de ensino.

Conheça o site http://www.escoladainteligencia.com.br/ e veja que isso não é sonho, é realidade. Nos ajude a mudar o futuro da educação no Brasil!
DIVULGUE a E.I.

Artigo em formato de vídeo
Assista ao video

domingo, 7 de junho de 2015

BRASÍLIA, ME DESCUBRA!



Brasília é uma cidade para se conhecer em um passeio turístico e com um guia que saiba com detalhes cada monumento que ela possui. Nem mesmo os nascidos ou criados lá sabem o tesouro cultural e de inteligência que ela possui. Depois disso, tire mais ou menos um mês de férias para você continuar a entender suas quadras, superquadras, tesourinhas e vias de acesso como W3 sul/norte, L2 sul/norte. Quem? Pois é.
Quando me mudei para lá, nos primeiros meses eu fiquei de cabeça doendo.
O clima seco, juntamente com suas ruas sem nome incrivelmente iguais uma das outras, me deixavam louca. Depois fui percebendo que aquela culta cidade é matemática lógica pura. Me apaixonei.
Em seis meses eu já conseguia me deslocar por lá com mais facilidade e até comecei a sentir saudade de como era se perder.
Uma vez, tive crise de pânico dentro de casa no Cruzeiro. Precisei sair para a rua para descarregar a explosão de energia que brotava de dentro de mim. Peguei Matilda (minha Caloi) e fui correr dentro do bairro. Em uma hora eu rodei três bairros.
Não me perdi.
As quadras por terem sequência numérica facilita a vida dos brasilienses/candangos/aventureiros.
A única coisa que me fez perder por lá foi o seu céu.
Quase sempre limpo e muito azul, você consegue nadar nele sem ficar com os olhos vermelhos e de cabelo duro.
O nascer do sol é estupendo. O céu começa num laranja clarinho até ficar azul bebê. A grama verde que tem por toda a cidade, monta perfeitamente a bandeira do Brasil.
Para quem nunca viu um céu lilás escondido no rosa, é só esperar o por do sol para você entender o que estou falando. Não. Eu não uso drogas.
Na noite, você estica as mãos e rouba uma estrela. E a lua com toda sua sedução te engole num piscar.
Cidade da natureza.
Às vezes acho que há uma cidade dentro de um parque, e não ao contrário.
Comecei a fazer coleção de árvores por lá. São tantas, tantas! Nunca consegui fotografar todas, e nem vou.
Brasília é tão astuta que às vezes fico com vergonha de mim.
Eu andava em algum lugar e me deparava com um concreto aparentemente sem explicação, mas eu sabia que se eu tivesse escutado melhor o guia turístico lá no início desse texto, eu entenderia. Porém acho que o mistério daquela cidade estava naquilo, em te deixar absorta.
BSB tem uma coisa de que não acho graça. O povo e a comida.
“Ow, me vê um prato típico de Brasília?” Ixxi, não tem. “Qual é o sotaque do brasiliense?” Abafa que também não tem.
Lá você vê muito nordestino, goiano, mineiro, e outros. Brasiliense que é bão, nada.
Você só consegue ter contato com eles no trabalho. Fora isso todo mundo some. Nunca consegui pegar uma caneca de açúcar com minha vizinha do prédio. Será que vivia mesmo alguém lá?
As pessoas devem ter medo de gente. Só pode.
Entretanto Brasília é moderna e ousada, apesar de ter essa população fechada e individualista. É quadrada, às vezes oval, de concreto e cimentada. É Nova Orleans, Paris e Saturno. É um museu de arte contemporânea em área aberta. É lógica, e nos ensina a caminhar um pouquinho, justificando aqui seus “quarteirões” enormes e distantes um dos outros. Foi inspiração de vários artistas e ainda tem mexido com muita gente, perpetuando-se. É Brasília sua irreverente! Sua linda!!!

terça-feira, 19 de maio de 2015

UMA VERDADE INCONVENIENTE


 A crise climática

Às vezes precisamos ver ou estar no final para voltarmos ao início, para refletir o motivo de estarmos passando por certas situações.
É assim em todos os sentidos, tanto na área da saúde, emocional, espiritual e também quanto a crise climática que não é de hoje que ela vem gritando por socorro, clamando por ajuda.
A menos de dez anos estamos vendo a olho nu, sentindo na pele, a selvageria com que a natureza tem respondido aos maus tratos que nós, seres humanos, temos feito a ela há séculos.
Eu, particularmente, não tiro sua razão para tamanha revolta, afinal, ela sempre esteve aí, nos proporcionando beleza, alimento e paz.
Uma verdade inconveniente, uma palestra ministrada por Al Gore, nos trás a realidade que a mídia, de certa forma, tem nos escondido, ou por alguma "prudência", tentando não alarmar a civilização. Mas o fato é que se a humanidade não abrir os olhos de verdade e se unirem, não só os animais e plantas estarão em extinção, como os humanos também não estarão por aqui para contar essa história.
Infelizmente a batalha não será breve, levará tempo e precisará de muita paciência.
Temos que nos lembrar que o estágio climático em que entramos, não foi coisa de um ano, nem uma década, portanto o tempo para revertermos isso, se é que posso dizer "reversão", levará anos também e o mais importante é não deixar para amanhã, pois o processo contará com uma união eminente da humanidade.
Primeiramente devemos nos conscientizarmos de que cada um fazendo a sua parte, ajudará grandemente no processo de salvação do planeta terra, e de que não é bobagem evitar certas coisas, como: o uso do carro, trocar as lâmpadas incandescentes para as fluorescentes, reciclar mais, evitar usar água quente, plantar uma árvore, dentre outras coisas, sem contar que divulgar a palestra de Al Gore é um grande passo.
Ajude a salvar o planeta que será de seus netos amanhã.
Uma humanidade unida viverá por muito mais tempo.

Conheça a palestra


terça-feira, 12 de maio de 2015

OS VALORES - Um olhar filosófico

 Reflexão no #CLV com Gabriella Gilmore





Para entender melhor o porquê da resistência do homem à ideia da reformulação dos valores, temos que compreendermos o que são valores e de onde surgiu.
Tudo na vida contem um valor, seja ele sentimental, estético, econômico, moral, político, ético, mas cada sociedade tem a sua própria de acordo com sua cultura e costumes.
            O psicólogo Jerome Kagan comenta em uma entrevista que na cultura escandinava, os pais não beijam nem abraçam os filhos, nem dizem ‘eu te amo’. Mas estão sempre reforçando nos filhos a ideia de que eles são valorizados.
Na cultura brasileira, por exemplo, tem a fama de ser  um pais caloroso, de pessoas carinhosas, mas nem sempre esse excesso de amor será transformado em respeito, pois isso não significa que pessoas rodeadas de um amor, possam se tornar moralmente bons.
                         A ideia de uma reflexão sobre os valores, serve para que possamos analisar o que desejamos e o desejável, e fazer um plano de ação para darmos prioridade a valores positivos e evitarmos os negativos, ajudando assim a sociedade viver mais harmônica uma com as outras. Talvez se o valor fosse realmente universal, teríamos muito menos preconceitos, mas com um mundo já constituído e tão repleto de diferenças, isso seria muito mais complicado reaver-se nos dias de hoje, explicando assim a suposta resistência do homem à mudanças de tais valores inadequados ou não funcionais.

sábado, 25 de abril de 2015

A CARA DA MORTE


O post de hoje conta com um conto de João Zibetti, que também é leitor do #CLV

"Jão", como costumo chamá-lo, de vez em quando  me manda link de textos que ele escreve. Algumas semanas atrás quando li o conto que vou citar no final do post, eu logo pensei: "JÃO! Vou escrever algo falando de morte, queria publicar seu texto". E aqui estamos nós.
Espero que gostem do post de hoje.

Filosofias e religiões diferentes nos oferecem ideias distintas sobre a morte e suas dimensões espiritual e pessoal. Na era moderna, embora a medicina tenha critérios precisos para determinar quando a morte ocorreu, os médicos ainda debatem sobre o significado exato do que é morrer.

A MORTE EM OUTRAS CULTURAS

Embora sejamos acostumados a pensar na morte como uma clara fronteira, essa linha divisória pode variar surpreendentemente entre as diferentes sociedades. Em algumas culturas, acredita-se que os cadáveres mantenham um princípio vital muito depois de os médicos ocidentais declararem a morte.
Os tibetanos têm a tradição de entoar o Livro Tibetano dos Mortos durante 49 dias após a morte de uma pessoa – eles acreditam que é esse o período entre a morte e o renascimento através da reencarnação. Eles entoam cânticos para o corpo e o espírito durante uma semana depois que o indivíduo pára de respirar, e continuam a fazer o mesmo diante de uma imagem do morto depois que o corpo é enterrado.
Na crença islâmica, a morte é considerada a separação entre a alma e o corpo; e como a alma habita todas as partes do corpo, uma pessoa pode estar “viva” mesmo após a morte cerebral ter sido diagnosticada.
Retrocedendo na história até a época de Cristo, o povo judeu acreditava que a alma permanecia no corpo até o terceiro dia após a morte (contando o dia da morte como o primeiro - daí advém o significado da ressurreição de Jesus “no terceiro dia”: se acontecesse antes, ele não teria sido considerado verdadeiramente morto.
Muitas sociedades depositam fé na presença contínua dos mortos como membros da ordem social, com direitos e obrigações. Já outras culturas tratam alguns dos vivos como se estivessem mortos – por exemplo, se sofrem de determinada doença ou ignoram um tabu social importante. Sem dúvida, a morte tem uma dimensão social como médica – você está morto quando sua sociedade assim o considera.


Créditos: Reader’s digest (Maximize o potencial do seu cérebro)


                 Ultima Carta de Um Vilão
por João Zibetti

"Talvez até a morte tenha seu lado bom, um lado simpático... Mas eu não.
Desde que me entendo por gente, sonho em ter o mundo em minhas mãos. Em mandar e desmandar. Em criar e destruir todos os que se opõem a mim. Desde pequeno sonho com a glória de ser chamado de tirano, de monstro, de cruel. Tudo isso porque sempre me vi melhor que os outros seres humanos. Todos são idiotas demais, nada mais justo que eu os governe. Mas eles não sabem escolher o que é melhor para eles.
Desde que me entendo por ser vivo, eu não temo a morte. Gosto dela. Eu a acho divertida, sarcástica e irônica. Talvez porque eu nunca tenha morrido. Porém não entendo porque as pessoas a temem tanto. Acostumei-me a ela desde o momento que jurei guerra contra todos os prepotentes imbecis que se auto proclamam “heróis”, mandei vários de presente para ela.
De tanto viver ao seu lado não percebi que ela se aproximara demais, e agora estou aqui de frente para esse espelho, preso em meu próprio quarto. 
Atrás da porta me espera um maldito moleque... Um maldito herói. Como odeio “heroizinhos”. Seres patéticos. Odeio heróis. Odeio com todas as minhas forças... Que já não são muitas...
No espelho vejo meu sorriso, que na minha infância era considerado um sorriso de loucura, mas eu sempre o achei tão atraente! Assim como meus olhos. Enquanto eu amo meus olhos, as pessoas o temem. O temem como temem a Morte. Vêem uma crueldade insana nos meus olhos e sorriso. Acho que é por isso que os amo tanto.
Ouvi um barulho na porta. Quero ter certeza de que tudo que fiz foi certo. Foi... Pelo menos para mim. Consegui tudo o que sempre quis: poder, estátuas em minha honra, o temor de todos, mandei para os anjos algumas pessoas mais cedo. Não me arrependo de nada.
Mas depois de um tempo fica tudo muito chato. Nem matar nem torturar me trazem a alegria de antes. Acho que esse deve ser o problema da imortalidade. Veria tudo acontecer milhares de vezes e sempre saberia onde acertar. Seria um inferno!
De novo o “herói” tenta abrir a porta. Meu sorriso está ainda mais louco. Acho que sei o porquê... Minha velha amiga, a Morte, está se aproximando e eu sei que ela vem me buscar. No espelho o meu rosto já está cansado, eu já estou velho demais para essas brincadeirinhas de criança.
Durante anos cacei esses infelizes que se dizem heróis, agora eu já não aguento nem lutar contra um. Devo estar louco, devo estar problemático, devo matá-lo agora... Ou morrer tentando.
Ouço meu ultimo trovão, a magnífica obra da natureza.
Quero que se lembrem que eu não me arrependo de nada. Quero que saibam que odeio heróis. Quero morrer e ser lembrado como um louco tirano que foi recebido com um trono no inferno.
Até a morte tem seu lado piedoso, um lado humano... Mas eu nunca.”
Ele pegou a espada no canto e com os pés abriu a porta do quarto pulando em seu inimigo com a espada em punho. Ele não esperava a cavalaria que vinha atrás do herói. Foi derrotado antes de conseguir o triunfo de seu ultimo ato. Os soldados depois da batalha olharam para a cidade em chamas.
O “monstro” podia ter morrido, mas seu sorriso e seus olhos refletiam o orgulho do dever cumprido.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

PONTE PARA A CIDADANIA



A arte como ponte – Cidadania

Texto publicado primeiramente em 2008 por Gabriella Gilmore.

Ser cidadão é mais do que saber sobre as leis e deveres, é faze-la cumprir, é ter mente idealista; aquele que se incomoda com o jeito de como anda a situação e que não se cala, age.
O problema da sociedade é que ela se acomodou. Se liga mais no resultado do que no processo de como foi feito a ação. Se tornou covarde e prefere morrer calada em meio a hipocrisia do que viver pregando uma ideia que para uns é utopia. Somos responsáveis por todas as nossas ações e ela reflete numa  distancia quilométrica, porém preferimos nos fazer de cegos.
Humanidade esta, que se importa mais em levar cientistas para marte, gastando bilhões, do que ajudar as pessoas que já nem tem mais lugar aonde morar, que vive da sorte. porque esperanças não há. (José Saramago)
Pensamos que com o avanço da ciência e tecnologia tudo iria melhorar. Mas o poder nas mãos de pessoas egoístas é assassinato. 
Criança sem infância sadia que já não solta pipa na rua ao sol. Adolescentes que preferem dialogar com a fria tela do computador e jovens se matando por uma alegria artificial.
Podemos reverter este quadro sim, usando a arte como ponte, levando cores, harmonia, ritmo, letras às crianças, pois elas são a nossa esperança.
Descobrir a qualidade perdida daquele jovem sem ânimo e fazer com que ele esqueça seus defeitos e possa ouvir suas virtudes, mesmo que seja uma só. Esta é a luz que brilha em meus olhos e que há de reluzir no mundo, muito antes que marte.

domingo, 19 de abril de 2015

Esquizofrenia: PERCEPÇÃO E REALIDADE.


por Gabriella Gilmore


Em uma de minhas pesquisas, descobri este médico e autor no qual me apaixonei. Gostaria de dividir este achado com vocês.



Hoje nosso post é uma sugestão de pesquisa sobre esquizofrenia e psiquiatria, tendo como mentor o Dr. Ronald Laing.



O psiquiatra escocês Ronald David Laing (1927 – 1989) foi um dos pensadores mais influentes e controversos da década de 1960.
Ele questionava a ortodoxia, defendendo que as percepções das pessoas consideradas mentalmente doentes são tão válidas em suas próprias condições quanto aquelas nos indivíduos “normais”. Laing ressaltava que quase qualquer comportamento poderia ser interpretado como um sintoma de esquizofrenia, possibilitando aos psiquiatras classificar clinicamente aqueles que simplesmente se recusavam a se adequar às expectativas da família e da sociedade. Na opinião de Laing, a esquizofrenia era uma forma de vivenciar o mundo, não uma doença; a “enfermidade” mental na verdade poderia ser uma jornada existencial – uma cura para a angústia originada na infância e na família.

Nascido em Glasgow em 1927, o próprio Laing teve uma criação familiar turbulenta. Após completar sua residência médica em 1958, trabalhou em uma unidade psiquiátrica do exército britânico. Seu livro, SANIDADE, LOUCURA E A FAMÍLIA (1964), em que defendia que a esquizofrenia poderia ser causada por um colapso na comunicação familiar, consolidou sua reputação internacional. Laing continuou seu notável trabalho clínico durante a década de 70. Posteriormente, seu prestigio intelectual ficou comprometido devido ao seu fascínio pelo misticismo, o que fez com que acabasse perdendo sua licença para exercer a medicina na Grã-Bretanha.

sábado, 11 de abril de 2015

PORQUE EU NÃO SOU CRISTÃO

PORQUE EU NÃO SOU CRISTÃO – ENSAIO DE BERTRAND RUSSELL

Antítese por Gabriella Gilmore

A revista Life assegura-nos, num de seus editoriais, que, “salvo quanto ao que se refere a materialistas e fundamentalistas dogmáticos”, a guerra entre a evolução e a fé cristã “já terminou há muitos anos”, e que a própria ciência... desaprova a ideia de que o universo, a vida ou o homem pudessem haver evoluído por puro acaso”.



Um breve perfil de Bertrand Russell



Filósofo, matemático e lógico britânico. Em vários momentos na sua vida, ele se considerou um liberal, socialista e pacifista. Mas também admitiu que nunca foi nenhuma dessas coisas em um sentido profundo. Nascido em 1872, filhos de aristocratas, foi uma grande influência no século XX.  Morreu em 1970 vítima de uma gripe.

Venho estudando teologia há um ano, depois de ter passado alguns anos estudando filosofia e misticismo, digamos assim.  Tudo começou há 12 anos quando eu ainda não havia encontrado respostas para uma série de questionamentos. Precisei sair um pouco da zona de conforto para buscar informações, foi quando dei de cara novamente com o início.

“Só um risco real testa a realidade de uma fé” – C.S.Lewis.

E eu precisei quase perder a minha fé para poder entendê-la melhor.
A seguir escreverei trechos do ensaio de B.Russell adicionando meu ponto de vista utilizando minhas atuais pesquisas e suas fontes.

“Considero todas as grandes religiões do mundo, não só falsas, como prejudiciais”.
Concordo até certo ponto. Porém preciso ressaltar que a religião foi criada por homens e o que mais podemos ver nos dias de hoje são pessoas professando o nome de Deus de forma debochada e com segundas intenções. Mas se você parar para estudar os livros da Bíblia poderá decifrar essas pessoas e as instituições. O livro consegue ser atemporal ao ponto de conter provérbios que muitos filósofos usaram com outras palavras em suas famosas frases de reflexão. Mal sabe você que está recitando versos cristãos.

“Refiro-me ao argumento da prova teológica da existência de Deus. Tal argumento, porém, foi destruído por Darwin”.
A evolução só nos disse o que acontece depois que se tem vida, então da onde vem essa coisa que está viva? Se a planta nasce de uma semente, quem fez essa semente?
Em Gênesis 1: 11 e 12 diz: Que a terra produza todo o tipo de vegetais, isto é, plantas que deem sementes e árvores que deem frutas! E assim aconteceu. A terra produziu todo o tipo de vegetais: plantas que dão sementes e árvores que dão frutas. E Deus viu que o que havia feito era bom.

“À parte a força lógica, há para mim, algo estranho na apreciação ética daqueles que pensam que uma Deidade onipotente, onisciente e benevolente, após preparar o terreno, durante muitos milhões de anos de inanimadas nebulosas, se sentiria adequadamente recompensada com o aparecimento final de Hitler, Stalin e da bomba H”.
Dizem que o mal é a arma mais potente do ateísmo contra a fé cristã. Se Deus é bom, por que existe o mal? Por causa do livre arbítrio.
Deus tolera o mal neste mundo temporariamente, para que um dia aqueles que acreditam nEle vão morar no céu sem a influência do mal, porém, tendo seu livre arbítrio intacto. Para as pessoas ateias que não acreditam em absolutos morais sabem que pegar algo que não é seu é errado. Para os cristãos o ponto fixo da moralidade, o que constitui certo e errado é uma linha reta que leva direto a Deus. Sem Deus, não existe motivo real para ser moral. Não existe nem um padrão do que é comportamento moral. Para os cristãos, mentir, roubar, matar é proibido, mas se Deus não existe, como Dostoievski afirmou “Se Deus não existe, então tudo é permitido”.  (Reflexão extraída do filme God’s not dead).

“Quanto à espécie de crença, considera-se virtude ter fé, isto é, ter-se uma convicção que não pode ser abalada por prova contrária. Ou, se a prova contrária poder levar à dúvida, afirma-se que a prova contrária deve ser suprimida. Por essa razão, não se permite aos jovens ouvir argumentos na Rússia a favor do capitalismo, ou nos Estados Unidos a favor do comunismo. Isso conserva a fé em ambos intacta e pronta para uma guerra de extermínio.”
Em Timóteo 6:10 nos diz “Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos”.
Somos responsáveis por aquilo que buscamos aprender e como aplicamos os ensinamentos. E o não permitir os jovens nesses países a saberem certos assuntos políticos é muito mais obvio que seja algo manipulado pelo sistema governamental do que religioso, até porque a religião foi dominada pela política na era medieval por justamente querer deter todo o poder financeiro que a igreja estava adquirindo na época. O dinheiro tem muito mais a ver com os males do mundo do que a crença em Jesus Cristo que foi criado em família pobre e humilde.

“Quanto a mim, acho que é melhor fazer-se um pouco de bem do que muito mal”.
Parabéns Sr. Russell. Nisso pensamentos bem parecidos.

“Não considero cristã qualquer pessoa que tente viver decentemente de acordo com sua razão”.
Sim, eu e a Palavra precisamos concordar com você, porque em Gálatas 2:20 nos diz, “Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé”. Por isso não há espaço para a razão na vida do cristão.

“Na autobiografia de John Stuart Mill, lá encontrando a seguinte sentença: ‘Quem me fez?’ , não pode ser respondida, já que sugere imediatamente a pergunta: ‘Quem fez Deus?’”.
Em João capítulo 1, nos diz: “No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxa luz para todas as pessoas”.
Deus sempre foi, Deus é e sempre será o início, meio e fim. Não sou eu que afirmo isso. A sentença já foi afirmada quando nos fizemos gente. O ser humano pensa que tentar desvendar os mistérios de Deus fará alguma diferença em suas vidas, e por séculos e séculos de pesquisas e avanços científicos eles não percebem que ter acesso às coisas do céu são mais simples do que imaginam, mas eles não tem “fé”, no sentido duplo da palavra.

“Não há razão, de modo algum, para se supor que o mundo teve um começo. A ideia de que as coisas devem ter um começo é devido, realmente, à pobreza de nossa imaginação”.
Agora quem não está sendo racional é o Russell, rs, pois para tudo existe um começo, um meio e o fim, até mesmo nas redações. (Precisei ser sarcástica). E partindo dessa lógica, o mundo precisava sim ter sua história de começo e lembrando que não existem coincidências, acasos, para tudo existe um propósito.

“Quando se chega a analisar o argumento teológico de prova da existência de Deus, é sumamente surpreendente que as pessoas possam acreditar que este mundo, com todas as coisas que nele existem, com todos os seus defeitos, deva ser o melhor mundo que a onipotência e a onisciência tenham podido produzir em milhões de anos”.
O que Deus arquitetou para Adão e Eva foi o paraíso. O mundo que vivemos hoje com suas dores foi o que o casal escolheu, com o fruto da desobediência. O sábio é aquele que aprende com os erros dos outros, e Deus os alertou sobre não tocar na árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus não queria, exatamente, privá-los do saber, e sim protegê-los do que viria depois daquilo. Porque Deus já sabia do que aconteceria caso eles desobedecessem. Se você passar a analisar Deus como um grande e dedicado Pai, que protege, corrige o filho que ama, as coisas começam a ficar mais claras para nós, que tem mania de atribuir todas as calamidades ao maior arquiteto do mundo.

“Poderíamos, por certo, se assim o desejássemos, dizer que havia uma deidade superior que dava ordens ao Deus que fez este mundo?”
Não. Isso aqui não é como comparar o fantoche Hitler e sua crença nazista.

“Dizem que a existência de Deus é necessária a fim de que haja justiça no mundo. Na parte do universo que conhecemos há grande injustiça, e não raro, os bons sofrem e os maus prosperam”.
Às vezes nos questionamos por que as pessoas ruins têm tudo e os bons não tem nada. Ok. Às vezes o diabo deixa as pessoas viverem a vida sem problemas, porque não quer que recorram a Deus. Seu pecado é como uma cadeia, só que tudo é lindo e perfeito, e nos faz parecer que não há necessidade de sair. A porta está aberta. Até que um dia o tempo se esgota, e a porta da cela se tranca. De repente, é tarde demais. (Reflexão do filme God’s not dead)
As pessoas ficam confortáveis quando tudo está bem, perdendo o senso de “guarda”. E é exatamente aonde elas perdem a salvação. Pensamos assim: Está tudo perfeitamente bem, não preciso de Deus nenhum. Mas aquele que tem a consciência de que precisamos agradecer na alegria e também na tristeza, pedindo assim uma proteção contínua, sabedoria e discernimento, as pessoas passam a vigiar mais.

“O que realmente leva os indivíduos a acreditar em Deus não é nenhum argumento intelectual. A maioria das pessoas acredita em Deus porque lhes ensinaram desde tenra infância a fazê-lo”.
Sim, eu concordo, mas até certo ponto. Porém essa crença vai além do simples levar a criança/jovem/adulto à igreja. O que sela tudo é a experiência particular. É quando Deus responde sua oração. Te livra de alguma doença incurável, quando te revela em quem confiar e como agir. É algo que não pode ser mostrado por pessoa nenhuma porque é entre você e Ele.
Eu me encaixo no exemplo de Bertrand porque também fui levada para igreja ainda quando criança, que simplesmente repetia o que minha mãe fazia. Quando jovem, tive um despertar para estudar outras culturas, precisei sentir a necessidade de buscar a Deus por mim mesma, e não por influência da família. No período de frieza espiritual, nunca consegui esquecer dos ensinamentos e das palavras que vinham do céu para mim. Hoje eu digo com firmeza que sua fé só é abalada quando você nunca experimentou ouvir a voz dEle.

“Nas chamadas idades da fé, quando os homens realmente acreditavam na religião cristã em toda sua inteireza, houve a Inquisição com suas torturas. Houve milhares de infelizes mulheres queimadas como feiticeiras – e houve toda a espécie de crueldade praticada sobre toda a espécie de gente em nome da religião”.
Aqueles que estão envolvidos na feitiçaria não entrarão no reino de Deus. A Bíblia diz em Gálatas 5:19-21 “Ora, as obras da  carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.”
Talvez o que eu vá escrever aqui não justifique o ato violento, mas a Inquisição contra as “bruxas” foi um extermínio IGNORANTE a mulheres que estavam POSSUÍDAS por espíritos do mal e que por opção, escolheram estar. Você encontra relatos sobre isso quando estuda sobre as Bruxas manipuladas/manipuladoras de Salém. Mulheres que preferiram buscar o poder das trevas a viver conforme a Palavra. A mesma serpente que persuadiu Eva no paraíso, esteve na época da Inquisição e está nos dias de hoje. E o papel da igreja sempre foi alertar as pessoas sobre isso. Mas quem se importa?

“Suponhamos que neste mundo em que hoje vivemos, uma jovem inexperiente case com um homem sifilítico. Neste caso, a Igreja Católica diz: ‘Esse é um sacramento indissolúvel. Devem permanecer juntos por toda a vida’. E nenhum passo deve ser dado por essa mulher no sentido de evitar que dê à luz filhos sifilítica. Isso é o que diz a Igreja Católica. Quanto a mim, digo que isso constitui uma crueldade diabólica.”
Preciso concordar. Porém ressalto que a sífilis poderia ter sido evitada se o homem não houvesse dormido com outras pessoas. Por isso as igrejas pregam sobre o sexo depois do casamento.

Preciso parar por aqui para não tornar a leitura algo extenso e cansativo. E mesmo que vocês se deem ao luxo de questionar a veracidade dos ensinamentos escritos na Bíblia, algo escrito há mais de 2 mil anos atrás, precisam questionar também os ensinamentos ainda mais antigos de Sócrates e Platão. Poderiam seus escritos também serem manipulados por causa do tempo?
E tenhamos sempre em mente que a Verdade liberta e uma hora ou outra ela aparecerá para você.

Um inspirador dia para vocês, queridos leitores.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

O homem como ser cultural



O homem como ser cultural
por Gabriella Gilmore

No intuito de despertar o artista que há em cada um de nós, o texto de hoje fala sobre cultura, que consequentemente nos leva a fazer artes.
No final deste texto, deixe um recadinho para nós dizendo qual é o seu dom/arte. Ilumina-se!

Para fazer arte verdadeira é preciso expressar aquilo que há em si mesmo: quem o exprime bem é artista.

A cultura é uma grande janela (juntamente com a linguagem e o trabalho) que em nosso século se abriu para o problema do homem.
Certamente, o homem sempre fez cultura porque é essencialmente um ser cultural e não um ser natural. Mas somente durante os últimos decênios tomou consciência desta verdade a tal ponto que fez dela tema privilegiado:
·         Em primeiro lugar, o desenvolvimento da antropologia cultural como ciência, que focalizou o valor e função que a cultura tem no desenvolvimento da civilização e na caracterização dos povos;
·         A crise que a cultura ocidental vem atravessando há algum tempo, mas, sobretudo nestes últimos anos. Foi, sobretudo esta crise tremenda que suscitou um estudo mais atento e mais aprofundado daquilo que é a cultura em si mesma, para o indivíduo e para a sociedade.
A cultura não é para o homem algo acidental, um passatempo, mas faz parte da sua própria natureza, é um elemento constitutivo da sua essência.  Seu objetivo, no sentido antropológico, foi sempre o de fazer o homem uma pessoa, um espirito plenamente desenvolvido.
Além de ser propriedade essencial do homem, a cultura é também característica que especifica os vários grupos sociais, unificando-os e distinguindo-os. Assim, a cultura é o que distingue os espanhóis dos franceses, dos ingleses, brasileiros, alemães. A cultura é a vida de um povo.
Muitos não devem saber, mas há três importantíssimos elementos que constituem essa cultura social: a língua, os costumes e os valores.
Onde não há uma língua, não pode haver uma sociedade, não pode haver uma nação e, portanto, não pode desenvolver-se nenhuma cultura.
Já os costumes referem-se a tudo: o alimento, o vestuário, o caminhar, o gesticular, a educação das crianças, a atenção aos velhos, às crenças religiosas etc. Nos costumes encarna-se e exprime-se o estilo de vida de um povo, seu modo de conceber e enfrentar a existência, a visão e a atitude peculiar que assume diante da realidade total: a natureza, a sociedade, a esfera do sagrado.
Outro elemento constitutivo fundamental de toda cultura são os valores, que é a mistura dos dois elementos citados acima, pois todo povo possui uma consciência dos valores, a tal “sabedoria do povo”.  Outros valores como a paz, a justiça, a honestidade, a beleza etc, estão subordinados a ela.
Com base em tais elementos, cada povo desenvolve todos os outros aspectos que contribuem para conferir-lhe sua forma específica: a arte, a filosofia, a religião, a ciência, a literatura, a política etc.

“A arte é um ato de congelar momentos, tanto de dor quanto alegria ou angustia. É o que impulsiona o homem sensível a atingir o inalcançável, o perfeito.” Gabriella Gilmore


Texto retirado do livro Introdução à filosofia por B.Mondin.  (cap.XIV)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

DEUS ESTÁ MORTO (?) Resenha de filme.



Por Gabriella Gilmore
Deus não está morto – Resenha de filme.

“Eu acredito em Deus, só não acredito nesse ‘Deus’ que as pessoas pregam”.

Escutei esta frase há uns dois anos atrás e ainda a questiono. Até hoje não entendi.
Às vezes acho que há coisas e pessoas que trombam em nossas vidas muito mais que mero acaso.
Já faz mais de 6 meses que o filme “Deus não está morto” saiu em cartaz, baseado no julgamento de 5 jovens que foram mortos por causa de suas fés.
O filme levanta a tão polêmica questão: Deus está ou não morto? Existe ou não existe?
Questões estas que vem crescendo dentro de nós gradativamente. Em alguns chegam desde muito cedo, inserido na religião fervorosa dos pais, em outros, por experiências próprias, pela busca.
Outro detalhe importante é quando o ser humano entra na idade adulta. A faculdade, a vida, o trabalho, os amigos de mentes brilhantes, faz com que o ceticismo seja mais conveniente e talvez mais convincente em alguns aspectos.
Com histórias paralelamente interligadas e textos muito bons, tanto teísta como ateísta, a trama inteira se desenrola quando um calouro cristão se inscreve nas aulas de filosofia de um professor ateu convicto. Quando o mesmo sugere que todos os alunos escrevam DEUS ESTÁ MORTO em uma folha de papel e assinem seus nomes, o aluno Josh trava, ficando sensivelmente impedido de declarar tal afirmação, quando o mesmo é desafiado pelo professor em defender seu ponto de vista/crença.
Com palestras interessantes, frases marcantes, o filme é de comover, e com certeza fará muito ateu ver a existência de um superior com outros olhos e também reavivar Jesus Cristo na vida dos cristãos.
Sem nenhuma intenção de converter os leitores e sim fazer com que não haja suicídio intelectual neste momento em que estamos vivendo, aonde alguns lugares a fome se mistura com corpos sem vida, desastres, falta de água, violências, frieza interna, esta é a minha sugestão de filme para essa semana.

Porém as perguntas continuam aos montes...

Por que os mulçumanos não acreditam em Jesus Cristo como filho de Deus? E consideram os cristãos “politeístas”, hereges para sua cultura?

Se Deus é a trindade = Deus pais, Deus filho, Deus espírito santo, e enviou a si mesmo em carne e osso, porque eles não acreditam em reencarnação? Ou como explicaria então Deus filho na terra em carne e osso?

Por que existem tantas religiões/denominações se Deus é um só?

O clube de leitura espera comentários de todos os interessados sobre o assunto. As perguntas acima pode ser um início de um ótimo debate.
Sente ai, peça um café...

#Cheers!             

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Karl Marx - utópico



Por Gabriella Gilmore

“Não se trata de interpretar diferentemente o mundo, mas de transformá-lo”.

Karl Marx e seu pensamento de um mundo mais justo.

Karl Marx foi um idealista, economista, cientista social e revolucionário socialista do século XIX. Cursou Filosofia, Direito e História. Trabalhou na juventude como jornalista em Colônia, assinando artigos racial-democratas que irritaram grandemente as autoridades do país. Chegou a ser expulso de vários países europeus por conta de seu radicalismo. Era o principal inimigo do Capitalismo e dizia que este era o principal responsável pela desorientação humana.
Teve por um bom tempo, o filósofo Hegel como seu mentor, e em conjunto com seu grande amigo Engels, publicaram o “Manifesto do Partido Comunista”, um conjunto afirmativo de idéias de ‘verdades’ em que os revolucionários da época acreditavam.
Marx pensava muito sobre as questões econômicas da época, as injustiças salariais, pessoas trabalhando muito para obter pouco, exploração no trabalho e por ser um estudante com idéias de revolução, foi criando teorias e pensamentos sobre aquele sistema Capitalista.
Ele defendia a idéia materialista de que tais condições materiais de vida numa sociedade determinava nosso pensamento e nossa consciência. As condições materiais eram decisivas também para a evolução da história. Karl Marx pensava que o que era moralmente correto era produto da base social, pois antigamente os pais escolhiam para os filhos com quem iriam se casar, afinal, tratava-se também de quem herdaria as terras. Ele ainda afirmava que em geral era a classe dominante numa sociedade que determinava o que era certo ou errado, pois para ele toda a história era uma luta de classes.
Quando falamos sobre materialismo, ser uma pessoa materialista, não significa que esta só pensa em bens materiais, como se a única coisa que realmente tivesse importância é o que você possui com o dinheiro, porém, Marx dizia que os homens deveriam estar em condições para poder viver a fim de fazer história, além disso, falava que para viver era necessário beber, comer, ter um local para morar, vestir-se etc.
Muitas pessoas tinham essa consciência, e a todo custo faziam para que a renda que obtivessem trabalhando ou explorando, fosse maior, e com esse movimento automático, as pessoas não refletiam sobre as conseqüências que isso gerava. 
Para produzir os meios para suprir nossas necessidades materiais, precisamos organizar-nos socialmente, estabelecendo relações sociais. Para nos alimentarmos, precisamos matar um animal, para mobiliar uma casa precisamos destruir árvores, queimá-las, poluindo assim o meio ambiente, dentre outras questões. O ser humano acaba querendo dominar as condições naturais, e esse ato de produção gera novas necessidades.
Marx e Engels enfatizavam que a classe que detém o poder material numa dada sociedade era também a potência política e espiritual dominante.
Se analisarmos o contexto histórico, nos primórdios, perceberemos que havia um espírito de coletivismo: todos compartilhavam da mesma terra, não havia propriedade privada; até a caça era compartilhada por todos. Eles se preocupavam um com os outros. Com o passar do tempo, o homem e suas descobertas territoriais, acabou tornando inevitáveis as colonizações, portanto, o escravismo por conta da ambição. Depois é implantado o sistema feudal, e mais adiante com a Revolução Industrial, surge à classe do proletariado.
Karl Marx dizia que a história da humanidade seria constituída por uma permanente luta de classes, classes essas que para Engels são “os produtos das relações econômicas da sua época.” Sabemos que a base da sociedade é a produção econômica, e Marx queria a inversão da pirâmide social, que ainda era o capitalismo (patrões) no topo e o proletariado (trabalhador alienado) abaixo. Se o trabalhador tivesse no comando, seria a única força capaz de destruir a sociedade capitalista, para assim construir uma nova sociedade, Socialista.
Marx tentou demonstrar que no Capitalismo sempre haveria injustiça social, e que o único jeito de uma pessoa ficar rica, seria explorando os trabalhadores, pois o operário produz mais para seu patrão do que para seu próprio sustento, gerando assim lucro (mais-valia) para a indústria.
Marx morreu tentando mostrar para a sociedade que a coletividade seria mais justa, que a alienação gerava um trabalho escravo e que no Capitalismo sempre haveria injustiças.
Apesar de ter sido ignorado por estudiosos da sua época, Marx foi um dos pensadores que mais influenciaram a história do mundo.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A vida é uma eterna escola



A vida é uma eterna escola 
Por Gabriella Gilmore 

Descobri que a humanidade está adoecendo.
Que crianças já crescem estressadas e materialistas.
Pessoas que se ferem por inveja, destruindo a si mesmas e a todos os que vivem ao seu redor.
Pessoas que agem o tempo todo se fazendo de coitados nunca conseguirão respeito. 
No máximo, um olhar de pena.
Aprendi que quanto mais culto você tenta ser, mais ignorância e fraqueza demonstra.
Descobri que a hipocrisia mora ao lado e que ela existe por falta de conhecimento, mas que pode ser quebrada com a humildade e tolerância.
Descobri que a mais doce pessoa pode esconder o mais puro veneno. 
A venenosa pode estar querendo ser aceita como é e estar disposta a mudar.
E algumas que são doces podem nos causar náuseas.
Mas aprendi que a maior sabedoria é saber ouvir e enxergar com os olhos do coração a verdade interior de cada ser.
Descobri que o auto-entendimento  e a autocrítica nos faz uma pessoa mais pacifista.
Aprendi, também, que o tempero do ser humano quase perfeito consiste em ser crítico, analítico e racional e que a maior desgraça dele é achar que sabe tudo, sendo que não sabe quase nada.
Descobri que o calado vence, que a dissensão gera dissensão e que a oração dos sábios é o silêncio.
Aprendi que “as guerras, a discriminação, as disputas comerciais predatórias e o terrorismo são frutos da autodestruição de uma espécie que não conhece o funcionamento da sua mente e não honra a arte de pensar.” (Cury 2004)
Descobri que as escolas têm criado robôs e que têm podado o raciocínio “ilógico” dos alunos, sendo que foi num erro que Einstein virou um gênio.
Descobri que as pessoas têm sede de aprender mais sobre a vida, que preferem as aulas na prática do que as horas intermináveis de aulas mecanizadas.
Aprendi que impor idéias gera desavenças, e que expor idéias gera mentes abertas.
Descobri que as pessoas mentem porque temem a veracidade da verdade e mentem duas vezes, para si e também para outros.
Aprendi o valor da compreensão. 
Que ela te dá forças para renascer das cinzas, e não há nada melhor quando há alguém que acredita em você, que sonha com você.
Aprendi a entender que nossos pais não nos deram tudo o que queríamos, mas nos deram tudo o que puderam nos dar. Aprendi a suportar os “nãos”deles, pois os “nãos”de quem nos ama irá nos preparar para os “nãos” da vida. 
Descobri que os fracos condenam e julgam, mas os fortes perdoam e compreendem.
Descobri que posso ser uma pessoa melhor a cada dia, com cada erro assumido, com cada experiência vivida, e que da mesma forma que Deus não desistiu de mim, não desistirei de lutar para humanizar as pessoas ao meu redor, porque enquanto uns pensam que o futuro só tende a piorar, acredito que melhorando o meu mundo, posso refletir isso nas pessoas que convivem comigo.

Passe adiante.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Alice no pais das maravilhas - Análise



ANALISANDO ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Por Gabriella Gilmore 

Olá leitor! Tudo bom?
Hoje eu quero trocar uma idéia com vocês sobre a mensagem do filme “Alice no pais das maravilhas”.
Depois que minha irmã assistiu ao filme e disse não ter entendido nada, mas que achou bonitinho e viajado, eu acabei locando o filme para ver com mais calma.
Realmente o filme exige um olhar filosófico para extrair a mensagem.
É um filme infantil para adultos.
Se você assiste apenas pela ficção, você acaba não extraindo muita coisa dele, a não ser que você se amarre em efeitos especiais em fundo verde, porque convenhamos, o filme arrasou. Ele é praticamente todo gravado em estúdio com paredes, mobílias e roupas verdes.
Estarei escrevendo uma análise da história de Lewis Carroll sobre meu ponto de vista. Não busquei nenhuma informação adicional ou comentários para não ser influenciada. Estou aqui debaixo do edredom curtindo um raro friozinho que essa cidade oferece.
Ok. Sem churumelas, vamos lá!
P.S – Volto a lembrar que adoraria trocar figurinhas com os leitores que tiverem outros pontos de vistas.
A casa é nossa!

Na infância, Alice tinha uma mente muito criativa, e quando ela sonhava com coisas estranhas, comparadas com que ela vivenciava, ela pensava que eram pesadelos. Sempre amparada pelo pai, ele dizia que ela não estava maluca e que os “melhores eram loucos”.
Sufocada pela repressão da sociedade, Alice cresceu deixando de lado sua amiga imaginação. Já ouviu dizer aquela frase de que “Os adultos matam aos poucos o filósofo que existe em cada criança?” Os adultos nunca estão totalmente preparados para os eternos porquês das crianças.
Quando jovem, foi predestinada a um casamento contra sua vontade, e na hora do pedido de casamento, Alice se ausenta por um momento e foge atrás de um antigo amigo coelho de seus sonhos. Ao ver uma toca em que ele entrou, curiosa, ela chega perto para ver quando... cai.
Nisso ela entra nesse “mundo de fantasia”.
Analisando, Alice apenas desmaiou, e neste sonho (ou desmaio) no qual ela reencontra amigos do passado, Alice consegue buscar as respostas que ela tanto procurava desde criança.
Ainda dentro do sonho, é confundida com a “Alice verdadeira”, que na verdade era ela mesma quando criança e não temia a imaginação. Quando ela é levada ao oráculo Lagarta azul, os amiguinhos perguntam a ele se ela é realmente a Alice, ele responde dizendo que ela não é ainda“totalmente” a Alice. No decorrer do sonho, Alice vai deparando com coisas que ela já havia sonhado antes, ou seja, as lembranças de seus sonhos passados vêm à tona.
Quando ela começa a entrar naquela coisa de “sonho”, Alice é dita lutar contra um monstro para salvar aquele lugar, porém, a própria rejeita a idéia dizendo ser a Alice errada e que ela não mataria ninguém. Aos poucos ela vai se afeiçoando as pessoas quando resolve aceitar o “destino”.
 Quando ela decide a lutar contra o monstro Jaguadarte, ainda temerosa, ela acreditava não conseguir derrotar a fera. Contudo, somente Alice poderia afrontar ele, ou seja, apenas Alice poderia enfrentar seus próprios anseios.
Decidida a vencer a luta, e ela vence mesmo, Alice desperta do sonho e volta a sua realidade, no qual ela diz com firmeza que não aceitaria o pedido do Lorde em casamento, pois aquilo não era o que ela queria para si.
O filme fala o tempo todo sobre busca da própria identidade que a sociedade sutilmente vem matando dentro de nós.
E se me permitem uma viagem pessoal... Ainda acho que Alice é o próprio autor Lewis.
Ele só não escreveu o personagem em um menino para não se “entregar”. A sociedade daquela época, muito machista e preconceituosa, iria crucificá-lo, isso se não o acusassem de afeminado.
Que tipo homem teria uma “viagem” daquelas? Culpa toda do ópio. RS
Se gostou ou odiou, deixe seu rastro. Bêzo.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Conversando com Joana


Porquê desta foto: Sempre vi Joana de Clarice assim, novinha, emburrada, questionadora, inteligentíssima. Não é atoa que minha Rafaela lembra esse perfil da Emily The Strange.


Crônica de Gabriella Gilmore

(Inspirado na história de Clarice Lispector “Perto do Coração selvagem”)

-Não estou aqui para questionar seu furto, mas sim saber o que te impulsionou para fazê-lo e como se sentiu depois do flagrante da sua tia. Questionou o professor.
-Roubar é errado quando você sente medo. (pausa) Eu não senti nada. Retrucou Joana.
-Não sente receio do inferno? A bíblia diz claramente a respeito de roubar.
-Não.
-Não o que? Não sente medo do fogo eterno ou não sabia sobre esse mandamento bíblico?
-Simplesmente, não!
-Assim será difícil te ajudar Joana. Diga-me, o que é certo e o que é errado?
-Não sei...
-Mas isso não é resposta. (pausa) Você deve ter um leve saber sobre isso, sobre a diferença.
-Mas há coisas que são erradas para uns e para outros não, oras! Como poderei saber? O meu limite é a dor. Se não me doeu em nada, significa que não é tão mal assim.
-Se você tivesse outro pai, este estaria se remoendo no túmulo. Mas me diga, por que tantas questões, tanta busca se você insiste em ficar só no “Não sei” “Talvez”?
-Se eu tivesse todas as respostas eu não precisaria mais estar à procura.
-E isso é ruim?
-Não. Mas seria chato.
-Então ter tudo pronto é chato?
-É. Eu me mataria.
-Você peca só em falar.
-Pecado. Pecado. Acho que essa palavra significa limite, não?
-Por quê?
-Porque às vezes você não faz algo porque é “pecado”, então você volta atrás.
-O que você mais gosta?

Ela pensou, pensou, deu um leve sorriso e respondeu:

-Não sei. Não SEI!!!
-Mas você fez uma cara tão contente de que sabia o que ia responder!
-Mas talvez o que eu goste hoje não venha a gostar amanha!
-E se eu mudar a pergunta?
-E se eu não quiser responder? Perguntou ela já enjoada do papo.
-Bem... (pausa)
-Às vezes sinto dor sabe? Disse ela interrompendo o silêncio. Sinto frio na barriga com certas perguntas e até com certas dúvidas.

No fundo ela não sabia aonde o professor queria chegar, já que sobre o furto eles não mais tocaram no assunto.

-Olha Joana, nunca sofra por não ter opiniões em relação a vários assuntos. Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la.
-E o que vai acontecer comigo?
-(silêncio) Não sei.