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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Esquerda x Direita (Liberalismo vs Conservadorismo): Esquerda

A Esquerda e a Direita voltam a brigar. Dessa vez por um motivo besta, porém preocupante. A questão está no Conservadorismo da Direita e no Liberalismo da Esquerda.

Esquerda

Falemos primeiro do Liberalismo. A Esquerda está pregando uma forma mais “livre” para todos. Onde todos serão aceitos e o mundo será cor de rosa. Algumas bandeiras levantadas são as Homossexuais, Feministas etc. Além de algumas outras mais “humanistas” (Direitos Humanos e companhia). Esses movimentos sociais são importantíssimos para o desenvolvimento cultural de uma sociedade. Os homossexuais precisam ser aceitos, as mulheres devem ser valorizadas, os deficientes devem ter espaço na sociedade etc.

Mas o que torna isso preocupante? O Exagero. Impor algo não é de fato uma revolução. Revoluções mudam as mentes do povo, mas sem fazê-las sentirem-se oprimidas. Estamos chegando a um ponto que se não gostamos de algo somos vistos como um ser abominável. Acho válido que os homossexuais lutarem por seus direitos, mas não acho necessário, em uma “parada gay”, masturbarem-se com um crucifixo. Querer chocar a população; isso foi feito por diversas pessoas que se consideravam “gênios” da Idade Média, que por suas atrocidades acabaram no esquecimento e apenas parte das pessoas conhecem suas histórias.

A ideia feminista é muito boa, a questão do tratamento, a questão da forma com que as mulheres são vistas pelo mundo. Mudar isso é mais do que necessário, é mais do que uma obrigação. Mas há uma linha de pensamento que está extrapolando. Meninas que se dizem feministas e pregam a “destruição” dos “machos”. Há ainda o “feminismo tirano” que prega a submissão total dos homens às mulheres. O Feminismo era a equiparação de direitos entre homens e mulheres, mas estão pervertendo seus ideais. Isso traz a desgraça para o movimento e as pessoas que realmente apóiam as verdadeiras bandeiras feministas são ridicularizadas.

Direitos Humanos. Esse é o assunto mais difícil de falar. É o tema que mais tem causado confusão, não é à toa. A ideia dos Direitos Humanos é, realmente, uma causa nobre. Contudo estão fazendo dos Direitos Humanos uma forma de subverter o Direito comum. Estão começando a passar a mão na cabeça de quem não deve, estão justificando coisas que não são para ser justificadas. A redução da maioridade penal é o principal assunto do momento em relação a isso. Estou de acordo de que a redução não resolverá a situação. Mas não é por isso que os menores não devem ser punidos. Antes de continuar ressalto: Devemos acabar com o senso comum de que menor não é punido, eles são, mas ainda é pouca punição e um sistema falho. Não podemos punir policiais por matarem inimigos da sociedade (bandidos). Claro que não podemos aplaudi-los quando matam inocentes. Não podemos pegar pesado com um jovem rico e aliviar o lado de um jovem pobre, sei que as condições e os meios interferem no indivíduo (isso é o que diz a sociologia do Fato Social de Émile Durkheim), mas isso não significa que devemos aliviar a pena por causa disso. Isso cria um estado de falsa Justiça. Devemos acabar com o meio e não com o produto dele, mas enquanto não acaba devemos agir corretamente com as pessoas.

Eu devia falar sobre a pena de morte, mas não acho adequado para o momento.

Seguindo ainda o mesmo meio falarei sobre a Polícia. A corrupção é humana, a polícia é feita por humanos, logo há policiais corruptos. Mas isso não quer dizer que todos sejam. Vejo uma crescente vertente esquerdista tentando menosprezar o trabalho da polícia, tentando fazer que todos se tornem ou pareçam maus. Não adianta, pois sempre será preciso alguma guarda, seja com o nome de guarda real, seja como mosqueteiros, seja como jedis, seja como for é preciso que haja uma força do Estado para que se defendam os valores da sociedade e que zele pelo bem-estar dela. Às vezes a força do Estado precisará usar a força e julgar isso como errado não é uma boa ideia, pois os males da “não ação” vêm para nós como sociedade. Ao mesmo tempo em que defendo a polícia digo que devem ser punidos todos os corruptos dentro dela, todos os que se beneficiam com tráfico, todos os que aceitam suborno, todos os que se omitem em auxiliar o povo etc.  

O politicamente correto é uma chatice sem fim. Essa onda “humanista” que vem para dizer que as pessoas não podem ser chamadas por coisas “estereotipadas” é uma forma, patética, de auto-vergonha. Não pode chamar o a pessoa pelo o que ela é. A ideia de que tudo é ofensivo começa a preocupar quando levamos em consideração o que acontece na área humorística. Não pode mais fazer piada com homossexual, com negro, com gordo, com magro, com pessoas altas, com pessoas baixas. Eu sou preto, baixinho, espinhento, feio como o guarda do inferno e não vejo o menor motivo para não me chamarem assim, pois é o que sou e, na verdade, gosto de fazer de tudo isso uma piada. Falta o “amor por si próprio” para entender que não é só e somente ofensas, há também brincadeiras. A pessoa que se ofende a toa é porque não vê o que é ou tem vergonha de se assumir como algo. Não devemos nos envergonhar daquilo que somos, pois somos o que escolhemos ser.

Deficiências. Outro assunto muito delicado para se falar. Primeiramente digo-lhes que o que falarei sobre deficientes físicos e mentais pode não ser de agrado de todos e que é a minha opinião sobre o assunto, então peço que leiam o próximo capítulo com um pouco mais de imparcialidade.

Deficientes são deficientes, pois são diferentes da “sociedade padrão”. Não é mérito ou demérito ser deficiente, porém eles não são super-heróis. Os deficientes físicos têm limitações, mas são melhores aceitos pela sociedade, pois esses ainda têm uma “semelhança” maior com os outros. Contudo os deficientes mentais correm certos riscos que não deveriam. Uma pessoa que tem alguma deficiência mental, cuja mexe com o nível de inteligência, nível de aprendizagem, nível de socialização sofre uma série de desafios que hoje em dia a Esquerda quer pôr, dando a ilusão aos pais de crianças deficientes que vai dar certo. Não pode dar certo isso, pois crianças especiais precisam de cuidados especiais. Uma pessoa com Síndrome de Down numa sala com alunos “normais” pode sofrer por causa das outras crianças ou as crianças serem atrapalhadas por causa dela. As crianças a perturbarão, irritarão, zombarão e, mesmo com conversas e outras tentativas dos adultos, não vão parar, porque é diferente. A esquerda virá dizer: Mas as crianças devem ser educadas a não fazer. Eu sei, mas é a natureza da criança e o que vai acontecer, vão excluir a deficiente, piorando a situação, pois está verá que tem algo errado com ela e as outras pessoas não gostam dela, aí a pessoa deficiente pode começar a agir de forma violenta, depressiva, entre outras formas.

Outro ponto feio para a Esquerda é o achar-se superior. As pessoas de esquerda assumiram o seguinte discurso: “Nós sabemos, nós fazemos, quem não concorda ou é alienado ou é fascista”. Isso é um erro. Essa movimentação toda de conhecimento é falha entre eles, pois a maioria dos jovens que se dizem revolucionários não entendem os meios e fins. Muitos estão lutando porque querem acabar com o sistema, mas vivem de mamãe e papai, lutam pela legalização da maconha, porque querem passar a tarde inteira fumando na praia, estão ali porque, em algum momento, alguém pôs em suas cabecinhas de que o mundo é cruel e dá para mudar isso. Mas eles nunca leram nada. Não conhecem a crueldade de Maquiavel, a bondade de Rousseau, a separação de Montesquieu, a união de Marx, a república de Platão, a política de Aristóteles, o fato social de Durkeim, a ação social de Weber. Os jovens da esquerda, a nova esquerda está perdida em conhecimento, mas acha que sabe demais. Estão fazendo discursos sem sentido e discussões que não aguentam.


Enfim, a Esquerda precisa começar a se reavaliar, porque, se não o fizer, ela perderá força, ruirá suas bases e cairá no esquecimento. A mudança é necessária, mas nada se consegue quando algo muda de repente, o nome disso é golpe. Que a esquerda aprenda a maneirar seus exageros e controlar suas vontades, para ter um movimento mais justo e puro. Lembremos que para o dia virar noite, primeiro vem a tarde, depois o céu escurece, só então vem a lua.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

E se a tempestade não passar, aprenda a dançar na chuva.


Pense num dos poucos momentos da sua vida em que despretensiosamente você estava em estado de felicidade. Agora lembre se isso foi algo que partiu de você. Acordei pensando sobre isso, felicidade é algo que você decide por princípio.
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração o princípio ainda será o mesmo.
Às vezes esse sentimento não é de primeira mão e você se sente desolada por isso, pois imaginamos a felicidade como uma meta e esquecemos que ela é o caminho a se traçar a trilha a se percorrer e a história a se construir. Nigel Warburton em seu livro Uma breve
história da filosofia nos convida a conhecer Aristóteles, esse mesmo filósofo grego que cita a bela passagem “Uma andorinha só não faz verão” queria dizer que, para provar que o verão começou, é preciso mais de uma andorinha ou mais de um dia quente. Do mesmo modo, pequenos prazeres não representam a verdadeira felicidade. Para ele, a felicidade não passava de alegria momentânea.
Mal sabia ele que a felicidade cultivada no âmago de nós mesmos não é algo que vem do céu (e depois se vai…), mas, uma habilidade adquirida através de exercícios diários de autoconhecimento.
Mais acredite nada é fácil.
Existem bagagens que trazemos da vida e que nunca administramos (o conjunto nossas histórias passadas, nossas vivencias, conquistas, decepções de vida pessoal, familiar, profissional e claro, amorosa).

O melhor, sempre é tentar entender o que acontece com você: por que está tão difícil para você?

Corremos tanto de um lado a outro... Acho tão cruel abafar felicidade, sufocar emoções dói, angustia, nos traz um falso ar de superioridade que não faz ninguém se sentir mais forte por não dizer a sua verdade e tampouco transbordar sua felicidade. Nada dói mais que omitir pra si mesmo e para os outros. Nada pior do que recitar o trecho de uma canção do Roberto Carlos que diz: Das lembranças que trago na vida,
você é a saudade que eu gosto de ter”.
Somos todos indivíduos, nossos anseios, necessidades e desejos diferem, exatamente como diferimos física e emocionalmente. Mas, apesar destas diferenças, a busca da felicidade é comum a todos.
Como diria o poeta Mario Quintana:
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!”
A felicidade pode vir de onde menos se esperava. Duvida? Que bom, isso significa que você tem grandes chances de ser feliz.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

O homem como ser cultural



O homem como ser cultural
por Gabriella Gilmore

No intuito de despertar o artista que há em cada um de nós, o texto de hoje fala sobre cultura, que consequentemente nos leva a fazer artes.
No final deste texto, deixe um recadinho para nós dizendo qual é o seu dom/arte. Ilumina-se!

Para fazer arte verdadeira é preciso expressar aquilo que há em si mesmo: quem o exprime bem é artista.

A cultura é uma grande janela (juntamente com a linguagem e o trabalho) que em nosso século se abriu para o problema do homem.
Certamente, o homem sempre fez cultura porque é essencialmente um ser cultural e não um ser natural. Mas somente durante os últimos decênios tomou consciência desta verdade a tal ponto que fez dela tema privilegiado:
·         Em primeiro lugar, o desenvolvimento da antropologia cultural como ciência, que focalizou o valor e função que a cultura tem no desenvolvimento da civilização e na caracterização dos povos;
·         A crise que a cultura ocidental vem atravessando há algum tempo, mas, sobretudo nestes últimos anos. Foi, sobretudo esta crise tremenda que suscitou um estudo mais atento e mais aprofundado daquilo que é a cultura em si mesma, para o indivíduo e para a sociedade.
A cultura não é para o homem algo acidental, um passatempo, mas faz parte da sua própria natureza, é um elemento constitutivo da sua essência.  Seu objetivo, no sentido antropológico, foi sempre o de fazer o homem uma pessoa, um espirito plenamente desenvolvido.
Além de ser propriedade essencial do homem, a cultura é também característica que especifica os vários grupos sociais, unificando-os e distinguindo-os. Assim, a cultura é o que distingue os espanhóis dos franceses, dos ingleses, brasileiros, alemães. A cultura é a vida de um povo.
Muitos não devem saber, mas há três importantíssimos elementos que constituem essa cultura social: a língua, os costumes e os valores.
Onde não há uma língua, não pode haver uma sociedade, não pode haver uma nação e, portanto, não pode desenvolver-se nenhuma cultura.
Já os costumes referem-se a tudo: o alimento, o vestuário, o caminhar, o gesticular, a educação das crianças, a atenção aos velhos, às crenças religiosas etc. Nos costumes encarna-se e exprime-se o estilo de vida de um povo, seu modo de conceber e enfrentar a existência, a visão e a atitude peculiar que assume diante da realidade total: a natureza, a sociedade, a esfera do sagrado.
Outro elemento constitutivo fundamental de toda cultura são os valores, que é a mistura dos dois elementos citados acima, pois todo povo possui uma consciência dos valores, a tal “sabedoria do povo”.  Outros valores como a paz, a justiça, a honestidade, a beleza etc, estão subordinados a ela.
Com base em tais elementos, cada povo desenvolve todos os outros aspectos que contribuem para conferir-lhe sua forma específica: a arte, a filosofia, a religião, a ciência, a literatura, a política etc.

“A arte é um ato de congelar momentos, tanto de dor quanto alegria ou angustia. É o que impulsiona o homem sensível a atingir o inalcançável, o perfeito.” Gabriella Gilmore


Texto retirado do livro Introdução à filosofia por B.Mondin.  (cap.XIV)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A vida é uma eterna escola



A vida é uma eterna escola 
Por Gabriella Gilmore 

Descobri que a humanidade está adoecendo.
Que crianças já crescem estressadas e materialistas.
Pessoas que se ferem por inveja, destruindo a si mesmas e a todos os que vivem ao seu redor.
Pessoas que agem o tempo todo se fazendo de coitados nunca conseguirão respeito. 
No máximo, um olhar de pena.
Aprendi que quanto mais culto você tenta ser, mais ignorância e fraqueza demonstra.
Descobri que a hipocrisia mora ao lado e que ela existe por falta de conhecimento, mas que pode ser quebrada com a humildade e tolerância.
Descobri que a mais doce pessoa pode esconder o mais puro veneno. 
A venenosa pode estar querendo ser aceita como é e estar disposta a mudar.
E algumas que são doces podem nos causar náuseas.
Mas aprendi que a maior sabedoria é saber ouvir e enxergar com os olhos do coração a verdade interior de cada ser.
Descobri que o auto-entendimento  e a autocrítica nos faz uma pessoa mais pacifista.
Aprendi, também, que o tempero do ser humano quase perfeito consiste em ser crítico, analítico e racional e que a maior desgraça dele é achar que sabe tudo, sendo que não sabe quase nada.
Descobri que o calado vence, que a dissensão gera dissensão e que a oração dos sábios é o silêncio.
Aprendi que “as guerras, a discriminação, as disputas comerciais predatórias e o terrorismo são frutos da autodestruição de uma espécie que não conhece o funcionamento da sua mente e não honra a arte de pensar.” (Cury 2004)
Descobri que as escolas têm criado robôs e que têm podado o raciocínio “ilógico” dos alunos, sendo que foi num erro que Einstein virou um gênio.
Descobri que as pessoas têm sede de aprender mais sobre a vida, que preferem as aulas na prática do que as horas intermináveis de aulas mecanizadas.
Aprendi que impor idéias gera desavenças, e que expor idéias gera mentes abertas.
Descobri que as pessoas mentem porque temem a veracidade da verdade e mentem duas vezes, para si e também para outros.
Aprendi o valor da compreensão. 
Que ela te dá forças para renascer das cinzas, e não há nada melhor quando há alguém que acredita em você, que sonha com você.
Aprendi a entender que nossos pais não nos deram tudo o que queríamos, mas nos deram tudo o que puderam nos dar. Aprendi a suportar os “nãos”deles, pois os “nãos”de quem nos ama irá nos preparar para os “nãos” da vida. 
Descobri que os fracos condenam e julgam, mas os fortes perdoam e compreendem.
Descobri que posso ser uma pessoa melhor a cada dia, com cada erro assumido, com cada experiência vivida, e que da mesma forma que Deus não desistiu de mim, não desistirei de lutar para humanizar as pessoas ao meu redor, porque enquanto uns pensam que o futuro só tende a piorar, acredito que melhorando o meu mundo, posso refletir isso nas pessoas que convivem comigo.

Passe adiante.

sábado, 15 de novembro de 2014

E SE DEUS FOSSE UM DE NÓS?



E se Deus fosse um de nós?
Por Gabriella Gilmore

“A maior prova de que Deus existe é que Deus está vivo em cada um de nós.” – Bruna Mota

Boa tarde pessoal. O tema de hoje é um pouco delicado.
“Futebol e religião não se discute” sempre ouvimos falar, não é mesmo? Mas a própria palavra já diz: Discutir “Debater (um assunto) por meio de discussão.”. E é isso que faremos hoje: Debater.
Ano passado, eu teclava com um amigo de Minas sobre a teoria do Big Bang e a Evolução, foi quando ele me perguntou se eu era Criacionista. Eu disse que sim e pelo início da conversa achei que ele era Evolucionista. Porém, eu estava errada. Logo ele foi me falando que tanto a ciência quanto a religião se completam. Foi ai que ele declarou que acreditava tanto em Deus quanto na teoria de Darwin.
Deixei esse assunto “de lado” depois que terminamos a conversa, entretanto, duas semanas atrás quando eu peguei um livro na biblioteca para ler depois dessa ausência involuntária de leitura pela qual passei, eu posso dizer que não foi eu quem o escolhei, e sim ele a mim.
O livro se chamava “A linguagem de Deus”. O cientista Francis S.Collins, diretor do projeto Genoma apresenta evidências de que Ele existe.
O curioso é que eu nunca deixei de acreditar em Deus, mesmo convivendo com pessoas de religiões e culturas totalmente diferentes da minha, e a minha atual pergunta é, inclusive contrária do que sempre ouvimos: Por que NÃO acreditar no Deus de maravilhas? E desde então, venho estudando para tentar entender a mente dos ateus ou pseudo-ateus.
Aprendemos sobre espíritos, sobre Buda, sobre Deusa mãe, Vishnu, Thor (para os amantes do desenho animado rs)... Mas Deus só existe UM, deuses vários... E é sobre esse Deus, com “D” maiúsculo, é que me refiro no artigo de hoje.

Uma vez eu conversava com um descrente, e ele dizia com uma convicção apaixonante de que Jesus Cristo como referencia de moral era irrelevante, pois a moral não se aprende dentro de uma instituição religiosa. Fiquei tentada sobre este pensamento dele, porém nunca deixei o meu acreditar de lado. E esses dias lendo os livros de sabedoria da bíblia, que são os de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos, li centenas de pensamentos que foram escritos há tantos séculos antes dos sábios dos tempos de nossos tataravôs, e que com uma palavra aqui e ali resumia o que já fora escrito nas escrituras. Entendem o que quero dizer? Até os mais sábios para nós conheceram os ensinamentos de Deus, e sim, a moral deles foi baseada ali, na Palavra.
É muito simples matar Deus. E uma de minhas perguntas é: O que seria aquilo no qual a ciência não consegue desvendar por séculos? “Os não crentes podem também nos contestar que achamos “simples” replicar o que não se responde dizendo que: “ É coisa de Deus!”, algo que não sabemos explicar. Eu falo isso porque já ouvi isso milhares de vezes. E não tenho esse tipo de resposta porque Deus é muito mais que uma resposta para o “sobrenatural”, Deus é amor incondicional, é a fé para lutar por algo em que pensamos não acreditar. Deus é aquele suspiro de manhã quando acordamos gratos por mais um dia. Ele não deixa faltar nada para aqueles que creem e que pedem. Deus é a esperança de vivermos em um lugar feliz. Deus é o responsável por ter feito seres humanos tão complexos e ricos em perfeição física. Deus é compromisso com o que é certo e honesto. E deixar claro que a ciência não é ameaçada por Deus, e sim aprimorada.

Um recado aos que acreditam em Deus
Se você acredita em Deus e se preocupa com o fato de que a ciência está corroendo a fé ao promover uma visão de mundo ateísta, espero que tenha restaurado sua confiança graças ao potencial de harmonia entre a fé e a ciência. Se Deus é o criador de todo o universo, se Deus tem um plano específico para a entrada da humanidade em cena e se Ele deseja uma afinidade com os humanos, nos quais injetou a Lei Moral para que se aproximassem Dele, Deus não pode ser ameaçado pela nossa compreensão minúscula e seus esforços por entender a magnitude de Sua criação.
Nesse contexto, a ciência pode ser uma forma de adoração. De fato, os que creem em Deus devem buscar a vanguarda dos que procuram novos conhecimentos. Os que creem em Deus têm muitas vezes levado a ciência ao passado. Entretanto, com muita frequência hoje em dia, os cientistas sentem-se constrangidos em admitir suas visões espirituais. Somam-se a esse problema os líderes de igrejas, que em geral parecem fora de sintonia com as novas descobertas cientifica, correndo o risco de atacar as perspectivas da ciência sem uma compreensão total dos fatos. As consequências disso podem fazer a Igreja cair no ridículo, afastando quem está buscando a Deus com sinceridade, em vez de lançar essa pessoa nos braços Dele. Em provérbios 19:2, há uma advertência contra esse tipo de fervor religioso, bem-intencionado, mas desinformado: “Não é bom agir sem refletir”.
Os crentes em Deus fariam bem em seguir a orientação de Copérnico, que encontrou, ao descobrir que a Terra girava em torno do Sol, uma oportunidade de celebrar, em vez de diminuir a grandeza de Deus: “Conhecer as obras poderosas de Deus; compreender Sua sabedoria e majestade e poder; apreciar, em certo grau, o maravilhoso trabalho de Suas leis, sem dúvida, tudo isso deve ser uma maneira agradável e aceitável de louvar o Altíssimo, a quem a ignorância não pode ser mais grata que o conhecimento”.

Um recado aos cientistas
Se você é daqueles que acreditam nos métodos da ciência, mas permanece cético em relação à fé, este seria um bom momento para se perguntar que obstáculos estão em seu caminho na busca de uma harmonia entre essas duas visões de mundo.
Você tem se preocupado porque a crença em Deus exige retroceder à irracionalidade, esquecer-se do compromisso com a logica ou mesmo cometer suicídio intelectual? Espero que os argumentos apresentados neste breve artigo permitam, ao menos, um antidoto parcial a esse ponto de vista e que o convençam de que, de todas as visões de mundo possíveis, a ateísta é a menos racional.
Você se irrita com o comportamento hipócrita dos que professam uma crença? Entenda que a água pura da verdade espiritual é transportada em recipientes enferrujados, aos quais chamamos de seres humanos. Assim, não se surpreenda se, às vezes, essas crenças fundamentais ganhem distorções graves. Portanto, não baseie sua avaliação da fé nos comportamentos que vir em um ou outro individuo ou em religiões organizadas. Em vez disso, baseie-se nas verdades espirituais e atemporais que a fé apresenta.
Você está sofrendo em decorrência de algum problema filosófico especifico referente à fé, como, por exemplo, por que um Deus de amor permite o sofrimento? Admita que uma grande parcela do sofrimento é trazida a nós por causa de nossas ações ou de ações de terceiros e que, num mundo onde humanos praticam o livre-arbítrio, isso se torna inevitável. Embora seja difícil aceitar isso, a ausência total de sofrimento talvez de nada interessasse ao nosso crescimento intelectual.
Você apenas não se sente à vontade ao aceitar a ideia de que os instrumentos da ciência são insuficientes para responder a qualquer pergunta importante? Esse, em particular, é um problema para cientistas, pois eles comprometeram sua vida à verificação experimental da realidade. Dessa perspectiva, admitir a incapacidade da ciência para responder a todas as questões pode ser um soco em nosso orgulho intelectual – mas esse soco precisa ser reconhecido, assimilado e aprendido.
Essa discussão sobre espiritualidade deixa você desconfortável por sentir que o reconhecimento da possibilidade de Deus talvez traga novas exigências à sua vida, no que concerne a planos e atitudes? E ainda posso testemunhar que chegar ao conhecimento do amor e da graça de Deus fortalece em vez de aprisionar. Deus está no ramo da libertação e não da carceragem.
E enfim, você simplesmente não teve tempo de considerar de maneira séria a visão de mundo espiritual? Neste mundo moderno, muitos de nós disparamos de uma experiência para outra, tentando negar nossa mortalidade e adiando qualquer reflexão séria acerca de Deus até algum instante, no futuro, em que acharemos que as circunstancias estão corretas.
A vida é curta. O índice de mortalidade será diferente para cada pessoa num futuro previsível. Abrir-se para a vida do espirito pode ser uma experiência enriquecedora. Não fique protelando a reflexão sobre essas questões de significado eterno até que uma crise pessoal ou a idade avançada o obrigue a reconhecer o empobrecimento espiritual.

Créditos: Francis S. Collins, livro “A linguagem de Deus pg 233 a 236”.
Título inspirado na música de Joan Osbourne – “One of us”.