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sábado, 21 de março de 2015

Tudo passa, eles passarão e eu passarinho...

"Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por Favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!"
(Socorro, Composição: Arnaldo Antunes e Alice Ruiz)



Tudo na vida passa!
É nesse pressentimento que tudo muda e a frieza do medo dá lugar a alegria e encontra a esperança de olhos renovados equilibrando essências.
Até a dor passa.
Os dias nos mostrarão dificuldades, lições e experiências serão aprendidas. A gente sempre acha que vai demorar muito, ou que a gente não vai conseguir mais engolir a saliva que fica presa na garganta todas às vezes que algo nos atordoa, mas acredite essa sensação também passa.
Coisa estranha é essa? É persistente!
É como borboletas no estômago me socando de dentro para fora numa ansiedade do imediato. 
Tem dias que tudo é como a estrofe da canção da Legião Urbana que fala "[...] Que existe algo que diz, que a vida continua e se entregar é uma bobagem."
Mas...
Como diz o meu muito amado (Sim! Porquê ele não é só alguém): - Fortaleça esse coração!
E aí então, sinto que tudo vai passar, o meu coração vai saltitar de amor e o que me fez ficar aqui vai sim valer a pena!

Até o próximo texto
Au Revoir

quarta-feira, 18 de março de 2015

Olha só morena!



Sexta, 16:59. Um só pulsar, uma vontade, um nome: "Aquiles*".
Olha para a janela e tem o pensamento de que em poucos instantes irá correndo para os braços de quem está esperando.
O que será que ela pensa?
Com quem será que ela sorriu hoje?
Será que a nossa sintonia funciona?
Será letra e música do Lennon e McCartney?
Será poesia da Mallu**?
Será as playlists que tocavam pelo bluetooth do celular em todas as caronas e eram como declarações pra ela?
 
Tomado por um instante de silêncio...

17:00
Com todas as coisas arrumadas, saio em disparada.
A cada passo que dou, é uma certeza do reencontro.
A cada até logo para um colega, um desejo de chegar logo ao meu destino.
Saudade é o nome, é o perfume, são os beijos, é a vontade de saber como foi seu dia, seus pensamentos.
Saudade é contar o tempo e acreditar que ele está mais lento, é ter a sensação constante de que toda a angústia acabará em alguns minutos, dentro de um abraço.
Saudade é ficar esperando o dia, a hora, o lugar e o momento de dizer “eu senti saudade!”
"Eu estou com saudade!" 
Ah, não sabe a força que tem essas 4 palavrinhas. Tem o poder de salvar o mais melancólico dos corações (o meu), imagina só a imensidão das horas e que estava o dia inteiro esperando para te dizer essas palavras.
Saudade é planejar os próximos abraços, toques, ficar agarradinho… é a expectativa de encontrar de novo.
E por falar nisso...

17:45, chave no portão e...
** Refere-se a Mallu Magalhães, cantora e compositora Brasileira.
* Aquiles nome fictício do nosso amado

Até o próximo texto
Au Revoir

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Impossível como questão de opinião

Não dá pra ficar desejando algo que pode não acontecer.

Balzac dizia que:



“Ninguém ousa dizer adeus aos seus próprios hábitos. Muitos suicidas detiveram-se no limiar da morte ao pensar no café onde vão todas as noites jogar a sua partida de dominó.”

Por si só, adeus não quer dizer desistência, abandono ou fracasso: essas são interpretações atribuídas por nós mesmos. O psicólogo Wagner Canalonga, sacerdote da Sociedade Taoísta de São Paulo, recorre a uma imagem bonita para representar o adeus: 


é como atravessar uma porta, deixando um ambiente para entrar em outro.

A mesma porta que se fecha atrás de você, impossibilitando seu retorno para o primeiro cômodo, permite sua entrada no novo aposento. 
Em outras palavras:


o fim é sempre o começo de uma outra história. 

Ter isso claro traz uma compreensão diferente e mais leve do que está por vir.
Mas porque eu sempre sinto que o adeus dói como um corte de facas!!
Ficou pra trás tudo o que fiz mas o arrependimento e o pedido de perdão sempre irão me acompanhar!
Porém eu sei… sei que me amas, e que o medo te impede de viver e ser feliz. Sei que está sofrendo e que agora, no momento em que o trem faz a curva e some no horizonte, você reluta em olhar para trás, e uma lágrima escorre por tua face, enchendo de líquido salgado os teus lábios, que receberam meu beijo doce, no momento em que vês uma foto nossa que tiraste do bolso.
Dou meia volta, também chorando, e começo a andar retornando para casa. De repente tropeço e olho para o chão. Acabo de tropeçar em seu coração, envolvido com um laço de fita, e com um bilhete que assim diz: 


“Para minha doce amada!”.

Você partira mas seu coração ficara, afinal ele pertencia a mim. E eu cuidaria dele como minha vida – pois assim ele o era.
"E descobri que, irrevogavelmente, preciso de palavras tanto quanto preciso de ar…”
Hoje eu preciso de você!

Até o Próximo Texto
Au Revoir

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Devaneios

Quantas vezes navegastes nos meus sonhos. E agora chegais ao meu despertar, que é meu sonho mais profundo. Disposto me encontrais a partir, e minha impaciência, de velas desfraldadas, está à espera do vento. Tomarei apenas mais um hausto de ar neste ambiente sereno, volverei para trás somente mais um olhar afetuoso. E, logo após, juntar-me-ei a vós, marujo entre marujos. E tu, vasto mar, mãe sempre acordada... (Gibran) 

Sentiu vontade de ceder à sua dúvida. Sentia uma incomensurável ânsia de retroceder e regressar, fosse para onde fosse que ele provinha, sentiu aquela dúvida que acomete a alma que deixa de encontrar razões para prosseguir na sua demanda. Interrogou-se porque é que tinha de fazer aquilo, interrogou-se acerca do seu objetivo e do seu derradeiro fim. Chegou mesmo a ter a manifesta imprevidência de se interrogar sobre o que procurava, mas, que estava bem diante da sua vida a espera de um sim ou um não.
Às vezes o caminhar é lento, mas o importante é não parar e mesmo um pequeno progresso é um avanço na direção certa. E qualquer um é capaz de fazer um pequeno progresso.
Se você não pode conquistar algo importante hoje, conquiste algo menor. "Pequenos riachos se transformam em rios poderosos."


Continue em frente.

O que de manhã parecia fora do alcance, pode ficar mais próximo à tarde se você continuar em frente. 
Tudo isto lhe fazia sentido. Toda aquela transparência envolto no silencio da fala. Deixa que os olhos falem tudo o que o corpo por inteiro sente e tem vontade! Ele via-se contra a luz do sol brilhante, ela era um vulto que contrastava com os tons laranja das reflexões citadinas, com a imobilidade da beleza dos bairros antigos que atravessava. No topo de uma colina onde se encontrava, só se via como vulto disforme, rasgado, um pedaço de escuridão andante, perdido, perdido…   

Não desista.

Pouca gente espera pela chuva como quem espera por um grande amor. Quase ninguém celebra um pôr do sol (eu pelo menos adoro!), quase ninguém sabe esperar. A difícil arte da espera...
Brigar com o relógio...
Quanto tempo ainda? Não muito...
Porque depois do inverno sempre vem a primavera...
porque nada é pra sempre, nem mesmo a espera.   



Até o Próximo texto 
Au Revoir