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terça-feira, 19 de maio de 2015

UMA VERDADE INCONVENIENTE


 A crise climática

Às vezes precisamos ver ou estar no final para voltarmos ao início, para refletir o motivo de estarmos passando por certas situações.
É assim em todos os sentidos, tanto na área da saúde, emocional, espiritual e também quanto a crise climática que não é de hoje que ela vem gritando por socorro, clamando por ajuda.
A menos de dez anos estamos vendo a olho nu, sentindo na pele, a selvageria com que a natureza tem respondido aos maus tratos que nós, seres humanos, temos feito a ela há séculos.
Eu, particularmente, não tiro sua razão para tamanha revolta, afinal, ela sempre esteve aí, nos proporcionando beleza, alimento e paz.
Uma verdade inconveniente, uma palestra ministrada por Al Gore, nos trás a realidade que a mídia, de certa forma, tem nos escondido, ou por alguma "prudência", tentando não alarmar a civilização. Mas o fato é que se a humanidade não abrir os olhos de verdade e se unirem, não só os animais e plantas estarão em extinção, como os humanos também não estarão por aqui para contar essa história.
Infelizmente a batalha não será breve, levará tempo e precisará de muita paciência.
Temos que nos lembrar que o estágio climático em que entramos, não foi coisa de um ano, nem uma década, portanto o tempo para revertermos isso, se é que posso dizer "reversão", levará anos também e o mais importante é não deixar para amanhã, pois o processo contará com uma união eminente da humanidade.
Primeiramente devemos nos conscientizarmos de que cada um fazendo a sua parte, ajudará grandemente no processo de salvação do planeta terra, e de que não é bobagem evitar certas coisas, como: o uso do carro, trocar as lâmpadas incandescentes para as fluorescentes, reciclar mais, evitar usar água quente, plantar uma árvore, dentre outras coisas, sem contar que divulgar a palestra de Al Gore é um grande passo.
Ajude a salvar o planeta que será de seus netos amanhã.
Uma humanidade unida viverá por muito mais tempo.

Conheça a palestra


sexta-feira, 15 de maio de 2015

INTERNET - Vício bom?



por Gabriella Lima

Até quando a internet interfere em nossas vidas?
Como controlar os vícios e o bloqueio mental que aos poucos ela nos fornece?
São algumas das várias perguntas que fazemos desde que a substituição dela em vários campos de nossas vidas, seja social, literário e emocional aconteceu.
Quem nunca deixou de fazer alguma atividade em casa para ficar vidrado no Skype, que já foi ICQ, MSN, com amigos reais e irreais? (Irreais)?? Amigos virtuais, meus caros.
Quem nunca deixou de assistir na TV algum clip ou um filme espichado no sofá, com os amigos/família desde que o Youtube surgiu? Ou, quem nunca deixou de ir a biblioteca fazer pesquisa da escola/faculdade ou de comprar um livro porque você já consegue ler tudo em iPads e notebooks?
Isso é bom? É ruim? Ou é moderno demais?
Claro que as respostas são claras, pois tudo que é feito com desequilíbrio  nos prejudica em algo.
Num passado não tão distante eu tive problemas com esta ferramenta, a Internet.
Depois que eu conheci várias “Rafaelas” por ai, ela acabou surgindo em forma de livro.
Aprendi com a personagem que viver lá fora é muito mais real e as ansiedade são menores.
Esses dias estava hospedada na casa de uma irmã que tem um filho de 5 anos e por alguns momentos eu quase deixei de sair com ele para andar de bicicleta para ficar sentada em frente ao computador, praticamente sem rumo. Havia algum tempo que eu não tirava férias, e muitas coisas estavam desatualizadas. Num espaço de 3 horas consegui colocar meus textos em ordem e comunicar com os leitores que deixam comentários e e-mails.
O garoto me chamou com impaciência para que saíssemos logo. Por um breve momento eu quase estourei, mas depois pensei nas coisas que aprendi sobre os vícios.
Desliguei o computador e fui sentir o ar lá fora.
Na manhã seguinte houve um quase resquicio.
Estávamos fazendo tarefinhas da escola quando o MSN gritava por meu “nome”.
Desconectei da conta e fui dar atenção ao garotinho, afinal, não quero que ele cresça com a visão de que a máquina vem em primeiro lugar.
Agora deixo essas questões para vocês refletirem.
Comentem, me deixe sua opnião. Debater sobre temas assim fazem com que alguma coisa na “rede” valha a pena.
Os segundos passam voando. Ou você usa isso para seu benefício, ou...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Karl Marx - utópico



Por Gabriella Gilmore

“Não se trata de interpretar diferentemente o mundo, mas de transformá-lo”.

Karl Marx e seu pensamento de um mundo mais justo.

Karl Marx foi um idealista, economista, cientista social e revolucionário socialista do século XIX. Cursou Filosofia, Direito e História. Trabalhou na juventude como jornalista em Colônia, assinando artigos racial-democratas que irritaram grandemente as autoridades do país. Chegou a ser expulso de vários países europeus por conta de seu radicalismo. Era o principal inimigo do Capitalismo e dizia que este era o principal responsável pela desorientação humana.
Teve por um bom tempo, o filósofo Hegel como seu mentor, e em conjunto com seu grande amigo Engels, publicaram o “Manifesto do Partido Comunista”, um conjunto afirmativo de idéias de ‘verdades’ em que os revolucionários da época acreditavam.
Marx pensava muito sobre as questões econômicas da época, as injustiças salariais, pessoas trabalhando muito para obter pouco, exploração no trabalho e por ser um estudante com idéias de revolução, foi criando teorias e pensamentos sobre aquele sistema Capitalista.
Ele defendia a idéia materialista de que tais condições materiais de vida numa sociedade determinava nosso pensamento e nossa consciência. As condições materiais eram decisivas também para a evolução da história. Karl Marx pensava que o que era moralmente correto era produto da base social, pois antigamente os pais escolhiam para os filhos com quem iriam se casar, afinal, tratava-se também de quem herdaria as terras. Ele ainda afirmava que em geral era a classe dominante numa sociedade que determinava o que era certo ou errado, pois para ele toda a história era uma luta de classes.
Quando falamos sobre materialismo, ser uma pessoa materialista, não significa que esta só pensa em bens materiais, como se a única coisa que realmente tivesse importância é o que você possui com o dinheiro, porém, Marx dizia que os homens deveriam estar em condições para poder viver a fim de fazer história, além disso, falava que para viver era necessário beber, comer, ter um local para morar, vestir-se etc.
Muitas pessoas tinham essa consciência, e a todo custo faziam para que a renda que obtivessem trabalhando ou explorando, fosse maior, e com esse movimento automático, as pessoas não refletiam sobre as conseqüências que isso gerava. 
Para produzir os meios para suprir nossas necessidades materiais, precisamos organizar-nos socialmente, estabelecendo relações sociais. Para nos alimentarmos, precisamos matar um animal, para mobiliar uma casa precisamos destruir árvores, queimá-las, poluindo assim o meio ambiente, dentre outras questões. O ser humano acaba querendo dominar as condições naturais, e esse ato de produção gera novas necessidades.
Marx e Engels enfatizavam que a classe que detém o poder material numa dada sociedade era também a potência política e espiritual dominante.
Se analisarmos o contexto histórico, nos primórdios, perceberemos que havia um espírito de coletivismo: todos compartilhavam da mesma terra, não havia propriedade privada; até a caça era compartilhada por todos. Eles se preocupavam um com os outros. Com o passar do tempo, o homem e suas descobertas territoriais, acabou tornando inevitáveis as colonizações, portanto, o escravismo por conta da ambição. Depois é implantado o sistema feudal, e mais adiante com a Revolução Industrial, surge à classe do proletariado.
Karl Marx dizia que a história da humanidade seria constituída por uma permanente luta de classes, classes essas que para Engels são “os produtos das relações econômicas da sua época.” Sabemos que a base da sociedade é a produção econômica, e Marx queria a inversão da pirâmide social, que ainda era o capitalismo (patrões) no topo e o proletariado (trabalhador alienado) abaixo. Se o trabalhador tivesse no comando, seria a única força capaz de destruir a sociedade capitalista, para assim construir uma nova sociedade, Socialista.
Marx tentou demonstrar que no Capitalismo sempre haveria injustiça social, e que o único jeito de uma pessoa ficar rica, seria explorando os trabalhadores, pois o operário produz mais para seu patrão do que para seu próprio sustento, gerando assim lucro (mais-valia) para a indústria.
Marx morreu tentando mostrar para a sociedade que a coletividade seria mais justa, que a alienação gerava um trabalho escravo e que no Capitalismo sempre haveria injustiças.
Apesar de ter sido ignorado por estudiosos da sua época, Marx foi um dos pensadores que mais influenciaram a história do mundo.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A vida é uma eterna escola



A vida é uma eterna escola 
Por Gabriella Gilmore 

Descobri que a humanidade está adoecendo.
Que crianças já crescem estressadas e materialistas.
Pessoas que se ferem por inveja, destruindo a si mesmas e a todos os que vivem ao seu redor.
Pessoas que agem o tempo todo se fazendo de coitados nunca conseguirão respeito. 
No máximo, um olhar de pena.
Aprendi que quanto mais culto você tenta ser, mais ignorância e fraqueza demonstra.
Descobri que a hipocrisia mora ao lado e que ela existe por falta de conhecimento, mas que pode ser quebrada com a humildade e tolerância.
Descobri que a mais doce pessoa pode esconder o mais puro veneno. 
A venenosa pode estar querendo ser aceita como é e estar disposta a mudar.
E algumas que são doces podem nos causar náuseas.
Mas aprendi que a maior sabedoria é saber ouvir e enxergar com os olhos do coração a verdade interior de cada ser.
Descobri que o auto-entendimento  e a autocrítica nos faz uma pessoa mais pacifista.
Aprendi, também, que o tempero do ser humano quase perfeito consiste em ser crítico, analítico e racional e que a maior desgraça dele é achar que sabe tudo, sendo que não sabe quase nada.
Descobri que o calado vence, que a dissensão gera dissensão e que a oração dos sábios é o silêncio.
Aprendi que “as guerras, a discriminação, as disputas comerciais predatórias e o terrorismo são frutos da autodestruição de uma espécie que não conhece o funcionamento da sua mente e não honra a arte de pensar.” (Cury 2004)
Descobri que as escolas têm criado robôs e que têm podado o raciocínio “ilógico” dos alunos, sendo que foi num erro que Einstein virou um gênio.
Descobri que as pessoas têm sede de aprender mais sobre a vida, que preferem as aulas na prática do que as horas intermináveis de aulas mecanizadas.
Aprendi que impor idéias gera desavenças, e que expor idéias gera mentes abertas.
Descobri que as pessoas mentem porque temem a veracidade da verdade e mentem duas vezes, para si e também para outros.
Aprendi o valor da compreensão. 
Que ela te dá forças para renascer das cinzas, e não há nada melhor quando há alguém que acredita em você, que sonha com você.
Aprendi a entender que nossos pais não nos deram tudo o que queríamos, mas nos deram tudo o que puderam nos dar. Aprendi a suportar os “nãos”deles, pois os “nãos”de quem nos ama irá nos preparar para os “nãos” da vida. 
Descobri que os fracos condenam e julgam, mas os fortes perdoam e compreendem.
Descobri que posso ser uma pessoa melhor a cada dia, com cada erro assumido, com cada experiência vivida, e que da mesma forma que Deus não desistiu de mim, não desistirei de lutar para humanizar as pessoas ao meu redor, porque enquanto uns pensam que o futuro só tende a piorar, acredito que melhorando o meu mundo, posso refletir isso nas pessoas que convivem comigo.

Passe adiante.

sábado, 15 de novembro de 2014

E SE DEUS FOSSE UM DE NÓS?



E se Deus fosse um de nós?
Por Gabriella Gilmore

“A maior prova de que Deus existe é que Deus está vivo em cada um de nós.” – Bruna Mota

Boa tarde pessoal. O tema de hoje é um pouco delicado.
“Futebol e religião não se discute” sempre ouvimos falar, não é mesmo? Mas a própria palavra já diz: Discutir “Debater (um assunto) por meio de discussão.”. E é isso que faremos hoje: Debater.
Ano passado, eu teclava com um amigo de Minas sobre a teoria do Big Bang e a Evolução, foi quando ele me perguntou se eu era Criacionista. Eu disse que sim e pelo início da conversa achei que ele era Evolucionista. Porém, eu estava errada. Logo ele foi me falando que tanto a ciência quanto a religião se completam. Foi ai que ele declarou que acreditava tanto em Deus quanto na teoria de Darwin.
Deixei esse assunto “de lado” depois que terminamos a conversa, entretanto, duas semanas atrás quando eu peguei um livro na biblioteca para ler depois dessa ausência involuntária de leitura pela qual passei, eu posso dizer que não foi eu quem o escolhei, e sim ele a mim.
O livro se chamava “A linguagem de Deus”. O cientista Francis S.Collins, diretor do projeto Genoma apresenta evidências de que Ele existe.
O curioso é que eu nunca deixei de acreditar em Deus, mesmo convivendo com pessoas de religiões e culturas totalmente diferentes da minha, e a minha atual pergunta é, inclusive contrária do que sempre ouvimos: Por que NÃO acreditar no Deus de maravilhas? E desde então, venho estudando para tentar entender a mente dos ateus ou pseudo-ateus.
Aprendemos sobre espíritos, sobre Buda, sobre Deusa mãe, Vishnu, Thor (para os amantes do desenho animado rs)... Mas Deus só existe UM, deuses vários... E é sobre esse Deus, com “D” maiúsculo, é que me refiro no artigo de hoje.

Uma vez eu conversava com um descrente, e ele dizia com uma convicção apaixonante de que Jesus Cristo como referencia de moral era irrelevante, pois a moral não se aprende dentro de uma instituição religiosa. Fiquei tentada sobre este pensamento dele, porém nunca deixei o meu acreditar de lado. E esses dias lendo os livros de sabedoria da bíblia, que são os de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos, li centenas de pensamentos que foram escritos há tantos séculos antes dos sábios dos tempos de nossos tataravôs, e que com uma palavra aqui e ali resumia o que já fora escrito nas escrituras. Entendem o que quero dizer? Até os mais sábios para nós conheceram os ensinamentos de Deus, e sim, a moral deles foi baseada ali, na Palavra.
É muito simples matar Deus. E uma de minhas perguntas é: O que seria aquilo no qual a ciência não consegue desvendar por séculos? “Os não crentes podem também nos contestar que achamos “simples” replicar o que não se responde dizendo que: “ É coisa de Deus!”, algo que não sabemos explicar. Eu falo isso porque já ouvi isso milhares de vezes. E não tenho esse tipo de resposta porque Deus é muito mais que uma resposta para o “sobrenatural”, Deus é amor incondicional, é a fé para lutar por algo em que pensamos não acreditar. Deus é aquele suspiro de manhã quando acordamos gratos por mais um dia. Ele não deixa faltar nada para aqueles que creem e que pedem. Deus é a esperança de vivermos em um lugar feliz. Deus é o responsável por ter feito seres humanos tão complexos e ricos em perfeição física. Deus é compromisso com o que é certo e honesto. E deixar claro que a ciência não é ameaçada por Deus, e sim aprimorada.

Um recado aos que acreditam em Deus
Se você acredita em Deus e se preocupa com o fato de que a ciência está corroendo a fé ao promover uma visão de mundo ateísta, espero que tenha restaurado sua confiança graças ao potencial de harmonia entre a fé e a ciência. Se Deus é o criador de todo o universo, se Deus tem um plano específico para a entrada da humanidade em cena e se Ele deseja uma afinidade com os humanos, nos quais injetou a Lei Moral para que se aproximassem Dele, Deus não pode ser ameaçado pela nossa compreensão minúscula e seus esforços por entender a magnitude de Sua criação.
Nesse contexto, a ciência pode ser uma forma de adoração. De fato, os que creem em Deus devem buscar a vanguarda dos que procuram novos conhecimentos. Os que creem em Deus têm muitas vezes levado a ciência ao passado. Entretanto, com muita frequência hoje em dia, os cientistas sentem-se constrangidos em admitir suas visões espirituais. Somam-se a esse problema os líderes de igrejas, que em geral parecem fora de sintonia com as novas descobertas cientifica, correndo o risco de atacar as perspectivas da ciência sem uma compreensão total dos fatos. As consequências disso podem fazer a Igreja cair no ridículo, afastando quem está buscando a Deus com sinceridade, em vez de lançar essa pessoa nos braços Dele. Em provérbios 19:2, há uma advertência contra esse tipo de fervor religioso, bem-intencionado, mas desinformado: “Não é bom agir sem refletir”.
Os crentes em Deus fariam bem em seguir a orientação de Copérnico, que encontrou, ao descobrir que a Terra girava em torno do Sol, uma oportunidade de celebrar, em vez de diminuir a grandeza de Deus: “Conhecer as obras poderosas de Deus; compreender Sua sabedoria e majestade e poder; apreciar, em certo grau, o maravilhoso trabalho de Suas leis, sem dúvida, tudo isso deve ser uma maneira agradável e aceitável de louvar o Altíssimo, a quem a ignorância não pode ser mais grata que o conhecimento”.

Um recado aos cientistas
Se você é daqueles que acreditam nos métodos da ciência, mas permanece cético em relação à fé, este seria um bom momento para se perguntar que obstáculos estão em seu caminho na busca de uma harmonia entre essas duas visões de mundo.
Você tem se preocupado porque a crença em Deus exige retroceder à irracionalidade, esquecer-se do compromisso com a logica ou mesmo cometer suicídio intelectual? Espero que os argumentos apresentados neste breve artigo permitam, ao menos, um antidoto parcial a esse ponto de vista e que o convençam de que, de todas as visões de mundo possíveis, a ateísta é a menos racional.
Você se irrita com o comportamento hipócrita dos que professam uma crença? Entenda que a água pura da verdade espiritual é transportada em recipientes enferrujados, aos quais chamamos de seres humanos. Assim, não se surpreenda se, às vezes, essas crenças fundamentais ganhem distorções graves. Portanto, não baseie sua avaliação da fé nos comportamentos que vir em um ou outro individuo ou em religiões organizadas. Em vez disso, baseie-se nas verdades espirituais e atemporais que a fé apresenta.
Você está sofrendo em decorrência de algum problema filosófico especifico referente à fé, como, por exemplo, por que um Deus de amor permite o sofrimento? Admita que uma grande parcela do sofrimento é trazida a nós por causa de nossas ações ou de ações de terceiros e que, num mundo onde humanos praticam o livre-arbítrio, isso se torna inevitável. Embora seja difícil aceitar isso, a ausência total de sofrimento talvez de nada interessasse ao nosso crescimento intelectual.
Você apenas não se sente à vontade ao aceitar a ideia de que os instrumentos da ciência são insuficientes para responder a qualquer pergunta importante? Esse, em particular, é um problema para cientistas, pois eles comprometeram sua vida à verificação experimental da realidade. Dessa perspectiva, admitir a incapacidade da ciência para responder a todas as questões pode ser um soco em nosso orgulho intelectual – mas esse soco precisa ser reconhecido, assimilado e aprendido.
Essa discussão sobre espiritualidade deixa você desconfortável por sentir que o reconhecimento da possibilidade de Deus talvez traga novas exigências à sua vida, no que concerne a planos e atitudes? E ainda posso testemunhar que chegar ao conhecimento do amor e da graça de Deus fortalece em vez de aprisionar. Deus está no ramo da libertação e não da carceragem.
E enfim, você simplesmente não teve tempo de considerar de maneira séria a visão de mundo espiritual? Neste mundo moderno, muitos de nós disparamos de uma experiência para outra, tentando negar nossa mortalidade e adiando qualquer reflexão séria acerca de Deus até algum instante, no futuro, em que acharemos que as circunstancias estão corretas.
A vida é curta. O índice de mortalidade será diferente para cada pessoa num futuro previsível. Abrir-se para a vida do espirito pode ser uma experiência enriquecedora. Não fique protelando a reflexão sobre essas questões de significado eterno até que uma crise pessoal ou a idade avançada o obrigue a reconhecer o empobrecimento espiritual.

Créditos: Francis S. Collins, livro “A linguagem de Deus pg 233 a 236”.
Título inspirado na música de Joan Osbourne – “One of us”.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

CIÚME OU POSSESSÃO?

Um crônica de Gabriella Gilmore



CIÚME OU POSSESSÃO?

Pedro Henrique está sem dormir a três dias, se queixando de dores no coração, ansiedade e insônia aguda.
Motivo? A namorada que mora a alguns quilômetros de distância.
Sabemos que o rapaz é ciumento, e que namorar uma moça bela e de um carisma apaixonante, não deva ser tão fácil.
Tudo começou com uma amizade de final de semana. Clarissa viajava todo sábado para a capital, aonde fazia pós-graduação. Henrique trabalhava na universidade.
Trocaram e-mails por um ano e uma bela amizade nasceu ali.
Num belo dia decidiram passar um final de semana juntos, pois ambos estavam sentindo aquela amizade mudar de cor. Beijaram-se pela primeira vez. Ali, uma explosiva paixão brotou em seus corações. No mesmo mês decidiram namorar.
A semana de ambos acabava sendo um martírio, afinal, a ansiedade de um novo encontro era desmedida.
No segundo mês, Pedro Henrique, em um excesso de bebedeira, terminou o namoro sem um motivo aparente. No mesmo dia, Clarissa aos prantos, pediu para ele aceitá-la de volta. Reataram ali mesmo, ao telefone.
Mais juras de amor foram declaradas, e no terceiro mês, boommm: a relação começou a esfriar. Henrique começou a ficar seco e indiferente. Começara a implicar com o novo amigo de quarto de Clarissa, mesmo sabendo que o rapaz estava mais para rapariga, do que para macho. Ele sabia que ela dividia o apartamento com o jovem, por não ter ninguém para dividir despesas, e o egoísta namorado, fazia teatro em vão.
“Ele não me diz mais que me ama, e nem me manda mais mensagens de bom dia. Estou devastada”.
Sabendo do problema de alcoolismo do amado, Clarissa se sentia culpada a cada show que o garoto fazia, e de alguma forma, ela achava que a culpa era sua por deixá-lo se sentir inseguro. Por mais que ela tentasse provar que ele era o amor de sua vida, o gelo daquela semana negra estava matando a protagonista.
Todos ao seu redor sabiam o tanto que ela havia mudado, e percebiam o quão sincero era o seu amor por Henrique, e ela não sabia mais o que fazer.
“Não sei se será pior ficar com ele, ou estar separado dele. É como se ele fosse meu último amigo.”
Abatida com o descontrole insano daquela relação, a jovem resolveu procurar um terapeuta.
Depois de longas horas trancafiada no consultório, Dr.Braga diz:
_Clarissa, me faça um grande favor.
_ Pois não, Doutor!
_ Continue sentada e apenas me escute agora.
Ela franziu a testa, e resolveu acatar a ordem do médico, que de tão velho, inspirava serenidade, sabedoria e sinceridade.
_ Pois bem minha jovem. Pedro Henrique está sendo mimado com você. Eu não entendo o comportamento dele como ciúmes, e sim como possessão. Você é dele, ele a quer somente para ele e fim. Eu trato meus pacientes aqui com relatos verídicos, e em sua maioria são experiências vividas. Acho que trago o paciente para mais perto da realidade quando faço isso.
Eu quando jovem, tive um relacionamento assim. Honestamente?
Ele perguntou olhando para mim. Quando ameacei a responder ele me interviu.
_ Xiii, é a minha vez de falar tudo, mocinha. Não me interrompa. Continuando: Honestamente, aquilo estava cansativo, chato e foi ficando cada vez mais perigoso. No começo a gente sempre faz o papel de bobo da história, que tenta ajeitar as coisas, sem querer brigar resolvendo tudo na conversa e compreensão. Mas, não somos nós quem temos que mudar e ser compreensivos, e sim eles. 
Eu tinha ciúmes da minha namorada, e ela também tinha sobre mim. Porém, entendíamos perfeitamente que cada um tinha seus amigos, e que por morarmos longe, não podíamos sair sempre juntos. Isso é um fato que deve ser enfrentado por casais que moram longe. Se seu namorado não entende que você tem amigos e que principalmente, este que você mora junto, (que te ajuda nas despesas de uma vida adulta, e sem pais), eu tenho apenas mais algumas palavras para te falar: seu namorado é imensamente imaturo, mimado, egoísta e ele vai acabar fazendo você desistir de coisas e amigos que gosta. 
Ela arregalou os olhos, e a ficha começou a cair. Ameaçou novamente em mexer os lábios e ele a interrompeu completando a análise:
_ Para isso não acontecer, ele precisa mudar de atitude e ser adulto. Assumir as responsabilidades e conseqüências de um relacionamento à distância. Especialmente sabendo que você é uma pessoa que gosta de fazer amigos. Você, senhorita, precisa se sentir bem em um relacionamento, feliz, e ele não está te apoiando, sendo companheiro ou ficando do seu lado. E uma última observação, um pouco mais forte: NÃO SE ENTREGUE MAIS A ESSA PAIXÃO. Não por enquanto.
Quando ele terminou tudo, o bom e sábio velho se levantou indo em direção a sua estante de livros e pegou sua caixa de charutos. Lentamente a acendeu e disse:
_ Fim da sessão.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Alma Tensa

O porque de ser alma tensa?
As vezes nem eu mesmo entendo, mas talvez a resposta seja a própria vida!
Mas a vida é uma caixinha de surpresas então como poderia ser ela mesmo??
O início se deu por ter muitas dúvidas e gostaria de sanar todas elas.
Todos os textos escritos refletem meu estado de espírito diário, seja uma revolta, uma tristeza, uma depressão, uma alegria! Acho que todo ser humano é assim eu não poderia ser diferente!
Sermos nós mesmos é muito difícil, principalmente quando buscamos respostas para todas as perguntas. Acredite você viverá e nunca achará todas as respostas! Talvez quando você se permite a viver todos os dias, você ache as respostas mais importantes e creia você descobrirá coisa das quais nem imagina que existiriam.
UM CONSELHO PRA ISSO: PERMITA-SE!

Conviver com outras pessoas é difícil principalmente quando ambos não se permitem a mútua jornada, chega o egoísmo e a amargura, a arrogância e a falta de humildade em achar que cada um tem os problemas maiores que o seu próximo. Amizades e amores se acabam e o ciclo de ódio e insanidade começa! 

UM CONSELHO PRA ISSO: OUÇA MAIS!

Talvez você que é um pouco mais jovem do que eu ("quando escrevi tinha 26, hoje 30") deve achar hoje que seus pais são chatos, falastrões, metidos e abelhudos, mas principalmente caretas. Deve achar que eles pouco conversam e partem para agressões verbais ou em alguns casos extremos a chamada “surra”. Você já parou para pensar em como poderia ter horas divertidas do seu dia numa conversa com eles? Promover encontros familiares, falar o que sente e principalmente descobrir o valor de ter família!Você se surpreenderia que num momento mais difícil eles estarão com você!

UM CONSELHO PRA ISSO: DEDIQUE-SE A CONHECER SEUS PAIS, É IMPOSSÍVEL PREVER QUANDO ELES TERÃO IDO EMBORA DE VEZ!

Apaixonar-se é algo incrível,você com um pouco de sorte pode se apaixonar apenas uma vez e vivê-lo para o resto da vida. Mas pode se apaixonar muitas vezes durante a vida.Permitindo que tal sentimento adentre sua vida talvez você faça o mundo ao seu redor um local agradável para viver e pode fazer coisas tão boas que você nunca se imaginaria fazendo aquilo! 

UM CONSELHO PRA ISSO: AME SEMPRE, PERMITA AO SEU CORAÇÃO A CHANCE DE BATER FELIZ TODOS OS DIAS. QUEM SABE AQUELE(A) GAROTO(A) QUE ESTÁ
AO SEU LADO AGORA NÃO ESTÁ TE DANDO A CHANCE DE SER VOCÊ MESMO COMO JAMAIS FOI E ESTÁ ABRINDO AS PORTAS DO SEU CORAÇÃO PARA UM OUTRO TIPO DE FELICIDADE, ALGUÉM QUE TE TRANSBORDE OU QUE TE TRANSFORME NUM BOBO?

Mesmo aqui em todas as palavras já escritas você achar que falei bobagem, digo a você que das coisas ruins eu já passei e das quais me arrependo, se eu pudesse fazia tudo diferente.
Mas da grande parte da minha vida eu faria exatamente igual para me tornar o que sou hoje!
Talvez a Alma Tensa que aqui vos fala e redige tem tanto quanto vocês para aprender, mas, principalmente repassar pra que vocês dêem valor ao que tem, dêem valor a vida, dêem valor ao agora, dêem valor as pequenas coisas, deixe as pessoas com um sorriso e amem tudo ao seu redor mas principalmente aprendam a se perdoar!

Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.

(Carl G. Jung)
Au Revoir 
Até o próximo texto.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Por Aquilo que me Cativa!

"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

(Le Petit Prince - Antoine de Saint-Exupery)



E pegando carona nesse fim de semana do Dia das Crianças resolvi revisitar umas lembranças literárias!E talvez a melhor delas seja em desenho seja em livro é essa magnífica obra prima de Exupéry O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince , 1943).E para muitos era difícil imaginar que um livro assim pudesse ter sido escrito por um homem como ele em um período tão tenebroso para o mundo inteiro (Segunda Guerra mundial 1939-1945).

Hoje pergunto a você adulto, de cabeça pronta, bem sucedido e bem resolvido se a sua criança de ontem teria orgulho do que você é hoje! Quem teria coragem de me responder tal pergunta?

Pois é talvez o esquecimento da criança que nós fomos um dia nos tornou adultos incapazes de compreender os pequeninos. Pegando esse gancho, o autor se transforma em narrador das aventuras desse menininho que descobre o mundo fora da sua luazinha.

O principezinho havia deixado seu pequeno planeta, onde vivia apenas com uma rosa vaidosa e orgulhosa e em suas andanças pela Galáxia, conheceu uma série de personagens inusitados – talvez não tão inusitados para as crianças!


"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante."

Imagine-se após um acidente aéreo sozinho em pleno deserto por dias... 
Com um passado misterioso esse mesmo homem solitário (imaginário) encontra um menino também perdido em meio às areias escaldantes.
No entanto, o calor, a sede, a fome e todas as demais agruras humanas não parecem afligir o jovenzinho. Ignorando a anormalidade da situação os dois começam a conversar e o pequeno príncipe revela que, na verdade, vinha de um planeta muito pequenino e muito distante do nosso, em busca de aventuras e amizades.

" Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"


Não difere muito do que nós fazemos conosco em nossa vida: estamos sempre a procura do porque na vida, em busca de amigos, de crescimento, de dinheiro e esquecemos dos nosso valores principais de menino. Hoje muitas pessoas não entendem o alarde do livro e em torno dessa história mas, se você revisitar sua memória da mais tenra idade verá quanta coisa fez sentido.


“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração.
O essencial é invisível aos olhos.”


Hoje eu poderia afirmar que o homem jamais encontrou de fato um "pequeno príncipe" e o deserto em questão era seu próprio coração.
O adulto perdido em si encontrou simbolicamente sua criança interior para lidar com problemas que o tornavam um homem solitário e perdido, que não permitia que as pessoas ao seu redor se aproximassem dele sentimentalmente.
Com sua criança interior ele aprende a se deixar cativar pelas coisas simples, a se deixar tocar pelas coisas belas da vida olhando para o que realmente importa: o que vive nos detalhes de cada um de nós e nos detalhes do outro. E principalmente a presentear aqueles que você diz amar com o mais precioso tesouro que você pode dar a alguém: seu tempo e seus sentimentos.


“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde,
desde às três eu começarei a ser feliz!”

Para mim todas as vezes que senti e sinto o vento das mudanças na minha vida, seja elas uma mudança de comportamento, seja uma data como essa que se aproxima ou até mesmo as experiências ruins vejo que me fecho no mundinho que é meu. Mas e o que eu perdi com tudo isso, a oportunidade de ser feliz no dia de hoje.
Esse livro é recheado de pequenas lições e muita vida através das ilustrações se eu fosse contar mais um pouco vou acabar desmotivando a leitura de vocês, portanto, LEIAAAAM e desfrutem dessa pequena jóia.
E é melhor que cada um se deixe tocar e enxergar seus pequenos príncipes e princesas.

- Só as crianças sabem o que procuram, disse o principezinho. Perdem tempo com uma boneca de pano, e a boneca se torna muito importante, e choram quando a gente toma...
- Elas são felizes... disse o guarda-chaves.



Au Revoir ma Chérs 
Até o próximo texto!

Bonne journée des enfants ;)

Escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.
No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.

Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as consequências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado.
A escolha é sua...
 
Pedro Bial
 
Até o próximo texto
Au Revoir