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terça-feira, 20 de outubro de 2015

No corredor da Vida

Aos meus queridos,

A felicidade depende de nós mesmos.
Talvez não seja sobre o final feliz, talvez seja sobre a história.
O propósito da vida é uma vida de propósito.
A diferença entre o ordinário e o extraordinário é aquele pequeno extra. Felicidade é uma direção, não o destino.
Obrigada por existir. Seja feliz, seja livre, acredite, eternamente jovem.
Você sabe meu nome, não a minha história.
Vocês ouviram o que eu fiz, mas não o que eu passei.
O amor é como o vidro, parece tão encantador, mas é fácil de quebrar.
O amor é raro, a vida é estranha, nada dura e as pessoas mudam.
A vida só é ruim se você torná-la ruim.

Se alguém te ama, então ele não iria deixá-lo escapar, não importa o quão difícil seja a situação.
Lembre-se de que a vida é cheia de altos e baixos, sem os baixos, os altos não significam nada.
Estou esperando para me apaixonar por alguém para quem eu possa abrir meu coração.
A vida é um jogo para todos, mas o amor é o único prêmio.
O amor não é sobre com quem você se enxerga no futuro, é sobre quem você não pode enxergar passando a sua vida sem.
Todos os dias são especiais, então tire o máximo deles. Você pode pegar uma doença terminal amanhã, então aproveite cada dia.

Sejam vocês e acreditem principalmente em vocês mesmos!

Athena Orchard

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Carpe diem, Carpe Noche, uma lição dada pelo mestre!

"Garotos, vocês devem se esforçar para encontrar suas próprias vozes. Porque quanto mais vocês esperarem para começar, menos provável que vocês possam encontrá-la. Thoreau disse: "A maioria dos homens leva uma vida de desespero silencioso". Não se rebaixem a isso. Saiam!"

"Pegue seus botões de rosa enquanto pode.
O Tempo está voando
A estas horas, flores que hoje riem,
Amanhã estarão mortas."

 
É com este poema que começam as lições de Sr. John Keating. Essa história se passa em 1959, onde o ex-aluno e agora Professor da Renomada Welton Academy, se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos". Mas a que ponto um professor pode estimular seus alunos a pensarem por si mesmos, deixando que as ondas da imaginação respondam perguntas antes sem respostas? Sociedade dos Poetas Mortos fala de um estado além da educação formal, onde um professor abre a cabeça do estudante para empurrar informações, condicionando-o às necessidades do sistema. 
Este filme nos apresenta um modelo de escola marcada por um tempo e um espaço cronificados pelo ritmo do relógio. O tempo é pontuado a cada atividade que se desenrola no internato. O espaço é racionalizado e cada minuto se faz importante para os fins da Educação; educar dentro dos limites da tradição. 
Naquela época os alunos não tinham opção de escolher suas profissões, o que fazer do seu dia a dia, ter sonhos e assim quem o faz são seus pais. Os alunos inspirados em ideais do Professor formam uma nova Sociedade dos Poetas Mortos e vivem sobre o ideal Carpe Diem. Eles fazem encontros a noite em uma caverna para ler poemas. Um aluno em questão ganha ênfase no filme, é Neil, apaixonado por artes que se mata ao tentar ser transferido pelo pai para o colégio militar.
 

É preciso ousadia, alegria e muito tato para lecionar e principalmente para trazer a atenção aos alunos dentro das salas de aula!

O professor Keating é o fundador da “Sociedade dos Poetas Mortos”, para ele os poetas mortos dedicavam-se a extrair a essência da vida. Encontros secretos passam a acontecer e numa das sessões da Sociedade - ambientada numa caverna, uma ode à Caverna de Platão - um dos seus alunos declama:
 
“Sonhamos com o amanhã e o amanhã não vem
Sonhamos com a glória que não desejamos
Sonhamos com um novo dia, quando este já chegou
E fugimos da batalha, uma que deve ser enfrentada
Mesmo assim dormimos
Ouvimos a chamada, mas não escutamos
Esperamos pelo futuro, quando não passa de planos.
Sonhamos com a sabedoria da qual fugimos diariamente
Oramos por um salvador quando a salvação esta nas nossas mãos
mesmo assim dormimos,
mesmo assim sonhamos,
mesmo assim tememos,
mesmo assim oramos,
mesmo assim dormimos.”

Uma lição de aprendizagem e uma forma de rever a vida e o que fazemos dela.
Carpe diem. Aproveitem o dia, garotos. Façam suas vidas serem extraordinárias.

Au Revoir
Até o próximo texto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional... 


Carlos Drummond de Andrade