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sexta-feira, 29 de maio de 2015

KURT COBAIN - Documentário 2015.

Crítica por Gabriella Gilmore



Cobain – Montage of the heck.


Eu assisti esses dias uma biografia do cantor/artista Kurt Cobain feito pelo amigo e baixista da banda Krist Novoselic. Fui dormir afundada numa tristeza aparentemente sem noção.
No dia seguinte, ainda fiquei refletindo sobre a vida daquele pobre talentoso garoto que mergulhado numa arte incompreendida, preferiu sair de cena aos 27 anos quando tirou a própria vida.

Kurt acabou sendo uma referencia “ruim” do músico que gosta do rock e quer fazer rock mesmo que numa forma “clean”.
Dos meus 20 aos 25, fiquei na cena musical enquanto participava de algumas bandas, e pude sentir na pele o preconceito. “Todo roqueiro é drogado, doido, sem futuro, e morto.” Uma ova.
Essa imagem de que gostar do bom e velho rock ‘n’ roll te leva ao vício é tão sem criatividade quanto maldoso. E acreditem ou não, durante meu período criativo, nunca me envolvi com drogas, tampouco os amigos que eu tinha vínculos. Tatuagens não te definem, nem mesmo o que você escuta. O que te define é o que você faz e como faz.
Apesar de todos os problemas que tive na adolescência, em lar de pais divorciados, doutrinação um tanto fanática, descobertas de músicas e um mundo lá fora muito maior do que eu imaginava, não foi capaz de tirar a minha caretice do lugar. Apesar de inocente, nunca fui estúpida.
Kurt foi um garoto extraordinário, que visivelmente não nasceu num lar preparado para lidar com uma criança assim. Na sua primeira infância, foi totalmente adorado por sua beleza física e também por ser uma criança amorosa e preocupada com os outros. Infelizmente por alguma razão, na sua adolescência, o tempo fechou. E tudo que era florido e perfumado, assim como numa primavera, seu castelo forte foi transferido para um lugar frio e escuro. Era o inverno que chegava para se instalar até seu último dia.
Acho que minha decepção com sua história foi em ver um garoto tão lindo se degradar aos poucos. Um garoto que poderia ter sido um modelo de um sucesso leve e inspirador, a meu ver, seu exemplo implantou revolta aos seus de sua época, disseminando assim essa ideia torta de que todo roqueiro é drogado e vazio. Porém, precisamos abrir um parêntese aqui, pois Kurt não era uma criança psicologicamente saudável, o que acelerou seu desespero. Na biografia não é citado o transtorno maníaco depressivo, mas outras fontes afirmam o diagnóstico. E todos sabem que uma pessoa naturalmente desequilibrada, é propensa a ficar mais presa a algum vício que uma pessoa “naturalmente” saudável.
Hoje, não vos escrevo no intuito de indicar o filme, na verdade foi mais um desabafo de como me senti ao saber mais sobre a sua história.

Isso me fez lembrar as aulas na Nova Acrópole quando o professor nos orientava a tomarmos cuidado com músicas que escutávamos assim como os filmes. Nosso corpo tanto transfere energia como absorve. E isso é uma verdade que a gente não enxerga, a gente sente.

sábado, 2 de maio de 2015

Marit Larsen - pop/folk/indie music


Dicas de músicos no #CLV
por Gabriella Gilmore



Esse post é um republicamento, porém a dica musical aqui retratada é atemporal.


Nascida na cidade de Lorenskog, Noruega, a pequena Marit Elizabeth Larsen, começou cedo a mostrar talento pela musica. Aos cinco já cantava em festivais locais, mas também não era de se estranhar. Seu pai toca violoncelo na orquestra filarmônica de Oslo e sua mãe é pianista, confirmando ai, que sua musicalidade é genética.
Aos 13 ela já estava gravando músicas pela Atlantic Records, juntamente com sua amiga Marion Raven, formando assim a famosa dupla norueguesa M2M. Viajaram o mundo todo divulgando o primeiro álbum Shade of purple. Com o sucesso deste, gravaram o segundo, The big room, mas com poucas vendagens, a gravadora cancelou o contrato, oferecendo em seguida 1 milhão para Marion gravar um cd solo.
Aos 18 anos, quando isso aconteceu, Marit aproveitou para estudar,  viver uma vida menos agitada e cheia de amigos, já que na época da banda, ela quase não tinha tempo para tal.
Muitos, inclusive eu, achamos que ela havia abandonado a musica, e muito deve ter passado pela cabeça dos fans, de que talvez, Marit não fizesse sucesso sozinha, pois para muitos, ela sempre foi apenas a violonista e “back vocal” da dupla. Para ser mais clara, podemos dar como exemplo a nossa ex-dupla Sandy e Jr. Preciso dizer mais?
Mas quem disse que peixe vive fora d’agua? O seu silêncio valeu a pena, pois ela pode fazer uma "big reflexion" sobre tudo. Sobre a carreira, a musica, sobre escrever e o porquê dessa arte. Se ela a fazia por impulso, para agradar as pessoas, ou se era por que amava o trabalho.
E a prova de toda sua introspecção, podemos ver o seu primeiro álbum independente chamado Under the surface lançado em 2006, com mais de 50 mil copias só na Noruega, rendendo assim seu primeiro disco de platina.
A repercussão foi muito boa, pois ela voltou madura, com mais musicalidade e independência. Gosta de criar musicas sem regras e seu estilo seria Folk? Country? Um pop acústico! Sem rótulos.
Com uma voz doce e envergonhada, Marit não cansa de sorrir. Você pode sentir sua humildade e encanto em seus vídeos amadores e rodou bastante divulgando um de seus singles chamado If a song could get me you.
Já ouviu bandolin? banjo? Ela não exita  em acrescentar sonoridade diferentes em suas canções. E se você gosta do belo, não deixe de ouvir Marit Larsen.

O público norueguês exalta Marit Larsen ao chamá-la de "A princesa do pop Nórdico" num artigo publicado no último dia 14/10/2008.

"Somos, provavelmente, dos muitos que tinham grandes expectativas sobre o sucessor do álbum debut solo de Marit Larsen "Under the surface" (2006). Portanto, é um prazer constatar que ela matém com "The Chase" o direito à primeira princesa no trono pop nórdico."

No mesmo artigo, surgem elogios à sua música como "cativante", "inteligente", "direto" e "Doce-amargo", e as compara ao ABBA e Dolly Parton, mas frizando bem a originalidade na criação das músicas dela.

A sugestão de música é o hit de seu quarto álbum.
"I don't want to talk about it".



sábado, 10 de janeiro de 2015

Keith Urban - Country music



Bom dia pessoal!!
Sabadão chegou e estou trazendo uma dica de música hoje.
Eu já venho escutando as músicas de Keith desde do ano passado. Ano numa vibe super country, o que acho razoavelmente bom. rs.
Quando eu começo a gostar mesmo de algum grupo, eu acabo mergulhando em sua história da carreira. Antes de ontem assisti um documentário deste cantor no BIO, e venho hoje dividir algumas informações que achei interessante dividir com vocês.

Keith Urban é da Nova Zelândia criado na Austrália. Começou a tocar violão desde moleque, e quando adolescente já tocava em festivais e já tinha um desejo: Se mudar para Nashville nos States e tentar viver do estilo musical que tanto gostava: o country.
Suas bases musicais também tem muito do rock. Podemos ver isso em arranjos virtuosos ao assistir suas apresentações ao vivo, que confesso serem até melhor do que as de disco.
Ao se mudar para os States, naquela cidade pequena, ele foi encontrando uma série de problemas, e um deles era adaptação e preconceito. Como concorrer com os melhores do country music do mundo? (Quem conhece Nashville aqui gente?)
Lá ele conheceu o vício em drogas, o que acabava sendo um "refúgio" para si. E algumas vezes se internava em Rehabs.
Após dez anos de muita divulgação das suas músicas, tanto como projeto solo e participando de bandas de rock, Keith finalmente conseguiu alavancar a sua carreira em The Ranch, em 1999. E ai ninguém conseguiu segura-lo.
Em meados de 2004, ele conheceu a atriz Nicole Kidman, e em um breve relacionamento eles se casaram.
Seis meses após o casamento, diante de uma decisão muito importante na sua vida em plena ascensão, Keith decidiu se internar por um tempo maior, a sair em tour com um de seus albuns que sem dúvida dos produtores seria um novo marco em sua história como músico. 
Como o apoio da esposa e dos amigos e continuou firme sobre aquela importante decisão que poderia ou não prejudicar sua carreira.
Escolha sábia esta, que fez com que eu esteja agora escrevendo algo sobre este cantor/compositor de tamanho talento e sobriedade. 

Espero que gostem do som deste rapaz.
Cheers!!!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Cadillac Records

Olá amigos do C.L.V estamos aqui de volta com mais uma Sugestão de Filmes, e dessa vez venho com uma Biografia Musical bem legal!
Quem aí sabe as origens de algumas das melhores vozes do Rock, Soul e R&B?
O filme conta a história da musica desde o início dos anos 1940 para o final de 1960s focando na famosa gravadora de Blues sediada em Chicago, Chess Records, do executivo Leonard Chess, e de cantores que gravaram na mesma, como Etta James, Muddy Waters, Chuck Berry, Little Walter entre outros.
ENREDO


Leonard Chess, filho de imigrantes judeus da Polônia, vive com sua jovem esposa Revetta em Chicago. O homem de uma família pobre tem um sonho de uma vida financeira estável e um Cadillac. Foi o primeiro a abrir uma gravadora para músicos de Blues afro-americanos. Ao mesmo tempo Muddy Waters se muda do interior para a cidade. Leonard fundou em 1947 a Blues-Label Chess Records, e Muddy Waters passa a ser o primeiro artista com contrato assinado.
Muddy grava sua primeira música, logo depois vai com Leonard visitar sua antiga casa no Mississippi. Ao chegar lá a música é tocada na rádio. Eles têm o primeiro hit, e como recompensa Leonard dá um Cadillac para Muddy. Isso acaba se tornando uma tradição: cada artista com sucesso na Chess Records recebe um Cadillac.


De volta a Chicago, Leonard Chess se junta com seu irmão Phil, juntos eles criam um novo estúdio e leva outros artistas, como o gaitista Little Walter que o chama de "pai branco". A gravadora produz hit após hit. Finalmente, eles descobrem a estrela do blues Chuck Berry, que atingiu todo o país com seu estilo de música, inclusive as pessoas brancas. Agora só uma estrela feminina. Com a jovem Etta James, eles encontram uma voz que Leonard não só admira profissionalmente, mas também particulamente. Etta também se sente atraída por Leonard, mas sabe que ele nunca será seu parceiro.

Após crises, brigas, discórdias, rivalidades Leonard se vê obrigado a fechar sua gravadora. Ele entra no seu Cadillac, quando ele entra em seu Cadillac pela última vez, ele vê o seu logotipo no espelho retrovisor, ao virar a esquina e morre de um ataque cardíaco. Muddy Waters voa para Londres e começa sua carreira internacional.

PERSONAGENS 


  • Adrien Brody interpreta Leonard Chess um empresário judeu de Chicago, que vê musica negra como uma mina de ouro em potencial.

  • Beyoncé Knowles interpreta Etta James uma cantora de soul que conquistou as pessoas brancas, tem interesse amoroso em Leonard. Leonard arranja um encontro de Etta com seu pai branco, mas o mesmo não quer saber da filha.  Descrita pela Entertainment Weekly como "uma roqueira viciada em drogas, que praticamente abre um buraco na tela com seu sofrimento acumulado, ela abalou a gravadora, mas poderia não ter nenhuma satisfação, já que Beyoncé faz uma Lady Sings the Blues em miniatura".
  • Jeffrey Wright interpreta Muddy Waters um arrendatário que trabalhava sob o sol escaldante de Mississippi. Se mudou para Chicago para viver da música e teve sua guitarra eletrificada pela primeira vez por Leonard Chess. Foi a primeira estrela que tinha contrato com a Chess Records. Ele é o mentor de Little Walter.

  • Mos Def interpreta Chuck Berry um guitarrista de country alternativo, após contrato com a Chess Records é o primeiro a fazer um hit R&B, entrar nas paradas pop.
  • Cedric the Entertainer interpreta Willie Dixon um baixista e compositor. Narra toda a história — segundo A.O. Scott da New York Times — "com a voz suave de caipira".
  • Columbus Short interpreta Little Walter um conturbado, imprudente, tocador de gaita brilhante.
OPINIÃO
O filme foi de uma evolução tremenda. Tudo evoluiu de maneira muito próxima. A trama, os personagens e a preparação do filme. A sacada do Leonard em relação a descoberta de novos talentos em uma região tomada pelo preconceito em meados dos anos 1940 fez o cenário musical dar uma reviravolta.
Cadillac Records é um filme obrigatório não só para quem gosta de filmes baseado em fatos reais mas também para quem quer aprender sobre uma parte importante da história da música mundial!
Para os amantes do Blues é uma delícia a trilha sonora do filme Cadillac Records é escrito e dirigido por Darnell Martin. Você poderá ouvir algumas músicas que imortalizaram grandes nomes da música americana que originou posteriormente o velho rock. 

E pro post não ficar extenso, aqui vai o trailer!
Até o próximo post
Au Revoir