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sábado, 13 de junho de 2015

A leveza do ser - Penas ou Humanos?

por Gabriella Gilmore







Bom dia pessoal!
Tenho o hábito de acessar o yahoo para ver rapidamente as notícias.
Hoje eu me deparei com uma obra de arte maravilhosa que me trouxe muitos pensamentos.
Logo pensei em dividir este achado com vocês.

“Eu chamo de ‘Paradoxo da Leveza’ porque existe esse poder e força que vem da comunidade de milhares de corpos entrelaçados, porém é só uma pena. Ironicamente, parece ser esforço e elegante, mas é o resultado de um processo coordenado e meticuloso de muito tempo. Os modelos não se conhecem, apenas se juntam e trabalham duro para se transformar nesta mágica coreografia”, afirma Angelo Musco sobre o vídeo.

Isso me fez lembrar também de um livro antigo chamado A insustentável leveza do ser, deixo a dica.


O que o ser humano tem de frágil, ele tem de forte, quando unidos.
A solidão algumas vezes é necessária, porém em excesso ela nos causa câncer na alma.
Se hoje você está se sentindo o último dos seres vivos, injustiçado, de mãos atadas, isolado, chateado, eu deixo também um verso de Paulo: "Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte".

Agora vá e divirta-se neste sábado maravilhoso!!!

domingo, 7 de junho de 2015

BRASÍLIA, ME DESCUBRA!



Brasília é uma cidade para se conhecer em um passeio turístico e com um guia que saiba com detalhes cada monumento que ela possui. Nem mesmo os nascidos ou criados lá sabem o tesouro cultural e de inteligência que ela possui. Depois disso, tire mais ou menos um mês de férias para você continuar a entender suas quadras, superquadras, tesourinhas e vias de acesso como W3 sul/norte, L2 sul/norte. Quem? Pois é.
Quando me mudei para lá, nos primeiros meses eu fiquei de cabeça doendo.
O clima seco, juntamente com suas ruas sem nome incrivelmente iguais uma das outras, me deixavam louca. Depois fui percebendo que aquela culta cidade é matemática lógica pura. Me apaixonei.
Em seis meses eu já conseguia me deslocar por lá com mais facilidade e até comecei a sentir saudade de como era se perder.
Uma vez, tive crise de pânico dentro de casa no Cruzeiro. Precisei sair para a rua para descarregar a explosão de energia que brotava de dentro de mim. Peguei Matilda (minha Caloi) e fui correr dentro do bairro. Em uma hora eu rodei três bairros.
Não me perdi.
As quadras por terem sequência numérica facilita a vida dos brasilienses/candangos/aventureiros.
A única coisa que me fez perder por lá foi o seu céu.
Quase sempre limpo e muito azul, você consegue nadar nele sem ficar com os olhos vermelhos e de cabelo duro.
O nascer do sol é estupendo. O céu começa num laranja clarinho até ficar azul bebê. A grama verde que tem por toda a cidade, monta perfeitamente a bandeira do Brasil.
Para quem nunca viu um céu lilás escondido no rosa, é só esperar o por do sol para você entender o que estou falando. Não. Eu não uso drogas.
Na noite, você estica as mãos e rouba uma estrela. E a lua com toda sua sedução te engole num piscar.
Cidade da natureza.
Às vezes acho que há uma cidade dentro de um parque, e não ao contrário.
Comecei a fazer coleção de árvores por lá. São tantas, tantas! Nunca consegui fotografar todas, e nem vou.
Brasília é tão astuta que às vezes fico com vergonha de mim.
Eu andava em algum lugar e me deparava com um concreto aparentemente sem explicação, mas eu sabia que se eu tivesse escutado melhor o guia turístico lá no início desse texto, eu entenderia. Porém acho que o mistério daquela cidade estava naquilo, em te deixar absorta.
BSB tem uma coisa de que não acho graça. O povo e a comida.
“Ow, me vê um prato típico de Brasília?” Ixxi, não tem. “Qual é o sotaque do brasiliense?” Abafa que também não tem.
Lá você vê muito nordestino, goiano, mineiro, e outros. Brasiliense que é bão, nada.
Você só consegue ter contato com eles no trabalho. Fora isso todo mundo some. Nunca consegui pegar uma caneca de açúcar com minha vizinha do prédio. Será que vivia mesmo alguém lá?
As pessoas devem ter medo de gente. Só pode.
Entretanto Brasília é moderna e ousada, apesar de ter essa população fechada e individualista. É quadrada, às vezes oval, de concreto e cimentada. É Nova Orleans, Paris e Saturno. É um museu de arte contemporânea em área aberta. É lógica, e nos ensina a caminhar um pouquinho, justificando aqui seus “quarteirões” enormes e distantes um dos outros. Foi inspiração de vários artistas e ainda tem mexido com muita gente, perpetuando-se. É Brasília sua irreverente! Sua linda!!!

terça-feira, 12 de maio de 2015

OS VALORES - Um olhar filosófico

 Reflexão no #CLV com Gabriella Gilmore





Para entender melhor o porquê da resistência do homem à ideia da reformulação dos valores, temos que compreendermos o que são valores e de onde surgiu.
Tudo na vida contem um valor, seja ele sentimental, estético, econômico, moral, político, ético, mas cada sociedade tem a sua própria de acordo com sua cultura e costumes.
            O psicólogo Jerome Kagan comenta em uma entrevista que na cultura escandinava, os pais não beijam nem abraçam os filhos, nem dizem ‘eu te amo’. Mas estão sempre reforçando nos filhos a ideia de que eles são valorizados.
Na cultura brasileira, por exemplo, tem a fama de ser  um pais caloroso, de pessoas carinhosas, mas nem sempre esse excesso de amor será transformado em respeito, pois isso não significa que pessoas rodeadas de um amor, possam se tornar moralmente bons.
                         A ideia de uma reflexão sobre os valores, serve para que possamos analisar o que desejamos e o desejável, e fazer um plano de ação para darmos prioridade a valores positivos e evitarmos os negativos, ajudando assim a sociedade viver mais harmônica uma com as outras. Talvez se o valor fosse realmente universal, teríamos muito menos preconceitos, mas com um mundo já constituído e tão repleto de diferenças, isso seria muito mais complicado reaver-se nos dias de hoje, explicando assim a suposta resistência do homem à mudanças de tais valores inadequados ou não funcionais.

sábado, 25 de abril de 2015

A CARA DA MORTE


O post de hoje conta com um conto de João Zibetti, que também é leitor do #CLV

"Jão", como costumo chamá-lo, de vez em quando  me manda link de textos que ele escreve. Algumas semanas atrás quando li o conto que vou citar no final do post, eu logo pensei: "JÃO! Vou escrever algo falando de morte, queria publicar seu texto". E aqui estamos nós.
Espero que gostem do post de hoje.

Filosofias e religiões diferentes nos oferecem ideias distintas sobre a morte e suas dimensões espiritual e pessoal. Na era moderna, embora a medicina tenha critérios precisos para determinar quando a morte ocorreu, os médicos ainda debatem sobre o significado exato do que é morrer.

A MORTE EM OUTRAS CULTURAS

Embora sejamos acostumados a pensar na morte como uma clara fronteira, essa linha divisória pode variar surpreendentemente entre as diferentes sociedades. Em algumas culturas, acredita-se que os cadáveres mantenham um princípio vital muito depois de os médicos ocidentais declararem a morte.
Os tibetanos têm a tradição de entoar o Livro Tibetano dos Mortos durante 49 dias após a morte de uma pessoa – eles acreditam que é esse o período entre a morte e o renascimento através da reencarnação. Eles entoam cânticos para o corpo e o espírito durante uma semana depois que o indivíduo pára de respirar, e continuam a fazer o mesmo diante de uma imagem do morto depois que o corpo é enterrado.
Na crença islâmica, a morte é considerada a separação entre a alma e o corpo; e como a alma habita todas as partes do corpo, uma pessoa pode estar “viva” mesmo após a morte cerebral ter sido diagnosticada.
Retrocedendo na história até a época de Cristo, o povo judeu acreditava que a alma permanecia no corpo até o terceiro dia após a morte (contando o dia da morte como o primeiro - daí advém o significado da ressurreição de Jesus “no terceiro dia”: se acontecesse antes, ele não teria sido considerado verdadeiramente morto.
Muitas sociedades depositam fé na presença contínua dos mortos como membros da ordem social, com direitos e obrigações. Já outras culturas tratam alguns dos vivos como se estivessem mortos – por exemplo, se sofrem de determinada doença ou ignoram um tabu social importante. Sem dúvida, a morte tem uma dimensão social como médica – você está morto quando sua sociedade assim o considera.


Créditos: Reader’s digest (Maximize o potencial do seu cérebro)


                 Ultima Carta de Um Vilão
por João Zibetti

"Talvez até a morte tenha seu lado bom, um lado simpático... Mas eu não.
Desde que me entendo por gente, sonho em ter o mundo em minhas mãos. Em mandar e desmandar. Em criar e destruir todos os que se opõem a mim. Desde pequeno sonho com a glória de ser chamado de tirano, de monstro, de cruel. Tudo isso porque sempre me vi melhor que os outros seres humanos. Todos são idiotas demais, nada mais justo que eu os governe. Mas eles não sabem escolher o que é melhor para eles.
Desde que me entendo por ser vivo, eu não temo a morte. Gosto dela. Eu a acho divertida, sarcástica e irônica. Talvez porque eu nunca tenha morrido. Porém não entendo porque as pessoas a temem tanto. Acostumei-me a ela desde o momento que jurei guerra contra todos os prepotentes imbecis que se auto proclamam “heróis”, mandei vários de presente para ela.
De tanto viver ao seu lado não percebi que ela se aproximara demais, e agora estou aqui de frente para esse espelho, preso em meu próprio quarto. 
Atrás da porta me espera um maldito moleque... Um maldito herói. Como odeio “heroizinhos”. Seres patéticos. Odeio heróis. Odeio com todas as minhas forças... Que já não são muitas...
No espelho vejo meu sorriso, que na minha infância era considerado um sorriso de loucura, mas eu sempre o achei tão atraente! Assim como meus olhos. Enquanto eu amo meus olhos, as pessoas o temem. O temem como temem a Morte. Vêem uma crueldade insana nos meus olhos e sorriso. Acho que é por isso que os amo tanto.
Ouvi um barulho na porta. Quero ter certeza de que tudo que fiz foi certo. Foi... Pelo menos para mim. Consegui tudo o que sempre quis: poder, estátuas em minha honra, o temor de todos, mandei para os anjos algumas pessoas mais cedo. Não me arrependo de nada.
Mas depois de um tempo fica tudo muito chato. Nem matar nem torturar me trazem a alegria de antes. Acho que esse deve ser o problema da imortalidade. Veria tudo acontecer milhares de vezes e sempre saberia onde acertar. Seria um inferno!
De novo o “herói” tenta abrir a porta. Meu sorriso está ainda mais louco. Acho que sei o porquê... Minha velha amiga, a Morte, está se aproximando e eu sei que ela vem me buscar. No espelho o meu rosto já está cansado, eu já estou velho demais para essas brincadeirinhas de criança.
Durante anos cacei esses infelizes que se dizem heróis, agora eu já não aguento nem lutar contra um. Devo estar louco, devo estar problemático, devo matá-lo agora... Ou morrer tentando.
Ouço meu ultimo trovão, a magnífica obra da natureza.
Quero que se lembrem que eu não me arrependo de nada. Quero que saibam que odeio heróis. Quero morrer e ser lembrado como um louco tirano que foi recebido com um trono no inferno.
Até a morte tem seu lado piedoso, um lado humano... Mas eu nunca.”
Ele pegou a espada no canto e com os pés abriu a porta do quarto pulando em seu inimigo com a espada em punho. Ele não esperava a cavalaria que vinha atrás do herói. Foi derrotado antes de conseguir o triunfo de seu ultimo ato. Os soldados depois da batalha olharam para a cidade em chamas.
O “monstro” podia ter morrido, mas seu sorriso e seus olhos refletiam o orgulho do dever cumprido.

domingo, 19 de abril de 2015

Esquizofrenia: PERCEPÇÃO E REALIDADE.


por Gabriella Gilmore


Em uma de minhas pesquisas, descobri este médico e autor no qual me apaixonei. Gostaria de dividir este achado com vocês.



Hoje nosso post é uma sugestão de pesquisa sobre esquizofrenia e psiquiatria, tendo como mentor o Dr. Ronald Laing.



O psiquiatra escocês Ronald David Laing (1927 – 1989) foi um dos pensadores mais influentes e controversos da década de 1960.
Ele questionava a ortodoxia, defendendo que as percepções das pessoas consideradas mentalmente doentes são tão válidas em suas próprias condições quanto aquelas nos indivíduos “normais”. Laing ressaltava que quase qualquer comportamento poderia ser interpretado como um sintoma de esquizofrenia, possibilitando aos psiquiatras classificar clinicamente aqueles que simplesmente se recusavam a se adequar às expectativas da família e da sociedade. Na opinião de Laing, a esquizofrenia era uma forma de vivenciar o mundo, não uma doença; a “enfermidade” mental na verdade poderia ser uma jornada existencial – uma cura para a angústia originada na infância e na família.

Nascido em Glasgow em 1927, o próprio Laing teve uma criação familiar turbulenta. Após completar sua residência médica em 1958, trabalhou em uma unidade psiquiátrica do exército britânico. Seu livro, SANIDADE, LOUCURA E A FAMÍLIA (1964), em que defendia que a esquizofrenia poderia ser causada por um colapso na comunicação familiar, consolidou sua reputação internacional. Laing continuou seu notável trabalho clínico durante a década de 70. Posteriormente, seu prestigio intelectual ficou comprometido devido ao seu fascínio pelo misticismo, o que fez com que acabasse perdendo sua licença para exercer a medicina na Grã-Bretanha.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

SONO E SAÚDE - CLV DICAS

Informativo do #CLV



O post de hoje é voltado para o leitor que tem problemas para dormir.
Se nenhuma das dicas abaixo amenizar a insônia, não adie mais uma visita ao clínico.
Em geral, nós não damos valor ao sono, a não ser quando ele começa a ficar difícil. Durante o sono, o cérebro e a mente penetram em um estado bastante diferente da vigília - não é apenas uma questão de “desligar”. E quando o sono é limitado, o impacto sobre a saúde pode ser significativo.
Vou dividir com vocês uma experiência própria.
Há alguns anos, antes de eu ser diagnosticada com Síndrome do Pânico, minhas noites de insônia não faziam muito sentido. Não entendia porque sentia essa vontade acelerada de ficar acordar 24hrs. Teve uma semana, a anterior de eu procurar o médico, que fiquei uma semana apenas no cochilo. Quando pegava no sono, eu acordava e não conseguia dormir. Com essa privação de descanso cerebral, me acarretou dores de cabeças insanas.
Adiantando um pouco a história, quando comecei a fazer o tratamento do transtorno, eu precisei reaprender a dormir.
Hoje eu sou muito disciplinada quanto a isso porque sei o quanto foi difícil aprender a controlar meu sono.
Eu descobri que realmente necessito de no mínimo 7hrs de descanso direto para acordar bem.
Outra observação que tive, foi quando trabalhei alguns anos em recepção de hotel. Eu tinha turnos de zero hora que eu simplesmente odiava. Eu basicamente perdia 2 dias de sono.
Primeiro, porque se eu fosse ficar na madrugada de sábado para domingo, eu precisava dormir à tarde de sábado toda para conseguir trabalhar sem cochilar na madrugada. E quando eu chegava em casa no domingo de manhã, eu dormia quase o dia todo, basicamente levantando para comer, beber água e deitar novamente. Eu me sentia um moribundo.
Isso foi se tornando uma rotina, e eu passei a reparar como minha imunidade estava ficando baixa e a gastrite que eu já tinha piorou. Teve uma vez que sai de manhã do trabalho direto para o postinho de saúde de tanto refluxo gástrico que saia do estômago. Reparava também que por volta das 2 horas da manhã, o sono chegava pesado. Mas eu me mantinha firme. Depois dessa hora de fadiga, o sono sumia, e perto das 5 da manhã eu me sentia com a mente estranha, eufórica e desordenada.
Isso deve variar de pessoa para pessoa, mas sabemos que uma noite perdida nunca mais será recuperada.
A rotina tanto faz parte de nossas vidas como é necessária por diversas razões. Fique atento aos sinais e não deixe de procurar por ajuda. Um bom descanso faz toda a diferença na nossa vida.
Segue abaixo algumas dicas para te ajudar a relaxar antes de dormir.

·         Assegure o conforto do quarto – nem muito quente, nem muito frio, e o mais escuro possível.
·         Os exercícios físicos ajudam-nos a desacelerar, mas não devem ser a última coisa a ser feita à noite. Os exercícios aceleram o metabolismo e dificultam o relaxamento.
·         Assim como com relação ao exercício físico, é importante não trabalhar imediatamente antes de ir para a cama nem se envolver em atividade mental estimulante.
·         Tente escolher um programa de televisão ou um assunto de leitura que não exija muito raciocínio.
·         Experimente ingerir uma bebida láctea ou um chá de ervas calmante. Uma tigela de cereais também pode ajudar, porque os carboidratos induzem o sono.
·         A crença popular de que queijo provoca pesadelos é incorreta – é bem mais provável que provoque uma crise de indigestão.
·         Se você tem problemas reais, o melhor caminho para regular os seus ciclos de sono-vigília consiste em acordar na mesma hora todos os dias, inclusive nos fins de semana.



Créditos: Reader’s digest (Maximize o potencial do seu cérebro)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Feira Saber Mais começa de pé esquerdo


           
Estou relatando o ocorrido como testemunha ocular e participante interessada do evento.

Há quase dois meses atrás só se ouvia falar, entre alunos e professores, sobre a grande feira cultural que Governador Valadares – MG iria assediar no Parque de Exposições.
Com atividades diversas, entre feiro do livro, amostra de cinema, parque de diversões, muitas palestras interessantes dentre outros entretenimentos, a Feira Saber Mais começou com o pé esquerdo.
Esperei ansiosa por assistir a palestra sobre Educação Inclusiva que estava marcada para as 21hrs no dia 12 de março de 2015. Chegamos às 19 horas para poder nos situarmos e de cara sentimos falta de sinalizações. Muitas pessoas nos abordavam perguntando onde estava acontecendo às palestras, pois eu estava usando a credencial e eu falava que também estava perdida.
Uma das primeiras coisas que eu queria ver era a feira do livro. Chegando lá, alguns estandes ainda estavam sendo ajeitados, e logo em frente, meia dúzia de pessoas assistiam a abertura feita pela prefeita.
Namorei alguns livros, comprei alguns exemplares, mas eu não tirava os olhos do relógio preocupada em perder o início da palestra, ainda mais que não havíamos encontrado o local certo.
Quando faltavam 30 minutos, eu junto de uma amiga, nos dirigimos para o local aonde pensamos que poderia ser a sala da palestra. No caminho, encontramos um colega que estava trabalhando na sonorização de alguns ambientes. Ele havia comentado como esse grande evento havia sido feito as pressas.
Quando chegamos ao local das aulas, perguntamos ao recepcionista e o segurança se ali aconteceria a tal apresentação que eu havia comprado para assistir, e eles não souberam responder, comentando por alto dizendo que o nome da palestrante que eu havia dito não daria a conferência e que seria outra pessoa. Ali já percebi a desordem.
Corri no stand da SMED (inclusive minha amiga professora ficou sabendo do evento no dia anterior. Como pode isso Brasil? Sendo que SMED é o órgão que ela trabalha!) para me certificar de detalhes.
Peguei meia informação e corri novamente ao local e encontramos com a simpática atual palestrante, a que até então não estava no panfleto do evento. (Trocaram de última hora?) Garfes e mais garfes nesse evento.
Ali, ela comentou que talvez fossem cancelar a aula porque houve uma série de atrasos e que não tinha pessoas o suficiente para assistir.
(Meu mundo caiu).
Depois disso, rodei o parque todo atrás de um coordenador para esclarecer isso e me devolver o dinheiro, que inclusive muitos palestrantes não sabiam que estava sendo cobrado dos participantes. Quando chegamos ao local para reclamar, já havia várias professoras indignadas querendo explicações. Muitas delas compraram o passaporte e estavam prestes a serem lesadas por falta de planejamento ou seriedade. Esse é o país avacalhado que moramos. Tudo que envolve cultura é feito pelas coxas.
O evento foi divulgado alguns meses antes e como isso pode acontecer?
Algumas professoras e alunas protestaram querendo o certificado de participação da palestra mesmo sem terem visto. E eu quis meu dinheiro de volta, e pensei no tanto de pessoas que compraram e que não atinaram em correr atrás do prejuízo, tanto intelectual quanto financeiro.
O evento que ocorrerá em 4 dias não tinha banheiros químicos, (até ontem pelo menos), e eu ainda precisei ouvir isso do coordenador A.Perim “ Nem a Exposição Agropecuária que é o maior evento da cidade não se usa banheiros químicos, por que solicitaríamos para este?”
Um descaso total.
O evento tinha tudo para ter uma estreia maravilhosa porque o espaço é ótimo, tinha bons lugares para comer e muita coisa legal para ver, e ainda escutei que Relber e Allan fizeram show para 30 pessoas.
Ah, quanto a isso, nem ligo... rs
Minha nota para a primeira impressão do evento foi 4.5.

Se eu voltaria na próxima edição? Acho que sim, porque meu sonho é que muitos eventos culturais façam mais parte do cotidiano do povo.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

O homem como ser cultural



O homem como ser cultural
por Gabriella Gilmore

No intuito de despertar o artista que há em cada um de nós, o texto de hoje fala sobre cultura, que consequentemente nos leva a fazer artes.
No final deste texto, deixe um recadinho para nós dizendo qual é o seu dom/arte. Ilumina-se!

Para fazer arte verdadeira é preciso expressar aquilo que há em si mesmo: quem o exprime bem é artista.

A cultura é uma grande janela (juntamente com a linguagem e o trabalho) que em nosso século se abriu para o problema do homem.
Certamente, o homem sempre fez cultura porque é essencialmente um ser cultural e não um ser natural. Mas somente durante os últimos decênios tomou consciência desta verdade a tal ponto que fez dela tema privilegiado:
·         Em primeiro lugar, o desenvolvimento da antropologia cultural como ciência, que focalizou o valor e função que a cultura tem no desenvolvimento da civilização e na caracterização dos povos;
·         A crise que a cultura ocidental vem atravessando há algum tempo, mas, sobretudo nestes últimos anos. Foi, sobretudo esta crise tremenda que suscitou um estudo mais atento e mais aprofundado daquilo que é a cultura em si mesma, para o indivíduo e para a sociedade.
A cultura não é para o homem algo acidental, um passatempo, mas faz parte da sua própria natureza, é um elemento constitutivo da sua essência.  Seu objetivo, no sentido antropológico, foi sempre o de fazer o homem uma pessoa, um espirito plenamente desenvolvido.
Além de ser propriedade essencial do homem, a cultura é também característica que especifica os vários grupos sociais, unificando-os e distinguindo-os. Assim, a cultura é o que distingue os espanhóis dos franceses, dos ingleses, brasileiros, alemães. A cultura é a vida de um povo.
Muitos não devem saber, mas há três importantíssimos elementos que constituem essa cultura social: a língua, os costumes e os valores.
Onde não há uma língua, não pode haver uma sociedade, não pode haver uma nação e, portanto, não pode desenvolver-se nenhuma cultura.
Já os costumes referem-se a tudo: o alimento, o vestuário, o caminhar, o gesticular, a educação das crianças, a atenção aos velhos, às crenças religiosas etc. Nos costumes encarna-se e exprime-se o estilo de vida de um povo, seu modo de conceber e enfrentar a existência, a visão e a atitude peculiar que assume diante da realidade total: a natureza, a sociedade, a esfera do sagrado.
Outro elemento constitutivo fundamental de toda cultura são os valores, que é a mistura dos dois elementos citados acima, pois todo povo possui uma consciência dos valores, a tal “sabedoria do povo”.  Outros valores como a paz, a justiça, a honestidade, a beleza etc, estão subordinados a ela.
Com base em tais elementos, cada povo desenvolve todos os outros aspectos que contribuem para conferir-lhe sua forma específica: a arte, a filosofia, a religião, a ciência, a literatura, a política etc.

“A arte é um ato de congelar momentos, tanto de dor quanto alegria ou angustia. É o que impulsiona o homem sensível a atingir o inalcançável, o perfeito.” Gabriella Gilmore


Texto retirado do livro Introdução à filosofia por B.Mondin.  (cap.XIV)

domingo, 6 de julho de 2014

O Homem Que Desafiou o Diabo



Lançamento
28 de setembro de 2007 
Duração
1h46min
Dirigido por
Moacyr Góes
Com
Marcos Palmeira, Fernanda Paes Leme
Gênero
Comédia
Nacionalidade
Brasil

Sinopse e detalhes
Zé Araújo (Marcos Palmeira) é um homem boêmio, que gosta de freqüentar cabarés e ouvir cantadores de viola. Após tirar a virgindade de uma turca, ele é obrigado pelo pai dela a se casar. Durante anos Zé passa por seguidas humilhações, provocadas por sua esposa. Um dia, ao ouvir uma piada sobre sua situação, ele se revolta, destrói o armazém do sogro e ainda dá uma surra na esposa. Ao terminar ele monta em seu cavalo e parte sem destino, decidido a ter uma vida de aventuras. A partir deste dia Zé Araújo passa a ser conhecido como Ojuara, enfrentando inimigos e vivendo situações inusitadas.

Minha Opinião

Um passeio pelos cenários nordestino brasileiro através da linguagem de cordel é a proposta dessa divertida comédia nacional que assisti nessa última sexta-feira. Um filme sem grandes pretensões aparentes, mas com algumas mensagens subliminares que desconstrói as figuras típicas do interior.

O Zé Araújo é o caixeiro viajante acostumado a estrada que cai na armadilha de uma mocinha e acaba no cabresto. Com o tempo, meio que se acomoda com a situação. Até que decide matar o seu “eu ridicularizado” para dar vida ao seu alter ego  Ojuara – Araújo ao contrário. E a partir daí, Zé vira mesmo o seu inverso. Cria e traça novos rumos para sua vida, sua coragem vai abrindo portas nesse mundo e no mundo dos espíritos. A diversão é garantida numa atuação ímpar de Marcos Palmeira.

Ah, por que falar desse filme? Bom, pense bem em quantas vezes você não quis ser o seu inverso. Eu adoraria deixar nascer a Akselaw e aventurar-me por aí em novas experiência sem o peso das responsabilidades que a Waleska tem, sem tantas poesias e borboletas no pensamento... Uma mulher mais prática e fria. Está chocado? Fica não! Eu queria ter um coração mais pedra que é para pensar um pouco mais em mim. Talvez seja egoísta de minha parte, mas...

Desafiar o diabo, não foi o ato de maior coragem de Ojuara. Penso que o que o torna um personagem especial é o desafio que ele se propõe para si ao longo de seu caminho, a determinação de atingir uma cidade fantasiosa onde paz e as coisas boas reinam. Ojuara é representação da determinação nordestina que não desiste de uma vida simples e justa. E essa determinação de Ojuara é invejável!


Senhores, deixo-lhes agora com o próprio Ojuara, esse anti-herói mais “heroístico” que já conheci que mal comparando podemos chamar de Quixote brasileiro sem Sancho Pança e com uma Dulcinéia prostituta. Hei-o, senhores, Ojuara!

“O meu nome é Ojuara eu vim de longe e vou em frente, e o senhor não é mais feio que certo tipo de gente. Feio é a herança do homem, a herança de Caim. Praga de mão ofendida, tentação do coisa ruim. Feio é aquela sombra escura que vai levando consigo o covarde que traiu a confiança do amigo. A beleza e a feiúra tão junta em toda parte, a beleza inté na morte, e feiúra inté na arte. Olhe seu rosto no espelho e não perca a esperança, porque foi Deus que lhe fez, à sua imagem e semelhança.”