Mostrando postagens com marcador psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador psicologia. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de junho de 2015

VERONIKA DECIDE MORRER



Resenha por Gabriella Gilmore



Como seria você acordar um dia decidida a tirar sua vida? 
Você teria motivos suficientes para tal ato?
Será que existe mesmo uma razão aceitável para isso? Sem que sua morte não seja vista como loucura ou até mesmo o culpar aos pais ou pessoas próximas que em nada tem haver com sua decisão de deixar um mundo que não mais lhe fazia sentido?
Bom, no dia 11 de novembro de 1997, Veronika decidiu que já era o seu momento.
Mas como faze-lo sem que seus entes queridos não se sentissem culpados? Isso já era um motivo para preocupação.
Só de pensar que sua vida virou uma rotina, que depois que a juventude passa tudo tende à decadência, velhice chegando, amigos partindo, continuar vivendo não era lá grandes coisas. Na verdade, o risco para sofrimentos eram maiores.
E viver num mundo que cada vez que passa se torna mais incorrigível, era totalmente frustrante.
Já que não podemos escolher nascer, pelo menos dar cabo a vida quando assim sentimos que já "fizemos" o que deveríamos fazer na terra, não seria lá um pecado mortal, seria? Se temos o "livre arbítrio", isso significa que podemos sair de cena quando acharmos melhor e pronto.
Nossa amiga simplesmente pega suas quatro caixas de remédios para dormir e calmamente vai tomando um a um.
Ela acorda em Villete, um asilo de loucos.
Nossa personagem nos faz pensar sobre questões religiosas que às vezes nos permeia, como se realmente Deus existe, sobre o tabu do suicídio, sobre a luta do homem para sobreviver e não se entregar e ela até ousa em voltar lá no paraíso de Adão e Eva.
Você ri com sua ousadia em enfrentar certos temas com uma fúria doce e no decorrer da história você só quer entender a fundo os reais motivos que leva o ser humano a tais atos.
No hospício você depara com depoimentos de Mari, uma paciente de síndrome de pânico e Edward, o artista esquizofrênico.
No final você percebe que todos nós somos loucos, e mais loucos ainda em não assumir nossa loucura e o amor é o maior delas.

Livro disponível também em filme, tendo como protagonista a atriz americana Sarah Michelle Geller.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Pensando com Jung


Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é. Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro. O ego é dotado de um poder, de uma força criativa, conquista tardia da humanidade, a que chamamos vontade. Quando pensamos, fazêmo-lo com o fim de julgar ou chegar a uma conclusão; quando sentimos, é para atribuir um valor pessoal a qualquer coisa que fazemos. Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que sirva para todos. Aquilo a que você resiste, persiste. Até onde conseguimos discernir, o único
propósito da existência humana é acender
uma luz na escuridão da mera existência. O que não enfrentamos em nós mesmos acabaremos encontrando como destino.

Sonhos são realizações de desejos ocultos e são ferramenta que busca equilíbrio pela compensação. É o meio de comunicação do inconsciente com o consciente.

Carl Gustav Jung nasceu em 1875, na Suíça. Religiosa, sua família influenciou bastante na psicologia que seria desenvolvida pelo psicólogo, e também levando Carl a procurar leituras sobre filosofia e religião desde cedo.

domingo, 23 de novembro de 2014

O DIÁRIO IDIOTA DE RAFAELA



Oi pessoal! Gostaria de falar um pouco sobre o meu debut book "O diário idiota de Rafaela". Publiquei ele em 2011, e logo neste mesmo ano, a Academia Valadarense de Letras abriu um edital no qual o autor local ganharia uma cadeira. Infelizmente não foi daquela vez, mas recebi um grande presente que foi uma Análise literária do meu livro pela saudosa Niza Diniz.

Governador Valadares - Setembro de 2011

ACADEMIA VALADARENSE DE LETRAS - AVL

Análise Literária

O diário Idiota de Rafaela
Autora: Gabriella Corrêa Lima

Por: Niza Diniz Pereira (In memoriam)
Patrono: Aluisio de Azevedo

          Trata-se de um livro em que a autora enfoca dois temas: o primeiro é a crescente adesão dos adolescentes aos relacionamentos amorosos virtuais e o outro, a abordagem detalhada dos sintomas e sofrimentos causados pela doença mental, o transtorno bipolar. A protagonista tem um namorado real, mas embarca numa fantasia, tendo outro via Internet, pelo qual se apaixona perdidamente. Abandonada pelo amor virtual chega ás raias da loucura, busca respostas para suas ansiedades; finalmente, adoece recebendo o diagnóstico: transtorno bipolar, uma doença mental caracterizada por uma constante alteração de humor. Em seu Diário, a autora faz verdadeira catarse, onde descreve com riqueza de detalhes as experiências advindas do transtorno: quando se encontra na fase maníaca, tem o sentimento de poder, de euforia, tem vários namorados, sendo que as idéias fluem rapidamente (sem nunca concretizá-las). Nesta fase, vive fantasias, como a protagonista Rafaela, que em delírio, registra em seu diário a existência de uma filha de 3 anos, chamada Clara, fruto do relacionamento com seu namorado. Tal criança, nunca existiu a não ser na sua mente doentia. Identificando esta fase no livro: "Às vezes acho que sou demais, não consigo ser menos, ser pouco me desgasta".
          Por outro lado, registra em seu Diário, as fases depressivas, quando seu mundo cai, acompanhando de insônias, pessimismos, tristeza, irritabilidade, inércia, idéias de suicídio. Este é um estágio difícil, quando afunda em bebidas alcoólicas e nas drogas.
         Identificando esta fase no livro: "hoje habito em um buraco negro dentro de mim, às vezes tem nome, embora só às vezes".
         Para sintetizar a avaliação que faz de si mesma:
         "Eu sou para mim meu próprio tormento".
         A partir do momento que se conscientiza da sua doença e resolve encará-la, começa a trabalhar em seu próprio favor, casando-se com seu primeiro namorado. A protagonista em certo trecho deixa entender que o objetivo desta obra é ajudar as pessoas que sofrem de transtorno bipolar e aceitarem que podem ter uma vida normal, desde que se cuidem, pois a doença não tem cura. Demonstra que existem pessoas com sofrimentos maiores que superam. Final do livro instigante: será que Rafaela era mesmo bipolar, ou tudo não passou de uma fantasia de adolescente?
         A leitura oferece ao leitor a oportunidade de rever seus relacionamentos virtuais com mais critério, ao mesmo tempo em que alerta para a aceitação de transtornos que acaso surjam em sua vida.


Adquira seu exemplar aqui .