terça-feira, 12 de agosto de 2014
O Vinho e A Bailarina
Sentada no chão olhando a taça com dois dedo de vinho barato. Ele espera que algo aconteça. E nisso somos parecidos; eu tenho a mesma urgência de um acontecimento que essa taça de vinho.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
E Foi Assim Que Aprendi!
Eu tinha
uns treze ou quatorze anos quando liguei a TV numa madrugada de insônia e
conheci Maude & Harold – nome original
do filme “Ensina-me a Viver” de Colin Higgins, 1971. Anos mais tarde encontrei
por acaso o livro em um sebo. Imagine como fiquei feliz. E muito mais tempo depois vi a encenação no teatro com Glória Menezes como Maude e Arlindo Lopes como Harold. Tradução de Millôr Fernande e direção de João Falcão.
A história fala do inusitado encontro do jovem Harold de vinte anos com a apaixonada pela vida Maude de setenta e nove anos. O encontro dos dois muda a vida de Harold e com certeza a nossa também, porque mais que uma comédia de humor negro; o filme trata de posicionamento e questionamento diante da morte e da vida.
“Preferi enterros mais modestos, concluiu.
Com pouca gente à volta da sepultura
a emoção tornava-se mais intensa”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Harold tinha mania de ir aos funerais todos os dias. Fica muito claro, logo no começo do que sua vida era vazia e sem propósito. E num desses funerais ele a percebe em um canto. Figura estranhamente risonha e a vontade comendo melancias. Maude Cardin ou condessa Mathilda que também freqüentava funerais diariamente mais sem nenhum porquê filosófico ou, para mim, para encontrar todas as filosofias. Veja essa fala dela no primeiro diálogo entre os dois.
Harold tinha mania de ir aos funerais todos os dias. Fica muito claro, logo no começo do que sua vida era vazia e sem propósito. E num desses funerais ele a percebe em um canto. Figura estranhamente risonha e a vontade comendo melancias. Maude Cardin ou condessa Mathilda que também freqüentava funerais diariamente mais sem nenhum porquê filosófico ou, para mim, para encontrar todas as filosofias. Veja essa fala dela no primeiro diálogo entre os dois.
“__ Olhe para eles
– num cochicho bastante audível. -
Nunca entendi essa mania de preto.
Ninguém manda flores escuras, não é?
Flores escuras são flores mortas,
E quem mandaria flores mortas para um
funeral?”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Nunca mais usei preto como
luto. Seria um desrespeito a Maude. E de certo modo entendi que também seria ao
morto. Eu por exemplo, amo o azul. Então, amigos, quando eu me for vistam-se de
azul. O tom não importa, mas que todos estejam de azul no meu enterro. E se
alguém questionar diga que é para combinar com o tom dos lugares por onde meu
espírito estará certamente passando naquela hora. Ah, sim continuemos a
acompanhar Harrold e Maude.
“Nós
não possuímos coisa alguma.
O mundo
é transitório.
Chegamos
ao mundo sem coisa alguma
E partimos
sem nada.
Não
acha que propriedade
É uma
coisa meio absurda?”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
É verdade! E desde então
abdiquei do “TER” em nome do “SER”. Não tenho nada além de vinte quatro horas
para ser o melhor possível. Tenho convivido muito com pessoas presas ao
sentimento de posse, domínio, controle... E me divirto com eles. Acho engraçado
o modo pesado como eles arrastam pela vida seus malões de desejo e acumulam
dores de cabeça e de coluna gastando fortuna em RPG, fisioterapia, psicoterapia...
Louca? Eu? Não sei! Só sei que tenho mais de cem quilos e ando longas distâncias
sem nem perder o fôlego, porque tudo que possuo são asas imaginárias que não
preciso arrastar. Bom, vamos que a viagem é longa!!!
“Até os melhores planos fracassam
Quando a tática se torna
Demasiado familiar ao inimigo. ”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Já notou quantas vezes
travamos batalhas imaginárias conosco ou com alguém que supostamente não gosta
de nós? As vezes, ficamos em guerras particulares e perdemos um longo tempo de
nossas vidas. Eu fiz muito isso quando não queria assumir que sou gorducha.
Bebi remédios milagrosos, me esforcei além de mim nos esportes, eu queria
seguir o padrão... Mas um dia, um homem lindo, me descobriu e disse: “Olhe para
você! É linda nas suas imperfeições. E única entre as padronizadas. Ame-se”.
Saí daquele quarto e assumi meu peso sem culpas. Às vezes, precisamos de
empurrõezinhos para entender, não é?
“A terra é o meu corpo.
Minha cabeça está nas estrelas. ”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Desde nova sempre tive insônia. E me sentava na varanda nas madrugadas para olhar a rua vazia. Era monótono. Um dia reparei na lua e nas estrelas e nos tons que o amanhecer tingia o céu. Fui me apaixonando pelo infinito. Queria estar ali entre as nuvens me tingindo de tons rosados ou laranja. Nenhum amanhecer é igual ao outro. São milhares de formações que vi no céu desde então. Acho que nunca mais vi a rua. Olhar o céu me parece mais sensato e amplo.
Ah, essa seqüência de diálogo
é um primor. Vou transcrevê-lo todo!
“__ Bem, a maioria das pessoas não é como
você. Vivem fechadas em si mesmas. Moram sozinhas nos seus castelos. São como
eu...
__ Bem, cada qual vive no seu castelo – replicou Maude – Mas isso não é razão para não baixar a ponte levadiça e fazer visitas.
__ Bem, cada qual vive no seu castelo – replicou Maude – Mas isso não é razão para não baixar a ponte levadiça e fazer visitas.
Harold sorriu.
__ Então, você concorda que vivemos
sozinhos. E morremos sós. Cada qual na sua cela.
Maude olhou a floresta.
__ Suponho que de certo modo. É por isso
que precisamos tornar essas celas o mais agradáveis possível... Cheias de bons
livros, lareiras aquecidas e recordações. Mas, noutro sentido, pode-se sempre
saltar o muro e dormir à luz das estrelas.
__ Talvez. Mas é preciso coragem...
__ Por quê?
__ Você não tem medo?
__ De quê? O conhecido eu conheço, e o desconhecido gostaria de conhecer. ”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
__ Você não tem medo?
__ De quê? O conhecido eu conheço, e o desconhecido gostaria de conhecer. ”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Deus é tão simples! Por
que não vimos antes? Por que a maioria não vê? Você vê, não é? Sei que sim! A
essa altura já consegue ver. Está tudo além de nós. É preciso parar de pensar
que somos o centro. É preciso nos ampliar. Tocar o outro bem no fundo.
Principalmente aqueles que têm medo de serem tocados. Ah, como eu queria que
certo principezinho ranzinza me lesse!!! Como queria que ele tivesse entendido.
– ha ha ha ha... Não fiquei maluca de vez. Só lembrei-me de alguém que como a
maioria não via o lato, o amplo, a extensão do mundo, dos outros... Porque
precisava viver trancado em si, em sua inteligência, seus medos. Não se permita
ser como ele. Era tão jovem e a coisa mais ousada que tinha feito na vida fora
pegar um bicho geográfico. Não seja assim! Não faça isso com você! Pule o muro,
desça os portões, visite o mundo, o universo que é o seu próximo. Corra o risco
de chorar, de sentir a ingratidão... Isso é aprendizado! É evolução! Como disse
Maude: “O mundo não precisa de mais paredes. Precisa é de construir mais pontes”.
Então, amigo, seja ponte! Veja eu sou ponte. Estou te ligando a mim nesse
momento e você nem percebeu, não é? Não doeu em mim. Acredite: não doerá em
você.
“Vícios? Virtudes?
O melhor é não ser exageradamente moral.
A pessoa acaba perdendo muita coisa da
vida.
Coloque seu objetivo acima da moralidade. “
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Certo ou errado? Qual caminho
tomar? Você sabe qual é a melhor via para tocar a vida? Eu nunca soube. Tudo
que posso dizer é que sempre escolhi as mais longas. Só para ter mais tempo de
olhar as coisas, reparar as pessoas, e quando valia a pena eu diminuía o passo.
Diminuir o passo dá uma sensação de que podemos alongar as horas. Eu nunca
mudei meu jeito de ser mesmo sabendo o preço a pagar. E acumulei rótulos por
aí: teimosa, carente, louca, diva... São selos de minha passagem pela vida.
Como quando viajamos e colam aqueles papeizinhos em nossas malas e quanto mais
marca de papelzinho e cola há na mala, mais lugares visitamos. Na vida, quanto
mais te rotulam, mais você viveu. A moral é um asilo para doentes. E os
moralistas se afundam em calmantes para conseguir suportar suas esquisitices
sem dar pinta.
“Eu entendo. As vezes as pessoas gostam de
estar mortas.
Mas não estão na verdade. Só fogem da vida. São jogadoras,
Mas pensam que a vida é um treino
e que precisam poupar energia para mais
tarde.
Assim, instalam-se num banco,
E o único campeonato a que vão assistir na
vida
Se desenrola diante dos olhos.”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
O que você pretende ser no
fim das contas? Espectador ou autor de sua própria história? Houve uma época
que me contentei em ficar nos bastidores preparando o show para alguém brilhar.
Chamei meu ofício de amor e nunca fui tão infeliz. Quando passou o tempo, fui
tomando coragem de aparecer, de subir ao palco e recitar minhas próprias falas.
Foi assustador ver a platéia me olhando. Com o tempo nós nos acostumamos. Acostumei-me!
Nunca mais voltei a coxia. Quero fazer parte da cena!!! E desde então, sou tão
felizzzzzzzzz... Porque sou dona de meus passos e também das conseqüências. Mas
fui eu, sabe? Essa sensação de “mea culpa” não é algo tão ruim afinal, porque
me mostra que eu tentei e tentar é tão absurdamente prazeroso quase tanto
quanto conseguir. Ah, mas nem que me paguem eu troco o palco pelos bastidores.
Quando os holofotes se apagarem, as cortinas se fecharem, sairei de cena na
certeza de que desempenhei maravilhosamente o papel de ser Waleska. E você?
Como você se olha na sua peça? Você está atuando direitinho ou só fazendo
figuração na sua própria história?
“Há um pequeno Deus em nosso interior,
Para mostrar onde estivemos,
E um pequeno Deus do lado de fora,
Para indicar o nosso caminho. ”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Deus está comigo o tempo
todo. Eu me encontrei com Ele num desses momentos de queda e Ele nunca mais
saiu de perto. Eu gosto dEle. A gente tem altos papos. Um dia, eu disse que
Deus e eu tomávamos cerveja juntos e as pessoas me chamaram de herege. Acho que
pensam que Ele só toma vinho. Só pode! Deus é o cara mais maneiro que conheço.
Ele é o mais amplo de todos os seres. Ele sou eu e você. Ele é cada partícula do
que vemos e sentimos. E nem se incomoda se você acredita ou não. Ele quer que
tudo se exploda desde que você seja feliz. Porque Ele entende que a felicidade
é mais que certo ou errado, amarelo ou azul, matar ou viver... Felicidade é
Ele, é a amplidão que vem dEle. E cara eu piro nesse conceito louco de ser
tudo, o alfa e o ômega, e se Ele é uma extensão de mim isso também me faz eterna. E é
louco demais ser o cosmo, o infinito, o para sempre.
Outra seqüência que vale a pena ser transcrita na íntegra:
“__Ah, meu Deus!- murmurou Maude, de costas
na relva. -
Estou com a sensação de que poderia
evaporar.
Estendido ao seu lado, Harold falou:
__ Você se transformaria numa daquelas nuvens.
Acho que seria uma nuvem simpática.
Flutuaria pelo céu o dia inteiro.
__ Não, eu não – replicou Maude – Seria uma
péssima nuvem.
Estaria sempre querendo me dissolver em
chuva. ”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Quando vejo o céu cinzento,
prenunciando a tempestade, algo em mim se estreita, o peito fica miúdo com
vontade de chorar. Me levando de volta para mim. E logo começa o vento e eu gosto de ouvir o vento, sentir o
vento em meus cabelos, no tecido da roupa, de fechar os olhos e ir com ele. E
depois vem os pingos caindo frio na pele quente. Quando posso fico ali quieta
sentindo a água bater na pele até que todo o corpo esteja completamente molhado.
A chuva é o rebatismo de Deus. É Ele levando embora o acumulo das energias
ruins. É o mar voltando para seu lugar. É tudo voltando ao começo. É a água sendo borboleta por alguns
instantes. É o choro do éter por nós, para nós. Eu adoro chuva!
“Dizem que trabalho realizado
sem interesses egoístas purifica a mente.
Parece que faz a gente abandonar o nosso eu
isolado
E mergulhar no eu universal.
Por outro lado,
Trabalho sem sentido é um insulto,
Um aborrecimento,
E deve ser escrupulosamente evitado. “
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
São seis e vinte da manhã.
Estou desde as quatro escrevendo. Ouvindo a trilha sonora no filme “Ensina-me a
Viver”. Foi escrita por Cat Stivens. Eu esqueci de dizer! De qualquer forma
daqui a pouco é hora de ir para o trabalho. O dia começa a agitar-se nas
calçadas e aqui na sala. Eu gosto do que faço, sabe? Sou professora! Então, o
dia todo, a semana inteira, lido com universos diferentes. Não existe
preferido, não existe melhor. Só existe um novo universo que entra em minha
sala e leva um pouco de mim e me deixa um pouco dele. A vida é essa troca e só
essa troca a faz ter sentido. Só o que eu deixar para você de bom fará ter
valido a pena o tempo que você passou aqui me lendo, me interpretando, me
absorvendo. Doação. Esse é o caminho para ser feliz. Uma doação sem submissão.
Uma doação consciente de qualquer coisa boa que possa ser compartilhada com o
outro. Entende?
“O exército teve a sua utilidade. Como a
Igreja.
Juntos, eles nos protegeram de um lado, da
gente má,
E do outro do demônio. Mas o inimigo mudou
como tudo mais.
Conhecemos o inimigo: nós mesmos.
Agora precisamos nos sentar e buscar
melhores soluções
E não defesas com armas e dogmas. “
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Deus não é o cara
quadradão das igrejas e tenho certeza que ele abomina as armas. Até mesmo as
que são erguidas em nome dEle. Deus é mais! Deus também não quer templo nem
cidades santas. Deus quer mente limpa, peito aberto, amor, caridade. Precisamos
nos reorganizar dentro dos conceitos divinos, sabe? Estão revirando tudo,
misturando o sentido, apropriando-se das idéias para justificar uma causa
podre, ignorando o principal dos conceitos para explorar a inocência. Eu não
creio em arma, eu não creio no dízimo, não creio nas cerimônias... Não creio no
pecado. A igreja dá o pecado e vende a fé. E eu não gosto disso! Deus não
condena, Ele te deixou livre. Eu não gosto do deus da igreja. Gosto do Deus que
me habita e que habita você e o meu vizinho e o meu cão e as estrelas e a lua e
a chuva e o infinito... Esse é o Deus que está comigo todo momento de minha vida.
O Deus que se alonga de mim até onde eu não entendo.
“Na minha opinião,
Estamos agora num casulo.
O tempo da lagarta acabou
e o da borboleta está se aproximando”
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Conversando com um amigo
estudante de filosofia, falávamos que a humanidade caminha para o mundo mais
humanitário. Apesar das barbáries que andamos vendo por aí, o mundo está mais
voltado para a doação. Está mais consciente de que o caminho é o socorro. Que
um "pelo outro" faz mais sentido que o "eu por mim mesmo". O mundo se reúne na
fome, na enchente, na paz... E isso solidifica o conceito de caridade. O ser
humano vem se envolvendo no processo evolutivo, buscado mais o espírito, o
equilíbrio. E isso é muito bom! Acredito mesmo que chegaremos lá. Talvez eu não
veja. E nem você. Mas creio que está vindo o momento da paz entre os homens. E
talvez haja um processo bem doloroso até que esse mundo pacífico exista. É
preciso o casulo estreito para a borboleta surja ampla, né? Somos a lagarta espremida no casulo para que nossos
netos possam ser borboletas amanhã. Um amanhã onde Deus não cobre dízimo, mas
que a décima parte de tudo que temos seja naturalmente do outro que precisa. E
que por fim não haja mais precisão no mundo.
“Choro por você. Choro por isto. Choro pela
beleza,
Por um pôr do sol e uma gaivota.
Choro quando um homem tortura seu irmão...
Quando se arrepende e pede perdão...
Quando o perdão é recusado...
E quando é concedido.
A gente ri. A gente chora.
Dois traços exclusivamente humanos.
E o principal da vida, meu caro Harold,
É não ter medo de ser humano. “
(Colin Higgins, in “Ensina-me a viver!”)
Maude e Harold me ensinaram a viver quando eu nem tinha noção
da amplitude que era isso. Ensinaram-me que a vida é mais do que os olhos vêem
e os conceitos limitam. Que estar vivo é muito mais do que executar tarefas,
acumular fortunas, viajar o mundo... Estar vivo é visitar o outro, é
visitar-se, é ser ponte, é ser extensão de terra para o mar do outro deslanchar
em nós. Viver é entender que cada um é único, uma divindade na terra, uma
extensão do próprio Deus criador. Viver é entender que amar é mais que junção
da carne e sim o compartilhamento do espírito. E enfim, aprender a viver e não
ter medo de amanhã deixar de existir.
Até a próxima!
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Aniversário no Club
O guitarrista e gatíssimo James Hetfield está completando hoje 51 aninhos. Reconhecido pela revista Guitar World como o segundo melhor guitarrista do mundo assim como 12º melhor vocalista de todos os tempos. James se destaca por sua incrível técnica de tocar guitarra e cantar ao mesmo tempo. O líder da banda Metallica esteve no Rio de Janeiro ano passado para o Rock in Rio e deixou miliares de fãs enlouquecido com suas performances.
Super parabéns para você, James! E para vocês do club o som da banda Metallica. Aumenta que agora somos Rock'n'roll!!!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
O Showman
Em 1973 surge no cenário da música popular brasileira uma figura que ficaria para sempre como inusitada e rara. Isso mesmo! RARA. Ney Matogrosso é contratenor. E pouco no mundo atingem notas que ele consegue alcançar. Ainda no grupo Secos & Molhados (2), Ney destacava-se por uma dança ousada e uma voz inigualável.
Em 1975, ele começou carreira solo interpretando canções de cantores ilustres como Rita Lee, Cartola, Tom Jobim, Cazuza (3)... Talvez o que você não saiba é que Ney foi considerado pela revista Rolling Stones como a terceira maior voz da música brasileira. E quando completou dez de carreira solo Ney já tinha dois discos de platina e dois de ouro.
Além de cantor, Ney também atua nos bastidores dos espetáculos como iluminador e diretor. Você sabia que a iluminação do Instituto Oswaldo Cruz (4)no Rio de Janeiro foi feita por ele? Detalhista e perfeccionista os trabalhos de Ney Matogrosso chamam sempre muita atenção do público de todas as idades. Sem falar no seu jeito andrógino que lhe confere, sem dúvida alguma, ares de mistério.
Ele também atuou no cinema em filmes como "Luz das Trevas"(5), de 2009. Filme que conta a trajetória do filho do bandido da Luz Vermelha e ao mesmo tempo a história do própria Luz Vermelha mostrando como ele lidava com a fama de ser um dos maiores assassinos da história do Brasil.
E por isso tudo, a biógrafa Denise Pires Vaz o rotulou de Showman.
E como presente para todos os fãs desse showman, deixo a música dele com que mais me identifico: "Mal Necessário" (6). O aniversário é dele, mas em se tratando de Ney Matogrosso, o presente é nosso.
1- Ney Matogrosso
3- Ney e Cazuza
4- Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro
5- "Luz Nas Trevas", 2008.
6- "Mal Necessário".
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Waiting for Forever
Meu último dia de férias do trabalho, mas, não significa que estarei longe do clube.
Vejamos...
Vejamos...
Quem aí gosta de boas histórias?
Quem aí já ouviu boas lições?
Pois é vamos a mais uma dica de filme!
Quem aí já ouviu boas lições?
Pois é vamos a mais uma dica de filme!
O filme de hoje é um pouco fora da linha comédia romântica ou até mesmo, romances melodramáticos!
Waiting for Forever ou para quem gosta do título nacional Te Espero Eternamente é um filme curtinho porém, leve, doce e delicioso de assistir.
Sinopse: Emma e Will são dois amigos de
infância cujo destino os separou. Porém, quando o seu show de televisão
é cancelado e as notícias da doença do seu pai chegam, Emma decide
retornar à sua cidade natal, onde encontra um conjunto inesperado de
desafios que a farão com redefinir o significado de família, amor e
vida.
Opinião:
Difícil é entender porque filmes que
realmente valem a pena serem assistidos muitas vezes não vão para o cinema, enquanto
péssimos filmes fazem o público gastar horrores para serem vistos em
tela grande e para no fim ficarem decepcionados. Foi esse pensamento que
me ocorreu ao fim de Waiting For Forever, um filme tão simples, mas que encanta
desde os primeiros minutos ao ouvir a primeira música da trilha sonora.
Mesmo com alguns desfechos mal explicados e pouco desenvolvidos, a equipe fez
um bom trabalho, apresentando diferentes visões do mesmo
problema em cada um dos personagens – é preferível viver uma vida de
ilusões à própria realidade, parecendo fácil descomplicar o complicado.
Se você é um romântico incorrigível vale a pena descobrir as lições por trás desse filme.
E pros que se perguntam, Eu chorei no fim sim!
Aqui vai o trailler:
Até o próximo Post
Au Revoir
PS: Quem conseguir a trilha sonora please me manda o link! =)
terça-feira, 29 de julho de 2014
Cadillac Records
Olá amigos do C.L.V estamos aqui de volta com mais uma Sugestão de Filmes, e dessa vez venho com uma Biografia Musical bem legal!
Quem aí sabe as origens de algumas das melhores vozes do Rock, Soul e R&B?
O filme conta a história da musica desde o início dos anos 1940 para o final de 1960s focando na famosa gravadora de Blues sediada em Chicago, Chess Records, do executivo Leonard Chess, e de cantores que gravaram na mesma, como Etta James, Muddy Waters, Chuck Berry, Little Walter entre outros.
ENREDO
Leonard Chess, filho de imigrantes judeus da Polônia, vive com sua jovem
esposa Revetta em Chicago. O homem de uma família pobre tem um sonho de uma
vida financeira estável e um Cadillac. Foi o primeiro a abrir uma gravadora
para músicos de Blues afro-americanos. Ao mesmo tempo Muddy Waters se muda do
interior para a cidade. Leonard fundou em 1947 a Blues-Label Chess Records, e
Muddy Waters passa a ser o primeiro artista com contrato assinado.
Muddy grava sua primeira música, logo depois vai com Leonard visitar sua
antiga casa no Mississippi. Ao chegar lá a música é tocada na rádio. Eles têm o
primeiro hit, e como recompensa Leonard dá um Cadillac para Muddy. Isso acaba
se tornando uma tradição: cada artista com sucesso na Chess Records recebe um
Cadillac.
De volta a Chicago, Leonard Chess se junta com seu
irmão Phil, juntos eles criam um novo estúdio e leva outros artistas, como o
gaitista Little Walter que o chama de "pai branco". A gravadora
produz hit após hit. Finalmente, eles descobrem a estrela do blues Chuck Berry,
que atingiu todo o país com seu estilo de música, inclusive as pessoas brancas.
Agora só uma estrela feminina. Com a jovem Etta James, eles encontram uma voz
que Leonard não só admira profissionalmente, mas também particulamente. Etta
também se sente atraída por Leonard, mas sabe que ele nunca será seu parceiro.
Após crises, brigas, discórdias, rivalidades Leonard
se vê obrigado a fechar sua gravadora. Ele entra no seu Cadillac, quando ele
entra em seu Cadillac pela última vez, ele vê o seu logotipo no espelho retrovisor,
ao virar a esquina e morre de um ataque cardíaco. Muddy Waters voa para Londres
e começa sua carreira internacional.
PERSONAGENS
- Adrien Brody interpreta Leonard Chess um empresário judeu de Chicago, que vê musica negra como uma mina de ouro em potencial.

- Beyoncé Knowles interpreta Etta James uma cantora de soul que conquistou as pessoas brancas, tem interesse amoroso em Leonard. Leonard arranja um encontro de Etta com seu pai branco, mas o mesmo não quer saber da filha. Descrita pela Entertainment Weekly como "uma roqueira viciada em drogas, que praticamente abre um buraco na tela com seu sofrimento acumulado, ela abalou a gravadora, mas poderia não ter nenhuma satisfação, já que Beyoncé faz uma Lady Sings the Blues em miniatura".
- Jeffrey Wright interpreta Muddy Waters um arrendatário que trabalhava sob o sol escaldante de Mississippi. Se mudou para Chicago para viver da música e teve sua guitarra eletrificada pela primeira vez por Leonard Chess. Foi a primeira estrela que tinha contrato com a Chess Records. Ele é o mentor de Little Walter.

- Mos Def interpreta Chuck Berry um guitarrista de country alternativo, após contrato com a Chess Records é o primeiro a fazer um hit R&B, entrar nas paradas pop.
- Cedric the Entertainer interpreta Willie Dixon um baixista e compositor. Narra toda a história — segundo A.O. Scott da New York Times — "com a voz suave de caipira".
- Columbus Short interpreta Little Walter um conturbado, imprudente, tocador de gaita brilhante.
O filme foi de uma evolução tremenda. Tudo evoluiu de maneira muito próxima. A trama, os personagens e a preparação do filme. A sacada do Leonard em relação a descoberta de novos talentos em uma região tomada pelo preconceito em meados dos anos 1940 fez o cenário musical dar uma reviravolta.
Cadillac Records é um filme obrigatório não só para quem gosta de filmes baseado em fatos reais mas também para quem quer aprender sobre uma parte importante da história da música mundial!
Para os amantes do Blues é uma delícia a trilha sonora do filme Cadillac
Records é escrito e dirigido por Darnell Martin. Você poderá ouvir
algumas músicas que imortalizaram grandes nomes da música americana que
originou posteriormente o velho rock.
E pro post não ficar extenso, aqui vai o trailer!
Até o próximo post
Au Revoir
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