terça-feira, 22 de abril de 2014

UNIVERSIDADE: MEIO FUTURO.

Por Gabriella Gilmore



Torci o nariz com a leitura do mês.
Girls club não me matem. MAS, tem um ‘mas’ nessa história, quando vi que o romance tem mais coisas a explorar do que relacionamento meloso, eu fiquei com vergonha de ter pensado mal do título.(Mel, amo você).
Minhas companheiras do C.L.V não me deixam mentir. Sou a mais cética e bruta da turma. Pois bem...
Todo jovem que ingressa à universidade cheio de energia, esperança e pensamento brilhante sobre o futuro após a graduação, planejando o seu melhor, acabam se esquecendo de que o futuro a Deus/Destino pertence. Às vezes esquecemos que a realidade acaba sendo diferente do que “programamos” para que fosse, e enganados com alguns trocadilhos, o jovem pensa que sua vida que acabou de começar, já é o início de um fim.
Na história de David Nicholls, Dexter e Emma se conhecem na faculdade e no dia de formatura eles tiveram uma quase noite juntos. Isso selou uma grande amizade do casal, que apesar do amor que a jovem já sentia por ele, e que por algumas circunstancias ficou oculto, eles passaram a participar da vida ativa de cada um depois de se separarem para seguirem seus caminhos. Sempre se apoiando um no outro, Emma se descobriu extremamente frustrada por não ter seguido sua formação, e como muito das pessoas graduadas, teve que se virar com qualquer emprego que se sustentasse.
Esse dilema acontece dentro da minha casa e com várias amigas também. O que há de errado? Será a má escolha do curso ou a área escolhida tem poucas vagas? Eu ainda não sei.
Como tudo nessa vida, precisamos pensar, e pensar muito ao escolher algo em que vamos investir boa parte da nossa vida. (Wal, eu sei que precisamos agir também). Muitas pessoas depositam toda uma energia no período em que estão na Universidade esquecendo que não é só a área profissional que precisa de atenção não. Eu ainda não sei o desenrolar do romance de Dexter e Emma, se a faculdade foi o início de algo em comum na vida deles, mas provavelmente foi o gatilho para a união dos dois.

Acompanhe os próximos posts e descubra junto com nós.  Continue antenado na nossa leitura do mês.
Até a lá!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Para Toda Promessa Uma Resposta



“Os sonhos da juventude,
São os pesadelos da maturidade”
(William Hjortsberg, in “A Lenda”)

Eu fiz promessas que não cumpri, Bruna! Penso que na mesma proporção que também fizeram a mim. Promessas de amar para sempre e de nunca esquecer.  Mas o Amor é um senhor que, as vezes, esquece de casa e que troca de nomes. E houve amores que viraram carinho, amizade, saudade. E o Nunca é uma terra formada de corredores com grandes portas. De repente abrimos uma e nos perdemos por aí só nos dando conta de que esquecemos quando não sabemos mais o caminho de volta.

Quando eu tinha vinte e dois, eu jurei “Até que a morte nos separe”. Acordei numa manhã de março e um cadáver empestiava a sala com cheiro de traição. A morte finalmente tinha acabado com a minha jura e eu enterrei dezessete anos de mim em algumas malas que foram se amontoando na varanda.Eu tive mais tempo que os protagonistas para o adeus. Mas ter mais ou menos tempo diminui o sofrimento que há na lágrima que pontua o fim de uma relação?


 “O que esperar da vida e suas artes dos encontros?”, você nos pergunta. Lembrou-me Vinicius:  “A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Tudo que podemos fazer é esperar que haja uma próxima vez, uma próxima chance, uma próxima página... E se vierem novos desencontros, esquecimentos, partidas... Que não nos falte, então, caneta, folha e inspiração para abortarmos as dores em poemas e canções. 

Caminhada - Charles Chaplin

Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

Uma Promessa

"Morning glow morning glow
Starts to glimmer when you know
Winds of change are set to blow
And sweep this whole land through
Morning glow is long past due"
(Tradução: "Brilho da manhã, brilho da manhã
Começa a cintilar quando, você sabe
Ventos de mudança estão para soprar
E varrer toda esta terra
brilho da manhã, já era tempo")

Sob esses versos da belíssima canção do Michael Jackson é que começo esse texto.
Então amigos leitores, promessas feitas no calor da juventude são cumpridas?
Aos 20 e tantos quando os sonhos e a juventude exalam promessas e inúmeras perguntas, não nos damos contas que a verdadeira certeza é a mudança, mesmo que essa mudança não seja aquela de mudar o mundo.
Já dizia o bom William Shakespeare: "Juventude é cheia de prazer, idade é cheia de cuidados."
Esse é o primeiro desenlace dos nossos heróis DEX e EM que se imaginariam anos a frente dos vividos naqueles tempos de outrora, cultivando sonhos, mudanças e ansias pessoais desde então.
Viver com paixão, amar com toda a ternura, ter coragem para encarar os desafios e os anos que se sucederiam e o que mais a vida lhe reservasse.
Logo com Dex e EM era apenas o acaso e uma noite que os descobrira, e que o medo de nunca mais se encontrar
fariam hesitar em tornar esse mágico encontro mais do que real.
O que esperar da vida e suas artes dos encontros?
O que reservavam a vocês caros leitores com seus 20 e poucos anos e como seguem hoje?

Até o próximo Post! 

sábado, 19 de abril de 2014

Sobre Vinte e Quatro Horas


“Acho que isso é uma coisa que a gente supera com o tempo.
 [...] Você me curou de você mesmo”.
(David Nicholls, in “Um Dia”)

Se você é desses acostumados a banalizar o carinho do outro por você... Cuidado!

Quando nos colocamos numa condição de “insubstituíveis”, tendemos a nos deparar com um teatro vazio lá na frente. Ninguém nem mesmo para lhe abraçar em consolo no fim do ato.

Isso! Torça o nariz e resmungue “bobagem”. Você pensa que sempre haverá alguém a quem iludir com seu sorriso de artista. Mas saiba meu caro, que o público uma hora se cansa e começa a ver a sua atuação como apresentação barata. E pouco a pouco vão saindo do teatro para encontrar coisa melhor.

Não há carinho que resista a mentira, a ausência, a frieza... Não há respeito que resista ao interesse, as relações de conveniência, aos abraços sem calor... Não há amizade que persista nos segredos, nas desculpas, nos silêncios.

E aquele que hoje precisa, se adapta  a falta. A solidão se preenche de outras coisas. Os passos não se incomodam de marcar a areia sozinho. Os segredos que deveriam ser compartilhados se calam em suas realizações.


O mundo é adequação. E aquele que hoje é pedaço hoje e que, supostamente, implora por um pouco de você, amanhã se torna completo de outro alguém ou de outra coisa qualquer. 

O mundo é substituição. E todos nós somos peças substituíveis. Não se iluda que este que hoje o espera não poderá ir embora amanhã. Porque o mundo também é partida. E tudo que temos de certeza é que temos um dia, únicas vinte quatro horas, para pertencer, para doar, para completar o desejo, a necessidade, os sonhos de alguém. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

UM DIA - DAVID NICHOLLS

Nova leitura no C.L.V

UM DIA de Nicholls

Sugestão da colunista Mel Schutz
 


Vinte e poucos anos

“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.”
Charles Dickens, Grandes esperanças

Leitura até dia 16 de maio de 2014.
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terça-feira, 15 de abril de 2014

Sobre Montanhas e Rochas


“O que são homens comparados a rochas e montanhas?”
(Jane Austen, in “Orgulho e Preconceito”)

Quero viajar nessa frase de Jane Austen! Na verdade, peço licença para ir um pouco além e falar um pouco de um pensamento que me ocorreu de a partir do de Jane. Quero falar de homens-rochas e homens-montanhas que, em minha opinião, são diferentes embora possam alcançar o mesmo tamanho e aparente poder.

Ao pensar em Homens-rochas visualizo pessoas de insensibilidade extrema. Incapazes de curvarem-se as coisas do mundo. Aquele tipo de pessoa que olha o telejornal e resume a fome do mundo com a típica frase “Por que fazem filhos se não podem nem consigo?”. Gente que passa pelo mundo ignorando o alheio. Homens-rochas não têm tempo para nada! Andam com pastas e papéis embaixo do braço de lá para cá, são impacientes e carrancudos nas filas, reclamam do calor e do frio, questionam a real necessidade da chuva, ignoram o sorriso e a beleza de uma canção...

Mas temos que ter paciência com os homens-rocha. Muitas dessas pessoas foram endurecidas no calor da dor. Algumas explodiram numa erupção de paixão, mas esqueceram que paixão é sentimento adolescente e nem sempre tem tempo de amadurecer para virar amor. Sentindo-se incapaz de se apaixonar novamente esses seres se endurecem nas juras de nunca mais se apaixonar. Outros demoram tanto a experimentar o mundo lá fora por medo, talvez, que  sofrem pressões de todos os lados. E com tanta pressão daqui e dali, vão perdendo a vontade de sair de si e segmentam sua essência em mundos particulares no medo de não estarem preparado para outros mundos que estão além de si.

Há os que querem espalhar sua dureza por aí. Destruindo sonhos alheios com desesperança e palavras negativas. Ah, como tenho horror a esses aí! Gente ruim que torna pedra tudo que há ao seu redor por não suportar ver a beleza florescer nos corações  ao seu redor. Ainda bem que para essas pessoas que são contaminadas por essa gente-rocha podre, existe a fé e a esperança que ficam escondidas dentro deles esperando só um toque, um novo momento, um escultor disposto... qualquer coisa que os resgatem e os preparem para se tornar quem sabe os tais homem-montanha.

Porque  para mim homem-montanha é aquele que forte e que já suportou muitas intempéries, mas mesmo assim estendeu-se para todos os lados para ousar, arriscou-se a ir até onde pode; e quando não pode mais alongou-se para o céu . Homem-montanha abre-se para que outros os habite e  permite que esses novos habitantes tragam com eles novas experiências, tons, sabores, cores... que serão agregados ao homem-montanha que entende que é preciso estar nesse mundo para somar e multiplicar. Homens-montanha revestem-se de flores, folhas, bicho, nascente... São universos repletos de mistérios, mas abertos a visitação. São extensão positivas de si para a vida de outros. Germinam possibilidades e sonhos em quem toca. É rocha firme para suportar a vida, mas é terreno fértil para quem se aproxima porque está sempre disposto a compartilhar, a doar, a agregar...

No mundo deveria haver mais homens-montanhas compromissados com o outro. Pessoas de coração de mundo inteiro com capacidade de nos fazer voar quem veio ao mundo com uma asa só. Gente-cobertor que acolhe nos momentos de medo, frio ou solidão. No mundo deveria haver mais... Sei lá! Mais humanos, menos gente.


Até breve!!!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Qual é o seu valor?



Venho por meio de este informar que existem milhares de Sras. Bennet espalhadas pela nossa patética sociedade. E o pior é que há também Senhoritas Belos Seios e Bundas a rodo expondo seus “dotes” pelos programas de TV, festas, catálogos de “agência de modelos”... Enquanto houver executivos solitários e “generosos”, elas circularão solicitas por aí.

A espera de seus príncipes montados em Porshes brancos. Como são felizes e realizados quando se encontram!!! Eu adoro ver o amor fluindo em notas de cem reais.  Os olhinhos brilhantes dos bonachões engravatados ao lado de suas prendas de corpo curvilíneo que caladinhas enchem os salões de beleza. São simplesmente apaixonantes essas moças-pichorras. (Quem não sabe o que é pichorra, pesquise).

Juro que não falo com crítica! Quem me dera ter esse poder todo no lugar certo. Mas nasci feia e tive que estudar para conseguir algo. O pior é que não consegui grandes coisas. Ah, nem vou pensar nisso para não bater revolta! Mas o fato é que isso existiu e existirá sempre enquanto o mundo for mundo. Não vai mudar.

O melhor é deixar para lá. Ignorar! Ser diferente no que der e ser feliz com o que se tem. No meu caso tenho um pouco de inteligência. Elas têm medidas. Eu discuto sobre as questões sócio-políticas e psico-filosófica do mundo com amigos. Elas sorriem. Eu fervilho em questionamentos. Elas rebolam. Eu me viro nos 30 com meu salário de professora. Elas esbanjam nos shopping. C’est la vie!

O importante é saber que para uns o valor está nas atitudes, comportamentos e posturas; no que se pode adicionar de bom ao mundo ou, pelo menos, a parte dele a que pertencemos. Para outros, o valor está só no que “você tem a me oferecer em troca do que eu posso lhe dar”.

 Escolha seu lado. E façam um bom jogo!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

FUTILIDADE DOS BAILES

Por Gabriella Gilmore


Se é ficção ou não, eu não sei, mas a visão dos encontros em bailes do século XIX era basicamente uma caça ao "tesouro". A Sra. Bennet, extremamente fútil, se pudesse venderia as filhas em leilão. Muito materialista, ela basicamente se assegurava com a segurança que o casamento traria para as filhas, mesmo se elas fossem infelizes. Na minha casa, não foi muito diferente. Eu e minha irmã mais nova, fomos criadas para sermos mulherzinha de casa e esposa de pastor. Não podia aparecer algum jovem novo na igreja que ela tentava empurrar o rapaz para interagir conosco. Coisa horrorosa! Muito dessa pressão te explica o porquê da minha repulsa por casamentos, e hoje eu não sei mais, se eu realmente não quero isso para mim, ou se faço isso só para irritar minha mãe.

" Quero dizer... e se eu não gosto do que eu gosto só porque eu gosto, mas porque minha mãe não gosta, e não quer que eu goste? E se eu realmente não gostar das músicas que gosto ou os filmes ou as roupas ou os homens? E se eu não gosto do que pareço gostar?" (Lorelai Gilmore)

Me dizem por favor qual era o problema das mães daquela sociedade!?

E você leitor, sofre ou já sofreu alguma pressão por conta da comunidade hipócrita?