por Gabriella Gilmore
Também gosto de astrologia, cartomancia, ciências ocultas. Mas ainda não vi nada disso mudar meu futuro. Parece que só a gente mesmo é que pode fazer o dia de amanhã.
Mas antes a pergunta que se impõe é esta: que é mesmo que você quer? Saber a resposta é indispensável.
Talvez você descubra que há duas ou três coisas que você põe acima de tudo no mundo. Saber disso é um passo importante que você terá dado. E o que precisaria você fazer para conseguir o que quer? Algum sacrifício, isso é quase certo.
E é quase certo que, se você quer mesmo o que quer, o sacrifício vale a pena. Tudo isso tem que se passar entre você - e você mesma. A cartomante não ajuda.
Porém, se você pegou o hábito de pessimismo, é ruim. Atrapalha muito, atrapalha de fato. O dia de amanhã fica logo com ar de chuva que vem. E seu raciocínio de pessimista funciona mais ou menos assim: se não houve nuvem de chuva no céu, você ai mesmo é que se preocupa - pois que coisa estranha é essa, amanhã vai chover e hoje nem tem nuvem no céu? Mau sinal, mau sinal.
Estou brincando, é claro, mas o que quero dizer é que o pessimista está sempre arranjando um jeito de acomodar as coisas ao seu pessimismo.
O ideal é ser como uma senhora que conheço. Ela me disse - e não dizia apenas por dizer, pensava mesmo assim, sentia mesmo assim - ela me disse: quem já sofreu realmente não sofre mais por bobagens.
Bem sei que certas dores ficam doendo, a pessoa se torna toda "nevrálgica", e o que nem devia incomodar passa a perturbar. Mas é ai que entra uma conversa entre você - e você mesma. Ou entre você e uma pessoa que entenda das coisas do mundo. A conversa terá como finalidade descobrir o que é que ainda está doendo. Conversa para pôr os pontos nos "iii". Nem sempre é fácil. Às veze, a gente não sabe onde estão os "iii", às vezes não sabe que pontos colocar em qual "i". Mas também nisso a cartomante não resolve. É uma pena, você mesma terá que tomar conta do assunto. Com minha ajuda, se quiser.
(Quem me dera se Clarice ainda estivesse viva, não é mesmo?)
terça-feira, 14 de julho de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
O Show Tem Que Continuar
O ator estava sozinho no palco, sentado com suas longas
pernas penduradas para fora do palco. Pensava seriamente, há muito tempo que as
luzes se apagaram. Pensava que depois de tanto tempo longe da platéia, longe
dos textos, longe da loucura, como iria voltar assim do nada.
Na porta de entrada outro homem entrou e se se encostou à
porta, usava uma roupa cinza e negra. Tinha o rosto magro e com ar sacana. Não
disse nada e ficou encarando o ator. O ator fez uma leve referencia e a pessoa
se aproximou, com um sorriso sarcástico no rosto. O ator se levantou e se
lembrou de seus velhos tempos.
- Muito bem. Ainda esta em forma. – O homem tinha a voz
calma e perversa. – Você quer voltar, né? Por quê?
- Por nada mais que o gosto de estar no palco. – Disse o
ator e sozinho começo a dançar. De tango a valsa. O homem deu de ombros. O ator
parou e observou todo o teatro, grandes momentos ali. Morou quase a vida
inteira ali dentro e agora, estava tanto tempo afastado, não conhecia mais
nada, uma lágrima de tristeza caiu de seus olhos. O homem sorriu piedosamente e
se retirou, agora era só ator e teatro.
Ele desceu do palco e andou entre as cadeiras, lembrando
cada momento que passara ali sentado. Algo gritava dentro dele: “Esta chegando
a hora”. Ele queria voltar a atuar, mas também queria, nem ele sabia o porquê,
morrer. Já estava tanto tempo afastado. Subiu de novo ao palco, olhou para as
cadeiras, fez uma breve reverencia e interpretou seu ultimo ato, uma cena entre
ele e ele mesmo. Lutas, canções e amores perdidos, no final se jogou no chão.
“É o fim” pensou e fechou os olhos.
De repente reabriu os olhos, o homem de roupa cinza e negra
estava lá se aproximando.
- Pode voltar! Já decidi. – Disse o ator para o homem.
- Como? Por quê? – Retrucou o homem um pouco confuso.
- Não foi dessa vez que me levou.
- Vamos logo, afinal ninguém te verá, de certo terei de te
buscar mais tarde...
- Ai! Me buscará mais tarde. Não agora, não hoje. – O ator
olhou para as cadeiras de novo, agora com um ar soberano e triunfante.
- Sim, sim, belo discurso. Agora vamos, afinal para que
continuar vivo? – O homem estendeu a mão esquelética e sorriu.
- É verdade, meu querido e adorável Ceifador Sinistro. –
Olhou uma ultima vez para o homem, que agora segurava um cajado, suas roupas se
transformaram em um capuz negro e depois voltou a olhar para as cadeiras
vazias, recitando e interpretando um magistral texto.
“Espaços vazios, pelo o que estamos vivendo?
Lugares abandonados;
Eu acho que já sabemos o resultado;
De novo e de novo, alguém sabe o que nós estamos procurando?
Outro herói, outro crime impensável;
Atrás da cortina, na pantomima;
Segure a linha, alguém quer segurar um pouco mais?
O show deve continuar...”
- Bravo. Acaba de me convencer, primeira vez que, em todos
esses anos de trabalho, eu vejo Queen ser recitado como poema. – O Ceifado
colocou as mãos nas costas do homem e completou. – Boa sorte, meu caro. – O
ator assentiu e o Ceifador sumiu andando em direção à porta. Com um leve
sorriso o próprio ator comentou.
- Eu só posso estar ficando doido.
Alguns meses se passaram e o ator olhou de novo paras as
cadeiras, agora infinitamente cheias todos o aplaudiam, muitos de pé, outros
gritando e assoviando e um de roupa cinza e negra com um sorriso sarcástico.
Nos últimos segundos, chegou à frente do palco e com toda a força do pulmão
terminou sua mais notável peça:
- O show tem que continuar! – E todo o teatro o seguiu
formando um coro estupendo e brilhante. – O Show Tem Que Continuar!
(João V. Zibetti, in “O Show Tem Que Continuar”)
domingo, 12 de julho de 2015
A uma senhora que me pediu versos
Pensa em ti mesma, acharás
Melhor poesia,
Viveza, graça, alegria,
Doçura e paz.
Se já dei flores um dia,
Quando rapaz,
As que ora dou têm assaz
Melancolia.
Uma só das horas tuas
Valem um mês
Das almas já ressequidas.
Os sóis e as luas
Creio bem que Deus os fez
Para outras vidas.
Melhor poesia,
Viveza, graça, alegria,
Doçura e paz.
Se já dei flores um dia,
Quando rapaz,
As que ora dou têm assaz
Melancolia.
Uma só das horas tuas
Valem um mês
Das almas já ressequidas.
Os sóis e as luas
Creio bem que Deus os fez
Para outras vidas.
Assis, Machado. Poesias Completas, Rio de Janeiro: Garnier, 1901.
sábado, 11 de julho de 2015
Minha Machadinha
Esse texto se refere a música portuguesa Minha Machadinha. Não há nada de real nele, é simplesmente obra da minha imaginação louca.
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Numa
estranha tarde cheia de nuvens no céu, algumas crianças estavam sentadas na
calçada conversando, quando de repente um casal saiu correndo de um prédio e
gritos encheram a rua. Seguindo o casal, veio um homem com uma machadinha na
mão. Ele a erguia e a balançava no ar, atrás dele vinha uma pequena multidão
que corria para tentar impedi-lo de chegar à rua, de chegar ao casal.
O
casal estava assustadíssimo. O homem com a machadinha na mão louco e
enfurecido. A multidão atordoada com a velocidade de fatos. E as crianças
assistiam com certo interesse. O homem com a machadinha na mão começou a
gritar:
- Por que
você fez isso comigo? Por que você me traiu?
- Calma,
não é o que você pensou... – a mulher respondeu - Vamos conversar...
- Não
quero calma, quero o motivo...
- Pense
um pouco, não vai resol... – o rapaz ao lado da mulher tentou argumentar, mas o
outro ameaçou.
- Fica
fora disso, desgraçado... FICA FORA DISSO! – mais uma vez ele sacudiu a arma no
ar fazendo medo em todos.
- Amor,
calma... Vamos conversar...
- Por
quê? Por quê? Por que ele te pôs a mão. – O homem com a machadinha começou a
chorar.
- Calma,
pois eu sou sua...
- Eu
também sou teu...
- Solta
essa arma... – O homem largou a machadinha, quase no mesmo instante dois
rapazes da multidão pularam nele. O rapaz ao lado da mulher segurou-a e saiu
correndo. Ou pelo menos tentou.
O marido
se soltou dos dois rapazes, pegou a machadinha no chão e a arremessou contra o
rapaz que fugia com sua esposa. A machadinha pegou no meio das costas dele. O
homem foi até eles correndo e, antes que pudessem impedi-lo, decapitou a
mulher. Todos com medo se afastaram um passo. O homem, perdido na sua loucura,
pegou a arma e atingiu a própria cabeça.
A
multidão foi se desfazendo, a polícia chegou e levou os corpos e as crianças
cantavam sombriamente no canto da rua:
“Ha ha ha
puxa a machadinha
Ha ha ha
puxa a machadinha
Quem te
pôs a mão, sabendo que és minha?
Quem te
pôs a mão, sabendo que és minha?
Ha ha ha
sabendo que és minha
Ha ha ha
eu também sou tua
Puxa a
machadinha no meio da rua
Puxa a
machadinha no meio da rua”
(João V. Zibetti, in
"Minha Machadinha")
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Amanhecer em Marrocos
"... A Cada instante de nossas vidas
temos um pé no conto de fadas
e o outro no abismo"
(Paulo Coelho)
Mais uma vez visitante de mim no dia que já quase amanhecia notei, há alguns quarteirões de certo passado, um sonho esquecido. Ao ver-me passear por ali, apesar de fraco e empoeirado me acenou. Aproximei-me mais para poder sonhar melhor e o sonho-menino abriu-me um sorriso de covinhas. Estava sentindo-se revigorado. Levantou-se do canto, estendeu suas mãos para mim e convidou-me a passear pelas ruas de céu alaranjado.
Caminhamos lado a lado e eu pensava em como somos capazes de esquecer sonhos sem ao menos tentarmos traze-los a realidade. Ele estava tão orgulhoso de se sentir lembrado que apertava minha mão com suas mãos gordinhas e suspirava. E me dei conta de que ele falava.
Me contava sobre lugares mágicos e cores brilhantes combinadas sem frescuras. Falou-me de tardes com chá e de músicas inspiradas nos som das coisas. Relatou-me de construções românticas e paisagens místicas. Homens escondidos em véus e mulheres de olhares marcantes e de repente eu estava caminhando com meu sonho pelas ruas de Marrocos.
O menino apressava-se entre as lojas escolhendo sedas e tapetes, cheirando e experimentando especiarias, barganhando jóias e artigos decorativos. E o céu já era azul e o mar movia suave suas águas aos nossos pés quando novamente me dei conta de que minha realidade é centenas de quilômetros dos homens sérios de Marrocos.
O menino estava vibrante porque eu me lembrara e me disponibilizara por ele. E me abraçou docemente agradecido por estar ali, apesar da hora, do tempo, da realidade, do risco... E sorrindo em covinhas correu para mar dizendo que voltaria para Marrocos. E que esperaria lá que num outro amanhecer eu o encontrasse nas ruas do mercado, vestida de sedas coloridas que relembrassem um céu de amanhecer alaranjado, cheirando a pimenta-rosa e falando de mistérios escondidos na fumaça de narguilé. Da areia acenei as gargalhadas para o sonho-menino vendo-o sumir no mar, enquanto um sol de amarelo-lúcido me abraçou convidando-me a mais um dia entre o sonho e a realidade.
(Waleska Zibetti, in "Amanhecer em Marrocos")
quinta-feira, 9 de julho de 2015
XXX
Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
Bilac, Olavo. Antologia Poética - Porto Alegre, RS: L&PM, 2012. p. 45
quarta-feira, 8 de julho de 2015
O Chato e o Quadro
Na casa do Chato havia um Quadro antigo, um rosto de uma pessoa. Um dia o Chato, ao chegar à casa, disse ao Quadro:
- Eu sou a pessoa mais inteligente de todas, sei sobre tudo e todos. – O Quadro não respondeu nada.
No dia seguinte disse a mesma coisa:
- Eu sou a pessoa mais inteligente de todas, sei sobre tudo e todos. – O Quadro não disse nada outra vez.
No terceiro dia o Chato repetiu a frase e o Quadro, para não perder o hábito, não disse nada. Após uma semana com essa rotina o Chato convenceu-se de que era a pessoa mais inteligente de todas.
No fim de semana foi convidado para ir a um bar com um colega, o Chato aceitou e foi ao encontro. Começaram então a conversar sobre política, o colega possuía uma ideia um pouco diferente da ideia do Chato, este ficou irritadíssimo, pois não entendia como alguém poderia discordar dele, logo ele que era o ser mais inteligente de todos. O colega vendo uma possível briga mudou de assunto, começaram a falar sobre futebol. O Chato mais uma vez se mostrou superior e se frustrou ao ver que o colega não compartilhava da mesma opinião.
Numa ultima tentativa de manter a amizade o colega sugeriu que falassem de música. No meio da conversa o Chato disse uma coisa errada e o colega, sem maldade, o corrigiu. O Chato não conseguiu aceitar a derrota e começou a gritar, a tentar humilhar o colega, mas nada adiantava. O colega, por fim, o alertou:
- Quando gritamos para convencer alguém, o convencemos, apenas, de que somos idiotas. – O Chato enlouquecido de fúria virou a mesa e foi embora.
Chegando à casa, gritou com o Quadro:
- Você! A culpa é sua! Por que não me avisou que eu não sou tão sábio? – O Quadro ignorou a pergunta assim como ignorou tudo durante uma semana inteira. Enfurecido pela loucura pegou o Quadro e o arremessou numa outra parede. Havia se convencido de que estava certo, mas nunca correu atrás de algo para realmente estar certo.
Às vezes nos convencemos de que somos algo, mas não tentamos de fato ser algo. Às vezes acreditamos que chegamos a um estado de perfeição e que não precisamos melhorar em nada.
Há muitas pessoas que acreditam que são melhores porque conversam com quadros, mas esquecem que nem sempre quem cala consente, às vezes é preguiça de arrumar confusão.
(João V. Zibetti, in "O Chato e Quadro")
terça-feira, 7 de julho de 2015
Para Woo Foo!
Uma atuação incrível de três grandes nomes do cinema: John Leguizamo de filmes como "Efeito Colateral" e "Assalto à 13ª DP"; Wesley Snipes de "Blade" e "Os Mercenários 3" e o inesquecível Patrick Swayze e "Dirty Dance" e "Ghost".
A história é gostosa, A trama é envolvente e encantadora. Um cidade inteira se rende a elegância de três extravagantes visitantes em uma hora e meia de risos e torcidas.
Para quem curte curiosidades cinematográficas, ficam essas a respeito de "Para Woo Foo!".
1- O autógrafo de Julie
O título do filme vem de uma foto autografada por Julie Newmar vista pelo roteirista Douglas Carter Beane em um restaurante chinês localizado na Time Square, em Nova York, em meados dos anos 80.
2- Atores cotados
Mel Gibson chegou a considerar a possibilidade de interpretar Vida, personagem que ficou com Patrick Swayze.
Gary Oldman recebeu uma proposta para interpretar um dos personagens principais, mas abriu mão do papel por não querer interpretar outro personagem que usava uma pesada maquiagem, após a experiência que teve com "Drácula de Bram Stocker".
3- Prêmios
GLOBO DE OURO
1996
Indicações
Melhor Ator - Comédia/Musical - Patrick Swayze
Melhor Ator Coadjuvante - John Leguizamo
1996
Indicações
Melhor Ator - Comédia/Musical - Patrick Swayze
Melhor Ator Coadjuvante - John Leguizamo
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Valsa Para Uma Menininha
Menininha do meu coração
Eu só quero você a três palmos do chão.
Menininha não cresça mais não,
Fique pequenininha na minha canção.
Senhorinha levada, batendo palminha,
Fingindo assustada do bicho-papão.
Menininha, que graça é você,
Uma coisinha assim, começando a viver.
Fique assim, meu amor, sem crescer,
Porque o mundo é ruim, é ruim, e você
Vai sofrer de repente uma desilusão
Porque a vida somente é seu bicho-papão.
Fique assim, fique assim, sempre assim
E se lembre de mim pelas coisas que eu dei.
E também não se esqueça de mim
Quando você souber, enfim,
De tudo que eu guardei.
(Toquinho / Vinícius de Moraes)
domingo, 5 de julho de 2015
O que os homens não gostam - Correio feminino (Clarice)
por Gabriella Gilmore
Recebi esses dias um vídeo com um depoimento de um pastor no qual falava sobre como a sociedade anda desmasculinizando os homens. Eles estão perdendo a virilidade, a macheza, a voz ativa. Grandes sábios do passado diziam: Seja homem! Porque você vai ser pai, vai ser rei, porque você vai ter um ofício, um papel a desempenhar. Porém, nos dias de hoje, as pessoas acham tudo muito normal.
"Homens" preferem mulheres vulgares. Gostam de namorar duas, três pessoas ao mesmo tempo. Acham babaquice abrir porta do carro, carregar sacolas da feira para elas ou pagar algum jantar romântico.
Lendo Clarice esses dias para a maratona #CorreioFeminino, uma mulher com crença sem nome, sábia, e a frente de seu tempo, escreveu um texto que será o tema de hoje.
Espero que isso possa plantar um desejo de resgate dos bons valores tanto para nós mulheres como para nossos homens.
Recebi esses dias um vídeo com um depoimento de um pastor no qual falava sobre como a sociedade anda desmasculinizando os homens. Eles estão perdendo a virilidade, a macheza, a voz ativa. Grandes sábios do passado diziam: Seja homem! Porque você vai ser pai, vai ser rei, porque você vai ter um ofício, um papel a desempenhar. Porém, nos dias de hoje, as pessoas acham tudo muito normal.
"Homens" preferem mulheres vulgares. Gostam de namorar duas, três pessoas ao mesmo tempo. Acham babaquice abrir porta do carro, carregar sacolas da feira para elas ou pagar algum jantar romântico.
Lendo Clarice esses dias para a maratona #CorreioFeminino, uma mulher com crença sem nome, sábia, e a frente de seu tempo, escreveu um texto que será o tema de hoje.
Espero que isso possa plantar um desejo de resgate dos bons valores tanto para nós mulheres como para nossos homens.
O que os homens não gostam
Uma coisa é certa: nós, mulheres, desejamos e temos o dever de agradar aos homens. Ou, pelo menos, ao homem que amamos, não é verdade?
Se um homem elogia um penteado nosso, um vestido, um tom de esmalte, é porque esse detalhe realmente nos embelezou, pois, de uma coisa podemos ter certeza: nesse assunto, o homem é sincero, não há despeito nem "veneno" em elogio seu.
Assim sendo, a preferência masculina deve ser levada em consideração sempre que nos vestirmos e enfeitarmos. A título de curiosidade e também de orientação para algumas inexperientes, dou aqui uma pequena lista de coisas, que muitas de nós usamos ou fazemos, e que um inquérito revelou ser "aquilo que os homens detestam":
1º - vestido muito justo; 2° - pintura excessiva, principalmente nos olhos; 3° - modas sofisticadas e complicadas; 4° - saltos muito altos; 5° - batom exagerado desenhando nova boca e exótica; 6° - meias com costura torta; 7° - excesso de jóias; 8° - decote exagerado; 9° - moça desembaraçada demais; 10° - mulher sabichona.
Se vocês duvidaram dessas conclusões, façam com seus noivos, maridos e irmãos uma investigação particular. Ficarão admiradas como, nesses casos, estão de acordo todos os homens.
Vejamos: será que alguma de nós incorre em qualquer dessas "ojerizas" masculinas? Então, é tempo de corrigir-nos. Chamar a atenção não é a finalidade de uma mulher elegante e inteligente. Mas sim ser atraente e agradar aos homens. Estou certa?
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