sábado, 21 de fevereiro de 2015

Carpe diem, Carpe Noche, uma lição dada pelo mestre!

"Garotos, vocês devem se esforçar para encontrar suas próprias vozes. Porque quanto mais vocês esperarem para começar, menos provável que vocês possam encontrá-la. Thoreau disse: "A maioria dos homens leva uma vida de desespero silencioso". Não se rebaixem a isso. Saiam!"

"Pegue seus botões de rosa enquanto pode.
O Tempo está voando
A estas horas, flores que hoje riem,
Amanhã estarão mortas."

 
É com este poema que começam as lições de Sr. John Keating. Essa história se passa em 1959, onde o ex-aluno e agora Professor da Renomada Welton Academy, se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos". Mas a que ponto um professor pode estimular seus alunos a pensarem por si mesmos, deixando que as ondas da imaginação respondam perguntas antes sem respostas? Sociedade dos Poetas Mortos fala de um estado além da educação formal, onde um professor abre a cabeça do estudante para empurrar informações, condicionando-o às necessidades do sistema. 
Este filme nos apresenta um modelo de escola marcada por um tempo e um espaço cronificados pelo ritmo do relógio. O tempo é pontuado a cada atividade que se desenrola no internato. O espaço é racionalizado e cada minuto se faz importante para os fins da Educação; educar dentro dos limites da tradição. 
Naquela época os alunos não tinham opção de escolher suas profissões, o que fazer do seu dia a dia, ter sonhos e assim quem o faz são seus pais. Os alunos inspirados em ideais do Professor formam uma nova Sociedade dos Poetas Mortos e vivem sobre o ideal Carpe Diem. Eles fazem encontros a noite em uma caverna para ler poemas. Um aluno em questão ganha ênfase no filme, é Neil, apaixonado por artes que se mata ao tentar ser transferido pelo pai para o colégio militar.
 

É preciso ousadia, alegria e muito tato para lecionar e principalmente para trazer a atenção aos alunos dentro das salas de aula!

O professor Keating é o fundador da “Sociedade dos Poetas Mortos”, para ele os poetas mortos dedicavam-se a extrair a essência da vida. Encontros secretos passam a acontecer e numa das sessões da Sociedade - ambientada numa caverna, uma ode à Caverna de Platão - um dos seus alunos declama:
 
“Sonhamos com o amanhã e o amanhã não vem
Sonhamos com a glória que não desejamos
Sonhamos com um novo dia, quando este já chegou
E fugimos da batalha, uma que deve ser enfrentada
Mesmo assim dormimos
Ouvimos a chamada, mas não escutamos
Esperamos pelo futuro, quando não passa de planos.
Sonhamos com a sabedoria da qual fugimos diariamente
Oramos por um salvador quando a salvação esta nas nossas mãos
mesmo assim dormimos,
mesmo assim sonhamos,
mesmo assim tememos,
mesmo assim oramos,
mesmo assim dormimos.”

Uma lição de aprendizagem e uma forma de rever a vida e o que fazemos dela.
Carpe diem. Aproveitem o dia, garotos. Façam suas vidas serem extraordinárias.

Au Revoir
Até o próximo texto

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Que Assim Seja!



Ele a olhou e, enquanto passava a mão em seus cabelos, disse:

__ Adoro estar aqui com você!

Ela só sorriu para ele e o abraçou. Então, ele seguiu falando das coisas que sentia por ela, de como ela era importante e linda. Falou de seus planos para os dois, de sonhos, projetos... E ficaram ali abraçados, ele falando de histórias e ela ouvindo pacientemente. Então, ele a olhou profundamente e disse:

__ Você gosta de ficar comigo?
__ Gosto.
__ Gosta de mim?
__ Gosto.
__ O quanto?
__ Tanto quanto são verdadeiras as palavras que você disse até agora.

Ele desviou o olhar e a abraçou pensativo. Ela sorriu em paz consigo mesma. A vida lhe ensinara que para ser feliz era preciso dar aos outros o que recebia. Fosse como fosse. 
(Waleska Zibetti, in "Que Assim Seja!")

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Ária para Assovio


Inelutavelmente tu
Rosa sobre o passeio
Branca! e a melancolia
Na tarde do seio.

As cássias escorrem
Seu ouro a teus pés
Conheço o soneto
Porém tu quem és?

O madrigal se escreve:
Se é do teu costume
Deixa que eu te leve.

(Sê... mínima e breve
A música do perfume
Não guarda ciúme).
 
Moraes, Vinícius de. Novos poemas. Rio de Janeiro, José Olympio, 1938.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Promo 1 Ano de CLV

4 Leitores serão agraciados com um livro por semana.
 

 
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O mundo dentro de mim!




É madrugada...

Anos depois!

O que me assombra apesar de tudo?

Esquecimento!

A força que me domina?

Essa já não sei!

A força que me faz continuar?

Se esvai...

E o sentimento que antes predomina?

É vencido pelos machucados que sentes ou ausência do que te fascina?

O que faço aqui?

Não sei, mas, me diz se isso é minha sina?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

DEUS ESTÁ MORTO (?) Resenha de filme.



Por Gabriella Gilmore
Deus não está morto – Resenha de filme.

“Eu acredito em Deus, só não acredito nesse ‘Deus’ que as pessoas pregam”.

Escutei esta frase há uns dois anos atrás e ainda a questiono. Até hoje não entendi.
Às vezes acho que há coisas e pessoas que trombam em nossas vidas muito mais que mero acaso.
Já faz mais de 6 meses que o filme “Deus não está morto” saiu em cartaz, baseado no julgamento de 5 jovens que foram mortos por causa de suas fés.
O filme levanta a tão polêmica questão: Deus está ou não morto? Existe ou não existe?
Questões estas que vem crescendo dentro de nós gradativamente. Em alguns chegam desde muito cedo, inserido na religião fervorosa dos pais, em outros, por experiências próprias, pela busca.
Outro detalhe importante é quando o ser humano entra na idade adulta. A faculdade, a vida, o trabalho, os amigos de mentes brilhantes, faz com que o ceticismo seja mais conveniente e talvez mais convincente em alguns aspectos.
Com histórias paralelamente interligadas e textos muito bons, tanto teísta como ateísta, a trama inteira se desenrola quando um calouro cristão se inscreve nas aulas de filosofia de um professor ateu convicto. Quando o mesmo sugere que todos os alunos escrevam DEUS ESTÁ MORTO em uma folha de papel e assinem seus nomes, o aluno Josh trava, ficando sensivelmente impedido de declarar tal afirmação, quando o mesmo é desafiado pelo professor em defender seu ponto de vista/crença.
Com palestras interessantes, frases marcantes, o filme é de comover, e com certeza fará muito ateu ver a existência de um superior com outros olhos e também reavivar Jesus Cristo na vida dos cristãos.
Sem nenhuma intenção de converter os leitores e sim fazer com que não haja suicídio intelectual neste momento em que estamos vivendo, aonde alguns lugares a fome se mistura com corpos sem vida, desastres, falta de água, violências, frieza interna, esta é a minha sugestão de filme para essa semana.

Porém as perguntas continuam aos montes...

Por que os mulçumanos não acreditam em Jesus Cristo como filho de Deus? E consideram os cristãos “politeístas”, hereges para sua cultura?

Se Deus é a trindade = Deus pais, Deus filho, Deus espírito santo, e enviou a si mesmo em carne e osso, porque eles não acreditam em reencarnação? Ou como explicaria então Deus filho na terra em carne e osso?

Por que existem tantas religiões/denominações se Deus é um só?

O clube de leitura espera comentários de todos os interessados sobre o assunto. As perguntas acima pode ser um início de um ótimo debate.
Sente ai, peça um café...

#Cheers!             

Obrigada, Perdão e Feliz Aniversário...




...Falo dessas coisas que escrevemos com a respiração suspeita 
e coração invadido daquelas coisas todas que é difícil falar. 
Mas tinha que fazer!
Tinha que deixar o sentimento falar do meu erro, 
da minha vergonha,
do minha distração...

Hoje eu tinha que escrever para agradecer, 
parabenizar, 
e pedir perdão.
Tinha que que fazer isso não por obrigação
mas para poder ficar bem de novo comigo.

Foi seu aniversário dia 13 e eu não vi.
Deixei passar entre o acordar para obrigações
e o dormir no cansaço perturbado da minha quase loucura.

Então, por favor, perdoe-me!

Jamais poderia deixar passar em branco

o dia especial de alguém que me entende,
ou ao menos se esforça para isso.
Alguém que me aceitou como amiga
tão de braço aberto.
Alguém que viajou horas para me dar um abraço,
para dividir comigo um pouco de sorriso.
E nem sabe o quanto que me deu nesse gesto.
Porque na vergonha nunca disse obrigada.

Então parabéns pelo teu dia.
Pelo dia que eu confusa esqueci.
Mas o importante é que estou aqui agora
cobrindo-lhe ao nosso modo,
de versos livres como você
de desejos implícitos nas minhas entrelinhas.
Parabéns pequena BRUNECA.
Buon compleanno dolce Bruna.
Happy birthday, dear Bruna.
Joyeux anniversaire, mon ami.

E que venha novos anos,
novos planos, 
novos vôos, 
novos mundos,
novos... momentos para nós. 

Beijos!!! 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O Pedido



__ Deixa!
__ Não!
__ Só um pouco.
__ Não posso.
__ Por que? 
__ Porque não é correto.
__ Ninguém precisa saber.
__ Eu não estou pensando nos outros. Estou pensando em mim. E eu não quero.
__ Você está sendo egoísta!
__ Que seja! Não quero e não vou.
__ Por favor! Só um pouco. Que custa?
__ Você não vai desistir, não é?
__ Não! Deixa?
__ Mas que chato! Está bem! Está bem! Pode fazer!
__ Sabia que você não era assim tão má.

E assim o Cansaço convence a Saudade de deixar a moça ir a Terra dos Sonhos onde amar é perfeitamente possível. 
(Waleska Zibetti, in "O Pedido")

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Charlotte Brontë - Em Jane Eyre



Charlotte Brontë em Jane Eyre nos faz refletir em suas dezenas de frases pensativas.
Texto leve, a frente de seu tempo, as irmãs inglesas faz jus ao respeito pelos livros escritos na sua época.

Ficha técnica

Nome: Charlotte Brontë.
Nascimento: 21 de abril de 1816 (ariana!! uhuh!) 31 de março de 1855.
Profissão: Escritora e poeta inglesa.
Cidade: Thornton, West Yorkshire - Reino Unido.
Romance mais conhecido: Jane Eyre (com o pseudónimo Currer Bell).
Curiosidade: Irmã mais velha de Emily Brontë (autora do O vento dos morros uivantes).
Morou em Bruxelas aonde em troca de comida e estudo, ela lecionava inglês.
Motivo por usar pseudo nome: "Não gostávamos da ideia de chamar a atenção, por isso escondemos os nossos nomes por detrás dos de Currer, Ellis e Acton Bell. A escolha ambígua foi ditada por uma espécie de escrúpulo criterioso segundo o qual assumimos nomes cristãos, claramente masculinos, já que que não gostamos de nos declarar mulheres, uma vez que naquela altura suspeitávamos que a nossa maneira de escrever e o nosso pensamento não eram aqueles que se podem considerar 'femininos'. Tínhamos a vaga impressão de que as escritoras são por vezes olhadas com preconceito e tínhamos reparado como os críticos por vezes as castigam com a arma da personalidade e as recompensam com lisonjas que, na verdade, não são elogios".



"Mesmo que o mundo inteiro detestasse você e a achasse má, se sua consciência a absolvesse de qualquer culpa,você não estaria sozinha..."


"Eu me lembrava de que o mundo real era vasto,e que uma quantidade enorme de esperanças e medos,de sensações e emoções , estava à espera daqueles que ousassem sair por ele afora,buscando,em meio a seus perigos,o verdadeiro conhecimento do que é a vida".




"É inútil dizer que os seres humanos deveriam satisfazer-se com uma vida tranquila.Eles precisão de ação.E se não a encontrarem,irão fazê-la acontecer."


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Meus Oito Anos

Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais

Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais.

Como são belos os dias
Do despontar da existência
Respira a alma inocência,
Como perfume a flor;

O mar é lago sereno,
O céu um manto azulado,
O mundo um sonho dourado,
A vida um hino de amor !

Que auroras, que sol, que vida
Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar

O céu bordado de estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !

Oh dias de minha infância,
Oh meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã

Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha, irmã !

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Pés descalços, braços nus,

Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas
Brincava beira do mar!

Rezava as Ave Marias,
Achava o céu sempre lindo
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar !

Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da, minha infância querida
Que os anos não trazem mais

Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Abreu, Casemiro. "A Primavera" - Coletânia Vol I.