sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Amar você é coisa de minutos…

(Paulo Leminski)
Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui

Góes Fred (org).“Melhores Poemas de Paulo Leminski”. Editora Global. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Apologia ao racionamento de água



Uma crônica de Gabriella Gilmore


De frente para seu bar, o dono lavava o chão tranquilamente.

- Me desculpe o comentário, mas eu não vejo ‘vida’ ai. Comenta uma jovem encostada numa árvore enquanto descascava sua maçã.
O senhor sem entender, fez um som com a garganta que pareceu um rosnado e perguntou: Do que está falando minha jovem?
- Dessa água toda que o senhor está desperdiçando. Se fosse um jardim, até te entenderia, mas o chão? Ainda mais com essa ameaça em que estamos vivendo sobre não ter mais água potável no futuro…
- E vou deixar o bar sem limpar? Não dá para receber clientes com o ambiente sujo.
- Eu sei, mas amanhã quando o senhor não tiver mais essa água ai nem para beber, serão dois problemas: a sujeira e a sede. Credo. Realmente não quero estar aqui.
- Olha só, eu acho muito bonito uma moça tão jovem com essa mentalidade filosófica, mas deixe-me trabalhar.
- Ok. Como o senhor quiser.

(…)

- Quer saber? Todo mundo lava a calçada, seus carros e coisas assim, por que EU tenho que economizar?
- Rá!! Sabia que iria questionar isso. Mas pensa bem, se todos continuarem pensando assim, com o umbigo, o amanhã vai chegar mais depressa, e ai? CO-MO-FAZ?
- Você tem razão. Disse ele desligando a torneira e pegando uma vassoura para continuar limpando o lugar. E agora que somos dois com esse seu "racionamento", acredita que teremos força para economizar mais?
- Vou te contar um segredinho. Disse ela se aproximando. Só basta você influenciar mais uma pessoa. A corrente faz o resto.
- De onde veio essa garota? Ele se perguntou.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Diálogos 1: Sobre Beleza




Ele disse que sou bonita. E eu não concordei, claro! Tenho espelho em casa, né? Mas ele não desistiu. Ficou batendo na mesma tecla:

__ É bonita! É bonita, sim!

Muito debochada, respondi:

__ Acha, então, que devo quebrar o meu espelho?
__ Sim! Colocaram na sua cabeça que você é feia. Você está sensível. Fragilizada.
__ É amigo! Acho mesmo que sou muito sensível. E isso não é uma coisa muito boa no mundo pragmático em que vivemos, sabia? Viramos alvo fácil! Estou tentando aprender a arte da camuflagem e me passar de mulher dura e cruel. Pode parecer estranho, mas ainda é a melhor maneira que encontrei para sobreviver.
__ Não vale a pena! Você não é assim. Tem gente que admira você.
__ Vou tentar acreditar.Penso até que me fará bem acreditar em algo assim. A esperança não deve morrer, não é? Dizem que ela é a mola-mestra que nos impulsiona para o dia seguinte.
__ Pára de ser negativa! Pára de se diminuir! Pára com isso de que é feia! - se zangou comigo.
__ Tenho o péssimo hábito de dizer tudo que me vai a cabeça. Digo de súbito, sem pensar. Isso não é bom, eu sei.
__ Você acha que sou bonito? Eu sou velho, gordo, careca...
__ Que seria do amarelo se todos gostassem do azul? Eu gosto de azul, de borboletas azuis. Rs... E também gosto de vinho. E você sabe o que dizem dos vinhos? Contudo, há os que dizem que vinho dá porre. Talvez! Mas só os vinhos baratos e aqueles que não são bebidos adequadamente. Eu sei beber vinho de gole em gole, deixando que ele me leve em todas as suas notas, suaves ou rascantes. Vinhos são para se beber como quem tenta um ponto de encontro com o divino.
__ Então, pronto! Para mim você é bonita e eu sou vinho.
__Vamos ouvir uma música? Eu posso ver minha vida sem muitas coisas, mas nunca sem poesia e música.Obrigada por dividir mais essa tarde comigo.

Fomos ouvir Loreena Mckennitt enquanto esperávamos a noite chegar. 
(Waleska Zibetti, in "Diálogos 1: Sobre Beleza")

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

"AS PESSOAS" - Crônica



AS PESSOAS

Uma crônica de Gabriella Gilmore

5:45 A.M

Ela não sabe ao certo se realmente receberá visita no final daquele domingo.
Catarina abre os olhos e vê que a luz da sua secretária eletrônica estava piscando. Ela tem uma nova mensagem.
Estica a mão direita para alcançar o botão play.
Beep! Você tem uma nova mensagem.
“Bom dia dorminhoca. Se quiser mesmo assistir filme comigo no final da tarde, me fale o melhor horário para eu ir até sua casa.” Beep!
Catarina ficou olhando para o teto. Logo os olhos se fecharam. Enquanto algumas pessoas não dormem, ela voltou a dormir.
As horas pareciam intermináveis. Se ela pudesse, acordaria só no final da sua vida, para um último suspiro. “Oh, como viver tem me doído à alma!”
Aos olhos dos outros, sua vida era perfeita.
Já havia conquistado quase tudo em tão pouco tempo.
Tinha uma carreira de sucesso. Era inteligente, bonita, da fala correta. Tinha seu próprio apartamento, seu carro e seus bichos. Visitava todo dia sua mãe. Era amada, idolatrada, e invejada. Entretanto, quem se importava? Talvez nem ela mesma dava conta do curto conto de fadas em que vivia.
“Posso dizer o horário. Preciso de ânimo para levantar dessa cama.” Já era quase a hora do almoço. “Nem tomei o café. Quem adiantou o relógio?”
Já era 11:45 A.M.
Virou o corpo para a direita. Soltou um gemido e apertou novamente o botão play da secretária.
Beep! Você não tem nenhuma mensagem.
“Ela não vem!”
Pegou o celular para digitar um torpedo.
“Se importa da gente remarcar o filme para outro dia? Acordei mentalmente indisposta para fazer um social.”
A resposta só foi chegar duas horas depois.
Sua amiga já estava em outro compromisso. Para algumas pessoas as horas passam.
Cacá olha para o teto. Ele tem sido sua distração há meses.
O telefone toca.
Ela dá um sorriso e um suspiro. Mas era a portaria tentando testar o interfone do apartamento. Seu humor volta à cor amarela.
Depois de 40 minutos, ela se arrasta para o banheiro.
Olha-se no espelho, encarando as olheiras de tanto dormir.
Lava o rosto. O seca lentamente na sua toalha de 200 fios 100% algodão. Encara-se novamente.
Dá leve batidinhas nas bochechas na esperança de ver sangue correr naquele local.
Dá um sorriso forçado, mostrando os dentes perfeitos.
Depois de escova-los, resolve tomar uma ducha quente para ver se relaxava a falsa tensão.
Enquanto isso, ela pensava. Pensava de novo, e de novo. Passam-se as horas, e nada acontece.
Ela esperava por uma visita que ela mesma desmarcou.
Insatisfeita.
Depois do banho tomado, ela se senta em frente ao computador.
Pensa em escrever, mas àquelas horas não a permite digitar se quer um pensamento. Eles eram rápidos demais. Vagos demais.
Desliga o aparelho.
Decide fazer um leite quente com canela.
Ao sentar em frente à TV, ela percebe que não tem hábitos de assisti-la.
Termina calmamente seu leite, e volta para a cama.
As horas não passavam.
Infindáveis. Fadigosas.
Ela olha para sua estante de livros e pega um exemplar de provérbios.
“Não quero ser rude, mas preciso te lembrar de que amanhã é segunda-feira. Carpe diem. Boa leitura.”
Era um recado antigo que estava escrito na página branca do título. 
Pegou a chaves do carro, e foi visitar as pessoas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sobre o "Amor Natural" e outras sensações

"Os movimentos vivos no pretérito
enroscam-se nos fios que me falam
de perdidos arquejos renascentes
em beijos que da boca deslizavam
para o abismo de flores e resinas.

Vou beijando a memória desses beijos."
[1]


Erótico, pornográfico e nunca vulgar!
Talvez essa seja a definição desse livro até pouco tempo desconhecido pra mim. E a cada poema a imaginação ia dando comandos a todos os sentidos. Um choque para os desavisados, um deleite para os amantes e um rubor para quem se descobre lendo esses poemas.

"O que se passa na cama
é segredo de quem ama."
[2]

E nas cucas de quem se destina a ser livre o que se passa?O que mais houvesse para haver na cama entre casais diversos, está descrito lá. Mas e os tímidos? (Olha eu aqui!!!)
Como foi dito por Mário de Andrade, "Faz todo o sentido, mesmo sendo culpa dessa bendita timidez". 
E a reação foi: Como assim, o Drummond?  
Nesse caso a frase "sabe de nada, inocente", se encaixa perfeitamente. 
Pronto! O lado carnal e humano do Drummond estava descoberto. 
Através de 40 poemas póstumos (O engraçado é que esses poemas foram guardados por anos e só foram publicados 5 anos após a sua morte) você descobre um lado seu até então desconhecido. E como um outro velhinho e dessa vez safado "assumido", o Bukowski já poetizou:

"há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te."
[3]

Em pleno Século XXI a nossa sociedade ainda é muito repressora ao falar de sexo. Existe uma falsa liberdade e muita hipocrisia reinante: sexo é sempre caricaturizado perdendo-se muita qualidade com tal postura. Para os curiosos recomendo a leitura, para os apaixonados uma pimentinha, para os que tem feitiche um convite. 

Decifre e chega de porquês na história. Vai logo sua alma libertina!







Au Revoir
Até o próximo texto  


[1]Andrade, Carlos Drummond. O amor natural. 1ª Edição. São Paulo: Companhia das Letras. 2013. Página: 48.
[2]__________________________. O amor natural. 1ª Edição. São Paulo: Companhia das Letras. 2013. Página: 16.
[3]Bukowski. Charles. O Pássaro Azul. O Leitor Cabuloso. Disponível em: http://leitorcabuloso.com.br/2013/07/sexo-alcool-e-poesia-o-lirismo-maldito-de-charles-bukowski-o-velho-safado/ . Acessado em 10/1/2015.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Enquanto Isso...



Enquanto ele caminhava pela rua pensava na infância agora tão distante. Era tempo de carrinho de rolimã e pipa com rabiola de jornal. Sua mãe era pobre demais e hoje ele tem coisas que nunca poderia imaginar naquela época. Tomava suco da fruta da época... Riu lembrando-se que na sua infância cada fruto tinha seu tempo e tudo estava ali descendo os seis degraus que separavam a casa do quintal. Ele tinha um cão de nome Corisco. E então se riu a valer sozinho caminhando pela rua. Corisco era nome de cavalo e de corisco seu cão não tinha nada: era magro, pulguento e vermelho de terra.  “Um dia bate um vento e leva esse bicho” – repetia sua mãe enquanto escolhia feijão para o almoço. E ele fechou os olhos por um segundo para sentir o cheiro. Ele só não sabia qual cheiro procurava se o da mãe, o da comida na lenha ou o da infância. E lá vai ele rua abaixo...

Ela estava indo pela rua como sempre fazia organizando em seus pensamentos a sua agenda apertadíssima. Enquanto caminhava apressada pela rua em seus saltos, ela revirava coisas na bolsa. Ela sempre procura na bolsa alguma coisa. Nunca entendeu que o que ela procura não está na bolsa. O que ela procura está nos olhos de alguém que ela nunca verá porque tem os olhos preso no fundo preto da bolsa lotada de coisas vazias. Ela tem que ir ao banco pagar a conta que vence hoje e ao dentista as quinze depois de passar na lotérica e fazer uma fezinha. À noite ela vai chegar a casa e preparar o jantar (macarrão que é mais rápido porque hoje a novela vai ser boa e ela não pode perder). No fim da noite ela abraçará o travesseiro pensando em coisas que fará amanhã enquanto revirará pela rua a sua bolsa de inutilidades. E lá vai ela rua acima...

Ele passa por ela e perde seus pensamentos felizes olhando curioso para a mulher linda que se esconde na bolsa. Ela nem ouve quando ele sorri e lhe diz bom dia porque ela sabe que estava ali, em algum lugar, o endereço da agência. E lá vai ele rua abaixo. E lá vai ela rua acima.
(Waleska Zibetti, in "Enquanto Isso")

sábado, 10 de janeiro de 2015

Keith Urban - Country music



Bom dia pessoal!!
Sabadão chegou e estou trazendo uma dica de música hoje.
Eu já venho escutando as músicas de Keith desde do ano passado. Ano numa vibe super country, o que acho razoavelmente bom. rs.
Quando eu começo a gostar mesmo de algum grupo, eu acabo mergulhando em sua história da carreira. Antes de ontem assisti um documentário deste cantor no BIO, e venho hoje dividir algumas informações que achei interessante dividir com vocês.

Keith Urban é da Nova Zelândia criado na Austrália. Começou a tocar violão desde moleque, e quando adolescente já tocava em festivais e já tinha um desejo: Se mudar para Nashville nos States e tentar viver do estilo musical que tanto gostava: o country.
Suas bases musicais também tem muito do rock. Podemos ver isso em arranjos virtuosos ao assistir suas apresentações ao vivo, que confesso serem até melhor do que as de disco.
Ao se mudar para os States, naquela cidade pequena, ele foi encontrando uma série de problemas, e um deles era adaptação e preconceito. Como concorrer com os melhores do country music do mundo? (Quem conhece Nashville aqui gente?)
Lá ele conheceu o vício em drogas, o que acabava sendo um "refúgio" para si. E algumas vezes se internava em Rehabs.
Após dez anos de muita divulgação das suas músicas, tanto como projeto solo e participando de bandas de rock, Keith finalmente conseguiu alavancar a sua carreira em The Ranch, em 1999. E ai ninguém conseguiu segura-lo.
Em meados de 2004, ele conheceu a atriz Nicole Kidman, e em um breve relacionamento eles se casaram.
Seis meses após o casamento, diante de uma decisão muito importante na sua vida em plena ascensão, Keith decidiu se internar por um tempo maior, a sair em tour com um de seus albuns que sem dúvida dos produtores seria um novo marco em sua história como músico. 
Como o apoio da esposa e dos amigos e continuou firme sobre aquela importante decisão que poderia ou não prejudicar sua carreira.
Escolha sábia esta, que fez com que eu esteja agora escrevendo algo sobre este cantor/compositor de tamanho talento e sobriedade. 

Espero que gostem do som deste rapaz.
Cheers!!!

Vou te complicar

Vou te complicar. No próximo abraço, pequena, vou te apertar mais que o costume e vou fazer tua boca encostar meu pescoço. Ali, duvido que teus lábios resistam à tentação que a eles se oferece. Do beijo premeditado, vou dizer alguma coisa no seu ouvido que vai ecoar pela sua cabeça e descer, lentamente, como uma mão atrevida passeando pela barriga até o pé. E depois eu troco de lado, sussurro outro segredo pra compensar o peso. Cada orelha leva uma mordida, uma confidência e um arrepio.
Vou dificultar as coisas pra ti, moça bonita. Assim que te pousar – no próximo abraço vou arrancar seus pés do chão – vou encarar seus olhinhos que já terão se aberto depois daquilo. Cronometrando os segundos em que mantemos contato, num passe de mágica vou sumir com o mundo ao redor. Não importa em que condições climáticas ou emocionais nos encontremos, só restará eu e você no ilusionismo da atração. Aos poucos, num redemoinho, tudo volta ao lugar. Meus braços, relaxando, começam a soltar o seu corpo.

Vou te decifrar mais a cada instante. Com medo que eu te descubra e te apresente a cura (apesar de não existir mal nenhum), você vai ensaiar um passo pra longe, uma repulsão instintiva de quem se sente caçado. Tua mãos, entretanto, ainda comigo em contato, vai ser puxada de volta num leve gesto de quem não quer te deixar ir embora. Agora de costas, ou meio de lado, meio torta, vai evitar me olhar. Nessa hora eu não prometo estar sem sorrir, menina. E quem foi que disse que eu deixaria tua presença feminina, que me desperta e contamina meu ar com um essência tão boa, rapidamente se afastar.

Vou te quebrar. Talvez você não entenda de onde surge a vontade onde só existia medo. Espera o pior de mim, e é bom mesmo que fique esperando. É que mudou alguma coisa, não em mim, mas em nós. E seria tão melhor se tivesse ficado como estava, né? Não. Seríamos cada metade da história vagando por aí, pequena, sem ao menos ter o vislumbre de imaginar para onde escoa esse sentimento.


Lacombe, Gustavo. "Vou te complicar". Textos, Idéias e Poesias. Disponível em: http://gustavolacombe.com.br/2013/11/14/vou-te-complicar/. Acesso em: 09/01/2015.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Talvez - Pablo Neruda


Talvez não ser, é ser sem que tu sejas,

sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul,

sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos,

sem essa luz que levas na mão que, talvez, outros não verão dourada,

que talvez ninguém soube que crescia como a origem vermelha da rosa, sem que sejas, enfim, sem que viesses brusca,

incitante conhecer a minha vida, rajada de roseira, trigo do vento, 

E desde então, sou porque tu és 

E desde então és sou e somos... 

E por amor Serei... Serás... Seremos...

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Adeus ano velho. (Frases)

Música do dia na versão de Dixie Chicks.

You can't hurry love

Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. (Carlos Drummond de Andrade)
· Jamais haverá ano novo se você continuar a cometer os erros dos anos velhos. Pense nisso. Feliz Ano Novo!