terça-feira, 29 de julho de 2014

Cadillac Records

Olá amigos do C.L.V estamos aqui de volta com mais uma Sugestão de Filmes, e dessa vez venho com uma Biografia Musical bem legal!
Quem aí sabe as origens de algumas das melhores vozes do Rock, Soul e R&B?
O filme conta a história da musica desde o início dos anos 1940 para o final de 1960s focando na famosa gravadora de Blues sediada em Chicago, Chess Records, do executivo Leonard Chess, e de cantores que gravaram na mesma, como Etta James, Muddy Waters, Chuck Berry, Little Walter entre outros.
ENREDO


Leonard Chess, filho de imigrantes judeus da Polônia, vive com sua jovem esposa Revetta em Chicago. O homem de uma família pobre tem um sonho de uma vida financeira estável e um Cadillac. Foi o primeiro a abrir uma gravadora para músicos de Blues afro-americanos. Ao mesmo tempo Muddy Waters se muda do interior para a cidade. Leonard fundou em 1947 a Blues-Label Chess Records, e Muddy Waters passa a ser o primeiro artista com contrato assinado.
Muddy grava sua primeira música, logo depois vai com Leonard visitar sua antiga casa no Mississippi. Ao chegar lá a música é tocada na rádio. Eles têm o primeiro hit, e como recompensa Leonard dá um Cadillac para Muddy. Isso acaba se tornando uma tradição: cada artista com sucesso na Chess Records recebe um Cadillac.


De volta a Chicago, Leonard Chess se junta com seu irmão Phil, juntos eles criam um novo estúdio e leva outros artistas, como o gaitista Little Walter que o chama de "pai branco". A gravadora produz hit após hit. Finalmente, eles descobrem a estrela do blues Chuck Berry, que atingiu todo o país com seu estilo de música, inclusive as pessoas brancas. Agora só uma estrela feminina. Com a jovem Etta James, eles encontram uma voz que Leonard não só admira profissionalmente, mas também particulamente. Etta também se sente atraída por Leonard, mas sabe que ele nunca será seu parceiro.

Após crises, brigas, discórdias, rivalidades Leonard se vê obrigado a fechar sua gravadora. Ele entra no seu Cadillac, quando ele entra em seu Cadillac pela última vez, ele vê o seu logotipo no espelho retrovisor, ao virar a esquina e morre de um ataque cardíaco. Muddy Waters voa para Londres e começa sua carreira internacional.

PERSONAGENS 


  • Adrien Brody interpreta Leonard Chess um empresário judeu de Chicago, que vê musica negra como uma mina de ouro em potencial.

  • Beyoncé Knowles interpreta Etta James uma cantora de soul que conquistou as pessoas brancas, tem interesse amoroso em Leonard. Leonard arranja um encontro de Etta com seu pai branco, mas o mesmo não quer saber da filha.  Descrita pela Entertainment Weekly como "uma roqueira viciada em drogas, que praticamente abre um buraco na tela com seu sofrimento acumulado, ela abalou a gravadora, mas poderia não ter nenhuma satisfação, já que Beyoncé faz uma Lady Sings the Blues em miniatura".
  • Jeffrey Wright interpreta Muddy Waters um arrendatário que trabalhava sob o sol escaldante de Mississippi. Se mudou para Chicago para viver da música e teve sua guitarra eletrificada pela primeira vez por Leonard Chess. Foi a primeira estrela que tinha contrato com a Chess Records. Ele é o mentor de Little Walter.

  • Mos Def interpreta Chuck Berry um guitarrista de country alternativo, após contrato com a Chess Records é o primeiro a fazer um hit R&B, entrar nas paradas pop.
  • Cedric the Entertainer interpreta Willie Dixon um baixista e compositor. Narra toda a história — segundo A.O. Scott da New York Times — "com a voz suave de caipira".
  • Columbus Short interpreta Little Walter um conturbado, imprudente, tocador de gaita brilhante.
OPINIÃO
O filme foi de uma evolução tremenda. Tudo evoluiu de maneira muito próxima. A trama, os personagens e a preparação do filme. A sacada do Leonard em relação a descoberta de novos talentos em uma região tomada pelo preconceito em meados dos anos 1940 fez o cenário musical dar uma reviravolta.
Cadillac Records é um filme obrigatório não só para quem gosta de filmes baseado em fatos reais mas também para quem quer aprender sobre uma parte importante da história da música mundial!
Para os amantes do Blues é uma delícia a trilha sonora do filme Cadillac Records é escrito e dirigido por Darnell Martin. Você poderá ouvir algumas músicas que imortalizaram grandes nomes da música americana que originou posteriormente o velho rock. 

E pro post não ficar extenso, aqui vai o trailer!
Até o próximo post
Au Revoir

domingo, 27 de julho de 2014

Meu Fim de Semana Com Marilyn

Aqui registrarei os meus pensamentos sobre as partes que mais me tocaram no romance "Minha Semana Com Marilyn" de Colin Clark. 

Introdução:

"Eu acredito em mágica. A minha vida, como a da maioria das pessoas, é feita de uma sucessão de pequenos milagres - estranhas coincidências que resultam de impulsos incontroláveis e dão origem a sonhos incompreensíveis. Passamos grande parte da vida fingindo que somos normais, mas por baixo da superfície todos nós sabemos que somos únicos".
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

E assim começo minha viagem nesse novo mundo. Colin está certíssimos, ainda que neguemos em todos nós paira uma aura louca. A minha tem asas multicoloridas gigantescas e habita um reino completamente mágico e alucinógeno. Não espero que me entendam. Não espero que o visitem. Em meu mundo de sonhos mágicos, a normalidade não sobrevive porque lá respiramos liberdade.

Parte 1

"Marilyn era uma verdadeira deusa e deveria se tratada como tal"
(Colin Clark, in "Minha Semana com Marilyn")

O que faz alguém ser marcante é a essência. E a essência transcende o físico. Ninguém se torna uma diva. Ou se nasce diva ou não. A essência iluminada atrairá atenções naturalmente, sem esforços. É que a maioria vive escondida num manto de trevas da ignorância e ausência de pureza de ação. As pessoas de essência iluminada atraem esse lado escuro do outro para sua luz. Desesperados os "não-iluminados", motivados pela inveja, tentam roubar dos "iluminados" algo que lhes garantam um pouco de grandeza, leveza ou paz. Chego a conclusão que pessoas como Marilyn Monroe, Raul Seixas, Virginia Woolf e outros; nascem com uma estigma especial de Deus para transformar sua luz em arte, sentimentos em algo visível, legível, tocável... E acabam vitimados pelo mundo que não os entendem. Ou, se preferir, acabam engolidos pela maioria não-iluminada que habita o mundo.

Parte 2

"Ela está envolta numa espécie de mando de glória que tanto protege quanto atrai. Sua aura é incrivelmente forte - forte o suficiente para ser diluída em milhares de telas de cinema de todo o mundo e ainda assim sobreviver. Em carne e osso, sua quantidade estelar vai quase além do que se consegue suportar. Quando estou com ela, meus olhos não querem deixá-la. Por mais que eu olhe para ela, eles simplesmente nunca se cansam e talvez isso ocorra porque eu não consiga realmente vê-la"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

As vezes imagino as emoções como a pele coberta por uma tecido tão fino quanto um véu. Fácil de serem tocadas e percebidas, mas poucos prestam atenção e, por isso mesmo, atravessam o tecido fino com palavras de aço ou gestos de navalha. As criaturas de sentimentos expostos - chama-los-ei de "Iluminados" - se entregam a arte porque nela eles podem criar labirintos onde se escondem dos seres mais comuns ou dos que escondem suas emoções por trás de cortinas de ferro - que chamarei de "insensíveis". 

Acho também, que com o tempo os "Insensíveis" caem no vazio e perdem suas referências. É quando os "iluminados" passam a ser suas vítimas. Pois os "Insensíveis" os perseguem para vampirizá-los até que, depois de totalmente esgotados pelo sofrimento, os "iluminados" se percam de si nas vielas da loucura.

Parte 3

"Por que as pessoas não podem entender que, quer elas gostem ou não, essa é a maneira de Marilyn funcionar e que elas já deveriam estar acostumadas a isso?"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Cada um é como é. Não há como negar isso. A a palavra de ordem é "repeito". É tão fácil e cômodo julgar. Mas porque não se por no lugar do outro? Por que não tentar entender o que leva o outro a ser tão diferente de nós? Colocar-se no lugar do outro, sentir seus medos, ouvir seus choros, levar seus tombos... Cada um de nós tem seus porquês particulares que se não nos justifica ao menos nos explica. É preciso baixar o dedo que acusa e abrir os braços que acolhem.

Parte 4

"Marilyn estava sozinha. Ela precisava de alguém com quem conversar, alguém que não fizesse nenhuma exigência"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Sempre me pergunto sobre o que é solidão. Sinto que tenho uma alma solitária. Isso não é ruim até o momento que as pessoas insistem em invadir a minha solidão com seus sentimentos de superfície ou psicologia de mesa de jantar. Sou sozinha por natureza. É como me sinto bem. Fico melhor quando não tenho que me explicar em conversas. Não sou triste. Penso que sou observadora da vida e de mim mesma. E faço isso melhor quando estou em silêncio e sozinha em meus pensamentos. As pessoas precisam cobrar e falar. E acabam falando demais por conta dessa necessidade. Eu acho que muitas vezes um sorriso faz mais que um discurso inteiro.

Parte 5

"Você é uma estrela. Uma grande estrela... Você não pode fugir disso. Você tem que atuar" 
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Quantas vezes pensamos em desistir? Fugir de nossos problemas pode parecer uma solução imediata para todos. Mas nunca é! Assumir o nosso papel diante da vida, encarar as dificuldades, os medos, as tempestades; é o que nos faz grandes. Desistir é a solução dos fracos. Ninguém se espelha num covarde. O próprio covarde se envergonha de si em justificativas vazias. Muitas foram as vezes que eu fiquei na hesitação entre sair de cena ou ir até o fim do ato. No fim, sempre optei por me manter no palco e até hoje nunca me arrependi do resultado no final. 

Parte 6

"Ninguém bateu em mim como fizeram com você. Simplesmente parece que não havia ninguém por perto a maior parte do tempo. Você entende o que estou querendo dizer?"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Sempre estou só. Mesmo numa multidão, eu tenho a sensação de ser sozinha. Não tenho amigos. O mundo sempre me assustou. Tenho sempre a ideia de que estou a margem do resto deles. De tanto ser assim, as vezes, tenho medo da loucura. Estou sempre pensando nela. É confuso de entender. Acho que até nisso sou só. Só eu me compreendo realmente.

Parte 7

"Mas, Colin, eu não quero ser inatingível. Eu quero ser tocada. Quero ser abraçada. Quero me sentir envolvida por braços fortes. Quero ser amada como uma garota comum, numa cama comum. O que há de errado nisso?"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

E por que as coias chegam a esse ponto de isolamento? Eu não sei! O fato é que a cada dia as pessoas se isolam mais do mundo. Por medo trocam o mundo exterior por universos introspectivos. E não ser atingido pelo mundo exterior fica algo completamente aceitável e compreensível. Isso pode parecer assustador, nas de fato não é. Tornamo-nos mais observadores de si e dos outros e talvez por isso mesmo, ainda que os outros não penetrem em nossos "abismos", nós os compreendemos e percebemos nas suas pontes. Contraditório, não é? Mas acho que viver nunca foi um caminho coerente e reto. 

Parte 8

"Quer dizer que você é um dos seres mais especiais de todo o mundo e, independente do que dizem todos aqueles odiosos professores e psicanalistas, você conquistou isso tudo por si mesma. Você deveria se sentir muito orgulhosa"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Somo criaturas lapidadas. Uns se permitem mais outros menos, mas todos somos obras de arte da vida. Alguns com arestas, rascunhos de si. Outros obras perfeitas. Qual vale a pena ser? Ora, tanto faz! O importante é que sejamos conscientes de que somos únicos, com importância e relevância. Até os rascunhos e esboços podem mudar a visão de alguém. Cada indivíduo tem seu lugar de importância na vida. Somos uma viga que sustenta algo no mundo. Parte da construção. Isso é que não podemos nunca perder de vista. 

Parte 9

"Você não está perdida no meio de uma tempestade, Marilyn. Você é a tempestade!"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Já me disseram isso. E que assustador foi quando me encarei assim. Eu sou mesmo tempestuosa e não passo nunca despercebida. Mesmo quando quero. É algo além de mim. Juro que queria ser só um chuviscar, as vezes. Mais há intensidade demais em mim e eu não sei passar pela vida se não for assim intensamente. Há os que fecham e as portas e janela ao me verem passar e eu me debato contra os vidros sem entender porque eles me rejeitam. Porém, para me consolar, ainda há os que gentilmente vem até mim para dançarem em minhas águas.

Parte 10

"Mas eu também sou uma pessoa"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Ah, Marilyn! Como eu a entendo! Como sei que o quanto tudo isso devia doer em você. Eu não tenho nem a metade do seu brilho, talento ou fama. Mas sei que toda tempestade quer, no fundo, um lugar seguro para cair. 

Parte 11

"Eu quero encontrar alguém que me ame - com todas as coisas bonitas e feias"
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Somos como a lua e ocultamos o nosso lado feio num véu de mistério. Ninguém quer ter defeitos. Mas quando entendemos que nossos defeitos são parte do que somos começamos a olhar o mundo com outra perspectiva. Percebemos que somos falhos e aceitamos que outro também seja. Aceitar, entender, tolerar e se possível, ajudar o outro com suas falhas é o passo primordial para bons relacionamentos. Somos bilaterais. O bem e o mal formam as duas partes que nos compõe. Não dá para passar pela vida sem se encarar no espelho e decidir quem fica livre: o anjo ou o demônio.

Parte 12

"Arthur diz que eu não penso suficientemente, mas parece que eu sou feliz apenas quando não penso."
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

__Me desliguem! - eu já falei tantas vezes depois de ver o dia amanhecer na varanda. Eu penso muito e adoraria parar de pensar, as vezes. Me desligar de tudo. Mas pessoas inquietas estão eternamente trancafiadas no universo filosófico ou criativo. Criando e recriando questões sobre si e sobre a vida. Viver para os inquietos é um mover-se constante dentro de si. É o farfalhar incensante das asas da borboleta que nunca se cansa de experimentar as cores e formas do jardim que não se margeia.

Parte 13

"Achei que se me casasse seria alguém."
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Ah, a juventude e suas soluções fáceis! Com a maturidade uma coisa tive certeza: nada é fácil. E uma decisão mal tomada na juventude nos condena a uma maturidade de arrependimentos. Quando se está triste e sozinho e alguém nos oferece abrigo e carinho, tendemos a pôr nesse alguém toda a esperança de um futuro bom. E aí erramos. Temos que aprender a pôr em nós esse lugar seguro para onde voltar quando a vida pesa. Temos que ser o nosso próprio porto. Afinal, só nós conhecemos a fundo nossas razões e dores. Para evitar sofrimentos maiores precisamos aprender a nos abrigar.

Parte 14

"Um motivo que a impedia de levar as pessoas consigo era ela própria não fazer a mínima ideia de para onde estava indo. No entanto, ela chegou lá. Ninguém pode negar isso, e basicamente, ela conseguiu isso sozinha."
(Colin Clark, in "Minha Semana Com Marilyn")

Estou acostumado a ver pessoas se aproximarem de mim por razões que vão desde a curiosidade até a mera casualidade mesmo. E como chegam, se vão. Eu não sei lidar com a despedida. E sinceramente raras foram as vezes que entendi o adeus. Contudo, a porta de saída de minha vida é de livre acesso aos que precisam usá-la. A única advertência é a de que não há caminho de volta. Nunca aprendi a perdoar. De tanto assistir as pessoas saírem e entrarem em meu mundo, escolhi ser solitária. E de um tempo para cá, todos os dias me sinto mais esvaziada do mundo e de suas relações. Tenho dificuldades em confiar hoje em dia. Sinto muito medo das pessoas. Tenho construído ao meu redor uma muralha de loucura e poesia. 


Assim terminou meu fim de semana com Marilyn Moroe. Descobri tanto de mim nela que chorei e ri de suas emoções como se fossem minhas também. Não! Não estou comparando a ela. Eu não seria tão ridícula. Tudo que estou dizendo é que sou tão solitária e carente quanto ela, tão aparentemente forte e tão realmente frágil quanto sua alma. Norma Jean foi uma mulher que poucos viram como também poucos me viram até hoje. Marilyn foi a capa que essa mulher usou para sobreviver. Eu tenho entrelinhas para sobreviver. Para ela funcionou até os 36. Eu já estou quase com 43. Quanto tempo as letras me protegeram do suicídio? Ou será que morro a cada texto que crio?

(Texto publicado originalmente na minha escrivaninha no site Recanto das Letras. Aos que não quiserem ler o livro, deixo o filme na íntegra. Tenho certeza que é uma grande dica para esse domingo. Boa diversão!)

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Across the Universe

"Dear Prudence, open up your eyes
Dear Prudence, see the sunny skies
The wind is low, the birds will sing
That you are part of everythingg
Dear Prudence won't you open up your eyes?"
(Dear Prudence, Lennon & McCartney) 

Anos 60, como diria a célebre canção de Lennon "Give Peace a chance" ou traduzindo "Deem uma chance a paz". Em tempos de Guerra Fria, Guerra do Vietnã, Woodstock, eis um filme para coroar o romance e o amor puro!
Essa é a história de Jude e Lucy (como nas canções Hey Jude! e Lucy in the sky with diamonds, imortais letras dos Beatles), um casal que veio de situações diferentes mas, que  estão perdidamente apaixonados. Juntamente com um grupo de amigos e músicos eles se envolvem nos movimentos da contracultura de sua época.
Falando sobre amizade, paixão e movimentos sociais dos anos 60, o filme conta com bom roteiro, ótimos atores e participações muito especiais, como a atriz Salma Hayek (Bandidas;Ladrão de diamantes) e de Bono (Vocalista da banda U2). Mas o que mais chama a atenção é a música dos Beatles, interpretada pelos próprios atores. As canções sempre se fazem presentes em cena, estando em perfeita sintonia com o filme. "Across the universe" é uma obra apaixonante, que merece ser vista e admirada.

Curiosidades:
  1. De primeira: A cena em que Evan Rachel Wood (Lucy) canta "If I Fell" foi gravada logo em sua primeira tentativa.
  2. Quem sabe faz ao vivo: 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção. 
  3. Outros rockeiros homenageados: O personagem JoJo é uma referência a Jimi Hendrix, enquanto que Sadie é uma referência a Janis Joplin.
  4. Um rostinho bem bonito: Durante a canção "With a Little Help From My Friends" pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz.
E pro post não ficar extenso vou colocar o trailer!

Então fica a Dica!
Até o próximo post!
Au Revoir
 

Valha-me, Nossa Senhora! Cuide de Suassuna.

Valha-me Nossa Senhora, 
Mãe de Deus de Nazaré!
(Ariano Suassuna, in "O Auto da Compadecida")

Ariano Suassuna foi o dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro; falecido ontem em Recife aos 87 anos vítima de um AVC hemorrágico. 

 Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Abandonou a carreira em 56 para tornar-se de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste. Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”. Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000). Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário entitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar. 

 Suassuna ficou famoso no cenário literário popular brasileiro por uma literatura regionalista onde desfilam personagens caricatos que traduzem muito da cultura nordestina. E João Grilo é de longe o personagem mais popular desse escritor que nos deixará com muita saudade. E é com João Grilo que encerro esse edital. Nunca dizendo adeus um poeta, porque eles estão imortalizados nos universos particulares de seus leitores. Mas infelizmente, mais uma vez esse mês dizendo “Até breve” a um dos melhores de nossa literatura.



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Até breve, Poeta!

"A saudade é a nossa alma
dizendo para onde ela quer voltar.
Rubem Alves”

__Está morto! – Anunciaram impiedosamente.

Faz-se silêncio entre os que amam. A morte egoísta não poupa ninguém. O poeta silenciou-se. Levou consigo o que a maioria não consegue dizer. Acho que quando poeta morre o mundo fica mais duro, mais cruel, mais mundo. Virou passarinho o menino de palavras encantadas. Foi-se com seu jeito simples de me falar tanto.

O domingo foi triste. Estão de luto os versos de todos os poetas. Morre em São Paulo aos 80 anos, Rubem AlvesTido por muitos estudiosos como uma das mais relevantes personalidades no cenário teológico brasileiro; o fundador da reflexão sobre uma teologia libertadora. Sua posição liberal logo lhe trouxe graves problemas em seu relacionamento com o protestantismo histórico e especificamente presbiteriano. Foi questionado desde cedo por suas idéias e teve de abandonar o pastorado, tendo antes abandonado suas convicções doutrinárias ortodoxas. Sua mensagem é direta e, por vezes, romântica, explorando a essência do homem e a alma do ser.  Autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.

E para despedir de um poeta, nada melhor que seus próprios versos. 


“Aquilo que está escrito no coração
 não necessita de agendas
porque a gente não esquece.
O que a memória ama fica eterno.” 
Rubem Alves


“Todas as palavras tomadas literalmente são falsas.
A verdade mora no silêncio
que existe em volta das palavras.
Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas.
A atenção flutua:
toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada.
Cuidado com a sedução da clareza!
Cuidado com o engano do óbvio!”
Rubem Alves


Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros:
a beleza mora lá também.” 

Rubem Alves





terça-feira, 15 de julho de 2014

Pensando no Tempo (Uma Leitura Particular de "O Outro" - Rubem Fonseca)



“Quando chegava a hora do almoço,
eu havia trabalhado duramente.
Mas sempre tinha a impressão
de que não havia feito nada de útil”
(Rubem Fonseca, in “O Outro”)

Tenho escutado muito o “Desculpa-me, mas não deu tempo”. Não deu tempo! Tempo... O que as pessoas têm feito com seu tempo? Não há mais tempo nos jovens e isso me preocupa. Trabalho, faculdade, curso, agenda... E onde ficam os pássaros?

Devorados na ausência do tempo e nos sonhos de grandeza – quero carro viagem para Paris, cobertura - o jovem suicida-se na pilha de papéis e envelhece nos vazios internáuticos. Como é mesmo um olhar real?

Essa noite na TV um show dos Rolling Stones, no site o ícone avisa que é aniversário da Paulinha aquela amiga que mora em Volgogrado – deve ser bom conhecer alguém que mora em Volgogrado – e que eu conheci lá em... Onde mesmo? Só sei que a Paulinha é uma menina maneira que eu nunca soube o som da voz, mas imagino que seja linda.  Quantos quilômetros há daqui a Rússia mesmo?

“E, sempre, no fim do dia,
eu tinha a impressão
de que não havia feito tudo
o que precisava ser feito.
Corria contra o tempo” 
(Rubem Fonseca, in “O Outro”)

Eu sou dessas pessoas que correm contra o tempo. Na verdade eu estou sempre na contra mão. Contra o tempo, contra o mundo, contra mim... Eu gosto de estar no sentido contrário, de ir ao encontro, de estar em confronto.  E os pássaros estão no céu que hoje está meio cinza. Um dia chato de terça-feira. Povo vestido de preto e marrom. Inverno.

Devoro juízos e faço pensar. A loucura é o vinhos dos pensadores. Dos que não se importam do pé no chão desde que a cabeça resida segura na lua. Não tenho carro, vou a pé ou de ônibus, porque gosto de olhar os olhos dos para descobrir novos tons de azul e verde. Tenho pilhas de papéis poéticos em minha bolsa e encontro velhos amigos para falarmos da internet enquanto ouvimos rock and roll.

Essa noite não tem luar, me canta Renato Russo, na festa da Silvinha que mora ali em Costa Azul e que eu conheci pela Glória que mora em Unamar – Não tem nada de diferente em Costa Azul ou Unamar, eu sei porque eu estive lá. E a Silvinha é uma menina maneira e a Glória também. E as duas moram a dez minutos daqui.

“Um dia
comecei a sentir
uma forte taquicardia”
(Rubem Fonseca, in “O Outro”)

O jovem está envelhecendo rapidamente. E leva tudo muito a sério. Perde a piada, o humor, o amor... Dirige pela madrugada para chegar Volgogrado um dia e ver que a Paulinha suicidou-se porque não suportou passar o próprio aniversário sozinha entre as dezenas de e-mails que recebeu.  

E então, num café em Paris ele vai perceber que o tempo passou. E que não há números na sua agenda. Ele conhece filosofia, música, política, cinema. É cute, cool, grunge... Mas não sabe nada do rosto do espelho?

“Não é simples parar de repente de trabalhar.
Eu me senti perdido, sem saber o que fazer” 
(Rubem Fonseca, in “O Outro”)


Eu estou envelhecendo e meu corpo as vezes não acompanhar a vontade dos pensamentos. Eu morro de rir quando esqueço alguma data ou nome. Minhas mãos perderam um pouco da tez. Sou sedentária. Não me ajudo muito nisso. Mas ainda ouço rock e leio bons livros na beira da praia ou deitada no sofá. Conheço tanto de mim que  me temo. E conheço do mundo o suficiente para respeitá-lo. Sei das calçadas, das vielas, das prostitutas, dos vinhos, da loucura, do medo, da solidão, da força, do vento, da chuva, do sol, da terra, do negro, da ruiva, da porta, da fresta, da janela, dos meninos, das meninas, da boca, da coxa, da velha, do executivo, do monge, de sonhos, do tempo...

"não faça isso, doutor,
só tenho o senhor no mundo"



Estamos imersos num mundo onde a responsabilidade nos rouba o tempo e o jovem acelera o tempo na tentativa de um futuro melhor e eu do futuro aceno tire o pé do acelerador para se dar o tempo de ver os pássaros no céu que de repente agora ficou azul. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

500 dias com ela

Por Gabriella Gilmore

500 dias com ela (500 days of Summer)

"Extremamente delicioso e foge do clichê felizes para sempre."

"Zooey Deschanel está incrivelmente apaixonante neste filme."

O romântico Tom tinha uma certeza convicta de que uma vida só seria completa e feliz quando tivesse ao seu lado seu grande amor.
Até então sua vida era apenas uma rotina sem sentido, onde trabalhava em um emprego que na verdade nem era seu grande sonho (ele era escritor de cartões comemorativos).
Um belo dia ele se depara com uma nova assistente de seu chefe e para ele, foi amor a primeira vista.
Encantado com a beleza de Summer, eles acabam fazendo amizade, e nesse meio tempo ele percebe o quanto seus gostos eram parecidos e ali ele tem a certeza de que ela era o amor que faltava em sua vida.
Porém, Summer não queria compromisso sério, mesmo curtindo aquela relação "casual" no qual eles entraram num "acordo", mas no fundo, Tom estava confuso, pois ele queria algo mais consistente.
A história é contada de trás para frente, em forma de lembranças. É divertida, doce e nos deixa uma mensagem clara, de que amor não tem explicação, e que almas gêmeas é algo muito mais recíproco do que imaginamos, e que para isso acontecer, a outra parte tem que sentir o mesmo também.
Você já amou intensamente sozinho? Já tentou entender o porquê dessa pessoa não ter se apaixonado por você da mesma forma?
Então faça-me o favor de assistir 500 dias com ela que você entenderá e verá que a vida continua com ele (a) ou sem ele (a).

Atores: Zooey Deschanel, Joseph Gordon-Levitt, Minka Kelly, Clark Gregg, Geoffrey Arend, Chloe Grace Moretz, Matthew Gray Gubler.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

My Sweet Lord / All Things Must Pass


Essa canção está entre as 500 publicada pela revista norte-americana Rolling Stone em 2006 com as 500 melhores músicas de todos os tempos. (Fonte: Rolling Stone: As 500 melhores músicas segundo a revista http://whiplash.net/materias/melhores/042953-bobdylan.html#ixzz37ApfslQi)
Para alguns mais novos (<40) que pouco conhecem a história desse Ex-Beatle que cuja carreira abrangeu diversas áreas: músico, compositor, ator e produtor de cinema é bacana conhecer sua vida e principalmente sua obra que passeia entre as várias canções, inclusive aquelas cujo nunca haviam sido publicadas enquanto Beatles!
My Sweet Lord foi single principal de All Things Must Pass que se converteu logo em um grande êxito, alcançando o primeiro posto das paradas de sucesso a nível mundial e perdendo uma posterior pedido por suposto plágio da canção "He's So Fine" do grupo The Chiffons. Um juiz alegou que Harrison havia plagiado de forma não intencional a primeira canção, o que deu a George o argumento para escrever uma canção chamada "This Song" gozando do processo judicial. 

Trata, primariamente, do deus Hindu Krishna. Talvez um dos maiores mantras já ouvidos em todo o mundo, que não seja em versões Hinduístas! Traz a quem ouve uma reflexão interior e uma devoção do músico George por Krishna.

Curiosidade: Para o movimento Hare Krishna Deus é uma pessoa transcendental, possui uma forma, um corpo espiritual, portanto, Krishna é a Suprema Personalidade Deus e provou isso através de suas atividades quando esteve presente na Terra há cerca de cinco mil anos.

"I really want to know you
Really want to go with you
Really want to show you Lord
But it won't take long, my Lord (hallelujah)

Eu realmente quero conhecê-lo
Realmente quero ir com o Senhor
Realmente quero acompanhá-lo, Senhor
Mas isto não vai levar muito tempo, meu Senhor (aleluia)"

Pra mim, uma canção de muita paz!


Dica: Um dos Albuns de maior expressão do músico e um dos melhores segundo a Rolling Stone Americana vale a pena dar uma escutada. All Things Must Pass foi também o primeiro álbum triplo a ser lançado por um único artista. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame

Canções do álbum para pedir um Bis:
- "I'd Have You Anytime" (George Harrison/Bob Dylan) 
- "My Sweet Lord" (George Harrison)
- "If Not for You" (Bob Dylan)

Letra e Tradução: George Harrison - My Sweet Lord



Até o próximo post!
Au Revoir

terça-feira, 8 de julho de 2014

Feliz Aniversário, Kevin!



Kevin Norwood Bacon (Filadélfia, 8 de julho de 1958) é um premiado ator norte americano  que ganhou fama por seu papel no filme Footloose.

Na minha humilde opinião Kevin Bacon é um dos melhores atores que os anos 80 produziram. Ele tem como poucos condições de atuar em personagens de características completamente diferentes sem trazer nenhum tipo de resquício de um personagem para outro. Kevin é do tipo que não rejeita papéis, pois sabe que sua atuação forte e marcante sempre o destacará quer como mocinho esquisitão ou vilão sedutor.

Como adolescente típica dos anos 80, eu dancei demais ao som de “Footloose” e outras canções do filme sempre imaginando que um Ren McCominck aparecesse de repente para roubar a festa com passos incríveis de rebeldia e, claro, me levasse com ele no final. Ele nunca chegou como vocês podem perceber. Todavia assistir “Footloose” em alguma sessão vespertina ainda me faz ter esperanças. Infelizmente não poderia mais dançar tanto porque fatalmente teria dores no corpo no outro dia por conta da ferrugem que acumulei na minha nada mole vida sedentária.

De qualquer forma, no mundo cinematográfico  hoje tem festa para Kevin Bacon e nós do clube vamos estar juntos cantando parabéns para esse incrível cinqüentão.