segunda-feira, 21 de abril de 2014

Uma Promessa

"Morning glow morning glow
Starts to glimmer when you know
Winds of change are set to blow
And sweep this whole land through
Morning glow is long past due"
(Tradução: "Brilho da manhã, brilho da manhã
Começa a cintilar quando, você sabe
Ventos de mudança estão para soprar
E varrer toda esta terra
brilho da manhã, já era tempo")

Sob esses versos da belíssima canção do Michael Jackson é que começo esse texto.
Então amigos leitores, promessas feitas no calor da juventude são cumpridas?
Aos 20 e tantos quando os sonhos e a juventude exalam promessas e inúmeras perguntas, não nos damos contas que a verdadeira certeza é a mudança, mesmo que essa mudança não seja aquela de mudar o mundo.
Já dizia o bom William Shakespeare: "Juventude é cheia de prazer, idade é cheia de cuidados."
Esse é o primeiro desenlace dos nossos heróis DEX e EM que se imaginariam anos a frente dos vividos naqueles tempos de outrora, cultivando sonhos, mudanças e ansias pessoais desde então.
Viver com paixão, amar com toda a ternura, ter coragem para encarar os desafios e os anos que se sucederiam e o que mais a vida lhe reservasse.
Logo com Dex e EM era apenas o acaso e uma noite que os descobrira, e que o medo de nunca mais se encontrar
fariam hesitar em tornar esse mágico encontro mais do que real.
O que esperar da vida e suas artes dos encontros?
O que reservavam a vocês caros leitores com seus 20 e poucos anos e como seguem hoje?

Até o próximo Post! 

sábado, 19 de abril de 2014

Sobre Vinte e Quatro Horas


“Acho que isso é uma coisa que a gente supera com o tempo.
 [...] Você me curou de você mesmo”.
(David Nicholls, in “Um Dia”)

Se você é desses acostumados a banalizar o carinho do outro por você... Cuidado!

Quando nos colocamos numa condição de “insubstituíveis”, tendemos a nos deparar com um teatro vazio lá na frente. Ninguém nem mesmo para lhe abraçar em consolo no fim do ato.

Isso! Torça o nariz e resmungue “bobagem”. Você pensa que sempre haverá alguém a quem iludir com seu sorriso de artista. Mas saiba meu caro, que o público uma hora se cansa e começa a ver a sua atuação como apresentação barata. E pouco a pouco vão saindo do teatro para encontrar coisa melhor.

Não há carinho que resista a mentira, a ausência, a frieza... Não há respeito que resista ao interesse, as relações de conveniência, aos abraços sem calor... Não há amizade que persista nos segredos, nas desculpas, nos silêncios.

E aquele que hoje precisa, se adapta  a falta. A solidão se preenche de outras coisas. Os passos não se incomodam de marcar a areia sozinho. Os segredos que deveriam ser compartilhados se calam em suas realizações.


O mundo é adequação. E aquele que hoje é pedaço hoje e que, supostamente, implora por um pouco de você, amanhã se torna completo de outro alguém ou de outra coisa qualquer. 

O mundo é substituição. E todos nós somos peças substituíveis. Não se iluda que este que hoje o espera não poderá ir embora amanhã. Porque o mundo também é partida. E tudo que temos de certeza é que temos um dia, únicas vinte quatro horas, para pertencer, para doar, para completar o desejo, a necessidade, os sonhos de alguém. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

UM DIA - DAVID NICHOLLS

Nova leitura no C.L.V

UM DIA de Nicholls

Sugestão da colunista Mel Schutz
 


Vinte e poucos anos

“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.”
Charles Dickens, Grandes esperanças

Leitura até dia 16 de maio de 2014.
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terça-feira, 15 de abril de 2014

Sobre Montanhas e Rochas


“O que são homens comparados a rochas e montanhas?”
(Jane Austen, in “Orgulho e Preconceito”)

Quero viajar nessa frase de Jane Austen! Na verdade, peço licença para ir um pouco além e falar um pouco de um pensamento que me ocorreu de a partir do de Jane. Quero falar de homens-rochas e homens-montanhas que, em minha opinião, são diferentes embora possam alcançar o mesmo tamanho e aparente poder.

Ao pensar em Homens-rochas visualizo pessoas de insensibilidade extrema. Incapazes de curvarem-se as coisas do mundo. Aquele tipo de pessoa que olha o telejornal e resume a fome do mundo com a típica frase “Por que fazem filhos se não podem nem consigo?”. Gente que passa pelo mundo ignorando o alheio. Homens-rochas não têm tempo para nada! Andam com pastas e papéis embaixo do braço de lá para cá, são impacientes e carrancudos nas filas, reclamam do calor e do frio, questionam a real necessidade da chuva, ignoram o sorriso e a beleza de uma canção...

Mas temos que ter paciência com os homens-rocha. Muitas dessas pessoas foram endurecidas no calor da dor. Algumas explodiram numa erupção de paixão, mas esqueceram que paixão é sentimento adolescente e nem sempre tem tempo de amadurecer para virar amor. Sentindo-se incapaz de se apaixonar novamente esses seres se endurecem nas juras de nunca mais se apaixonar. Outros demoram tanto a experimentar o mundo lá fora por medo, talvez, que  sofrem pressões de todos os lados. E com tanta pressão daqui e dali, vão perdendo a vontade de sair de si e segmentam sua essência em mundos particulares no medo de não estarem preparado para outros mundos que estão além de si.

Há os que querem espalhar sua dureza por aí. Destruindo sonhos alheios com desesperança e palavras negativas. Ah, como tenho horror a esses aí! Gente ruim que torna pedra tudo que há ao seu redor por não suportar ver a beleza florescer nos corações  ao seu redor. Ainda bem que para essas pessoas que são contaminadas por essa gente-rocha podre, existe a fé e a esperança que ficam escondidas dentro deles esperando só um toque, um novo momento, um escultor disposto... qualquer coisa que os resgatem e os preparem para se tornar quem sabe os tais homem-montanha.

Porque  para mim homem-montanha é aquele que forte e que já suportou muitas intempéries, mas mesmo assim estendeu-se para todos os lados para ousar, arriscou-se a ir até onde pode; e quando não pode mais alongou-se para o céu . Homem-montanha abre-se para que outros os habite e  permite que esses novos habitantes tragam com eles novas experiências, tons, sabores, cores... que serão agregados ao homem-montanha que entende que é preciso estar nesse mundo para somar e multiplicar. Homens-montanha revestem-se de flores, folhas, bicho, nascente... São universos repletos de mistérios, mas abertos a visitação. São extensão positivas de si para a vida de outros. Germinam possibilidades e sonhos em quem toca. É rocha firme para suportar a vida, mas é terreno fértil para quem se aproxima porque está sempre disposto a compartilhar, a doar, a agregar...

No mundo deveria haver mais homens-montanhas compromissados com o outro. Pessoas de coração de mundo inteiro com capacidade de nos fazer voar quem veio ao mundo com uma asa só. Gente-cobertor que acolhe nos momentos de medo, frio ou solidão. No mundo deveria haver mais... Sei lá! Mais humanos, menos gente.


Até breve!!!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Qual é o seu valor?



Venho por meio de este informar que existem milhares de Sras. Bennet espalhadas pela nossa patética sociedade. E o pior é que há também Senhoritas Belos Seios e Bundas a rodo expondo seus “dotes” pelos programas de TV, festas, catálogos de “agência de modelos”... Enquanto houver executivos solitários e “generosos”, elas circularão solicitas por aí.

A espera de seus príncipes montados em Porshes brancos. Como são felizes e realizados quando se encontram!!! Eu adoro ver o amor fluindo em notas de cem reais.  Os olhinhos brilhantes dos bonachões engravatados ao lado de suas prendas de corpo curvilíneo que caladinhas enchem os salões de beleza. São simplesmente apaixonantes essas moças-pichorras. (Quem não sabe o que é pichorra, pesquise).

Juro que não falo com crítica! Quem me dera ter esse poder todo no lugar certo. Mas nasci feia e tive que estudar para conseguir algo. O pior é que não consegui grandes coisas. Ah, nem vou pensar nisso para não bater revolta! Mas o fato é que isso existiu e existirá sempre enquanto o mundo for mundo. Não vai mudar.

O melhor é deixar para lá. Ignorar! Ser diferente no que der e ser feliz com o que se tem. No meu caso tenho um pouco de inteligência. Elas têm medidas. Eu discuto sobre as questões sócio-políticas e psico-filosófica do mundo com amigos. Elas sorriem. Eu fervilho em questionamentos. Elas rebolam. Eu me viro nos 30 com meu salário de professora. Elas esbanjam nos shopping. C’est la vie!

O importante é saber que para uns o valor está nas atitudes, comportamentos e posturas; no que se pode adicionar de bom ao mundo ou, pelo menos, a parte dele a que pertencemos. Para outros, o valor está só no que “você tem a me oferecer em troca do que eu posso lhe dar”.

 Escolha seu lado. E façam um bom jogo!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

FUTILIDADE DOS BAILES

Por Gabriella Gilmore


Se é ficção ou não, eu não sei, mas a visão dos encontros em bailes do século XIX era basicamente uma caça ao "tesouro". A Sra. Bennet, extremamente fútil, se pudesse venderia as filhas em leilão. Muito materialista, ela basicamente se assegurava com a segurança que o casamento traria para as filhas, mesmo se elas fossem infelizes. Na minha casa, não foi muito diferente. Eu e minha irmã mais nova, fomos criadas para sermos mulherzinha de casa e esposa de pastor. Não podia aparecer algum jovem novo na igreja que ela tentava empurrar o rapaz para interagir conosco. Coisa horrorosa! Muito dessa pressão te explica o porquê da minha repulsa por casamentos, e hoje eu não sei mais, se eu realmente não quero isso para mim, ou se faço isso só para irritar minha mãe.

" Quero dizer... e se eu não gosto do que eu gosto só porque eu gosto, mas porque minha mãe não gosta, e não quer que eu goste? E se eu realmente não gostar das músicas que gosto ou os filmes ou as roupas ou os homens? E se eu não gosto do que pareço gostar?" (Lorelai Gilmore)

Me dizem por favor qual era o problema das mães daquela sociedade!?

E você leitor, sofre ou já sofreu alguma pressão por conta da comunidade hipócrita?

segunda-feira, 31 de março de 2014

Casar ou não casar? Eis a questão!


Lembro-me de meus pais lendo para mim histórias de princesas e seus príncipes antes de eu dormir. Era comum eu sonhar com castelos, bruxas, torres e o tal Encantado. Era pequena ainda, mas a coisa ficava, sabe? Era uma espécie de lavagem cerebral diária onde a informação “O Príncipe é o caminho” repetia-se até que invadisse meu inconsciente e dominasse meus sonhos.

E o tempo passou e eu saí dos contos de fada para conhecer outros autores. Ainda não tinha uma visão literária como tenho hoje e menos ainda senso crítico, então, aos 13 e 14 suspirei apaixonada lendo Sidney Sheldon. O príncipe estava lá, mesmo que sem cavalo e capa e com pequenos defeitinhos.

Graças a Deus cresci! Não conheci o tal príncipe, mas casei com algo que parecia perto de algum tipo de nobreza na época. Também, sejamos francos, eu não era nem de longe uma princesa. Então, tudo estava dentro de um parâmetro confortável. Amor? Bom, naquela época eu achava que sim. Amor era facilmente confundido com calores em certas partes e algumas crises de choro ao som de Bee Gees. Contudo, havia um envolvimento que permitia querências típicas como ficar ao lado, não se ausentar por muito tempo, trocar informações do dia a dia. Hoje vejo mais como “ausência parental”. Explico-me: meus pais separados, minha mãe não tinha diálogo comigo, meu padrasto era um saco. Eu vivia num universo só meu e do tal “semi-príncipe”. E um pensamento inocente alerta: identifico-me com ele, logo o amo. A juventude é inocente, e o pesadelo da maturidade. Mas enfim...

Casei-me aos 22. Foi bom! Foi dentro do esperado. Embora confesse que por algumas vezes pensei nos dragões e lobo maus que conheci ao ver o meu príncipe roncando ao meu lado. Noites insones inspiram pensamentos nem sempre produtivos. Fiquei 17 anos casada oscilando entre “Eterno enquanto dure” e “Acaba logo pelo amor de Deus”. Até que acabou. Bom, não é disso que é para falar. Voltemos ao ponto...

“O casamento é uma necessidade?”, você perguntou. Não! O casamento é um estágio da vida que pode ser perfeitamente ignorado. “E quando se deve casar?” – você deve estar se perguntando. Case-se quando a vida lhe assinalar que é a hora. Ainda que o juízo aponte riscos. Case-se quando você pensar que a vida com aquela pessoa pode ficar melhor, mesmo na incerteza. Case-se e pronto! Só não se case porque está ficando velha, porque as pessoas estão cobrando, porque vai ficar para “titia”, porque quer alguém que a sustente.

Ficar velha é algo natural. Pague uma aposentadoria privada, tenha boa alimentação e prepare-se para uma velhice saudável e segura. Casamento não é INSS para garantir a sua aposentadoria.  As pessoas estão incomodas porque você não tem um namorado? Dê a elas um gato e mande que elas cuidem das sete vidas dele ao invés da sua.  Está ficando para titia? Seja uma tia maneira! Vá ao cinema com os sobrinhos, jogue videogame com eles, curta essa galerinha que é incrível de se conviver quando nos disponibilizamos a entendê-los lembrando que fomos como eles.

Se não esquecer que casamento não é refúgio, é compromisso; não é obrigação, é decisão; tudo dará certo. O importante é agir com consciência para não entrar no arrependimento. E amar, amar, amar... e quando possível, amada ser.

CASAMENTO, UMA NECESSIDADE.

Por Gabriella Gilmore


"Bem sabe que não sou romântica. Nunca fui. Desejo apenas um lar confortável; e, considerando o caráter do Sr.Collins, suas relações e sua situação na vida, estou convencida de que tenho tanta possibilidade de ser feliz quanto qualquer outra pessoa que se case." Disse Charlotte Lucas.

Essa foi a explicação de Charlotte a Elizabeth Bennet, quando aceitou o pedido de casamento do primo da Srta Bennet. Srta Lucas sabia que três dias antes, Sr. Collins havia pedido a mão da prima que na mesma hora recusou.

Sem segurança financeira, e quase chegando aos trinta, Srta Lucas temia um futuro solitário e sabia que os pais não estariam ali para ela a vida toda. Não era comum a mulher trabalhar e se sustentar naquela época, portanto a única salvação para elas era o casamento. Nessas relações, o amor surgia através da convivência, ou não. Nos dias de hoje, algumas mulheres acabam repetindo histórias do passado. Por que? O que faz uma mulher esperar tanto tempo para o casamento? Dessas mulheres que tenho conhecido através deste romance, tenho me identificado com Elizabeth, mas essa fala de Charlotte externou muito o que eu penso sobre a condição da mulher com a idade "avançada". E para você, o casamento é uma necessidade?

quinta-feira, 27 de março de 2014

Não Deixe de Olhar Por Aí!


Olhe para fora sim, Gabi!!!

Porque olhando para fora observamos a miséria humana que percorre calçadas de narizes empinados e bolsas Louis Vuitton. Gente falsificada por inteiro. Ostentam orgulhosas seus luxos na tentativa fútil de esconder seu lixo, alma podre na grande maioria das vezes.  Então, olhe para fora para não se contaminar, para não ficar igual, não cair no padrão. Como diz na canção de Guilherme Arantes “Prá nunca perder. Esse riso largo. E essa simpatia. Estampada no rosto...”. É preciso cuidado para esse vermezinho nojento da sociedade hipócrita não entre por nossas narinas nos fazendo perder o senso do real, do verdadeiro, daquilo que dá sentido ao viver: a essência.

Darcy está certíssimo! Há um lado oculto em nós que nada nem ninguém muda. É o lado que questiona e incomoda. O lado que alfineta e instiga. O lado que pisa nos bons costumes com salto 15 e escarna dos conceitos de certo e errado. O lado que assombra a moral. Em certo texto meu coloquei a afirmação de que somos prostitutas na calçada da vida, todos sem exceção; e alguém se indignou nos comentários. Imagina o senhor de gravata e terno sendo comparado a uma prostituta! Despautério total de uma aspirante a escritora. E eu ri as gargalhadas lendo aquilo. Sabe por quê? Tinha achado a prostituta decadente no meio de todas as outras.

Levanta a cabeça e olha como o mundo lá fora tem alma doente e fétida. Faz isso para semear todos os dias uma flor nova em você. Para que você não sinta o cheiro prurido que eles exalam quando falam de suas posses, suas origens, suas vitórias... Orgulhosos decrépitos que ignoram o pedinte na calçada, mas discutem inflamados sobre a fome do mundo num banquete. Coloque todo dia uma dose a mais de humanidade no seu café, Gabi, para que você nunca faça isso. Que seu orgulho seja dormir em paz diante de suas escolhas, atos e conceitos. Porque assim, todo dia, você caberá mais nos ambientes e ampliará mais o seu interior.