sexta-feira, 18 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
UM DIA - DAVID NICHOLLS
Nova leitura no C.L.V
UM DIA de Nicholls
Sugestão da colunista Mel Schutz
Vinte e poucos anos
“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.”
Charles Dickens, Grandes esperanças
Leitura até dia 16 de maio de 2014.
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UM DIA de Nicholls
Sugestão da colunista Mel Schutz
Vinte e poucos anos
“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.”
Charles Dickens, Grandes esperanças
Leitura até dia 16 de maio de 2014.
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terça-feira, 15 de abril de 2014
Sobre Montanhas e Rochas
“O que são homens
comparados a rochas e montanhas?”
(Jane Austen, in “Orgulho
e Preconceito”)
Quero viajar nessa frase de Jane Austen! Na verdade, peço licença para ir um pouco além e falar um pouco de um pensamento que me ocorreu de a partir do de Jane. Quero falar de homens-rochas e homens-montanhas que, em minha opinião, são diferentes embora
possam alcançar o mesmo tamanho e aparente poder.
Ao pensar em Homens-rochas visualizo
pessoas de insensibilidade extrema. Incapazes de curvarem-se as coisas do
mundo. Aquele tipo de pessoa que olha o telejornal e resume a fome do mundo com
a típica frase “Por que fazem filhos se não podem nem consigo?”. Gente que
passa pelo mundo ignorando o alheio. Homens-rochas não têm tempo para nada!
Andam com pastas e papéis embaixo do braço de lá para cá, são impacientes e
carrancudos nas filas, reclamam do calor e do frio, questionam a real necessidade da
chuva, ignoram o sorriso e a beleza de uma canção...
Mas temos que ter paciência
com os homens-rocha. Muitas dessas pessoas foram endurecidas no calor da dor. Algumas
explodiram numa erupção de paixão, mas esqueceram que paixão é sentimento
adolescente e nem sempre tem tempo de amadurecer para virar amor. Sentindo-se incapaz de se
apaixonar novamente esses seres se endurecem nas juras de nunca mais se
apaixonar. Outros demoram tanto a experimentar o mundo lá fora por medo,
talvez, que sofrem pressões de todos os
lados. E com tanta pressão daqui e dali, vão perdendo a vontade de sair de si e
segmentam sua essência em mundos particulares no medo de não estarem preparado
para outros mundos que estão além de si.
Há os que querem espalhar
sua dureza por aí. Destruindo sonhos alheios com desesperança e palavras
negativas. Ah, como tenho horror a esses aí! Gente ruim que torna pedra tudo
que há ao seu redor por não suportar ver a beleza florescer nos corações ao seu redor. Ainda bem que para essas pessoas
que são contaminadas por essa gente-rocha podre, existe a fé e a esperança que
ficam escondidas dentro deles esperando só um toque, um novo momento, um
escultor disposto... qualquer coisa que os resgatem e os preparem para se tornar quem
sabe os tais homem-montanha.
Porque para mim homem-montanha é aquele que forte e que já suportou muitas intempéries, mas mesmo assim estendeu-se para todos os lados para ousar,
arriscou-se a ir até onde pode; e quando não pode mais alongou-se para o céu .
Homem-montanha abre-se para que outros os habite e permite que esses novos habitantes tragam com eles novas experiências, tons,
sabores, cores... que serão agregados ao homem-montanha que entende que é preciso estar nesse mundo para somar e multiplicar. Homens-montanha revestem-se de flores, folhas, bicho, nascente... São
universos repletos de mistérios, mas abertos a visitação. São extensão
positivas de si para a vida de outros. Germinam possibilidades e sonhos em quem
toca. É rocha firme para suportar a vida, mas é terreno fértil para quem se
aproxima porque está sempre disposto a compartilhar, a doar, a agregar...
No mundo deveria haver mais
homens-montanhas compromissados com o outro. Pessoas de coração de mundo inteiro
com capacidade de nos fazer voar quem veio ao mundo com uma asa só. Gente-cobertor que acolhe nos momentos de
medo, frio ou solidão. No mundo deveria haver mais... Sei lá! Mais humanos,
menos gente.
Até breve!!!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Qual é o seu valor?
Venho por meio de este
informar que existem milhares de Sras. Bennet espalhadas pela nossa
patética sociedade. E o pior é que há também Senhoritas Belos Seios e Bundas a
rodo expondo seus “dotes” pelos programas de TV, festas, catálogos de “agência
de modelos”... Enquanto houver executivos solitários e “generosos”, elas
circularão solicitas por aí.
A espera de seus
príncipes montados em Porshes brancos. Como são felizes e realizados quando se
encontram!!! Eu adoro ver o amor fluindo em notas de cem reais. Os olhinhos brilhantes dos bonachões
engravatados ao lado de suas prendas de corpo curvilíneo que caladinhas enchem
os salões de beleza. São simplesmente apaixonantes essas moças-pichorras. (Quem
não sabe o que é pichorra, pesquise).
Juro que não falo com
crítica! Quem me dera ter esse poder todo no lugar certo. Mas nasci feia e tive
que estudar para conseguir algo. O pior é que não consegui grandes coisas. Ah,
nem vou pensar nisso para não bater revolta! Mas o fato é que isso existiu e
existirá sempre enquanto o mundo for mundo. Não vai mudar.
O melhor é deixar para
lá. Ignorar! Ser diferente no que der e ser feliz com o que se tem. No meu caso
tenho um pouco de inteligência. Elas têm medidas. Eu discuto sobre as questões sócio-políticas
e psico-filosófica do mundo com amigos. Elas sorriem. Eu fervilho em
questionamentos. Elas rebolam. Eu me viro nos 30 com meu salário de professora.
Elas esbanjam nos shopping. C’est la vie!
O importante é saber
que para uns o valor está nas atitudes, comportamentos e posturas; no que se
pode adicionar de bom ao mundo ou, pelo menos, a parte dele a que pertencemos.
Para outros, o valor está só no que “você tem a me oferecer em troca do que eu
posso lhe dar”.
Escolha seu lado. E façam um bom jogo!
quarta-feira, 2 de abril de 2014
FUTILIDADE DOS BAILES
Por Gabriella Gilmore
Se é ficção ou não, eu não sei, mas a visão dos encontros em
bailes do século XIX era basicamente uma caça ao "tesouro". A Sra.
Bennet, extremamente fútil, se pudesse venderia as filhas em leilão. Muito
materialista, ela basicamente se assegurava com a segurança que o casamento
traria para as filhas, mesmo se elas fossem infelizes. Na minha casa, não foi
muito diferente. Eu e minha irmã mais nova, fomos criadas para sermos
mulherzinha de casa e esposa de pastor. Não podia aparecer algum jovem novo na
igreja que ela tentava empurrar o rapaz para interagir conosco. Coisa
horrorosa! Muito dessa pressão te explica o porquê da minha repulsa por casamentos,
e hoje eu não sei mais, se eu realmente não quero isso para mim, ou se faço
isso só para irritar minha mãe.
" Quero dizer... e se eu não gosto do que eu gosto só
porque eu gosto, mas porque minha mãe não gosta, e não quer que eu goste? E se
eu realmente não gostar das músicas que gosto ou os filmes ou as roupas ou os
homens? E se eu não gosto do que pareço gostar?" (Lorelai Gilmore)
Me dizem por favor qual era o problema das mães daquela
sociedade!?
E você leitor, sofre ou já sofreu alguma pressão por conta da
comunidade hipócrita?
segunda-feira, 31 de março de 2014
Casar ou não casar? Eis a questão!
Lembro-me de meus pais lendo para mim histórias de princesas
e seus príncipes antes de eu dormir. Era comum eu sonhar com castelos, bruxas,
torres e o tal Encantado. Era pequena ainda, mas a coisa ficava, sabe? Era uma
espécie de lavagem cerebral diária onde a informação “O Príncipe é o caminho” repetia-se
até que invadisse meu inconsciente e dominasse meus sonhos.
E o tempo passou e eu saí dos contos de fada para conhecer
outros autores. Ainda não tinha uma visão literária como tenho hoje e menos
ainda senso crítico, então, aos 13 e 14 suspirei apaixonada lendo Sidney
Sheldon. O príncipe estava lá, mesmo que sem cavalo e capa e com pequenos
defeitinhos.
Graças a Deus cresci! Não conheci o tal príncipe, mas casei
com algo que parecia perto de algum tipo de nobreza na época. Também, sejamos
francos, eu não era nem de longe uma princesa. Então, tudo estava dentro de um
parâmetro confortável. Amor? Bom, naquela época eu achava que sim. Amor era
facilmente confundido com calores em certas partes e algumas crises de choro ao
som de Bee Gees. Contudo, havia um envolvimento que permitia querências típicas
como ficar ao lado, não se ausentar por muito tempo, trocar informações do dia
a dia. Hoje vejo mais como “ausência parental”. Explico-me: meus pais
separados, minha mãe não tinha diálogo comigo, meu padrasto era um saco. Eu
vivia num universo só meu e do tal “semi-príncipe”. E um pensamento inocente
alerta: identifico-me com ele, logo o amo. A juventude é inocente, e o pesadelo
da maturidade. Mas enfim...
Casei-me aos 22. Foi bom! Foi dentro do esperado. Embora
confesse que por algumas vezes pensei nos dragões e lobo maus que conheci ao
ver o meu príncipe roncando ao meu lado. Noites insones inspiram pensamentos
nem sempre produtivos. Fiquei 17 anos casada oscilando entre “Eterno enquanto
dure” e “Acaba logo pelo amor de Deus”. Até que acabou. Bom, não é disso que é
para falar. Voltemos ao ponto...
“O casamento é uma necessidade?”, você perguntou. Não! O
casamento é um estágio da vida que pode ser perfeitamente ignorado. “E quando
se deve casar?” – você deve estar se perguntando. Case-se quando a vida lhe
assinalar que é a hora. Ainda que o juízo aponte riscos. Case-se quando você
pensar que a vida com aquela pessoa pode ficar melhor, mesmo na incerteza.
Case-se e pronto! Só não se case porque está ficando velha, porque as pessoas
estão cobrando, porque vai ficar para “titia”, porque quer alguém que a
sustente.
Ficar velha é algo natural. Pague uma aposentadoria privada,
tenha boa alimentação e prepare-se para uma velhice saudável e segura.
Casamento não é INSS para garantir a sua aposentadoria. As pessoas estão
incomodas porque você não tem um namorado? Dê a elas um gato e mande que elas
cuidem das sete vidas dele ao invés da sua. Está ficando para titia? Seja uma tia maneira!
Vá ao cinema com os sobrinhos, jogue videogame com eles, curta essa galerinha
que é incrível de se conviver quando nos disponibilizamos a entendê-los
lembrando que fomos como eles.
Se não esquecer que casamento não é refúgio, é compromisso;
não é obrigação, é decisão; tudo dará certo. O importante é agir com
consciência para não entrar no arrependimento. E amar, amar, amar... e quando
possível, amada ser.
CASAMENTO, UMA NECESSIDADE.
Por Gabriella Gilmore
"Bem sabe que não sou romântica. Nunca fui. Desejo
apenas um lar confortável; e, considerando o caráter do Sr.Collins, suas
relações e sua situação na vida, estou convencida de que tenho tanta
possibilidade de ser feliz quanto qualquer outra pessoa que se case."
Disse Charlotte Lucas.
Essa foi a explicação de Charlotte a Elizabeth Bennet,
quando aceitou o pedido de casamento do primo da Srta Bennet. Srta Lucas sabia
que três dias antes, Sr. Collins havia pedido a mão da prima que na mesma hora
recusou.
Sem segurança financeira, e quase chegando aos trinta, Srta
Lucas temia um futuro solitário e sabia que os pais não estariam ali para ela a
vida toda. Não era comum a mulher trabalhar e se sustentar naquela época,
portanto a única salvação para elas era o casamento. Nessas relações, o amor
surgia através da convivência, ou não. Nos dias de hoje, algumas mulheres
acabam repetindo histórias do passado. Por que? O que faz uma mulher esperar tanto tempo para o casamento? Dessas mulheres que tenho conhecido através deste romance, tenho me identificado com Elizabeth, mas essa fala de Charlotte externou muito o que eu penso sobre a condição da mulher com a idade "avançada". E para você, o casamento é uma necessidade?
quinta-feira, 27 de março de 2014
Não Deixe de Olhar Por Aí!
Olhe para fora sim, Gabi!!!
Porque olhando para fora observamos a miséria humana que
percorre calçadas de narizes empinados e bolsas Louis Vuitton. Gente
falsificada por inteiro. Ostentam orgulhosas seus luxos na tentativa fútil de
esconder seu lixo, alma podre na grande maioria das vezes. Então, olhe para fora para não se contaminar,
para não ficar igual, não cair no padrão. Como diz na canção de Guilherme
Arantes “Prá nunca
perder. Esse riso largo. E essa simpatia. Estampada
no rosto...”. É preciso cuidado para esse vermezinho nojento da sociedade
hipócrita não entre por nossas narinas nos fazendo perder o senso do real, do
verdadeiro, daquilo que dá sentido ao viver: a essência.
Darcy está certíssimo! Há um lado oculto em nós que nada nem
ninguém muda. É o lado que questiona e incomoda. O lado que alfineta e instiga.
O lado que pisa nos bons costumes com salto 15 e escarna dos conceitos de certo
e errado. O lado que assombra a moral. Em certo texto meu coloquei a afirmação
de que somos prostitutas na calçada da vida, todos sem exceção; e alguém se
indignou nos comentários. Imagina o senhor de gravata e terno sendo comparado a
uma prostituta! Despautério total de uma aspirante a escritora. E eu ri as
gargalhadas lendo aquilo. Sabe por quê? Tinha achado a prostituta decadente no
meio de todas as outras.
Levanta a cabeça e olha como o mundo lá fora tem alma doente e fétida.
Faz isso para semear todos os dias uma flor nova em você. Para que você não sinta
o cheiro prurido que eles exalam quando falam de suas posses, suas origens,
suas vitórias... Orgulhosos decrépitos que ignoram o pedinte na calçada, mas
discutem inflamados sobre a fome do mundo num banquete. Coloque todo dia uma
dose a mais de humanidade no seu café, Gabi, para que você nunca faça isso. Que
seu orgulho seja dormir em paz diante de suas escolhas, atos e conceitos.
Porque assim, todo dia, você caberá mais nos ambientes e ampliará mais o seu
interior.
quarta-feira, 26 de março de 2014
CORREÇÃO DE CARÁTER
Por Gabriella Gilmore
Eu conhecia Jane Austen pelos
filmes, mas ainda não havia lido nenhum de seus livros. Fui agraciada com
Orgulho e Preconceito este mês e estou apaixonada. Acontece que Austen escreve
da forma como eu gosto de ler. Adoro diálogos, e como meu cérebro não processa
muito bem autores que descrevem muito o ambiente e cenário, eu aproveito melhor
textos introspectivos. Um mapa interior me cai melhor. "Olha para fora
Gabi!" Diria Zibetti para me atormentar, rs, porém o interior sempre me
chamou mais a atenção.
A princípio, achei que o livro
abordasse preconceito racial, ou coisa do gênero, e estava curiosa para saber
que tipo de orgulho ele tocaria, e mais uma vez a autora conseguiu me
conquistar. A leitura tem sido leve e agradável, e no meio de tantos
personagens de personalidade forte e distinta, você acaba se identificando com
algum. Ate o momento, estou na mente e no coração de Elizabeth. O que será que
minhas companheiras de clube estão achando?
- Existe, acredito, em cada
temperamento a tendência para algum mal, uma falha natural que nem mesmo a
melhor educação pode extinguir. Falou Sr.Darcy.
- Seu defeito é uma propensão a
odiar todas as pessoas. Retrucou Elizabeth.
- E o seu - replicou ele,
sorrindo - é fazer questão de não compreendê-las.
Nesse trecho os personagens
falavam sobre o jeito difícil e orgulhoso que Darcy encara a vida. Creio que no
decorrer da trama, algum motivo Darcy deve ter por agir assim. Eu o adoro e não
acho que ele seja vilão, inclusive não é atoa que Eliza se apaixonará por ele.
Você já se apaixonou por alguém
que odiava? Eu já.
sexta-feira, 21 de março de 2014
ORGULHO E PRECONCEITO
Livro em discussão até dia 17 de abril de 2014.
Leia conosco!
Sugestão da Colunista: Gabriella Gilmore
Leia conosco!
Sugestão da Colunista: Gabriella Gilmore
"Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho se relaciona mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós. " Jane Austen.
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