sexta-feira, 14 de março de 2014

Resposta para o Post: Casamento, prostituição legal?


Ih! Parece que a nossa Gabi está brava, não é? Calma, Gabi! Senta aí e vamos conversar.

Primeiro vamos falar do tal “amor romântico”. Bom, ele existe sim. Ele só não é essa coisa cheia de rendas, cetins e rapapés dos romances, filmes e novelas. Ele existe com remendos, muitas vezes. Sem frases estilosas na maioria dos momentos. O “amor romântico” é a vitória de uma luta diária da convivência com o outro o suportando em suas fraquezas, defeitos, medos... É um exercício de paciência, de doação de si. Amar é mais que andar por aí de olhinhos brilhantes e sorrisos. Amar é crescer e amadurecer do lado do outro em todos os sentidos. Amar é, muitas vezes, superar-se.

Então não passe sua vida idealizando uma praia paradisíaca onde você e seu amor, correrão ao som de “Love Story” para os braços um do outro todas as manhãs. Isso não existe! Haverá dias de chuva onde uma Gabi encharcada e estressada esperará debaixo de uma marquise um Sr. X atrasado, que ao chegar terá uma desculpa boba que vai lhe irritar, mas que você deixará passar porque no final de tudo, ele chegou e isso é o que importa.

O segundo ponto é a questão filhos. Não confunda casamento com filhos. Nem toda mulher nasceu para ser mãe. Nem todo homem nasceu para ser pai. Ser mãe e pai é um estado de alma. Eu já fiz grandes Ms na minha vida, mas ser mãe foi e é a única coisa que faço com a certeza de fazer bem. 

Existem casais extremamente estruturados criando filhos complexados, mimados, largados... Criar e educar uma criança não está associado a dinheiro ou a uma aliança, e sim a valores morais e emocionais que devem ser transmitidos a essa criança. 



Amor de filho é o único amor que, com toda certeza durará para sempre. E é um amor tão grande que não há léxico suficiente para descrevê-lo. E esse amor não nasce só com da consangüinidade. Ele nasce de alguma força mágica que se desenvolve quando ouvimos pela primeira vez a palavra “mãe”. 


Tua prima, minha cara, é uma parideira. É diferente de ser mãe. Não use esse ser como referência. Parideiras estão aos montes por aí esperando a bolsa-família, bolsa-escola, bolsa-miséria... Sei lá mais que bolsa é dada a essas tralhas sociais! Mulheres como essas não são mães.


Casamentos destruídos? Ah, esses têm por aí a rodo. Mas quando se separam devem ser parabenizados. Porque é preciso muita coragem para se tomar a decisão do divórcio. Não é fácil como parece. A prova disso é a quantidade de casais que vivem um casamento de conveniência, desrespeitando o que um dia foi amor e carinho, em camas de motéis com amantes. Isso é ruim! 

Agora uma coisa eu tenho que concordar com seus amigos: pensar demais não ajuda. O que é melhor:


1- Saber que tentamos mesmo não tendo dado certo; ou
2- Passar uma vida de aparente segurança mas pensando em como seria se tivéssemos tentado?

“Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira”, cantou Renato Russo. E é uma verdade! Eu, como já disse fiz grandes Ms na minha vida, mas não me arrependo de nenhuma delas porque pelo menos eu tentei. Nunca me menti não vivenciando meus desejos só para não sofrer, ou para que a sociedade se agradasse de mim, ou para ser boa filha... Sempre me entreguei aos meus sonhos e oportunidades. Se sofri? Sofri, mas faria tudo de novo. Porque os erros também me fizeram ser o que sou hoje. 

Acertar e errar, meu anjo Gabriella, é viver. É parte do aprendizado. Só não pode não viver pelo medo de sofrer, de chorar, de errar... O que não pode é não amar por medo do amor. Pense nisso.


Até o próximo!

Waleska Zibetti

quinta-feira, 13 de março de 2014

Casamento, prostituição legal?

Por Gabriella Gilmore

Julia me lembrou muito Johanna Schopenhauer, mãe do filósofo Arthur S.  Casou-se por qualquer outra coisa, menos por amor. Será que amor romântico alguma vez realmente existiu? A maior crueldade é quando essa frustração é passada para os filhos.
Leia a definição de casamento no qual Julia conversa com o padre.
“O casamento, instituição em que hoje se funda a sociedade (em 1800), faz-nos sentir todo o seu peso; para o homem a liberdade, para as mulheres os deveres. Nós lhes devemos toda a nossa vida, eles devem-nos apenas raros instantes. Enfim, o homem escolhe, e nós nos submeteremos cegamente. Pois bem, o casamento tal como hoje se efetua, afigura-se-me uma prostituição legal.” Pg 91.
Mas no final do trecho Julia confessa que “Fui à própria autora do mal, tendo desejado este casamento”.
Pois bem leitor, muitos amigos casados me criticam falando que eu fico pensando demais se caso ou não, e que aonde come um, come três, etc. Mas sinceramente não quero m e casar para agradar ninguém, e muito menos ter filhos só porque estou passando da hora de ser mãe. Se eu não puder dar atenção, educação de qualidade, vida social, e boa alimentação, me desculpem, por uma criaturinha no mundo para passar raiva (como muitas vezes eu passei quando adolescente por falta de certas coisas materiais e emocionais), não, obrigada.
Uma vez uma prima, que estava grávida do 8º filho no seu 30º aniversário, teve a cara de pau de dizer que “eu coloco filho no mundo para depois eles trabalharem para me sustentar”. As crianças vivem num pardieiro, sem conforto, sujas, e jogadas. Pelo amor de Deus, seres humanos que colocam filhos no mundo assim devem pagar caro. Francamente!
Arthur Schopenhauer, depois que perdeu o pai aos 16 anos pelo suicídio, culpou sua mãe vaidosa pela depressão do pai. Johanna, muito inteligente, extrovertida e arrependida do casamento, pode ter sido motivos por Arthur ter sido tão pessimista, mesmo herdando a genética do seu pai.
As pessoas têm que entender que filhos não são gerados para companhia apenas não, como se fossem bonecos, que a gente usa e abusa, depois descarta. Foi basicamente isso que aconteceu com o fato de Julia e Johanna terem sido mães antes da hora. Não tinham maturidades para isso.
As histórias se repetem, mulheres são compradas ou vendidas por conta própria. Acabam trocando a chance de um dia conhecer alguém que faça a vida valer a pena por alguma conveniência barata, trazendo até mesmo desagradáveis situações de geração a geração.


sábado, 8 de março de 2014

Resposta Para o Post: Antes só do que mal casada (?)



A sociedade acha-se a dona da razão. E faz cobranças com ares de autoridade. Está solteira? Se case. Está casada? Tenha filhos. Teve filhos? Se anule. E por aí vai a louca sociedade ordenando coisas. A própria figura da Rainha de Copas pelos campos de críquete a ordenar que cortassem a cabeça dos seus "opositores".

No post "Antes só do que mal casada", Bruna Mota nos questiona sobre o paradeiro dos príncipes. Acho que contar a moça que a grande maioria está nos salões fazendo as unhas, cabelos e sobrancelhas. É, minha gente, assumiram-se. Tempos modernos...

Querem um conselho? Apaixonem-se pelo dragão, pelo lobo mau... Esses caras cumprem ordens de mulheres e nos observam por tanto tempo tempo que sabem mais de nós que os príncipes que estão sempre por aí atrás de sabe lá Deus o quê. É preciso olhar mais para os lados, abrir possibilidades, criar novas expectativas, pontos de vista. Inovar-se. Renovar-se! Sapos haverão sempre no caminho, mas que não deixemos nunca de beijar por medo deles. Arriscar faz parte do viver. 


E quanto a perfeição, minhas queridas, desconfie dela. Quem não acorda descabelado e de bafinho, por exemplo, não é humano. Ser humano é falho e é essa falha que faz o convívio se tornar interessante. Escolha para vocês aquele cara que lhe der  flores sem motivo e acredite no "Te amo" que vier no meio da cena de maior suspense do filme "O Exorcista". A verdade brota do inesperado. O previsível é chato!

Já falamos de idealização, não é? Do quanto isso pode ser frustrante. Sabe o que acho crueldade? Incentivarem as meninas a idealizarem esses pares perfeitos. Não me veja como cética, por favor. Eu creio no amor. Contudo, acho que o amor só acontece quando aprendemos a amar o defeito do outro. Amar somente qualidades é comodismo. 

A catástrofe esquizoide do mundo moderno começa nessa confusão que é conhecermos melhor o cara que mora do outro lado do mundo pelo computador, enquanto desconhecemos por completo o vizinho da porta da frente. Se as pessoas se escondem em seus celulares por puro medo de dar "Bom dia!", como poderão encarar olhos ansiosos por ouvir "Te amo!"?

Relacionar-se, ao meu entendimento, tem que seguir um passo a passo. Primeiro preciso se conhecer e se amar, se achar a melhor companhia do mundo, rir de si e chorar consigo. Quando você conseguir ser o suficiente para si, aí sim estará pronto para o outro. Não é fácil chegar a esse ponto de equilíbrio emocional. - Levei mais de trinta anos para encontrá-lo, lembra-se? - E muitas serão as noites que a carência se sentará ao seu lado para ver o sol nascer. 

E, então, o que fazer no fim das contas? Fácil! Ser feliz. Solteira ou casada, sozinha ou acompanhada, tanto faz; o importante é nunca desistir de SER FELIZ. 


Waleska Zibetti

Antes só do que mal casada (?)

A sociedade nos cobra sempre a função de estar junto à alguém e é estranho quando não se está namorando ou casada com alguém, principalmente quando se chega a uma certa idade!
Onde foram parar os príncipes encantados, os cavalheiros e os amantes a moda antiga?
Infelizmente cara leitora do nosso blog, nós crescemos e príncipes estão cada vez mais raros e os sapos vemos aos montes!
Uns bacanas em algumas coisas e péssimos em outras tantas, enfim eles existem (Não desacreditem totalmente)!
No livro do Balzac, retrata-se um mundo em que nem se sonhava falar em divórcio, em que desde o pai de Júlia d’Aiglemont (heroína) aconselha sobre os alertas sobre saber melhor escolher um marido, pois via no escolhido de Júlia um homem que não a faria feliz a consolidação de um casamento infeliz!

Ele diz no livro: "As moças criam frequentemente nobres, arrebatadoras imagens, figuras ideais, e forjam ideias quiméricas a respeito dos homens, dos sentimentos, do mundo; depois atribuem inocentemente a um caráter as perfeições que sonham e nisso confiam; amam no homem de sua escolha essa criatura imaginária; porém mais tarde, quando não há mais tempo para libertar-se da infelicidade, a ilusória aparência que embelezaram, seu primeiro ídolo, enfim, se transforma num esqueleto odioso.". Sobre o futuro genro ele conclui: "É um desses homens que o céu criou para tomar e digerir quatro refeições por dia, dormir, amar a primeira mulher que apareça e bater-se. Não entende a vida ... não é dotado dessa delicadeza de coração que nos torna escravos da felicidade de uma mulher...". Com isso reflito que nós crescemos com aquela máxima que devemos crescer, estudar e numa determinada idade namorar, noivar, casar, ter filhos e chegar a lógica vivam felizes para sempre. E tudo isso pra quê?
Neste Século XXI, ainda vemos pessoas infelizes a custa do medo de estar só e do que vão achar por essa condição. E vemos tantos casamentos frustrados, concluídos somente nessas premissas, lares infelizes e pessoas cada vez mais desequilibradas e cabisbaixas porque acha que tem que estar na condição de casada para agradar a todos.
É lamentável sim, saber que muitas pessoas estão sozinhas mesmo com o "mundo ao seu redor"!"Quem se vende por segurança... Acaba numa verdadeira prisão."

E quem está sozinho solteiro seja por opção não é de fato um solitário, porque independente de estado civil o que realmente importa é o nosso bem estar e como encaramos a vida!
E para isso precisamos aceitar a nossa própria companhia! Quem se ama, pode plenamente amar outras pessoas. Ou seja, todos são livres para escolher um companheiro (a) que mais lhe agrade e te faça vibrar em altas frequências, mas, se demorar a chegar não se angustiem, utilize esse tempo para aprender a se conhecer, a se alegrar, se aperfeiçoar.
Siga o que seu coração pede e goste de você primeiramente para que os pares que se formem sejam melhor sucedidos.

Até o próximo post!
Au Revoir

Resposta Para o Post: Dia da Mulher



"O coração de uma mulher
é um oceano de segredos"
(Rose deWitt Bukater, in "Titanic")

Quando se trata de mulher, nada é exato e tudo faz sentido.

Mulher é o lado suave da força e a força da suavidade.
É um amontoado de sentimentos antitéticos 
que se confundem fazendo do mais completo caos sensitivo
a maior obra da natureza.
Qual outra criatura seria capaz de se expor tanto
para dar a outro o direito de viver?
Mulher é doação.
É a personificação da sensibilidade humana.
É o coração da vida. 
Mulher é a esperança divina na raça humana.
Um ser que chora sem aparente razão 
e que se ergue gigantesca no meio das dificuldades.
É a águia que empurra a cria do ninho
e também o farol que indica o seu lugar seguro.
É o braço que ara a terra, quando preciso.
E a mão suave que aconchega.
É a fala dura que corrige.
E o olhar complacente que acalma.
Que todas as mulheres se sintam sempre
homenageadas, amadas, queridas, admiradas...
Porque o mundo sem a mulher...
NADA seria.
(Waleska Zibetti)

DIA DA MULHER (resposta)


(Esse clube está meio feminista né?)

Bom dia pessoal! Feliz dia da mulher para as leitoras. 

Sigo o blog de uma amiga que considero inspiração, e o texto que ela publicou hoje é perfeito, assim como os outros. Sinta o cheiro da pitanga aqui .
Tudo que ela fala e escreve mexe comigo, e acredito que mexe com quem acompanha suas opiniões também. Muita coisa eu concordo, e amo até quando discordo. Pessoas inteligentes demais nos deixa essa impressão. (Amor e ódio).
Ela comenta sobre a passividade da mulher no qual começa com o corpo. Daí me perguntei: Será que as “acompanhantes” são tão passivas assim?
Mas entendo que há muitos aspectos no qual a mulher é frágil, impotente, mas nem por isso as considero vítimas.
Penso isso porque meus ouvidos são violados a todo momento, pelo porteiro do prédio em que moro, pelo instrutor da autoescola, pelo motorista de ônibus, pelos meus e pelas minhas familiares, pela imprensa, pelo marketing sem limites, pelos meus chefes.
Nesse trecho ela comenta sobre os comentários/elogios/assédios que escuta no dia-a-dia, porém penso que muitas mulheres também não fazem por onde. Há aquelas vulgares, desbocadas, briguentas, e francamente, elas não escutam essas coisas do nada. Conhecendo a autora do Incenso de Pitanga, acredito que no caso dela foram elogios.
Eu entendo que elogios são complicados, se os aceitamos assim rápido, somos vaidosas, e se não aceitamos, somos grossas. Vai entender!
A mulher tem essa data especial por alguma razão. Eu nunca li sobre essa data e tampouco faço ideia do motivo, mas pensando comigo mesma, a mulher vem conquistando sim um espaço que será só dela, se já não é, e muitas de nós tem de parar de ser a vítima e tomar controle de vez sobre a vida e o que a rege.
Às vezes comparando o homem e a mulher, já cheguei a pensar que se pudesse escolher vir na outra vida em outro sexo, seria legal voltar homem, porque são desapegados as emoções e fortes, tanto muscularmente como psicologicamente, mas analisando melhor, os homens não são tão fortes assim. Eles sofrem até mais que nós, mas sabem reprimir as dores. Sei que quando eles se machucam e vão para o hospital, eles morrem de medo, e quando estão doentes ficam mais fragilizados que nós.
No trecho “Os homens querem uma "gata selvagem" que satisfaça seus desejos, enquanto elas querem um lobo que as devore devagarzinho. Ainda na vibe do livro de Balzac, a mulher quando passa do fogo dos 20 e uns, não creio que querem ser devoradas devagarzinho não, o homem sim, é incansável. Podemos pegar exemplos dos coroas que se amarram nas de 20 e uns, que ainda estão na fase do fogo e conveniências. Existem fases, existem pessoas, e no meio disso tudo, existe as variações. Todo excesso passa com o tempo, porém sei que alguns traumas não. Nisso eu concordo que a mulher se traumatiza com mais facilidade e infelizmente não tenho solução para isso, mas sei que somos mulheres do nosso destino, precisamos confiar em nós mesmas e buscar o final feliz.
E você? Em qual momento se sente fragilizada?


*Acompanhante: garota de programa.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Resposta Para o Post: "AOS TRINTA ANOS"



Quando eu fizer 15 anos... - era assim que eu pensava quando descobri que ter quinze anos era uma eca. Todo mundo me cobrava pelo que eu não estava pronta e tirava de mim os direitos de dúvida pertinente a idade com os "Você ainda não tem idade para isso!". Então, solitária em meu quarto eu suspirava entre as folhas de algum livro de Sidney Sheldon (autor muito popular entre as sonhadoras da década de 80) "Quando eu tiver 21..."

E quando os 21 chegou, eu já estava para me casar. Vai me criticar? Eu queria sair de casa e um marido era a chave da porta. Amor? rs... Amor veio com o tempo. E eu amei o meu ex-marido por aproximadamente 15 anos. Aí o casamento virou adolescente... E isso é uma outra história. Bom, cronologicamente fui mais aos 25 e depois aos 30. E aí...

Existe um clique mágico que é acionado na noite que dormimos com 29 para acordar com 30. É muito estranho, mas tudo fica diferente na manha dos 30. Eu me lembro que vesti branco, que teve festa e que em silêncio eu observava as pessoas ali. Era o começo do questionário complexo que viraria meus dias dali em diante. 


Era comum eu parar no espelho e me encarar por horas. "O que você quer?", essa pergunta vinha de uma mulher que habitava o fundo dos meus olhos. Eu não respondia. Eu não sabia ainda. Só sabia que eu precisava ouvir aquela mulher, buscá-la, trazê-la para mais perto de mim. E ela sussurrava convidativa "Você me quer?".

As mudanças de comportamento foram notadas e criticadas. Ridícula, estranha, louca, linda... Adjetivos amontoavam-se nos meus ouvidos. E a mulher cada vez mais sedutora me perguntava no espelho "O que você está esperando?". Noites intermináveis de pensamentos confusos e complexos eram cada vez mais comum. Tão difícil se encarar e descobrir que a vidinha perfeita era só um estado de comodismo. Eu queria mais, eu sabia que podia mais. Meu corpo inteiro pedia por mais. Mais do que? Essa era a grande dúvida.

Aos 35 anos, uma frase vinda de um estranho me fez ganhar coragem de ir atrás de mudanças. "Por que você não vive o que o teu olhar deseja?". Primeiro mudei a forma de encarar o casamento. E comecei a dizer "Não!". Foi bom demais! E do não que dei a sociedade, fiz o sim para mim. Vocês não podem imaginar o leque que se abriu a minha frente.

A mulher do espelho perguntou: "O que você quer?". E eu respondi: "Ser LIVRE!". E ela replicou: "Você me quer?". E eu não hesitei: "Sim!". E, ela sorriu corajosa e vitoriosa: "O que está esperando?". Aos 36 anos de idade, eu estava solteira outra vez. Livre! Assustada com o que faria dali para frente. Mas eu era livre!

Pele primeira vez na vida eu era Waleska Zibetti e não o que a sociedade ou família queria. Cada passo de minha vida seria por minha conta. Certo ou errado. Mas eu estava feliz. Vontade de correr cantando "The hills are alive with the sound of music...". A vida era assustadoramente nova, mas as possibilidades encantadoramente charmosas. E abracei todas que tive.

É possível ser feliz sem uma aliança. É possível se sentir pleno sem estar necessariamente carregando o sobrenome de um outro alguém. É humanamente possível viver sem chamar alguém de "marido".

Ainda fico, as vezes, acordada na madrugada pensando sozinha. Mas hoje as noite de insônia não me incomodam mais. Servem para ouvir uma pouco de boa música, ler, escrever e sentir que estou viva e feliz. Mas foram preciso mais de 30 anos para descobrir que para ser feliz eu precisava de MIM. 

(Waleska Zibetti)

AOS TRINTA ANOS





Por Gabriella Gilmore

“De fato, uma donzela (aos 20), tem demasiadas ilusões, demasiada inexperiência, é o sexo o grande cúmplice do seu amor, para que um homem possa se sentir lisonjeado, enquanto uma mulher (de 30), conhece toda a extensão dos sacrifícios que tem a fazer. Uma é arrastada pela curiosidade (20), por seduções estranhas às do amor, a outra (30) obedece a um sentimento consciencioso. Uma cede, a outra escolhe”.
Resumindo: aos trinta anos a mulher sabe o que quer. Por isso é fácil se casar cedo, porém, para as mulheres de 30 fazer lista de prós e contras salva vidas.
Ontem me deparei com um ex namorico na rede e mesmo não tendo notícias dele há anos, ele de cara perguntou se eu estava casada e se eu gostaria de ir morar com ele. Achei super engraçado o papo torto, e logo fui falando: Não gosto de sexo, não quero ter filhos. Ele se chocou. (Adoro chocar as pessoas). Defendi com louvor o fato deu ter me tornado seletiva demais, e de canja o mandei ler o artigo que escrevi “Solteiras sim, por que não?” [ Leia aqui ] e ele discordou dizendo que Deus deseja que sejamos felizes com alguém. Eu abri um parênteses, claro, falando que Deus quer que sejamos felizes sim, mas bem acompanhados ou solteiros por opção. Casamento virou lei agora?
Estou achando o máximo o assunto desse livro, porque ele levanta temas que ainda choca e rotula as pessoas.

“Enfim, além de todas as vantagens da sua posição, a mulher de trinta anos pode se tornar jovem, representar todos os papéis, ser pudica, e embelezar-se até com a própria desgraça.”


A segurança em si própria é algo que me chama a atenção nesta fase. Obviamente há pessoas que estará vivendo os 30 com postura de 20, e por ai vai, mas no geral é uma fase em que a mulherada tem que se curtir muito e orgulhar-se do quê tem se tornado.
E você? O que está achando dos 30?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resposta Para o Post: Solteiras sim, por quê não?


"Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida fosse diferente
e comecei a ver que tudo o que acontece
contribui para o meu crescimento.
(Charles Chaplin”)

As pessoas me perguntam sempre: “Você não vai casar de novo?”.  Imediatamente eu respondo: “NÃO!”.
Não! Eu não sou traumatizada com o casamento. Eu fui feliz por um tempo dentro dele. Mas lembro das mudanças que falei que acontecem aos 30? Pois bem, eu passei  por elas e comecei a me interrogar sobre “vida a dois”. E de repente ficou muito difícil me calar para as coisas. É preciso saber que tudo tem um tempo para ser. E é preciso identificar esse tempo. Quando o prazo de uma relação expira, é melhor dar “adeus” que viver em suspiros e lamentações.

Quando me separei vieram cobranças. E por uns meses olhei-me mutilada. Onde estava a parte que me completava? Cheguei a pensar que eu era mesmo incapaz de ser feliz e fracassada como mulher. – Olha o tamanho da idiotice! – Mas o tempo passa e um dia me encarei no espelho e... BOOM! Tinha outra mulher me olhando. Era mais bonita, seu olhar mais firme e brilhante, era desejosa de vida... Completa.
Estar sozinha, fez com que eu buscasse em mim tudo que eu precisava. Abandonando a dependência, pude olhar para cima. E que delicia foi descobrir que o mundo me esperava de braços abertos. E que a vida estava começando para mim.

Casamento é bom sim! Mas não é tudo. TUDO é o amor. O amor que deve começar em nós e se expandir para os que nos cercam dormindo ao nosso lado ou não. 
(Waleska Zibetti)

Solteiras sim, por quê não?


Por Gabriella Gilmore

“O futuro aponta para uma nova forma de estar só. Mais pessoas vão perceber que viver sozinho não significa solidão.” 
Via Facebook por R.N.Lins

Perfeita frase para resumir o assunto do post de hoje.
Estive conversando com algumas pessoas que basicamente optaram por não se importar com a “solteirice”. Posso dizer assim?
O tema ainda é delicado.
Lembro que fiquei um pouco sem graça ao abordar algumas pessoas para saber um pouco sobre esse lado íntimo. Algumas pessoas se sentiram invadidas e envergonhadas.  Mas por quê?
Estamos vivendo em um momento especial, digamos assim, para as mulheres. Conquistamos independência, não precisamos nos casar por conveniência para agradar a família, sociedade ou sair de casa, temos oportunidades de bons cargos e muitas são chefes de família.
Como estaremos daqui a 50 anos? Não faço a menor ideia.
Ainda existem algumas críticas por parte dos homens, que ofendidos por estarem perdendo seu posto, sempre vêm com piadinhas: Ah, mas vocês não lutaram por independência? Agora aguentem!
Ouvi isso hoje no trabalho, quando em uma mesa de dois homens e uma mulher, esta pagou a conta toda. Claro que foi brincadeira, mas lá no fundo isso os incomoda.
Estariam os homens perdendo o seu papel?
Júlia, na história de Balzac, se casa jovem e após um ano de casada ela começa sentir as frustrações de um casamento por conveniência. Logo se apaixona por outro rapaz, mas quando engravida de Helena, ela decide não viver sua paixão para criar a filha nos conformes: pai, mãe, um lar. Ela basicamente adoece de apatia.
História que foi escrita no século XIX, ainda se repete nos dias de hoje. O que há de errado?
Conversando com uma jovem de 29 anos, muito bonita, super culta e independente, ela me convence de que estar solteira não é nada trágico. “As pessoas não têm ideia do poder que têm sobre a própria vida e o próprio corpo. A maioria vai vivendo sem planejamento, só imitando o que sempre vê... Suponho que daí venha também tantas frustrações. Esse mito do amor eterno não me convence. E isso de ter alguém para cuidar de nós é egoísta e idealizado.”
Com outra participante, R.A, de 38 anos, confessa que já era para estar casada, ficou noiva, passou no concurso e precisou se mudar, e a distância, juntamente com a independência, acabou afastando o casal. Depois ela chegou numa conclusão de que ele não era o cara certo, e confessou que o casamento nunca foi sua prioridade, e sim ter seu apartamento, carro e estabilidade.
“Quando se casar é um sonho de adolescência ele acontece, mesmo que seja de forma não muito duradoura.” Comenta M.G de 52 anos. Os dias se passaram, e como ela também nunca idealizou ter filhos, o “problema” não se tornou problema. Sempre pergunto sobre a questão de envelhecer e ter alguém para cuidar do companheiro, e a resposta dela foi à melhor: “Se você tem grana, você terá alguém para cuidar de você. Mas...” Ela frisou um sério detalhe. “Se você não tiver dinheiro para contratar alguém, você precisa no mínimo ser uma velhinha muito legal. Senão ninguém vai te suportar”.
Dialogando com as colegas do clube, o casamento passa a ser algo bom quando não vêm ligado as convenções tradicionais. O que perpetua é uma relação saudável, sem repressões, com sonhos em comum, pessoa que saiba dividir as alegrias e também as tristezas, ter um suporte sincero ao lado. Desapegar dos romances de novela faz bem, porque ali ilude as pessoas e fazem com que elas idealizem algo apenas escrito para ser vendido. E como diz minha mãe, “O casamento é um dom, e não é todo mundo que é agraciado com ele.”
E você, estar solteiro lhe incomoda?